logo

Entrar
Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

Chuck Berry (1926 - 2017)

Pioneiro do rock'n'roll, é um símbolo universal da sua energia e criatividade: Chuck Berry faleceu em sua casa, em St. Charles County, Missouri, no dia 18 de Março — contava 90 anos.

Charles Edward Anderson Berry nasceu no seio de uma família de St. Louis, Missouri, desde muito cedo dando provas das suas aptidões musicais. O seu primeiro sucesso, Maybellene, surgiu em 1955, acabando por integrar a lista de canções pioneiras do rock'n'roll. Roll Over Beethoven (1956), Rock and Roll Music (1957) Johnny B. Goode (1958), No Particular Place to Go (1964) e Nadine (1964) são apenas alguns dos seus temas mais lendários, decisivos para essa colisão entre a tradição country, a inspiração do blues e a nova electricidade das guitarras que, mais do que um "estilo" musical, definiu toda uma nova postura cultural e anímica.

Os Beatles e os Rolling Stones foram apenas alguns dos que reconheceram em Chuck Berry um pioneiro e uma fundamental influência. Em boa verdade, a sua obra transfigurou todo o cenário artístico e comercial da música popular, reflectindo transformações de comportamentos, questionamento de valores e, no limite, um novo conceito social de juventude.

A canção Johnny B. Goode integra o "disco dourado" da nave espacial Voyager, lançada em 1977 (a par de temas extraídos de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, ou do Cravo Bem Temperado, de Bach, por Glenn Gould). Em 1984, recebeu um Grammy de carreira. O seu reconhecimento no Rock & Roll Hall of Fame deu-se em 1986. A 18 de Outubro do ano passado, data do seu 90º aniversário, anunciara a edição de um novo álbum, o primeiro desde Rock It (1979) — intitulado Chuck, o seu lançamento está previsto para 2017.

>>> Notícia da morte de Chuck Berry na CNN; duas interpretações ao vivo: Hoochie Coochie Man (tema de Willie Dixon gravado originalmente por Muddy Waters); Nadine, com a participação de Keith Richards.

O prazer de Feist

O quinto álbum de estúdio da canadiana Feist chama-se Pleasure e chega a 28 de Abril. O tema-título instala a ilusão de uma balada para se derramar num rock agreste, romântico q. b. — em nome de uma verdade íntima, ficção ou sonho.

Get what I want
And still it's a mysterious thing that I want
So when I get it
I make sense of a mysterious thing
'Cause I've taken flight on such a serious wing
I, and you are the same and
Either fiction or dreaming

We know enough to admit
[...]

It's my pleasure
And your pleasure
[...]

Oh, an echo calls up the line
An indication of time
Our togetherness
That is how we evolved
We became our needs
Ages up inside
Escaping similar pain
Dreaming safe and secure
Generations in line
Old and then the youth
Come to meet or fade
A chromosomal raid
Built by what we got built for
As much as what we avoid
So the mystery lifts

We know enough to admit
[...]

It's my pleasure
And your pleasure
It's my pleasure
And your pleasure
That's the same
That's what we're here for!
[...]

O piano de Sampha

Coisa séria: Sampha, músico britânico que já trabalhou com Drake, Solange ou Kanye West (na qualidade de compositor, produtor, voz convidada), vai lançar um primeiro álbum intitulado Process. As suas raízes electrónicas envolvem cruzamentos com o R&B, por vezes recompostos através da austeridade de um piano algo "metalizado" — para já, aqui fica o som eloquente de uma bela canção com um título sintomático: (No One Knows Me) Like The Piano.

PHOENIX no NOS ALIVE

Phoenix são a mais recente confirmação para a 11.ª edição do NOS Alive. O ano de 2017 marca o regresso da banda parisiense aos palcos, depois da digressão do último disco “Bankrupt!” em 2014. A banda atua no Palco NOS dia 06 de julho, no mesmo dia dos já anunciados The Weeknd, The xx, alt-J e Ryan Adams.

Phoenix são hoje um dos maiores contributos franceses para a música moderna. As suas atuações ao vivo são marcadas por uma energia única, que percorrem alguns dos maiores hits que, para muitos, são a maior banda sonora dos últimos quinze anos.

Christian Mazzalai, Deck d’Arcy, Laurent Brancowitz e Thomas Mars juntaram-se em 1995, tendo formado os Phoenix em 1999. Com cinco discos de estúdio editados, foi o lançamento de "Wolfgang Amadeus Phoenix" em 2009 que trouxe o reconhecimento mundial e um GRAMMY de "Melhor Álbum de Música Alternativa", transformando a banda de culto indie num dos maiores nomes da cena atual.

O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 06, 07 e 08 de julho de 2017. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais.

Artistas já confirmados: Alt-J, Depeche Mode, Foo Fighters, Imagine Dragons, Kodaline, Parov Stelar, Phoenix, Ryan Adams, The Kills, The Weeknd, The xx, Wild Beasts e Warpaint.

DJ Shadow e os aliens

O americano DJ Shadow tem o gosto do imponderável. Na música, nos gestos, nas encenações da música em imagens. Veja-se o teledisco de Bergschrund, tema do álbum The Mountain Will Fall (2016) em que conta com a colaboração do compositor e produtor alemão Nils Frahm... Encontros imediatos do segundo grau — a realização é de Matt Devine.

Peter Doherty, trovador

A vida mediática de Peter Doherty, muitas vezes parasitada pelos dramas da sua existência privada, não tem ajudado a que o seu trabalho seja escutado apenas pelo que nele acontece. O seu segundo álbum a solo, Hamburg Demonstrations, sete anos passados sobre Grace/Wastelands, aí está como uma prova esclarecedora do seu desencantado lirismo, certamente presente nas suas experiências com formações como The Libertines ou Babyshambles, mas ainda mais depurado e genuíno quando Doherty se exprime a solo.

Doherty é um trovador do absurdo à flor da pele, seja nas relações amorosas, seja na contemplação política do mundo à sua volta. A sua música expõe-se numa desamparada nudez simbólica que envolve, além do mais, um sentido de urgência e inacabamento das performances que faz lembrar a poética dos primeiros tempos dos Beatles... Et pour cause: afinal, Hamburg Demonstrations foi gravado naquela cidade alemã, nos estúdios Clouds Hill, em assumida homenagem ao pré-histórico período alemão da banda de Lennon & McCartney. A prova: escute-se I Don't Love Anyone (But You're Not Just Anyone), observando a sua delicada, e desenhada, concretização figurativa.

I don't love anyone
But you're not just anyone
You're not just anyone, to me

Anything, mostly everything
You drop an eyelash and finger from the wish
You live this way
And oh I'll never leave
yes I will
It seemed so cold

The luck a penny brings, means everything
When you kiss and cross superstitiously

Johnny comes marching home again, hurrah
Johnny comes marching home again, hurrah
Johnny comes marching home again
With this and that and a big bass drum
And they all come marching, over the hill from war

Anything, mostly everything
You drop an eyelash and finger from the wish
You live this way
And oh you'll never leave
She never would
It's just so cold

O regresso de Ryan Adams

Convenhamos que ele nunca se ausentou. O certo é que o mais recente álbum de Ryan Adams, 1989 (2015), refazendo o registo homónimo de Taylor Swift (editado um ano antes), deixou uma sensação paradoxal de sedução e bloqueio. Seja como for, importa saudar o regresso à sua verdade mais visceral de rocker, alternativo ou não, descendente do punk ou apenas poeticamente livre e experimental — é isso, pelo menos, que sentimos face a Do You Still Love Me? [audio], primeiro tema de um novo álbum, Prisoner, agora anunciado para 17 de Fevereiro [Rolling Stone]. Entretanto, o fabuloso Heartbreaker (2000), opus 1 de Adams, foi relançado em edição Deluxe.

The Dandy Warhols sob o signo de Salinger

Catcher in the Rye — não o mítico romance de J. D. Salinger, mas uma das canções de The Dandy Warhols incluída em Distortland, nono álbum de estúdio da banda americana de Portland, Oregon. O teledisco, dirigido por Mike Bruce, coloca em cena uma menina inocente e uma inquietante figura masculina — ou talvez não...

Assinar este feed RSS