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Actualizado às 5:02 PM, Aug 25, 2019

Judaica Mostra de Cinema e Cultura - Elena Piatok

A ‘Judaica – Mostra de Cinema e Cultura’ está de regresso para a sua 4.ª edição, de 16 a 20 de Março, no Cinema São Jorge, com filmes, música, livros, convidados e tradições culturais para todas as idades.

Depois de Lisboa, a Judaica regressa a Belmonte, entre os dias 14 e 16 de Abril; e estreia-se em Cascais, de 8 a 10 de Abril; e em Castelo de Vide, entre os dias 5 e 8 de Maio.

Entrevista a Elena Piatok (directora da ‘Judaica – Mostra de Cinema e Cultura’) 

Poderia falar-nos um pouco da importância do festival para a difusão da cultura judaica em Portugal?
Enorme, nem mais nem menos...porque ofereço escolhas que de outra forma não seriam acessíveis para o público português e que estão precisamente pensadas para isso, para divulgar e sobre tudo para criar e fazer florescer essa sementezinha que tantos portugueses levam dentro, a da sua longínqua identidade judaica. Fazemos isto através sobre tudo das sessões especiais, e das sessões para escolas. O propósito da Judaica é isso...divulgar e dar a conhecer a enorme riqueza da cultura judaica através de filmes, palestras, livros e música.

Quais as novas tendências, e /ou características que tem identificado no cinema Judaico, nos últimos anos?
Não penso que se possa falar nestes termos. O que é inegável é que todos os anos aparecem novos e extraordinários filmes de temática judaica, e um tema que não se esgota, que vai para além de tendências e que tem as mais variadas características. Eu tento escolher os melhores, dentro das minhas possibilidades e sempre pensando no meu público alvo.

Num mundo em constante mutação sente que ainda existe espaço para a expressão espiritual, e sente que é reflectida nas artes?
O mundo nunca parou de estar em constante mutação, penso eu! E a arte ou está imbuída de espiritualidade ou não será arte.

Sente que é notável a procura da identidade e valores Judaicos no actual panorama mundial cinematográfico?
Não gosto de generalizar e não tenho autoridade para falar numa categoria de “panorama mundial cinematográfico”. O que é verdade é que, como deixe entrever anteriormente, fico surpreendida, sim, pela quantidade de filmes de temática judaica que continuamente aparecem. Mas não penso que se trate de uma simples procura de identidade e de valores, são demasiado variados para os poder definir desta forma. Afina, do que se trata sempre é de contar histórias...penso que a essência da cinematografia é essa. É, foi e será. Contar uma boa história.

FUOCOAMMARE - Vencedor do Urso de Ouro em Berlim

O documentário de Gianfranco Rosi «Fuocoammare» (Fire at Sea), sobre a crise dos refugiados no mediterrâneo ao largo da ilha italiana de Lampedusa, venceu o Urso de Ouro para o melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Berlim neste sábado. O júri foi presidido por Meryl Streep.

O festival chegou mesmo a doar bilhetes a refugiados para estarem presentes nas sessões do certame. O realizador Gianfranco Rosi prestou tributo aqueles que arriscam as suas vidas para escaparem à guerra e à pobreza, e às pessoas de Lampedusa que os receberam de braços abertos. O realizador afirmou ao dedicar o prémio às pessoas da ilha “neste momento os seus pensamentos estão com todas as pessoas que nunca chegaram a Lampedusa nessas viagens de esperança”. Ainda acrescentou que ao questionar o Dr. Pietro Bartolo (um terapeuta local que acompanha os refugiados) a razão pelo qual Lampedusa recebe milhares de pessoas “Ele disse-me que Lampedusa é um lugar de pescadores, somos pescadores, e os pescadores, aceitam sempre, tudo o que vem do mar. Talvez isso seja uma lição que nós possamos aprender e aceitar tudo o que vem do mar,”.

«Fuocoammare» relata a vida diária na pequena ilha, sobretudo através dos olhos de Samuele, um jovem rapaz que constrói fisgas e vagueia pela ilha onde vive com os avós e o pai. No largo da ilha, a marinha italiana procura por embarcações sobrelotadas de refugiados oriundas do norte de África, nesses barcos sem condições morrem pessoas de sufocamento e asfixia dos fumos do diesel. A marinha traz os sobreviventes para Lampedusa e encaminhamento para os centros de refugiados. O filme tem distribuição nacional assegurada pela Leopardo Filmes.

Noutros prémios do Festival, o Urso de Prata foi atribuído a Mia Hansen-Love pelo filme «L´Avenir» (Things to Come), o prémio de melhor actor foi para Majd Mastoura no desempenho do tunisino «Inhebbek Hedi» (Hedi) e o galardão para a interpretação feminina foi para Trine Dyrholm no dinamarquês «Kollektivet» (The Commune). O melhor argumento foi para o realizador e argumentista polaco Tomasz Wasilewski em «Zjednoczone Stany Milosci» (United States of Love) e o prémio de melhor contribuição artística foi para o director de fotografia Mark Lee Ping-Bing no chinês «Chang Jiang Tu» (Crosscurrent).

Portugal venceu também um prémio no festival com o Urso de Ouro para a melhor curta- metragem «Balada de um Batráquio» o primeiro filme da realizadora Leonor Teles fora do contexto escolar, foi a mais jovem de sempre a vencer este galardão.

Ainda foi atribuído o prémio "Silver Bear Alfred Bauer" a um filme que abre novas perspectivas para o filipino «Hele sa Hiwagang Hapis» (A Lullaby to the Sorrowful Mystery), uma obra com oito horas de duração realizada por Lav Diaz. O director do festival Dieter Kosslick afirmou que visionar o filme de Lav Diaz foi uma experiência única, não só pela duração mas pelo facto da estreia do filme na passadeira vermelha se ter realizado às 8h30 da manhã...

A Metropolis continua a tradição e esteve novamente em Berlim, este ano com dois jornalistas, Rodrigo Fonseca e Rui Pedro Tendinha, saibam tudo o que passou na Berlinale na edição de Março da revista Metropolis.

Lista de Premiados:

Urso de Ouro de Melhor Filme: Fire at Sea de Gianfranco Rosi
Urso de Prata Grande Prémio do Júri: Death in Sarajevo de Danis Tanovic
Urso de Prata Alfred Bauer Prize: A Lullaby to the Sorrowful Mystery de Lav Diaz
Urso de Prata Melhor Realização: Mia Hansen em Things to Come
Urso de Prata Melhor Actriz: Trine Dyrholm em The Commune
Urso de Prata Melhor Actor: Majd Mastoura em Hedi
Urso de Prata Melhor Argumento: United States of Love de Tomasz Wasilewski
Urso de Prata para Contribuição Artística: Crosscurrent de Mark Lee Ping-Bing
Melhor Primeira Obra: Hedi de Mohamed Ben Attia
Urso de Ouro de Melhor Curta Metragem: Balada De Um Batráquio de Leonor Teles
Urso de Prata Prémio do Júrio (Curta-Metragem): A Man Returned de Mahdi Fleifel
Audi Short Film Award: Anchorage Prohibited de Chiang Wei Liang

 

Urso de Ouro de Melhor Curta da Berlinale para Balada de um Batráquio

Leonor Teles é a mais jovem realizadora de sempre a vencer o Urso de Ouro para melhor curta metragem no Festival de Cinema de Berlim. Uma dupla proeza, se pensarmos que Balada de um Batráquio é o seu primeiro filme fora de contexto escolar. O filme conquistou o Júri da Competição Internacional de Curtas Metragens da Berlinale, que lhe atribuiu o grande prémio, mas também o público - as ovações das salas esgotadas não deixaram margem para dúvidas.

"Balada de um Batráquio nasce aquando de uma revelação – a tradição portuguesa de colocar sapos de loiça à entrada de restaurantes e outros estabelecimentos comerciais para afastar e impedir a frequência de pessoas ciganas. Através da minha história pessoal pretendi chamar a atenção para um comportamento crescente que se aproveita da crença e da superstição como forma de menosprezar e distanciar outros seres humanos."

Leonor Teles

Fonte: Portugal Film

Festival Córtex - 6ª Edição

O Córtex, Festival de Curtas Metragens de Sintra, chega à sua 6.º edição, uma idade simbólica e prolífica em significado, tal como os filmes que fazem parte da oferta deste ano. Aliás, faz parte da seleção «Everything Will Be Okay», de Patrick Vollrath, uma obra nomeada para o Óscar de Melhor Curta-Metragem. A Mostra realiza-se de 18 a 21 de fevereiro, no Centro Cultural Olga Cadaval, e promete surpresas, mas não só. A METROPOLIS entrevistou Michel Simeão, diretor do Córtex, sobre o que se pode esperar desta nova viagem pelas curtas-metragens.

AM STRAN

Quais são os destaques da 6.ª edição do Festival Córtex?
O principal destaque da 6ª edição do Festival Córtex vai para a sessão de abertura, dia em que vamos estrear pela primeira vez em Portugal os filmes que compõem a trilogia de curtas-metragens realizadas por Terence Davis, um dos mais originais realizadores ingleses do séc. XX. Os filmes foram enviados pelo British Film Institute, são autênticas obras de arte, raridades que serão projetadas em 35mm. Marcam o início da carreira de Terence Davis, que utiliza estas três curtas-metragens como uma espécie de autobiografia, em que, através da personagem central, vai espelhando episódios da sua própria vida como o bullying de que foi vítima em criança, a descoberta da sua homossexualidade, a violência doméstica, a repressão religiosa, estruturando em 3 pilares fundamentais a narrativa: Sexo, Religião e Morte. Nestes três filmes, encontram-se os maiores medos e os mais profundos desejos do realizador. Claire Barwell, produtora do terceiro filme, «Death and Transfiguration», estará presente no festival para apresentar os filmes e falar acerca da obra de Terence Davis, numa entrevista conduzida por Ricardo Vieira Lisboa, do blog À Pála de Walsh.
Este ano, a escolha da programação tem como tema a infância. Porquê?
Por dois motivos, em primeiro lugar, porque fazemos 6 anos, que é uma idade com forte simbolismo, é a altura de ir para a escola, é a primeira etapa de responsabilização séria. Em segundo lugar porque a trilogia de Terence Davis tem um enfoque muito grande na infância.

Children 02

É o 2.º ano consecutivo que se realiza o Mini Córtex. Como correu no ano passado e o que podemos esperar de novo nesta secção?
O primeiro ano de Mini Córtex não poderia ter corrido melhor. Fizemos 4 sessões cheias de crianças, 3 delas oferecidas às Escolas Públicas do Ensino Básico do concelho de Sintra. Ver a sala de cinema repleta de pequeninos é uma emoção muito forte, porque estamos a formar futuros públicos, o que tem um valor inestimável. A nossa parceria com o Festival Monstra é uma das melhores coisas que nos aconteceu, este tipo de sinergia entre festivais faz todo o sentido e, de certa forma, o Córtex e o Monstra são pioneiros neste tipo de parceria, em que a colaboração e a ajuda mútua têm sido, para além de extremamente gratificantes, uma aprendizagem valiosa.

Death and transfiguration 01

Este é mesmo o último ano do Córtex, como preconiza a carta do Diretor? Porquê?
Não digo na carta que é o último ano do Córtex, digo que todos os anos sou invadido por um sentimento de alguma revolta que me faz pensar que será o último ano. A carta serve exatamente como um desabafo, um grito contra a ineficácia dos mecanismos de apoio à cultura em Portugal. É inadmissível que não exista por parte da grande máquina que é o Estado uma estrutura que possa apoiar festivais de cinema de forma realista. Só os grandes festivais, as grandes companhias de teatro, as associações culturais com máquinas bem oleadas, é que conseguem ter os meios para sobreviver às pesadas e burocráticas candidaturas, que exigem o impossível. Para poder concorrer a apoios temos de ter um certo número de dias de festival e um certo número de público, mas como vamos conseguir esses números sem apoio? O Córtex é feito exclusivamente com o financiamento da Câmara Municipal de Sintra, nossos co-produtores e com o apoio da União de Freguesias de Sintra, mas estas verbas não permitem alcançar o patamar que o ICA pretende para nos poder apoiar financeiramente. No entanto, o Córtex é um festival com provas dadas, um muito importante veículo de divulgação do cinema feito em Portugal e além-fronteiras, com uma forte comunicação na imprensa, e que não consegue preencher ainda os requisitos para ter direito a apoios do Estado. E não é só no cinema que isto acontece, é assim em tudo no que diz respeito à cultura. Já repararam bem nas candidaturas da Dgartes? O absurdo que é tudo aquilo? Em Portugal só se apoia quem já é crescido, não se estimula o crescimento, não se aposta em novos valores na cultura. E na verdade o que nos fazia falta eram pequenos estímulos, algum dinheiro, não falamos de valores extravagantes, qualquer coisa que viesse era uma importante ajuda, acontece é que não existem esses pequenos apoios, ou se dá muito dinheiro, ou não se dá dinheiro nenhum. Sublinho ainda que sou completamente contra a subsidiodependência, o Reflexo, associação sem fins lucrativos que produz o Córtex, paga ordenado a mais de meia dúzia de pessoas, exclusivamente com o dinheiro que faz das actividades culturais que produz, mas o apoio à produção cultural por parte do Estado é um direito que todos os produtores de cultura sem fins lucrativos deveriam ter acesso.

Fora da Vida still1

Qual é o balanço do Festival ao longo dos anos?
O balanço do festival é totalmente positivo. Cresce todos os anos, tem mais público, mais impacto, mais força e tem-se tornado numa referência e num festival muito respeitado com uma seleção de cinema e um desenho de programação de exímia qualidade. Tem criado novos públicos e descoberto novos realizadores que hoje em dia já começam a dar cartas. O nosso trabalho, estamos a fazê-lo e a fazê-lo bem, cabe aos políticos conhecerem a realidade de quem faz cultura neste país. Não servirá de nada trazer de volta um Ministério da Cultura, se não houver uma profunda alteração na forma como se pensa e investe na cultura em Portugal.

O que pensa da produção de curtas-metragens em Portugal atualmente?
Tem uma força incrível. Nos últimos 6 anos, temos tido o privilégio de assistir a um crescimento na produção deste formato que é galopante. Jovens realizadores surgem todos os anos com tanto para oferecer. A curta-metragem tem conquistado o seu lugar, impondo-se como um formato que sobrevive por si mesmo. A ideia de que a curta serve apenas como rampa de lançamento para o formato da longa-metragem está cada vez mais distante, porque há toda uma vida que só faz sentido se for medida pela versão mais curta, há narrativas, visões e todo um espectro emocional que só cabe na curta-metragem.

The Man Who Knew Infinity

Mais um biopic, agora sobre Srinivasa Ramanujan, o famoso matemático indiano que foi chamado pela Universidade de Cambridge para se tornar num dos mais importantes pioneiros das teorias matemáticas. Uma biografia certinha e sem alma, interpretada por Dev Patel e Jeremy Irons, que compõe com alguma dignidade G.H. Hardy, uma referência imortal da matemática moderna. Parece pensado unicamente como uma matinée televisiva para espetadores pouco exigentes. O mercado do TIFF foi mais simpático para este produto, com a tal leveza muito na moda, e consta que o distribuidor americano IFC pagou bem por ele...

Rui Pedro Tendinha em Toronto

The Man Who Knew Infinity - Toronto 2015

The Program

«The Program», de Stephen Frears, é a sua recriação da mentira desportiva de Lance Armstrong. Frears filma apenas o linchamento de um homem e acabou linchado pelos críticos internacionais que estavam em Toronto. O retrato do homem, aquele que está atrás do batoteiro, nunca lá aparece. A «The Program» falta subtileza, falta-lhe sentido trágico. Parece que é tudo a despachar, numa fórmula factual com a música de Alex Heffes a sinalizar o que não é preciso. Ben Foster brilha como Armstrong mas depois fica à espera de mais material humano. Este seu vilão está sempre exorbitado. Saímos da sala e lembramo-nos muito mais do documentário de Alex Gibney, «A Mentira de Armstrong» (2013).

Ao que parece, Frears tem dito em entrevistas que quis filmar algo que não compreendia: o ciclismo. O que não compreendemos é o que quis descobrir. Adivinhamos que tenha sido um recrudescimento da sua falta de fé no Homem... Acima de tudo, «The Program» é filme sem vertigem, certinho, mesmo na sua crueldade. Há filmes que perdem mais do que ganham em ser apresentados em festivais...

Rui Pedro Tendinha em Toronto 

Truth

No mesmo ano em que Veneza aclama «Spotlight», de Tom McCarthy, Toronto descobre outro título sobre o grande jornalismo. Vanderbilt, que se estreia como realizador depois de ter ganho reconhecimento com o argumento de «Zodiac», de David Fincher, conta os acontecimentos que estiveram por detrás da investigação de Rather e da sua equipa do 60 Minutos acerca do passado militar de George W. Bush. Uma investigação que provava que o então Presidente e candidato ao segundo mandato teria forjado uma campanha militar e desaparecido do seu posto. Quando a história foi mostrada ao público, a administração Bush moveu uma vil campanha à equipa de Rather, tendo, mais tarde, a CBS afastado todos os jornalistas que participaram nesta história. Obviamente, é um filme com uma vincada posição política.

Com uma tensão de thriller milimetricamente precisa, «Truth» faz do seu afiado liberalismo uma arma cinematográfica, sempre com um jorro de murmúrio em prole de uma nobreza jornalística puríssima. Quem veja este filme vai voltar a pensar no jornalismo de excelência como a coisa mais nobre do mundo. Por outro lado, a glorificação em torno de Rather é tão evidente que é fácil prever como «Truth» será um filme a abater pelos mais conservadores e por uma certa imprensa que é enxovalhada (alô Fox News). Dan Rather, o último dos heróis? Na pele de Redford não nos parece má ideia...

Depois, há ainda a solenidade do tom de escrita e de realização de Vanderbilt, verdadeiramente inatacável.

Rui Pedro Tendinha em Toronto

Perdido em Marte

Se em «Demolition» vemos Gyllenhaal a dançar e a demolir ao som do velho e bom rock n’roll, Ridley Scott faz o improvável: no seu «Perdido em Marte» mete o astronauta de Matt Damon inundado de disco sound, com Gloria Gaynor e Abba à mistura, a plantar batatas em Marte. É um filme de ficção-científica com aspirações musicais; a cena onde se ouve David Bowie e o seu Starman parece espelhar o espírito do filme. Na sessão de imprensa, registou-se algo muito raro em Toronto: uma salva de palmas que anuncia aclamação. Claramente, este é um dos grandes filmes de Ridley Scott, um contraste absoluto com o anterior «Exodus».

O que poderia ser «O Náufrafo» (2000) no espaço, torna-se rapidamente uma aventura de grande aparato, onde se intercala o esforço de uma vasta equipa da NASA para encontrar soluções para trazer de volta o homem que está preso no Planeta Vermelho.

Baseado no bestseller homónimo de Andy Weir, «Perdido em Marte» tem uma escala visual que compreende as possibilidades do 3D (este é um filme que apenas faz sentido de se experienciar em 3D e num ecrã gigante) e um aparato que até brinca com o seu porte desmedido. Foi dos filmes mais aplaudidos na sessão de imprensa – isso sempre quer dizer muita coisa...

Rui Pedro Tendinha em Toronto

quatro estrelas

Título Nacional Perdido em Marte Título Original The Martian Realizador Ridley Scott Actores Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig Origem Estados Unidos Duração 144’ Ano 2015

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº29)

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