logo

Entrar
Actualizado às 10:16 PM, Dec 11, 2019

DmC Devil May Cry

DmC Devil May Cry DmC Devil May Cry

O reboot de «DmC Devil May Cry» criado pelo estúdio britânico Ninja Theory em 2013, a pedido da gigante Capcom, chega agora à Playstation 4 (distribuição nacional: Ecoplay). Alex Garland, o autor de «Ex-Machina», foi o responsável pela supervisão desta mirabolante narrativa de anjos e demónios. Garland já antes havia trabalhado com o director do jogo, Tameem Antoniades, em «Enslaved» (2013) também tinham colaborado no projecto Andy Serkis e o músico Nitin Sawhney.


O jogador interpreta o papel de Dante (voz de Tim Phillipps), a figura central de «DmC: Devil May Cry Definitive Edition» , um jovem com aspecto irreverente (após a roupagem ocidental da Ninja Theory que se afastou da criação original nipónica) perante um pano de fundo de terror gótico. Dante é um “lobo solitário” que descobre que está no centro da batalha com as forças das trevas pela alma da raça humana. As “trevas” estão deliciosamente caracterizadas e desejam eliminar o nosso anti-herói. A tarefa não vai ser fácil, o nosso personagem está ultra apetrechado com um arsenal de armas que provoca destruição massiva junto das legiões do inferno. O jogador interpreta um homem numa missão de vingança em cenários fantásticos com uma vertiginosa dinâmica de acção.

Os acontecimentos desenrolam-se entre dois mundos visualmente distintos, a Realidade e o Limbo. A Realidade é um local sem graça dominado pelos tons cinza e o controlo nas sombras dos demónios sobre as forças da sociedade, banqueiros, políticos e estrelas pop (!). A narrativa e os diálogos são hilariantes com sátira à mistura face à gula pelo consumismo e a servidão do mediatismo sublinha-se igualmente, com sarcasmo, os ciclos noticiosos de faca e alguidar. O Limbo é um local paralelo onde tudo é colorido e mortífero, aí se desenrola a batalha pela humanidade.

A Ninja Theory convidou artistas de rua a “pintar” os cenários de jogo, uma intenção que conferiu um look urbano aos espaços de acção. A Giant Studios, a empresa de Los Angeles que produziu a motion-capture de «Avatar» foi a responsável pela captura de movimentos em DmC.

A banda sonora do jogo é sempre a partir enquanto fazemos estragos no ecrã, a banda norueguesa de electro-industrial CombiChrist e o grupo electrónico holandês Noisia fizeram as honras da casa. Escusado será dizer que o som acompanha a pedalada do jogo.

Este lançamento é uma admirável reinvenção de DmC em termos visuais é um triunfo estilístico graças a uma resolução1080p a 60 frames por segundo. A acção é mesclada à violência com toneladas de humor em combinações mortíferas (entra em jogo a experiência da Capcom nos clássicos jogos de luta). A edição definitiva em Ps4 conta ainda com todos os extras lançados na XBOX360 e Playstation 3 além do inferior DLC Vergil’s Downfall que não deixa de ser um bónus! Os mais ousados ainda têm várias opções de aumentar a experiência (leia-se dificuldade) e a velocidade de jogo (em 20% no modo “Turbo”).

Para quem não conhece a série e aprecia o misto de acção/aventura/plataformas e os combates dos jogos de luta, «DmC: Devil May Cry Definitive Edition» é remédio santo no formato Playstation 4. Não é apenas mais um objecto de reciclagem comercial, é um grande jogo para uma consola de nova geração. Podem começar a diversão!

Modificado emquarta, 03 fevereiro 2016 22:31

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.