logo

Entrar
Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 10 - 1994. Hakuna Matata

O Rei Leão

Após «Aladdin», que representou a última parceria Menken / Ashman (ditada pela morte do segundo em 1991), a Disney chamou Elton John para criar a música de «O Rei Leão» em conjunto com Tim Rice, que assinou as letras. A banda sonora teve em conta a cenografia africana que acolhia a história e chamou mesmo a colaboração de vários músicos. O Óscar de Melhor Canção coube a “Can You Feel The Love Tonight”, mas o mais inesquecível momento musical ficou por conta de “Hakuna Matata”, que conheceu uma edição em disco nas vozes de Jimmy Cliff e Lebo B.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 8 -1989. Under The Sea

A Pequena Sereia

O filme que inaugurou uma nova etapa na vida dos clássicos da Disney teve na música um dos mais evidentes investimentos. Alan Menken compôs a música e, para as canções, trabalhou com o letrista Howard Ashman. “Under The Sea” foi um dos vários momentos musicais de sucesso nascidos do filme, valendo à Disney o primeiro de uma série de Óscares para a Melhor Canção que os estúdios venceriam ao longo dos anos seguintes. Um calypso luminoso e upbeat, este tema foi originalmente gravado por Samuel E Wright e teve várias versões, uma pelos Squirrel Nut Zippers, a antiga banda de Andrew Bird.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 7 - 1970. The Aristocats

Os Aristogatos

A banda sonora de «Os Aristogatos» convocou várias figuras, da escrita e composição à interpretação. O mais célebre momento musical deste filme surge logo no genérico, com uma canção-tema assinada pela dupla Robert e Richard Sherman, entregue à voz do veterano francês Maurice Chevalier, que estava já retirado mas acedeu em regressar para esta colaboração pontual. A gravação desta versão, que seria logo editada em disco, representou mesmo o último trabalho do cantor, que morreria em 1972.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 6 - 1967. The Bare Necessities

O Livro da Selva

Terry Gilkyson, com um já longo relacionamento com a Disney, apresentou um conjunto de canções para esta longa metragem baseada num livro de Rudyard Kipling. Walt Disney achou-as todavia muito assombradas, do lote inicial sobrevivendo apenas esta que, curiosamente, se revelaria a mais bem sucedida das oito que compõem uma banda sonora que chamou então o labor dos irmãos Robert e Richard Sherman (nas canções) e George Burns na partitura original. Van Dyke Parks trabalhou nos arranjos. E, anos mais tarde, o seu antigo colaborador Brian Wilson gravou uma versão deste mesmo tema.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 5 - 1959. Once Upon a Dream

A Bela Adormecida

Uma greve de músicos nos Estados Unidos fez com que a banda sonora de «A Bela Adormecida» tivesse de ser gravada na Alemanha. Este foi um entre os vários incidentes de uma criação atribulada (que nem contou com os nomes desejados inicialmente) mas que nos deixou uma grande canção no cânone da Disney. Jack Lawrence e Sammy Fain compuseram-na com a música d’ “A Bela Adormecida” de Tchaikovsky por inspiração. E recentemente, para «Maleficent» esta canção foi recuperada numa nova versão por Lana Del Rey.

Disney uma história com canções - Parte 2 - 1940. When You Wish Upon a Star

Pinóquio

A canção que ainda hoje representa a própria companhia (que escutamos quando vemos o seu logótipo), nasceu para a voz do pequeno grilo que vemos em «Pinóquio», cantada originalmente por Cliff Edwards. Assinada por Leigh Harline e Ned Washington, a canção teve logo em 1940 novas versões em disco, uma delas pela soprano Julietta Novis, outra pelo próprio cantor que ouvíamos no filme. Apesar de inúmeras leituras em várias frentes, a canção tornou-se sobretudo um standard de jazz, sendo interpretada por nomes como os de Louis Armstrong, Bill Evans, Keith Jarrett, o Dave Brubeck Quartet ou Sun Ra.

BSO - Tempos Modernos

Realizado, produzido, escrito e protagonizado por Charles Chaplin, o seu clássico «Tempos Modernos» não esgota nestas referências da ficha técnica a sua direta intervenção. Na verdade, há um outro valor criativo maior a apontar ao filme que, estreado em 1936, representou a primeira ocasião na qual a sua voz de escutou: a música. Chaplin assinou a sua composição, fruto de um trabalho de parceria com o compositor e maestro Alfred Newman, um dos nomes de maior peso na história musical do cinema norte-americano. Chaplin tinha alguns conhecimentos de música e tocava inclusivamente violino e, neste filme, escutamo-lo a cantar um tema de Léo Daniderff, numa versão que acabou conhecida como “Nonsense Song”. Da sua banda sonora, na linha do que era a música orquestral para cinema da época, ganhou contudo destaque o tema criado para as sequências românticas que, com o título Smile, seria eleito como standard, interpretado mais tarde por nomes como os de Dean Martin, Diana Ross ou Judy Garland. Esta edição junta uma leitura integral da partitura criada para o filme, numa interpretação da orquestra da estação de rádio NDR, sob direção de Timothy Brock.

BSO - The Virgin Suicides – Deluxe Edition

Air, The Virgin Suicides – Deluxe Edition (Virgin)

A filmografia de Sofia Coppola tem revelado um raro saber na forma de juntar música às imagens e narrativa. A música de Kevin Shields serviu parte da construção das sugestões de solidão e distância em «Lost in Translation – O Amor é um Lugar Estranho». E a banda sonora com canções dos New Order, Bow Wow Wow ou Adam and The Ants e peças de Vivaldi, Rameau ou Scartlatti ajudou a estabelecer as pontes entre o século XVIII e o nosso tempo em «Maria Antonieta». Na verdade este interesse evidente pela criação de uma sólida base musical como elemento determinante na construção dos filme surgiu logo em 2000; o filme «As Virgens Suicidas» representou a estreia de Sofia Coppola na realização e, igualmente, a primeira experiência de trabalho para cinema dos franceses Air. Capitalizando o efeito da descoberta de uma música com marcas do presente, mas repleta de ecos de referências dos anos 70 (precisamente a época em que decorre a narrativa) que tinham revelado no álbum de 1998, Moon Safari, os Air compuseram e gravaram para o filme uma obra essencialmente instrumental pensada na linha de temas do álbum de 98, juntando a nova canção Playground Love. 15 anos depois, esta reedição devolve-nos a banda sonora original, juntando num disco extra versões ao vivo registadas ora em sessões de rádio ou em concertos.

Assinar este feed RSS