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Actualizado às 3:58 PM, Jan 19, 2020

Robert Redford produz série para a HBO

Robert Redford colocou em pré-produção a mini-serie «The Burgess Boys» na HBO, uma iniciativa que está englobada num acordo de dois anos com o gigante dos canais de cabo norte-americano.

«The Burgess Boys» é baseado no romance homónimo da vencedora do Pulitzer Elizabeth Strout que esteve igualmente envolvida no sucesso televisivo «Olive Kitteridge» com Frances McDormand e Richard Jenkins. Robert Redford adquiriu os direitos do livro no ano passado e Marcus Hinchey foi o escolhido para a adaptação do livro para a HBO.
O livro foi publicado em 2013 e segue a trajectória de dois irmãos que vivem assombrados por um acidente bizarro que vitimou o pai quando estes eram crianças. A história relata o regresso dos irmãos ao estado do Maine onde reaparecem tensões recalcadas que vão mudar as suas vidas para sempre.

A produção da mini-série ficará também a cargo de Robert Redford através da sua produtora, a Wildwood Enterprises.

Jake Gyllenhaal produz antologia sobre seitas religiosas

A produtora de Jake Gyllenhaal e Riva Marker a Nine Stories vai co-produzir com a A+E (produtora do canal norte-americano A&E) uma antologia dedicada a várias seitas norte-americanas. A primeira série será dedicada a Jim Jones, o líder da seita Peoples Temple of the Disciples of Christ (Templo dos Povos), acompanha em 1978 os eventos na comuna de Jonestown que levaram ao massacre de 900 pessoas num suicídio em massa organizado por Jones.

Jake Gyllenhaal afirmou que “Jim Jones é um personagem complexo – e que conseguiu penetrar na consciência colectiva” também explicou as motivações por detrás da série que ainda não tem título dizendo que “deseja focar o magnetismo inquestionável destes fanáticos religiosos e os perigos do seu carisma.” O actor ainda focou a importância nos tópicos que a série aborda especialmente o fundamentalismo noutras áreas de intervenção no mundo actual referindo “uma noção que não é apenas pertinente nos líderes de cultos religiosos mas também problemático no presente clima geopolítico.”

O canal A&E tem em «Bates Motel» com Vera Farmiga e Freddie Highmore o seu maior sucesso, brevemente estreia «Damien» outra produção de terror inspirada num clássico do género «The Omen». A quarta temporada de «Bates Motel» e a estreia de «Damien» ocorrem a 7 de Março nos Estados Unidos.

Girls – o final anunciado

«Girls» a série produzida por Lena Dunham e Judd Apatow termina em 2017 com a sexta e a última temporada. A série inicia a quinta temporada a 21 de Fevereiro.
A actriz e criadora Lena Dunham agradeceu à HBO “o apoio e a liberdade” da produção que representou para os criadores “algo raro e belo”. Ainda deixou uma importante nota de agradecimento ao “empenho e originalidade extraordinária dos actores” e à “família que é a equipa de produção”. Lembrou que “criou a série quando tinha 23 anos e agora com cerca de 30 – a série encaixou perfeitamente o seu período de vida na idade dos vinte, onde se centra a história – e chegou o momento perfeito de fechar a narrativa.”. A criadora promete “uma sexta temporada que vai prestar tributo a um elenco, produção e fãs fantásticos”.

Recordamos que a série conta com um elenco fabuloso de jovens actores que inclui Lena Dunham, Jenni Konner, Alisson Williams e Adam Driver. Em 2012 a revista METROPOLIS foi o primeiro meio comunicação em Portugal a destacar esta série, além de antecipar o sucesso de «Girls» colocava as suas fichas no promissor Adam Driver.

A Guerra dos Tronos - série ultrapassa a saga literária

George R.R. Martin anunciou no passado fim-de-semana que The Winds of Winter, o sexto livro da saga literária A Song of Ice and Fire em que o mega sucesso televisivo de «A Guerra dos Tronos» é baseada não sairá antes do início da sexta temporada da série. Há quem afirme que vai parar de ver a série por ser um fã leal dos livros para não visionar os twists que vão acontecer no livro de Martin. O autor já referiu que há diferenças entre a série da HBO e os seus livros por haver trechos da saga literária que nunca chegaram aos ecrãs. Em última análise é a prosa de George R.R. Martin que deu origem à criação da série e que confere a magia a este fantástico universo por detrás da produção televisiva, o autor sugere “Desfrutem a série. E desfrutem os livros”.

Quanto a datas de lançamento do livro Martin afirma que não vale a pena estabelecer prazos de entrega pois sente-se ainda mais pressionado. O autor nunca esperou que alguma vez a série pudesse ultrapassar os livros. O próximo livro tem cerca de doze capítulos escritos, ao contrário da especulação dos internautas que afirmavam que não havia nada redigido, o escritor reiterou que ainda há muito por fazer e o livro sai quando tiver de sair pedindo desculpas aos editores e especialmente aos leitores da saga.

Gypsy nova produção da Netflix

O serviço de streaming Netflix anunciou que adquiriu os direitos de «Gypsy», uma série de Lisa Rubin (argumentista e produtora executiva), Tim Bevan e Eric Fellner. A série segue a vida de Jean Holloway, uma terapeuta que tem relações perigosas e íntimas com as pessoas nas vidas dos seus pacientes. A série será produzida pela britânica Working Title («About a Boy», «London Spy», «You, Me and the Apocalypse») e a Universal Television, produtora que está por detrás das imperdíveis comédias Netflix «Unbreakable Kimmy Schmidt» e «Master of None». A Netflix tem como objectivo estrear uma produção original da casa a cada semana do ano.

«Gypsy» terá 10 episódios e estreia em 2017.

Strike Back Legacy

A série de produção britânica dos estúdios Left Bank Pictures em parceria com a norte-americana Cinemax foi indiscutivelmente uma das melhores séries de acção dos últimos anos. É extraordinário o facto de visualizarmos em dez episódios uma narrativa contínua tal como fosse um filme de dez horas. A acção cruzou o globo em cenários credíveis (só faltando mesmo o cheiro dos locais) em enredos que contam com uma multiplicidade de actores e vários twists à mistura.

A quinta e última temporada de «Strike Back» leva a dupla à prova de bala Michael Stonebridge (Philip Winchester) e Damien Scott (Sullivan Stapleton) do sudeste asiático à Europa central. Ambos fazem parte da equipa de operações especiais do exército britânico, a Section 20, nesta missão têm de deslindar a conspiração por detrás do assassinato do embaixador britânico na Tailândia. A bela e talentosa Michelle Yeoh interpreta uma agente tresmalhada do regime norte-coreano. Este é o primeiro trabalho de televisão na sua longa carreira de actriz.

«Strike Back – Legacy» coloca os heróis a enfrentar a yakuza, a máfia russa, mercenários americanos, um bombista do IRA e uma ameaça nuclear. O humor ligeiro e o drama mais intenso é intercalado pelo sentimento de “buddy comedies” numa narrativa dominada pela espionagem e “acção”. O sexo indulgente surge em doses mais controladas nesta temporada. A série é melhor consumida em modo faseado, o efeito binge pode criar algum elemento de saturação perdendo-se o elemento de cliffhangers na expectativa de espera para o episódio da semana seguinte.

A altura foi certa de «Strike Back» colocar um ponto final na saga, um objecto que atingiu tudo o que tinha para atingir, desde a segunda temporada tinha sido sempre a subir. «Strike Back» foi uma série de escape, um prazer proibido que vai deixar saudades pelo domínio do frágil equilíbrio entre o entretenimento e o drama de acção num objecto que procurou um realismo controlado sem nunca ter caído no registo chunga. Fica na memória os excelentes e inúmeros stunts de acção em redor do globo e o rol de bons actores que picaram o ponto ao longo das últimas temporadas. Uma saga que não perde nada para os actuais (super) heróis de acção do grande ecrã.

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 31

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Lucifer

Uma série da FOX baseada num personagem de Neil Gaiman, da lendária série Sandman, «Lucifer» teve direito ao seu spinoff, que durou 75 números na editora de comics Vertigo. Agora chega à vez da televisão, numa série produzida por Tom Kapinos. O protagonista e a escrita de «Lucifer» são claramente influenciados pelos ritmos hedonistas de Hank Moody, a estrela de «Californication», a anterior produção deste autor.

O episódio-piloto foi realizado por Len Wiseman, da saga cinematográfica «Underworld», e está visualmente sofisticado, mas uma quota-parte do sucesso vai inteiramente para a interpretação de Tom Ellis, o protagonista. A série desenrola-se no presente em Los Angeles, quando, aborrecido de estar no inferno, Lucifer vem dar um passeio à Terra, mas começa a ter alguma compaixão pelos humanos e especialmente o desejo de contrariar Deus e os acontecimentos predestinados.

A sua predilecção é ajudar Chloe Dancer, uma detective de homicídios de LA (a cargo de Lauren German), a desvendar os crimes. Esta sente atracção e repulsa por Lucifer uma vez que não deixa de sentir curiosidade por um homem com sotaque britânico afirmar ser imortal e ter o mundo aos seus pés. A química dos protagonistas e os diálogos, em tom de provocação, criam uma vibração positiva na série que foi apresentada na Comic Con de San Diego, gerando imenso entusiasmo na audiência.

 

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Agent Carter

Haley Hatwell é a nova heroína da Marvel. Após o sucesso de «Os Agentes S.H.I.E.L.D.», chega a vez de mais um spin-of televisivo a partir da “fábrica de ideias”, neste caso saído do universo clássico de Capitão América.

«Agent Carter» é a primeira heroína de uma nova vaga que consagra o heroísmo feminino baseado no universo dos comics. Actualmente os sucessos no cinema e na televisão provam que há público com apetência para visionar heroínas como cabeças de cartaz (veja-se o sucesso global de «Lucy» em 2014).

A nova heroína do pequeno ecrã é interpretada pela actriz britânica, que retoma o papel que tinha interpretado no filme «Capitão América: O Primeiro Vingador» (2011). Recordamos que é possível visionar na edição Blu-ray de «Homem de Ferro 3» um episódio prequela intitulado «Marvel One-Shot: Agent Carter», que se tornou o tubo de ensaio desta série. Quando «Agent Carter» foi apresentada na Comic Con em São Diego, em 2014, Louis D’Esposito (presidente da Marvel) teve a certeza do potencial da série e deu luz verde para a produção após a reacção eufórica do público presente.
A série foi criada por Christopher Markus e Stephen McFeely, autores de «O Primeiro Vingador» e O Soldado do Inverno», tendo no comando duas mulheres, Tara Butters e Michele Fazekas. Curiosamente, o segredo desta série é sustentado numa personagem que tem como poderes especiais a teimosia e o trabalho árduo... claro que dar uns socos valentes também ajuda alguma coisa.

A série arranca com as imagens do final de «O Primeiro Vingador», com a queda do avião de Capitão América no término da Segunda Guerra Mundial. A agente Carter, a namorada do herói americano, pensa que o seu parceiro está morto, iniciando a sua nova vida atrás da secretária após ter sido uma brilhante agente na Allies Strategic Scientific Reserve (os serviços “ultra” secretos dos EUA). Mais tarde, ela estará na origem da S.H.I.E.L.D., onde terá de mostrar, à revelia dos seus chefes, o talento num mundo de canastrões que consideram que a agente só desfruta da sua posição devido à relação com o Capitão América.

A escrita da série tem o seu triunfo no modo como alicerça uma narrativa que coloca a protagonista não só a enfrentar vilões como também, no seu maior obstáculo, a luta de sexos numa era onde, com a chegada dos homens dos palcos de guerra, as mulheres eram relegadas para segundo plano. A protagonista acaba por triunfar e conquistar todos os públicos pois é uma heroína que não precisa de ser salva já que está muito acima dos seus pares.

A sua frustação começa a desvanecer quando Howard Stark (o pai de Tony Stark, o futuro Homem de Ferro) é acusado pelo governo americano de venda de armas ao inimigo. Carter é incubida de desvendar a conspiração e limpar o nome do playboy e inventor das novas tecnologias do exército americano.

A série desenrola-se em 1946, numa recriação cheia de glamour de Nova Iorque. A atmosfera tem requintes noir que remetem o espectador para a era dourada dos clássicos de cinema dos anos 40. Dos homens trajados de forma elegante às mulheres com os lábios vermelhos, cabelos encaracolados e saias lisas, do figurino à maquilhagem até aos cenários, nenhum pormenor na direção de arte é descurado.


A série combina em doses equilibradas a aventura, a acção e a espionagem, num objecto que deve muito ao show de Hayley Atwell que nos faz regressar a todos os sete episódios que compõe «Agent Carter».

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 26

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