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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

The Hobbit - The Battle of the Five Armies - BSO

No departamento da música orquestral Howard Shore (que tantas vezes brilha quando trabalha para o cinema de David Cronenberg) foi, depois dos três filmes «O Senhor dos Anéis» e das duas primeiras partes de «O Hobbit», a natural escolha para concluir a segunda trilogia que Peter Jackson criou a partir de ficções de J.R.R. Tolkien. Se por um lado o realizador conseguiu reduzir aqui uma belíssima novela de fantasia à dimensão de um pastelão esticado para além dos limites da elasticidade, afogando a coisa em efeitos criados digitalmente e lugares-comuns (a milhas do notável trabalho realizado em «O Senhor dos Anéis»), no plano da música, Howard Shore (ed. Universal) manteve na partitura, além de momentos de reencontro com linhas melódicas já antes escutadas, uma ligação aos valores herdados entre as tradições romântica e modernista, a ocasional presença coral, e mesmo os elementos de genética céltica e desenhos ocasionais de “exotismo” segundo tradições “clássicas” do cinema, num registo que é assim de mais sólida continuidade para com o que lembramos da trilogia inicial. Estamos contudo num momento em que há nesta música uma maior preocupação com a funcionalidade do que com o efeito surpresa. Juntando pouco de novo ao corpo musical do todo, a composição para este terceiro episódio – exceção feita à presença dominante em cenas de tensão e batalha –,não repete a luminosidade e frescura de outros momentos que esta saga antes viveu.

Modificado emquarta, 03 fevereiro 2016 23:28

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