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Actualizado às 10:52 PM, Nov 19, 2019

Andy Serkis - Star Wars: O Despertar da Força

Como é que se envolveu no projeto?
É uma história interessante na verdade. Soube que o filme estava a ser realizado e fiquei entusiasmado com a ideia. Na altura, estava a trabalhar em «Planeta dos Macacos: A Revolta» com Matt Reeves, que conhece J.J. Abrams e foi visitado por ele durante a realização do filme. Isso aconteceu antes de ser posto qualquer efeito especial. Basicamente J.J. viu a cena apenas com os atores e isso agarrou-o. Decidiu que tínhamos que nos conhecer e então reunimo-nos num hotel. Foi fantástico, como se estivéssemos a brincar um com o outro. Demo-nos mesmo bem. Ficou claro que devíamos trabalhar juntos. Não sabia bem em quê, mas perguntou-me se queria fazer parte do projeto. Respondi que adorava fazer parte de “Star Wars.”

Pode explicar-nos o que é a captura de movimentos?
A captura de movimento é a arte e o ofício de um ator, a encarnar um papel que será exposto na tela como uma personagem em computação gráfica. Mas a autoria do papel, toda a atuação, acontece com outros atores. Em vez de vestir um fato e colocar previamente uma maquilhagem, interpreta-se o papel sem a ajuda desses fatores e sem obstáculos. Todas as expressões faciais, decisões e formas de agir na criação do papel acontecem em conjunto com os outros atores. Depois, uma equipa de animadores e artistas de computação gráfica têm o trabalho de transposição do desempenho num avatar digital, sem que perca a nuance, a subtileza e desempenho que o ator deu previamente. É exatamente igual. É assim que funciona a captura de movimento. O que é surpreendente é que permite a qualquer um interpretar qualquer coisa. Filosoficamente, é a melhor ferramenta de representação do século XXI. Não interessa qual é a nossa altura. Estereótipos ou características em específico já não são necessários. Não importa qual é a cor da pele, o tamanho ou de que sexo se é. É uma ferramenta brilhantemente libertadora que os atores estão a aceitar finalmente e quanto mais usada, mais se torna essencial na indústria, estando a proliferar-se.

Sente a pressão de um filme como este?
Vim de uma grande tour de apresentação do «Planeta dos Macacos: A Revolta», onde todas as questões eram sobre “Star Wars.” As pessoas são fascinadas com “Star Wars.” É incrivelmente potente, um universo poderoso. Há muita vontade de conhecer as histórias. É uma grande narrativa arquetípica; uma grande narrativa mitológica. J.J. conseguiu recuperar a essência sobre o que é a história, a verdadeira humanidade da história. As pessoas estão tão ansiosas para ver o filme. Sabem o que fez antes, que tem um coração incrível, que é compreensível e com um lado emocional verdadeiro em todos os filmes que fez. É o guia e o realizador perfeito. O seu desejo é filmar em película, com lentes anamórficas, utilizar métodos da velha guarda e usar fantoches para trazer a história de volta à percepção pública. Fez um trabalho incrível, está com um aspeto maravilhoso. Sente-se de uma forma adequada, real, tangível e física. Acho que os fãs vão adorar.

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