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Actualizado às 1:09 AM, Dec 12, 2018

Outlander - Sam Heughan

Destaque Outlander - Sam  Heughan

O desafio de dar corpo a Jamie Fraser não se afigurava fácil, uma vez que a personagem já tinha uma vida própria nos livros, mas Sam Heughan esteve à altura. Em Portugal o ator só marcou presença na sua versão em cartão, mas além-fronteiras disse de sua justiça o que podemos esperar dos próximos episódios de «Outlander».

Qual é o motor desta temporada?
É sobre amor e família. O Jamie finalmente tem as pessoas que ama perto de si, mas continua sem ter uma casa. Mas agora estão na Carolina do Norte, e ele percebe que é um local maravilhoso para começar uma nova vida. É uma oportunidade tremenda para o Jamie.

Conta-nos mais sobre isso.
É a primeira vez que vemos o Jamie e a Claire como família. Agora eles finalmente podem descansar e recarregar baterias. É muito bom ver uma amostra de como eles são como família. Sem spoilers, eles têm a oportunidade de experienciarem ser avós. Tornaram-se uma geração mais velha, a cuidar dos mais novos.

Então é um mar de rosas para o Jamie?
Nem por isso. Vendo de fora parece estar no controlo, mas continua um pouco perdido. Ele foi criado para ser dono de terras, mas teve de desistir das suas propriedades na Escócia e agora tem de encontrar uma casa na Carolina do Norte. Ele também cresceu com a ideia de ser o financiador, mas inicialmente na Carolina do Norte ele não tem como fazer isso. Mas como sabemos, ele acaba sempre de cabeça erguida.

Ele sente-se fora da zona de conforto na Carolina do Norte?
Não. A Carolina do Norte é surpreendentemente parecida com a Escócia. Fui lá e é realmente muito parecida. Há abetos Fraser por todo o lado, é por isso que os escoceses se instalaram lá originalmente. A paisagem à volta das Montanhas Blue Ridge é incrível. É uma região indomável e vasta.

Que outros desafios enfrenta o Jamie na Carolina da Norte?
Ele rapidamente se vê envolvido nas políticas do Novo Mundo. Desesperado para assentar, tem de alcançar um acordo com os ingleses, os seus maiores inimigos.

Mas o Jamie também tem de lidar com os nativos, certo?
Sim. Há um bom entendimento entre os escoceses e os nativos, pois têm os mesmos valores. Eles têm a mesma ligação à terra e ao mar e são guerreiros longe da sua terra. Temos momentos de partilha ao longo da temporada, há muitos momentos em que estes guerreiros revelam o seu respeito mútuo. Também integram e assimilam as culturas uns dos outros. É isso que é maravilhoso sobre a América, é um incrível ‘caldeirão’ de culturas.

Que outros pontos em comum têm os nativos e os escoceses?
Os rituais dos nativo-americanos são fascinantes, e têm certas parecenças com os rituais escoceses. Os nativos diziam o seu nome todas as manhãs de forma a chamar os seus antecessores. Os escoceses faziam o mesmo. Antes da batalha, eles apelariam à assistência dos seus antepassados.

Vislumbras diferentes facetas do Jamie nesta temporada?
Absolutamente. O que é intrigante este ano é que podemos ver todas as facetas do Jamie. Podemos ver o seu lado emocional, o intelectual e o físico. Mostramos o seu interior e tornamo-lo uma personagem da qual as pessoas gostam.

Qual consideras o maior desafio em «Outlander»?
A parte física, é uma série muito física. Em muitos dias, eu e a Caitriona estamos em condições extremas. Ou estamos a congelar e encharcados ou a ferver. É como correr uma ultra-maratona! Também temos de fazer tudo muito depressa. Temos apenas um dia para nos prepararmos para novos desafios, seja andar de cavalo, tratar da carne de um cervo ou aprender francês. É uma das vantagens de trabalhar nesta série, enfrentar sucessivamente novos desafios.

«Outlander» é bastante inflexível na sua representação da violência, não é?
Sim. Mostramos muita violência e violações porque eram usadas como arma na altura. A violência prevalecia naquele período, e ainda não nos afastámos disso. No entanto, claro, temos muito cuidado relativamente à forma como ilustramos isso. São as cenas mais difíceis de filmar, e são sempre discutidas em grande detalhe com os argumentistas e realizadores.

outlander 2

Porque é que «Outlander» se tornou tão popular?
A série tem muitos fãs porque é sobre um amor duradouro entre duas personagens adoradas pela audiência, e com as quais fazem esta jornada. A localização também está sempre a mudar: podes estar em Paris num certo minuto e nas Caraíbas no seguinte. Nunca é o mesmo, as possibilidades não se esgotam. Há também muita intriga no facto de os espectadores saberem como a História vai afetar o seu destino.

O que pensas sobre os fãs dedicados de «Outlander»?
São óptimos. Estou maravilhado com o facto de eles ainda nos apoiarem, especialmente quando não estamos no ecrã há algum tempo e tivemos um longo “Droughtlander”. Pedimos desculpa. Demora tanto tempo a fazer, mas é uma série de grande dimensão. Tentamos manter as nossas localizações em segredo, mas os fãs encontram-nos sempre. Mas é brilhante que gostem mesmo do que nós estamos a fazer. É fantástico sermos tão bem recebidos pelo público e pela crítica. Temos muita sorte, já que as pessoas nos continuam a acompanhar ao fim de quatro anos.

Que impacto teve «Outlander» na tua vida?
A minha vida mudou completamente desde que entrei em «Outlander». É incrível como a série cresceu nos últimos quatro anos. O sucesso de «Outlander» aumentou o turismo, e também o próprio comércio local. Beneficiou realmente a Escócia.

Finalmente, vamos ver o Jamie de kilt esta temporada?
Está o kilt de volta? Consigo ver os títulos! Não posso revelar!

[Artigo publicado na Revista Metropolis nº 64 - Novembro 2018]

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