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Actualizado às 5:02 PM, Aug 25, 2019

Duas produções de PAULO BRANCO seleccionadas para o FESTIVAL DE TORONTO

O FESTIVAL DE TORONTO (TIFF) junta-se à lista dos grandes festivais internacionais de cinema nos quais a LEOPARDO FILMES marca presença este ano, com a selecção de duas produções de PAULO BRANCO, as novas obras de WIM WENDERS (OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ) e BENOÎT JACQUOT (À JAMAIS/ NEVER EVER) para o prestigiado festival norte-americano, ambas na secção Masters, dedicada aos mestres do cinema contemporâneo. Estas duas obras integram também a selecção oficial do FESTIVAL DE VENEZA.

OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ, primeiro filme de WIM WENDERS rodado em França e realizado a partir da obra homónima do escritor PETER HANDKE, será exibido em estreia norte-americana.

Os protagonistas desta íntima e ao mesmo tempo provocadora história são os actores REDA KATEB (vencedor de um César como Melhor Actor Secundário em 2015) e SOPHIE SEMIN. No elenco destacam-se ainda o actor JENS HARZER e a participação especial do músico NICK CAVE.

A direcção de fotografia de OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ está a cargo do conceituado BENOÎT DEBIE, responsável pela cinematografia de filmes como SPRING BREAKERS: VIAGEM DE FINALISTAS (2012), de Harmony Korine, LOST RIVER (2014), de Ryan Gosling e EVERY THING WILL BE FINE (2015), de Wim Wenders.

LES BEAUX JOURS D’ARANJUEZ – UN DIALOGUE D’ÉTÉ é o primeiro texto escrito por PETER HANDKE directamente na língua francesa. Continua uma longa e profícua colaboração entre o cineasta e o escritor, após o sucesso de Movimento em Falso (1975) e As Asas do Desejo (1987), entre outros. A peça “Os Belos Dias de Aranjuez – Um Diálogo de Verão” foi encenada por Tiago Guedes, no âmbito Lisbon & Estoril Film Festival 2014, numa sessão única no Centro Cultural de Belém.

Esta é uma produção da ALFAMA FILMS e da NEUE ROAD MOVIES, com a LEOPARDO FILMES como produtora associada, e a participação da RTP.

À JAMAIS/NEVER EVER, novo filme de BENOÎT JACQUOT, será também apresentado em estreia norte-americana. Esta nova obra do realizador de Adeus, Minha Rainha, 3 Corações e Diário de Uma Criada de Quarto, rodada integralmente em Portugal, é protagonizada por MATHIEU AMALRIC, JULIA ROY e JEANNE BALIBAR.

O filme, que adapta o romance de DON DELILLO, The Body Artist (na edição portuguesa, O Corpo Enquanto Arte), conta com a participação dos actores portugueses VICTORIA GUERRA, JOSÉ NETO, ELMANO SANCHO e RUI MORISSON.

Na equipa técnica do filme, maioritariamente portuguesa, destacam-se PAULA SZABO como chefe decoradora, BLUE (NUNO ESTEVES) como caracterizador e ANA PINHÃO MOURA como Directora de Produção.

À JAMAIS/ NEVER EVER é uma co-produção LEOPARDO FILMES que conta com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Lagoa, e o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Albufeira, Câmara Municipal de Monchique, CCB, Museu Berardo e Hotel Altis.

Depois de Berlim (Posto Avançado do Progresso, Fórum), Cannes (La Forêt de Quinconces, Fora de Competição), Locarno (Juventude, Competição) e Veneza (Os Belos Dias de Aranjuez, Competição e À Jamais/Never Ever, Fora de Competição) a LEOPARDO FILMES tem novamente duas das suas obras seleccionadas para mais um dos grandes festivais internacionais de cinema.

A edição deste ano do FESTIVAL DE TORONTO decorre de 8 a 18 de Setembro.

A revista Metropolis irá estar presente no festival.

Fonte: Leopardo Filmes

Festival Queer Lisboa comemora 20 anos com retrospetiva de Derek Jarman

O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer chega à sua 20.ª edição com uma programação recheada e a estreia nacional de «Absolutely Fabulous: The Movie», de Mandie Fletcher. O Festival realiza-se de 16 a 24 de setembro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Já o Queer Porto regressa à Invicta para a sua 2.ª edição, de 5 a 9 de outubro, no Teatro Municipal Rivoli, Maus Hábitos, malavoadora.porto e Galeria Wrong Weather.

Uma abertura “fabulosa”

«Absolutely Fabulous: The Movie» terá estreia nacional no Festival, sendo o filme de abertura do Queer Lisboa 20 e o de encerramento do Queer Porto 2. A obra é a adaptação cinematográfica da série de culto britânica «Absolutamente Fabulosas» (transmitida entre 1992 e 2012), com novas aventuras de Edina Monsoon (Jennifer Saunders) e Patsy Stone (Joanna Lumley). «Looking: The Movie», de Andrew Haigh, marcará a sessão de encerramento do Queer Lisboa 20. O filme do canal norte-americano HBO serve de capítulo final à série «Looking», exibida entre 2014 e 2015.

Retrospetiva Derek Jarman

Para comemorar os seus 20 anos de existência, o Queer Lisboa preparou uma programação especial, na qual se inclui uma extensa retrospetiva da obra do britânico Derek Jarman, considerado um dos principais nomes da História do Cinema Queer. Desta forma, serão exibidas na Cinemateca Portuguesa obras como «The Last of England» (1987) ou «Edward II» (1991), bem como curtas-metragens em Super 8 que foram recém-descobertas e restauradas e um documentário experimental inédito sobre o grupo escocês Orange Juice. No âmbito desta retrospetiva, realizar-se-á um debate na Cinemateca Portuguesa com figuras ligadas à obra de Derek Jarman, como James Mackay (produtor de alguns filmes de Jarman), Keith Collins (ator de alguns filmes do cineasta), John Scarlett-Davis (um importante nome do cinema experimental britânico dos anos 1980) e William Foller (programador do BFI - British Film Institute).

Queer Porto

A retrospetiva dedicada ao New Queer Cinema será um dos pontos do alto do Festival a norte, numa forma de celebrar os 25 anos do artigo da ensaísta norte-americana B. Ruby Rich, na Sight & Sound, onde a autora cunhou o termo “New Queer Cinema” para definir a linguagem cinematográfica que surgiu nos inícios da década de 1990 e que viria a alterar o paradigma da representação de temáticas Queer no grande ecrã. Serão, assim, exibidos alguns dos mais representativos filmes do movimento, como «Mala Noche» (1985), de Gus Van Sant, «The Living End» (1992), de Gregg Araki, «Poison» (1991), de Todd Haynes, «Go Fish» (1994), de Rose Troche, «The Watermelon Woman» (1996), de Cheryl Dunye, e «Swoon» (1991), de Tom Kalin.

O realizador Tom Kalin («Desejos Selvagens», 2007) estará também presente no Porto para a realização de uma master class sobre a evolução das estéticas e narrativas do cinema Queer.

Palmarés do 24º Curtas Vila do Conde

O palmarés do 24º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema foi anunciado na tarde de domingo na cerimónia de encerramento do festival. O israelita Nadav Lapid venceu o Grande Prémio DCN Beers da Competição Internacional com “From The Diary of a Wedding Photographer”. “António, Lindo António”, de Ana Maria Gomes, foi o Melhor Filme da Competição Nacional com o Prémio BPI + Pixel Bunker.

“From The Diary of a Wedding Photographer”, do israelita Nadav Lapid, foi o vencedor da Competição Internacional do 24º Curtas Vila do Conde, distinguido com o Grande Prémio DCN Beers. A ficção segue um antigo estudante de arte aspirante a cineasta que foi-se ocupando e ganhando algum dinheiro a trabalhar como fotógrafo de casamentos. Depois de 700 casamentos, já com poucas aspirações, começa a manifestar e desenvolver uma obsessão fetichista por noivas.

Também na Competição Internacional, “Limbo”, de Konstantina Kotzamani, venceu o Prémio de Ficção. O Prémio Documentário “Manoel de Oliveira” foi atribuído a Roger Gómez e Dani Resines por “Notes From Sometime, Later, Maybe”. Já “Decorado” de Alberto Vázquez venceu o Prémio de Melhor Animação e o Prémio do Público Nieeport. “Home”, de Daniel Mulloy, foi considerada a Melhor Curta-Metragem Europeia, que inclui a nomeação para os Prémios do Cinema Europeu organizados anualmente pela European Film Academy.

Na Competição Nacional, “António, Lindo António”, de Ana Maria Gomes, venceu o Prémio BPI + Pixel Buker para Melhor Filme e o Prémio do Público SPA. O documentário, que procura saber as razões pelas quais o tio da realizadora que partiu há 50 anos para o Brasil nunca mais voltou à sua aldeia, é um regresso às origens de Ana Maria Gomes, realizadora luso-francesa que tem focalizado o seu trabalho (em áreas diversas como o documentário, a videoarte e a fotografia) nas questões de identidade. Para lá da investigação sobre o paradeiro do tio e da composição algo romantizada da sua personagem a partir de referências cruzadas – bonito, sedutor, aventureiro, exímio intérprete de acordeão – o filme vale também como retrato austero de uma região esquecida e empobrecida do Norte de Portugal.

O Prémio Blit para Melhor Realizador foi entregue a Gabriel Abrantes pela ficção “A Brief History of Princess X”.

Na Competição Experimental, o premiado foi “Bending To Earth”, de Rosa Barba.

O júri Curtinhas, composto por um grupo de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, atribuiu o Prémio MAR Shopping à animação “Moom”, de Robert Kondo e Daisuke 'Dice' Tsutsumi. Na Competição Take One!, dedicada a filmes de escolha, o premiado foi a animação “Pronto, Era Assim”, de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues. Já na Competição de Vídeos Musicais, o vencedor foi “Villa Soledade” dos Sensible Soccers, realizado por Laetitia Morais.

Palmarés completo: 
http://festival.curtas.pt/programa/2016/premios/lista/

Fonte: Curtas Vila do Conde

Festin - Entrevista Adriana Niemeyer (directora artística)

É já a 7.ª edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa e, este ano, o cinema feito em português volta a ser celebrado. O Festival homenageia, em 2016, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que comemora 20 anos de existência. São muitos os filmes que fazem parte da seleção, além de várias atividades paralelas. A METROPOLIS entrevistou Adriana Niemeyer, diretora-artística do FESTin, que contou os destaques desta nova edição.

O que destaca nesta nova edição do FESTin?
Esta sétima edição, ao contrário das anteriores que homenageavam um país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vai homenagear todo o conjunto durante as comemorações dos 20 anos da CPLP. O foco para tal comemoração está no público infantil, que participará de uma festa especial na própria sede da Comunidade, onde serão exibidas curtas-metragens educativas, bem como contos tradicionais nos vários sotaques da língua. O filme de abertura, «Todas as cartas de amor são ridículas», é já uma homenagem à língua, sendo baseado no poema de um dos nossos maiores poetas, Fernando Pessoa.

Quais foram os critérios para a seleção dos filmes?
Além da qualidade da realização, fotografia e roteiro, o “tema” tem grande importância na seleção. Damos preferência às coproduções que retratam as realidades de cada país, ao mesmo tempo que encontram similaridades entre eles. Os curadores também se interessam em dar oportunidades aos novos talentos e aos documentários que denunciem situações de interesse local, mas que sirvam de exemplo para os demais países da comunidade.

Além dos filmes em competição, que outras atividades destaca nesta edição?
Damos sempre destaques às nossas mostras tradicionais, como a Mostra Brasileira, Mostra Social, a Mostra Infantojuvenil. Mas, este ano, devido a um grande número de excelentes trabalhos experimentais, resolvemos apostar no FESTin Arte. Destaque também a duas mesas: “O cinema como forma de fomentar o turismo” e “Cinema, educação e comunicação comunitária”.

Pode falar-nos um pouco sobre o FESTin +?
O FESTin + é dedicado não só à chamada terceira idade mas também a todos aqueles que acreditam na possibilidade de um envelhecimento ativo. São curtas-metragens que tratam o tema de uma maneira realista mas positiva, que possa incentivar a população mais idosa a participar ativamente da sociedade.

Que balanço faz do Festival ao longo destes anos?
Um festival que vem crescendo não só em Portugal, em público e prestígio, mas também através das suas itinerâncias. Em 2015, o FESTin tocou os quatro cantos do mundo, tendo estado presente em Timor-Leste, Guiné-Bissau, Angola e Brasil, através de parcerias com o Instituto Camões e festivais locais. Também através da parceria com o Lusophone Fim Festival, os filmes que participam do FESTin Lisboa são exibidos nas mostras que acontecem em Nairobi, Adis Abeba, Banguecoque e Sydney. Ou seja, nenhum outro festival divulga mais obras em língua portuguesa em todo mundo do que o nosso. Agora também os países que não falam português estão demonstrando interesse em ter o FESTin dentro da sua programação cultural, como é o caso da Roménia e Alemanha.

IndieLisboa 2016 - os filmes premiados

Jia/The Family, de Shumin Liu (longas metragens) e Nueva Vida, de Kiro Russo (curtas metragens), são os vencedores da Competição Internacional do IndieLisboa 2016 recebendo o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa e o Grande Prémio de Curta Metragem, respectivamente. Na Competição Nacional, o Prémio Allianz – Ingreme para Melhor Longa Metragem Portuguesa é entregue a Treblinka, de Sérgio Tréfaut e o Prémio Nescafé Dolce Gusto - Ingreme para Melhor Curta Metragem Portuguesa a The Hunchback, de Gabriel Abrantes e Ben Rivers. O filme vencedor do Prémio Especial do Júri Canais TV & Séries é Kate Plays Christine, de Robert Greene.

Palmarés IndieLisboa 2016

Júri da Competição Internacional de Longas Metragens
Anna Hoffmann | Jorge Cramez | Silvio Grasselli

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa
Jia/The Family, Shumin Liu (Austrália, China)

Prémio Especial do Júri Canais TV & Séries
Kate Plays Christine, Robert Greene (EUA)

Júri da Competição Internacional de Curtas Metragens
Francisco Frazão | Céline Devaux | Enrico Vannucci

Grande Prémio de Curta Metragem
Nueva Vida, Kiro Russo (Argentina, Bolívia)
Menções Especiais
Animação
Velodrool, Sander Joon (Estónia)
Documentário
La impresión de una Guerra, Camilo Restrepo (Colômbia, França)
Ficção
Another City, Lan Pham Ngol (Vietname)

Júri da Competição Nacional
Johanna Caraire | Julien Rejl | Pierre da Silva

Prémio Allianz – Ingreme para Melhor Longa Metragem Portuguesa
Treblinka, Sérgio Tréfaut (Portugal)

Nescafé Dolce Gusto – Ingreme para Melhor Curta Metragem Portuguesa
The Hunchback, Gabriel Abrantes, Ben Rivers (Portugal, França)

Prémio Novo Talento Fnac – Curta Metragem
Campo de Víboras, Cristèle Alves Meira (Portugal)
Menção Honrosa
Viktoria, Mónica Lima (Alemanha, Portugal)

Prémio FCSH/NOVA para Melhor Filme na secção Novíssimos
Maxamba, Suzanne Barnard, Sofia Borges (Portugal, EUA)

Júri RTP
Carla Henriques | Inês Lourenço | Germano Campos

Prémio RTP para Longa Metragem na Secção Silvestre
Eva no duerme, Pablo Agüero (França)

Júri FIPRESCI
Alexandra Zawia | Francisco Ferreira | Michael Pattison

Prémio FIPRESCI (Primeiras Obras)
Short Stay, Ted Fendt (EUA)

Júri Format Court
Katia Bayer | Marie Bergeret | Adi Chesson | Sarah Escamilla | Aziza Kaddour

Prémio Format Court (Silvestre Curtas)
World of Tomorrow, Don Hertzfeldt (EUA)

Júri Árvore da Vida
Inês Gil | João Alves da Cunha | Rui Martins

Prémio Árvore da Vida para Filme Português
Ascensão, Pedro Peralta, Portugal
Menção Honrosa
Jean-Claude, Jorge Vaz Gomes (Portugal)

Júri IndieJúnior Árvore da Vida
Filipa Maria Maça | Joana Loução Vieira | Manuel Correia de Carvalho

Prémio IndieJúnior Árvore da Vida
Le nouveau, Rudi Rosenberg (France)

Júri Amnistia Internacional
Paulo Pinto | Susana Arrais | Tiago Carrasco

Prémio Amnistia Internacional
Flotel Europa, Vladimir Tomic (Dinamarca, Sérvia)
Menção Honrosa
Balada de Um Batráquio, Leonor Teles (Portugal)

Júri Universidades
Inês Branco| Mário Granado | Pedro Dourado | Pedro Henrique | Tiago J. Silva

Prémio Culturgest Universidades
Flotel Europa, Vladimir Tomic (Dinamarca, Sérvia)

Júri Escolas
Íris Dórdio | Mariana Almeida | Vasco Ribeiro

Prémio Culturgest Escolas
Le gouffre, Vincent Le Port (França)

Júri do Público
Prémio Longa Metragem
Le nouveau, Rudi Rosenberg (França)

Prémio IndieMusic Schweppes
Sonita, Rokhsareh G. Maghami (Alemanha, Suíça, Irão)

Prémio Curta Metragem Merrell
Small Talk, Even Hafnor, Lisa Brooke Hansen (Noruega)

Prémio IndieJúnior Trinaranjus
The Short Story of a Fox and a Mouse, Camille Chaix, Hugo Jean, Juliette Jourdan, Marie Pillier, Kevin Roger (França)

Os filmes de Cannes 2016 - Alinhamento Oficial

Foram hoje anunciados os filmes que estarão presentes na 69ª edição do Festival de Cannes, incluem-se vários repetentes e veteranos da competição oficial, o presidente do Festival Pierre Lescure e o director Thierry Fremaux apresentaram um alinhamento que ainda não é definitivo. Thierry Fremaux acrescentou que ainda há filmes que podem ser incluindos num Festival que tem até ao momento um alinhamento de sonho, foram apresentados 49 filmes de 28 países a partir de 1869 filmes submetidos ao Festival.

A secção principal do Festival inclui o último filme de Sean Penn «The Last Face», o coreano Park Chan Wook («Oldboy – Velho Amigo») com «The Handmaiden», a última obra do veterano realizador britânico Ken Loach «I, Daniel Blake» e o romance interracial «Loving» de Jeff Nichols («Procurem Abrigo»). O ultra violento autor Nicholas Winding Refn regressa com «The Neon Demon», uma produção da Amazon. O holandês Paul Verhoeven («Desafio Total») que terá este ano uma retrospectiva no IndieLisboa está em Cannes com «Elle» e do país vizinho chega «Toni Erdmann» de Marie Ade, o primeiro filme alemão em vários anos na competição.

Os romenos surgem em dose dupla na secção competitiva com Cristian Mungiu (Palma de Ouro de 2007 «4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias») com «Baccalaureat» (filme produzido pelos irmãos Dardenne) e Cristi Puiu («A Morte do Sr. Lazarescu») com «Sieranevada». O filipino Brillante Mendoza («Lola») aterra com «Ma Rosa» e o Brasil estará presente com Kleber Mendonça Filho com «Aquarius», um realizador já entrevistado no passado pela Metropolis a propósito de «O Som ao Redor» (2012).

Xavier Dolan («Mamã»), o jovem maravilha que vem do Canadá, estará presente com «Juste la fin du monde» que conta no elenco com três estrelas do cinema francês, Léa Seydoux, Marion Cotillard e Vincent Cassel. Pedro Almodóvar também regressa a Cannes após « A Pele Onde Eu Vivo» de 2011 para apresentar «Julieta». Jim Jarmusch está em duplamente representando no Festival, na competição com « Paterson», filme protagonizando por Adam Driver, fora de competição estará com «Gimme Danger» um documentário sobre Iggy Pop e os The Stooges, o filme passa na secção Midnight Screening.

Outros regulares de Cannes são os irmãos belgas, os Dardenne, duas vezes vencedores da Palma de Ouro com «Rosetta» e «A Criança», este ano Luc e Jean-Pierre Dardenne irão apresentar «La fille inconnue». Os francês surgem na competição com «Personal Shopper» de Olivier Assayas com Kristen Stewart no prinicpal papel, «Ma Loute» de Bruno Dumont, «Rester Vertical» de Alain Guiraudie e «Mal de Pierres» de Nicole Garcia com Marion Cotillard e Louis Garrel fecha as entradas franceses na principal secção do Festival. A principal sessão competitiva encerra o seu alinhamento com a terceira realizadora em competição a britânica Andrea Arnold («Aquário») com «American Honey», uma obra protagonizada por Shia LaBeouf.

Passam fora de competição vários tubarões como Steven Spielberg com «O Amigo Gigante», Jodie Foster com «Money Monster» e Shane Black com «Bons Rapazes», são filmes que incluem elencos que deixarão os paparazzi a salivar.

As grandes ausências do Festival passam pela não presença de nenhum realizador italiano na competição, o recentemente adiado «Silence» de Martin Scorsese e o aguardado filme de Kiyoshi Kurosawa «La femme de la plaque argentique» com Mathieu Amalric, Tahar Rahim e Olivier Gourmet. Este ano o filme de encerramento é substituído pela re-apresentação do filme que será o vencedor da Palma de Ouro. O filme de abertura será «Cafe Society» de Woody Allen.

O Festival de Cannes decorre entre 11 a 22 de Maio e a revista Metropolis volta a fazer história, pelo segundo ano consecutivo teremos quatro jornalistas a cobrirem in loco o Festival para os nossos leitores.

Seleção da 69º Festival de Cannes

Filme de Abertura: Cafe Society, director: Woody Allen (fora de competição)

American Honey, director: Andrea Arnold
Aquarius, director: Kleber Mendonça Filho
Daniel Blake, director: Ken Loach
Elle, director: Paul Verhoven
Family Photos, director: Cristian Mungiu
From the Land of the Moon, director: Nicole Garcia
Gimme Danger, director: Jim Jarmusch (fora de competição)
Goksung, director: Na Hong-Jin (fora de competição)
It's Only the End of the World, director: Xavier Dolan
Julieta, director: Pedro Almodovar
Loving, director: Jeff Nichols
Ma Rosa, director: Brillante Mendoza
Money Monster, director: Jodie Foster (fora de competição)
Paterson, director: Jim Jarmusch
Personal Shopper, director: Olivier Assayas
Sieranevada, director: Cristi Puiu
Slack Bay, director: Bruno Dumond
Staying Vertical, director: Alain Guiraudie
The BFG, director: Stephen Spielberg (fora de competição)
The Handmaid, director: Park Chan Wook
The Last Face, director: Sean Penn
The Neon Demon, director: Nicholas Winding Refn
The Nice Guys, director: Shane Black (fora de competição)
The Unknown Girl, directors: Jean-Pierre and Luc Dardenne
Toni Erdmann, director: Marie Ade

Un Certain Regard

Apprentice, director: Junfeng Boo
After The Storm, director: Hirokazu Kore-Eda
Beyond the Mountains and Hills, director: Eran Kolirin
Captain Fantastic, director: Matt Ross
Clash, director: Mohamed Diab
Dogs, director: Bogdan Mirica
Francisco Sanctis’s Long Night, directors: Francisco Marquez, Andrea Testa
Harmonium, director: Koji Fukada
Inversion, director: Behnam Behzadi
Pericle Il Nero, director: Stefano Mordini
Personal Affairs, director: Maha Haj
Red Turtle, director: Michael Dudok de Wit
The Dancer, director: Stéphanie di Giusto
The Happiest Day in the Life of Olli Maki, director: Juho Kuosmanen
The Stopover, directors: Delphine Coulin, Muriel Coulin
The Student, director: Kirill Serebrennikov
The Transfiguration, director: Michael O’Shea

Sessões Especiais (fora de competição)

Exil, director: Rithy Panh
Hissein Habre, a Chadian Tragedy, director: Mahamet-Saleh Haroun
The Cancer, director: Paul Vecchiali
The Last Days of Louis XIV, director: Albert Serra
The Last Resort, directors: Thanos Anastopoulos, Davide del Degan

Festa do Cinema - Maio 2016

A Festa do Cinema está de regresso a todas as salas do país, nos dias 16, 17 e 18 de Maio, com bilhetes a *2,50€ para todas as sessões, depois do grande sucesso da edição no ano passado, que ultrapassou os 200 mil espectadores durante os 3 dias da festa.

A APEC ­ Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas, com o apoio do ICA Instituto do Cinema e do Audiovisual, e dos distribuidores de conteúdos audiovisuais,representados pela FEVIP ­ Associação de Defesa das Obras Audiovisuais, GEDIPE ­Associação para a Gestão de Direitos de Autor, Produtores e Editores, e da IGAC ­Inspeção­ geral das Atividades Culturais, promovem, pelo segundo ano consecutivo, a Festa do Cinema, disponibilizando bilhetes pelo valor unitário de *2,50€ para o espectador assistir a qualquer um dos filmes em cartaz nas cerca de 500 salas, com mais de 94 mil lugares, durante os três dias.

A Festa do Cinema tem como mote promover o envolvimento do público com o acto cultural de assistência cinematográfica em sala, uma prática social por excelência que se quer cada vez mais desenvolver no nosso mercado, num contexto de crescimento de número de espectadores registado em 2015, para o qual contribuiu a nossa primeira edição, querendo agora reforçar-­se essa tendência.

No site oficial do evento (www.festadocinema.pt) poderá ser consultada toda a informação necessária, com a listagem de todas as salas de cinemas aderentes e um mapa de Portugal com as suas localizações e contactos, assim como as fichas técnicas dos filmes em exibição. Outras novidades e informações complementares serão anunciadas em breve.

* No valor de 2,50€ não estão incluidas as taxas suplementares cobradas para lugares VIP, sessões de filmes exibidos em 3D, sessões IMAX, sessões 4DX e eventos especiais.

Outras promoções de preço não acumuláveis.

Fonte: Festa do Cinema

«Uma História de Amor e Trevas» - Natalie Portman Actriz/Realizadora

A INSPIRAÇÃO DO FILME

A atriz Natalie Portman aventura-se na realização, remetendo às suas raízes para a criação de uma obra pensada ao pormenor: «Uma História de Amor e Trevas». O filme, baseado no livro biográfico de Amos Oz, teve estreia no último Festival de Cannes e chega agora às salas portuguesas. Natalie Herslag, que adotou o nome artístico de Natalie Portman, nasceu em Israel mas cedo emigrou para os EUA com a família, quando tinha apenas 3 anos de idade. Mas a atriz nunca esqueceu as suas raízes e o seu primeiro filme enquanto realizadora é uma espécie de carta de amor ao seu país natal. E é assim que surge «Uma História de Amor e Trevas», um filme de época passado em Jerusálem, na década de 1940, narrando os acontecimentos exatamente antes e depois da fundação de Israel. Todavia, o foco é na infância do jovem Amos (Amir Tessler) e a influência que a sua mãe, Fania (Portman), teve na sua vida.

O filme baseia-se no livro biográfico “Uma História de Amor e Trevas”, lançado em 2002 e que rapidamente conquistou a crítica. O autor é Amos Oz, um dos principais nomes da literatura israelita. Desde 1967, tem vindo a ganhar posição enquanto ativista, defendendo uma solução de dois estados no conflito israelo-palestiniano. Uma figura que inspirou Portman a seguir em frente com o projeto: “Ele é o líder do movimento de paz em Israel, a pessoa mais promotora da paz e com um diálogo inspirador, o maior apoiante de uma solução de dois estados e, desde o início, o mais forte crítico da ocupação da Cisjordânia”. Os vários mitos e realidades sobre o doloroso nascimento de Israel são a base do livro e, portanto, Oz seria a pessoa ideal para retratar o nascimento do seu país natal, mas Portman assinala que a obra foca-se na jornada singular de uma família, “uma história particular sobre uma família num momento particular da história, tendo em conta o seu ponto de vista particular”. A cineasta refere que o escritor não esteve presente na estreia do filme no Festival de Cannes porque “disse que seria demasiado emocional e desconfortável para ele”. Não obstante, Oz demonstrou o seu apoio público ao trabalho de Portman, sendo “muito generoso e caloroso”.

Uma das preocupações centrais da agora cineasta era “investigar a mitologia” subjacente à criação de Israel, bem como a forma como Oz usa a mitologia na sua obra: “Era absolutamente o tema essencial, a ideia da mitologia através de histórias, que são a nossa forma de construir a nossa identidade enquanto seres humanos. Que memórias escolhemos contar quando contamos a nossa história de vida? Que coisas consideramos importantes e como as ligamos para criar uma história com significado? (...) Quais são os momentos formativos com significado na tua história? Isso acontece com as pessoas e com as nações”. “As histórias tornam-se mitológicas porque são moldadas por quem está a contá-las. Por isso, enquanto são absolutamente cruciais a dar identidade, também temos de ser cautelosos quanto às histórias que escolhemos contar porque depois elas vão moldar os nossos sonhos, as nossas expectativas e a forma como vemos o mundo”, acrescentou.

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