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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Black Panther - Chadwick Boseman

Destaque Black Panther - Chadwick Boseman

Como era a sua ligação à Marvel, antes de trabalhar nos filmes?
Sou um fã. Tinha visto os filmes do "Homem de Ferro", os "Capitão América" e "Os Vingadores". Então, como fã, já conhecia algumas das personagens.
Não sou o tipo de pessoa que cresceu a colecionar livros de banda desenhada, mas sabia tudo da personagem de Black Panther de ler. E do desenho animado de Reginald Hudlin.

Como é que esta personagem o interessou?
É um super herói, não é apenas um rei. Também é muito inteligente. Há uma sensação de James Bond na personagem. Acho que a quantidade de responsabilidade que tem quer como super herói, como rei, é interessante.
Há muitos conflitos do mundo real que é possivel trazer para a personagem. Não se sente que se está apenas a interpretar um homem com um fato, mas uma personagem com conflitos e bem sucedida. Quando vamos fazer um super herói, queremos realmente atuar e tornar-nos num melhor ator. E acho que culturalmente falando, não há muitas oportunidades para se interpreter um super herói negro. Está a abrir-se novos caminhos e fazer parte disso é algo especial.

Como é fazer parte do UCM?
Bem, existe uma grande excitação com a oportunidade de se fazer um filme independente, baseado na forma como a personagem ficou no último filme. Sinto que foi um sucesso e que deixamos as pessoas com vontade de mais. Senti essa emoção de fora, de pessoas que viram o último filme e definitivamente sinto que há uma grande motivação na Marvel, do que podem fazer com isso.

Qual foi a sua reação ao argumento?
Fiquei feliz. Fiquei feliz por estar no caminho certo desde o início. Ryan [Coogler] foi muito cuidadoso de quando me deixaria lê-lo. Mas, senti-me confiante de que estava a ir na direção certa.

Os pontos de vista de cada personagem fazem sentido?
Sim, fazem. Não são apenas coisas explodindo e pessoas a voar, ou cenas de luta. Cada personagem é uma peça.

Em que fase encontramos Black Panther?
Em "Capitão América: Guerra Civil", sabemos que perdeu o pai. É um príncipe e está a aperceber-se do que isso significa. Em " Capitão América: Guerra Civil ", passa o filme a tentar vingar-se da morte do pai. Neste filme, vemos que está a lidar com a morte do pai e com a responsabilidade de se tornar no novo rei. E se é digno disso. Acho que ao recomeçarem no lugar onde deixaram a personagem, foi das melhores decisões, porque lhe dá algo por que lutar.

O que acha do processo de leitura em grupo?
Gosto do processo. Não apenas para este filme, mas mesmo em trabalhos anteriores, acho que é uma boa forma das pessoas entrarem no trabalho. Podemos fazer a leitura de grupo de forma muito objetiva ou apenas sob um ponto de vista forte. Temos a oportunidade de perceber como as pessoas querem trabalhar. Gosto deste processo, para perceber os outros atores.

O que achou do elenco?
Não fui surpreendido, porque conversamos sobre a maioria das pessoas que fariam o casting. Só esperava que conseguissem mesmo as pessoas sobre as quais conversamos. E conseguiram, o que diz muito sobre o filme em geral, sobre a Marvel Studios e o próprio argumento.

Existem diferenças no fato?
Sim. Há algumas melhorias no fato, devido à irmã de Black Panther, Shuri.

Qual o estilo de realização de Ryan Coogler?
Desde o momento em que aceitou o trabalho e em que tivemos as nossas primeiras conversas, que o seu processo foi muito aberto e colaborativo. Ele escuta e tomou decisões importantes, mesmo quando ainda estávamos nos estágios iniciais do processo.

Como foram as suas conversas iniciais com Ryan Coogler?
Tentamos construir algo sobre o que já existia. Neste filme, temos a oportunidade de sermos mais minuciosos do que no último, porque na outra história, Black Panther era uma personagem secundária. Neste, tem que mostrar muitos mais aspectos. Falamos sobre quais seriam esses aspectos e sobre os que queriamos mostrar.

Como foi o treino para o filme?
Correu muito bem. Obviamente que foi intenso e muito trabalhoso. Mas foi bom colaborar com essas pessoas sobre o estilo de movimento. Para mim, essa é uma das coisas mais divertidas. É como dançar. Queria garantir de que existia um movimento africano fidedigno, assim como artes marciais africanas para contar a história de Wakanda, também como um país militar. E eles foram completamente abertos a tudo isso. Às vezes, sentiamos que estávamos a treinar para uma luta real. Foi muito divertido.

Em que difere Black Panther dos outros heróis Marvel?
Uma coisa que para mim se destacou, mesmo na banda desenhada, é que é um estratega, um líder mundial. Essa é uma responsabilidade que normalmente os super heróis não têm. Para além disso, tem que cuidar de uma nação inteira, pensar no lugar da nação no globo e como afetam o resto do mundo. Acho que essa é a principal diferença entre Black Panther e os outros heróis.

O que espera que este filme ofereça?
Acho que se quer o fator "wow". Queremos que as pessoas saiam e digam "wow". Queremos isto por todos os diferentes motivos - as performances, o espetáculo, as cenas de luta, tudo isso.
Acho que parte do motivo para se fazer este filme, é que muda de perspectiva. As pessoas podem ver um super herói sob um ângulo, complexidade ou uma visão do mundo diferente. Acho que também queremos isso e que no final do dia fiquem maravilhados com tudo isso.

«Black Panther» está nomeado para 7 Oscars.

Entrevista publicada na Metropolis nº57

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Modificado emterça, 22 janeiro 2019 22:26

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