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Actualizado às 12:33 AM, Nov 18, 2019

West Side Story - BSO

Um dos mais marcantes musicais de todos os tempos, «West Side Story» (que nasceu num palco da Broadway antes de chegar ao grande ecrã) é na verdade o fruto de um entendimento entre a coreografia, as letras das canções, a música e a visão do encenador (no teatro) e do realizador (no cinema), transportando para um bairro nova-iorquino dos anos 50 os ecos clássicos do Romeu e Julieta de Shakespeare, trocando a rivalidade entre famílias por um choque étnico entre moradores daquela zona da cidade. À música de Leonard Bernstein (nos momentos vocais contando com as palavras de Stephen Sondheim) coube a construção de uma realidade sonora que fixasse a materialização desses ecos de uma quezília de outrora e de outras geografias num espaço que era o daquele tempo e daquele lugar. Ali se cruzam formas escutadas no jazz, na música latina e também na tradição da música criada para o palco de teatro, cabendo a «West Side Story» um papel marcante na construção de uma ideia de cruzamento de culturas que, no fundo, define a identidade americana. Mais de meio século depois e já com tantas abordagens a este corpo musical – ainda há um ano Michael Tilson Thomas dirigiu a San Francisco Symphony numa das melhores interpretações de sempre desta música – há que assinalar um reencontro, agora em vinil, com as memórias da versão que descobrimos quando o filme chegou aos ecrãs, em 1961.

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