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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

BRITT ROBERTSON EM TOMORROWLAND

Britt Robertson interpreta Casey Newton no filme da Disney «Tomorrowland: Terra do Amanhã»

O que a entusiasmou no guião?
Quando ouvi falar deste projeto pela primeira vez, o guião estava trancado a sete chaves; ninguém o tinha lido. Mais ou menos uns seis meses depois de fazer parte do processo de audição, estava finalmente apta para ler o guião, o que foi bom, pois tinha feito audições em cenas completamente fora do contexto. Não fazia a mínima ideia do significado e do âmbito da história. Quando li o guião, fiquei chocada com o fato de ser tão diferente de qualquer outro que já tinha lido, por não ser baseado num livro”, diz Brit. “Descobriram uma forma única de contar a história na qual as pessoas têm uma ligação, mas nem percebem bem de onde vem e a história liga as pessoas a Tomorrowland de uma forma muito bonita. Tem de tudo. Existem amizades e drama familiar e tudo isso encaixa na perfeição. Não se vêem materiais exclusivos muitas vezes, logo é muito bom fazer parte deste super projeto.

Quem é que interpreta?
Casey é uma rapariga muito inteligente, tecnológica, que obteve muito do seu conhecimento através da experiência do seu pai na NASA. Trabalhou para a NASA durante toda a sua vida e o espaço tornou-se também na sua paixão. É isso que os une. Casey sempre desejou fazer parte da NASA, mas agora não parece ser um lugar para si pois todo o sistema NASA está a tornar-se obsoleto. Mas nunca desiste. Está destinada a grandes feitos e a mudar o mundo. Quer que o mundo seja um lugar cheio de esperança e inspiração.

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Quando é que Casey conhece Tomorrowland?
Casey vai parar por pouco tempo à cadeia por invasão. Quando é libertada sob fiança, recebe os seus pertences e descobre algo que não é dela. Um pin da Feira Mundial de 1964, que tem um ‘T’. Não tem a certeza do que é ou de onde veio, mas quando o agarra é aparentemente transportada para outro mundo.

O que é que ela vê?
Casey tem um vislumbre de Tomorrowland. Vai parar a um campo de trigo e quando se vira existe uma cidade futurista no fundo. Quando larga o pin volta a estar na esquadra da polícia, mas sempre que lhe toca acontece a mesma coisa. Acaba por ir para Tomorrowland e descobre as novas tecnologias que lá existem. Consegue ver tudo; pode tocar-lhes, mas é quase como se não estivesse lá, porque assim que larga o pin tudo desaparece. Casey fica surpreendida com toda a experiência e não sabe o que fazer com a mesma até ao fim do filme.”

Como foi filmar nos campos de trigo?
A minha primeira semana de filmagens foi nos campos de trigo. A produção plantou muitos hectares de trigo nas terras dos habitantes. Deixaram-nos usar as suas terras e pagámos-lhes para terem o trigo a crescer para nós. Tínhamos de ter a certeza de que não iam estragar trigo nenhum, porque queríamos que tivesse um aspeto preenchido e bonito durante o máximo de tempo possível, e por isso fizemos pequenos trilhos nos campos. Estar envolta nisto foi tão bonito e tão diferente de qualquer outra experiência que já tenha tido. Filmar ali nem precisou de representação, porque estava deslumbrada com aqueles campos de trigo. Foi uma experiência muito boa. Esta produção foi muito inteligente ao criar experiências para o público, mas não só para o público, para os atores também e por isso vê-se estes atores a experienciarem coisas únicas e reais.

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Quem é Athena?
Athena, interpretada por Raffey Cassidy, é uma menina que tem a missão de manter Casey segura a fim de a levar para Tomorrowland. Precisa que Casey chegue a Tomorrowland e também precisa de arranjar outro parceiro pelo caminho com o objetivo de salvar o mundo, o que é uma grande ambição.

Athena leva Casey a ver o quê e como é que chega à casa?
O propósito inicial de Athena é levar Casey até Frank, o outro inventor que conheceu anos antes em Tomorrowland. O seu objetivo é apresentar Casey a Frank, irem os três para Tomorrowland e salvarem o mundo. Mas é um pouco mais difícil do que se esperava, porque Frank foi expulso de Tomorrowland por ter inventado algo que não devia e por isso não pode lá voltar. Atualmente é um bocado paranóico, com a mania da segurança e não tem ninguém na sua vida. Tornou-se mal-humorado e cansado, mas continua engraçado. Casey tem de convencê-lo a levá-la até Tomorrowland para que possam salvar o mundo. Nesta parte da história, Casey não sabe o porquê de ir até Tomorrowland. Sabe apenas que tem de ir. Tem de convencer Frank de que precisa dele e que têm de ir para lá, mas é impossível conseguir chegar a casa dele. A casa é isolada, mas lá consegue chegar à sua maneira. Mas isso também não é bom, porque agora que está dentro da casa, existem alguns bandidos à solta que estão à procura dela e de Frank.

O que é que Athena vê em Casey e Frank?
Um dos temas recorrentes ao longo do filme é que as pessoas que vão ser capazes de criar esperança para as próximas gerações, são as que não desistem, independentemente das circunstâncias ou do que as outras pessoas no mundo digam que pode ou não pode ser feito. Essas pessoas são as que não desistem e que lutam por aquilo em que acreditam. Esse é o tipo de pessoa que Casey é e que Frank também é no seu íntimo, mesmo que tente negar. São pessoas que querem o melhor para o mundo, que querem ver inovação, esperança e é isso o que Athena vê neles.

Fale-nos da fuga da banheira.
Saímos da quinta de Frank vivos mas de uma forma muito original. Casey e Frank saltaram para dentro da banheira e saíram a voar da casa aterrando num lago, o que foi divertido de filmar. Depois tivemos de sair dali rapidamente. Nadámos para fora do lago e corremos pela floresta onde havia uma mota, mas que para nós não funcionava. Essa sequência foi divertida de filmar, mas tivemos de a filmar rápido pois Claudio Miranda, o nosso diretor de fotografia, queria fazê-la com uma determinada luz. Assim, filmámos entre as 5:15 e as 5:45, só com duas ou três tentativas. Há sempre qualquer coisa que corre mal nesses momentos em que só se tem uma oportunidade.

Como é que se sente em relação à “família” que vocês os três criaram? 
Frank, Casey e Athena são muito diferentes, logo não é fácil. Todos têm um objetivo comum e atributos similares, mas trabalham de forma diferente. Casey nunca desiste e consegue ser um pouco irritante. Por causa disso mexe com os nervos de Frank, por ser muito insistente em chegar a Tomorrowland. Athena é como se fosse a mãe, por ser do género ‘Ok, crianças, parem de lutar’. Está a tentar manter-nos juntos, Frank está a tentar calar-me e eu a fazê-lo falar, logo é muito divertida a dinâmica entre os três.

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O que acha de George Clooney?
George Clooney, Frank, é uma pessoa muito divertida. Só o tinha visto nos filmes, não sabia como era em pessoa e é tão diferente de tudo o que tinha pensado. Foi muito divertido observá-lo, interagir com ele regularmente e perceber a sua perspetiva sobre a vida. Gosto de ver como desenha certos aspetos da sua própria vida ou do seu próprio humor e traz isso para a personagem, mas é muito diferente de Frank. Isto é um elogio, porque Frank é um irritadiço.

E Raffey?
Raffey é como uma pequena luz e é tão perfeita para o papel, porque tem uma personalidade enorme. Tem formas incríveis de manter tudo firme e simples, mas tem muito mais do que isso. É possível ver o amor que tem dentro dela e os seus olhos mostram-no. Tem uma boa alma. É espetacular e acerta em vários alvos neste filme. Trabalhou imenso nas suas acrobacias, consegue fazer saltos mortais, consegue fazer a roda e consegue chutar armas para fora das mãos das pessoas. É uma jovem trabalhadora e faz com que todos nós o sejamos também.

Como é a relação no set?
Desde o início que foi muito boa entre todos os elementos da equipa. Tenho irmãos e irmãs mais novos, logo é muito fácil para mim dar-me com estas crianças, mas com Raffey foi muito mais do que isso. Adorei trabalhar com ela e ouvir a sua perspetiva sobre a vida. As suas coisas favoritas são tofu e maquilhagem protésica; adora colocar a sua maquilhagem protésica nas pessoas. Demos alcunhas uns aos outros, criados a partir das coisas que mais gostamos na vida. Tenho dois cães chamados Buddy e Clyde, então apelidou-me de Cluddy. Gosta de tofu, então chamei-lhe de Raffu.

Mídia

Modificado emsexta, 01 abril 2016 16:44

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