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Actualizado às 11:43 AM, Jul 21, 2019

O Amor é Lindo Porque Sim - Vicente Alves do Ó

Quatro anos depois de Florbela (2012), Vicente Alves do Ó regressa com uma comédia romântica produzida no âmbito da ACT, escola de atores. Com um elenco jovem, liderado pela estreante Inês Patrício, O Amor é Lindo ... Porque Sim teve uma rodagem rápida, sem contratempos e cheia de entusiasmo. Falámos com o realizador sobre o argumento que estava guardado na gaveta, as dificuldades de dirigir em comédia e ainda sobre as expetativas em relação à estreia do filme. 


Depois de Florbela (2012), drama biográfico, regressa com esta comédia romântica. Donde surgiu a ideia para este filme? Fale-nos da origem do filme?
O filme surge como vontade de dar a oportunidade aos alunos da ACT de trabalhar com um realizador no ativo e desenvolver um projeto profissional para as salas de cinema. A ideia surge aqui e depois o argumento surge como resultado desta vontade. Já tinha esta ideia na gaveta, precisava apenas de ser desenvolvida e parecia-me o género perfeito para uma nova geração de actores cheios de energia, alegria e talento. É assim que nasce o amor é lindo. Uma aventura tão louca como o filme e a história da protagonista: Amélia.

A protagonista é a jovem atriz Inês Patrício. Onde a descobriu? E a escolha do restante elenco, como foi?
A Inês Patrício é uma jovem actriz cheia de talento com quem já tinha trabalhado num módulo da ACT – Escola de Actores. Quando esta oportunidade se apresentou lembrei-me dela como potevncial actriz do filme e protagonista. O resto do elenco é constituído pelos alunos do 3º ano da escola e alguns convidados – actores profissionais – com quem tinha muita vontade em trabalhar.

Como correu a rodagem? Foi rápida? Surgiram contratempos?
A rodagem demorou 3 semanas – com 2 meses de pré-produção e ensaios – e correu muito bem. Felizmente. Não tivemos contratempos porque neste tipo de produção sem orçamento as pessoas trabalham até com muito mais entusiasmo sabendo que depende inteiramente delas levar o projecto a bom porto. Por isso foi aquilo que costumo dizer – uma rodagem feliz.

O trabalho com os atores. Dá espaço aos atores para improvisar, ou segue o guião tal como o escreveu? Como é dirigir atores numa comédia?
Escrever comédia é difícil. Muito difícil e é um género que vive muito do improviso, da graça da descoberta. Os ensaios foram constantes mas sempre abertos a novas ideias, novas graças, a novas tentativas de tornar as cenas sempre cómicas sem nunca perder a história e a humanidade das personagens. Não queríamos fazer “bonecos” queríamos fazer pessoas. E isso correu muito bem. Os actores profissionais que tivemos connosco deram um grande contributo para que o filme só ganhasse ainda graça.

A Comédia romântica é um género pouco explorado no cinema português. O que o levou a decidir escrever e filmar esta história?
Parecia-me a escolha óbvia para esta geração de novos actores, porque era um desafio para mim e porque de facto, fazem-se poucas comédias românticas em Portugal. Depois da Florbela e antes de outros projectos mais dramáticos, apetecia-me mostrar algo diferente. Gosto disso. De nunca fazer o que é suposto ou o que se espera.

Qual a expetativa em relação à carreira comercial do filme?
Não faço a mínima ideia. Mas este projeto foi feito verdadeiramente para eles. Caso corra bem nas salas – melhor. Mas a vitória já foi celebrada quando soubemos que a NOS iria distribuí-lo. Isso deixou-nos muito feliz. O resto, se vier, que venha por bem.

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