logo

Entrar
Actualizado às 8:37 AM, Jun 18, 2019

Thurston Moore no Curtas 2019

A 27ª edição do festival traz até Vila do Conde, Thurston Moore, The Heliocentrics, Montanhas Azuis e a colaboração entre Tiago Cutileiro e Marta Navarro.

Thurston Moore mudou-se para Nova Iorque à entrada na maioridade para tocar punk. Quatro anos depois fundava os Sonic Youth, banda com a qual mudou a forma como toda uma geração pensava e executava a experimentação no rock. A solo é, ainda hoje, um dos nomes que mais caminho desbrava na criação de novas linguagens em colisão com os padrões mainstream. Da improvisação ao rock mais puro, da composição acústica ao noise parecem não haver espaços onde Moore não se sinta confortável. O mesmo se poderá dizer das inúmeras colaborações que fez com nomes como Yoko Ono, David Toop, Cecil Taylor, Faust ou Irmin Schmidt (CAN) e que, ainda assim, lhe deixaram tempo para fazer poesia ou dar aulas de escrita. Na música, continua a subir a palco com a The Thurston Moore Group, mas é a solo que se apresenta, em Julho, em Vila do Conde. Neste regresso, vai musicar uma selecção de curtas de Maya Deren, uma das mais icónicas cineastas da vanguarda americana e uma das primeiras mulheres a construir uma carreira na realização. Witch Cradle, At Land, Ritual in Transfigured Time e Meshes of the Afternoon são os filmes que integrarão este filme-concerto.

Colectivo de jazz psicadélico londrino, os The Heliocentrics surgiram nos anos 90, quando o baterista Malcolm Catto gravou para as míticas Mo'Wax e Jazzman. O seu álbum de estreia, lançado em 2007 pela Stones Throw, solidificou-lhes o lugar por entre os mais interessantes nomes da música das últimas décadas. Equilibrando o exótico e o “estranho”, o universo dos The Heliocentrics é vasto e evolutivo. A sua discografia é documento de uma viagem por entre as diferentes encarnações do jazz e do funk e a sua incrível lista de colaborações uma espécie de introdução aos nomes que marcaram o movimento pós-Mo'Wax, de MF Doom a Mulatu Astatke, de Lloyd Miller a Orlando Julius. Em Julho, o colectivo estará de regresso a Portugal para musicar, ao vivo, Heaven and Magic, um dos mais significativos registos de Harry Smith. Cineasta de vanguarda, Smith coleccionou, ao longo de décadas, milhares de gravuras de revistas vitorianas para, com elas, criar algumas das mais criativas animações que o cinema americano conhece. Tapeçarias a lembrarem as colagens de Max Ernst, onde espaços em transformação, compostos por antiguidades, artefactos e criaturas servem de pano de fundo para as histórias de heróis e heroínas delirantes.

curtas19 Montanhas Azuis siteSão três dos mais importantes nomes da música portuguesa contemporânea. A solo ou nos diversos projectos com que habitam a produção cultural do país, os universos sonoros de Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno Pernadas estão longe de serem simples e previsíveis. Donos de uma linguagem em constante estado de ebulição, conquistaram com os seus discos alguns dos mais disputados tops da crítica musical e, com isso, o respeito alargado de público e pares. Decidiram não ficar parados e, em Janeiro deste ano, editaram Ilha de Plástico sob o nome Montanhas Azuis, espaço por onde os vemos a experimentarem em torno de instrumentos analógicos, das guitarras aos sintetizadores. Ao vivo (nas raras apresentações que fazem) trilham o perene, ora acompanhados ora guiados pelas imagens de Pedro Maia, qual aventura excursionista entre a música e a imagem. Este evento conta com o apoio da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.

O ciclo de anúncios para o STEREO encerra com a sessão de abertura do 27º Curtas. Das Cabinett Des Dr. Caligari, de Robert Wiene, uma das referências maiores do movimento expressionista alemão no cinema, será musicado ao vivo pela violoncelista Marta Navarro e o compositor e artista sonoro Tiago Cutileiro. Uma encomenda original do Curtas à dupla, que pretende construir um ambiente sonoro para a história muda de um hipnotista que comete homicídios durante crises de sonambulismo. Este filme, cuja rodagem se iniciou no Outono de 1919, há quase 100 anos, dá o mote à exposição O Caso Caligari, que inaugura no dia de abertura do festival, na Solar – Galeria de Arte Cinemática.

Os bilhetes para estes espetáculos custam entre 7 e 16 euros e encontram-se à venda no Teatro Municipal de Vila do Conde e na rede da bilheteira online (BOL).

O 27º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 6 e 14 de julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

curtas19 tc mn

PROGRAMAÇÃO STEREO

Tiago Cutileiro + Marta Navarro - Das Cabinett Des Dr. Caligari
Data: Sábado, 6 de Julho, 17h30
Local: Teatro Municipal de Vila do Conde
Preço: €7 (pré-venda até 5 de Julho) / €8 (a partir de 6 de Julho)

Thurston Moore com filmes de Maya Deren
Data: Quarta, 10 de Julho, 21h00
Local: Teatro Municipal de Vila do Conde
Preço: €14 (pré-venda até 5 de Julho) / €16 (a partir de 6 de Julho)

The Heliocentrics – Heaven and Earth Magic
Data: Sexta, 12 de Julho, 23h45
Local: Teatro Municipal de Vila do Conde
Preço: €8 (pré-venda até 5 de Julho) / €10 (a partir de 6 de Julho)

Montanhas Azuis
Data: Sábado, 13 de Julho, 23h45
Local: Teatro Municipal de Vila do Conde
Preço: €8 (pré-venda até 5 de Julho) / €10 (a partir de 6 de Julho)

Fonte: Curtas Vila do Conde

Berlinale completa o júri e anuncia prémio honorário para Agnès Varda

Uma projeção do drama “The kindness of strangers”, da dinamarquesa Lone Scherfig, vai abrir o 69º Festival de Berlim, no dia 7 de fevereiro, inaugurando os trabalhos de um júri presidido pela atriz Juliette Binoche que anunciou hoje seus demais integrantes: o crítico americano Justin Chang, a atriz alemã Sandra Hüller , o cineasta chileno Sebastián Lelio, o curador do Museu de Arte Moderna de Nova York Rajendra Roy, e a atriz e produtora inglesa Trudie Styler. O júri Glashütte de Documentários vai contar com a presença da cineasta brasileira Maria Augusta Ramos (de “O Processo”), trabalhando ao lado da italiana Maria Bonsanti, que dirige o programa Eurodoc, e do cineasta americano Gregory Nava. Já o júri de Melhor Filme de Estreia congrega a escritora e jornalista alemã Katja Eichinger, a cineasta chinesa Vivian Qu e o diretor franco-senegalês Alain Gomis. A Berlinale anunciou ainda a entrega de um prémio honorário (a Berlinale Camera) para a nonagenária cineasta belga Agnès Varda, a pioneira da Nouvelle Vague, que exibirá uma nova longa-metragem no festival: o documentário “Varda by Agnès”, que se baseia em andanças recentes da cineasta pelo mundo.

Oferta de convites 19ª Festa do Cinema Francês Lisboa - Cinema São Jorge

Esta 19ª edição da Festa do Cinema Francês, organizada pelo Institut français du Portugal e a Embaixada de França, em colaboração com as Alliances françaises e UniFrance Films, tem lugar de 4 de Outubro a 11 de Novembro, em onze cidades de Portugal. O padrinho desta edição é o talentoso Jean-Paul Rappeneau, um realizador único, que se destaca pelo trabalho minucioso que dedicou a cada um dos seus argumentos. 

Este evento cultural emblemático é uma oportunidade para abordar todos os géneros cinematográficos numa ampla diversidade temática. Assim, os famosos realizadores Jean Becker, Xavier Giannoli e Stéphane Brizé são também convidados oferecendo-nos, respectivamente, uma reflexão sobre a primeira guerra mundial («Le Collier Rouge»), sobre a fé («L’Apparition») e sobre as derivas do capitalismo («En Guerre»). Quanto a Gilles Lellouche, o célebre actor e realizador estará entre nós para apresentar, em antestreia e antes mesmo da sua saída nas salas francesas, o seu filme «Le Grand Bain», aclamado no último Festival de Cannes. Para além destas figuras conhecidas, a Festa do Cinema Francês celebra a emergência dos novos rostos do cinema francês. Nesse âmbito, temos o prazer de receber o jovem actor Anthony Bajon, recentemente premiado com o Urso de Prata do Festival de Berlim e que virá acompanhar o filme «La Prière», em antestreia.

site oficial 


Passatempo

A Festa do Cinema Francês e a Metropolis [revista oficial da Festa] têm para oferecer convites duplos para UMA sessão à escolha no Cinema São Jorge nos dias 12, 13 ou 14 de Outubro.*

* convites válidos mediante os lugares disponíveis na sala; deve efectuar o levantamento no próprio dia, preferencialmente até 30 minutos antes da sessão, no balcão dos convidados

* não é preciso comunicar qual é o filme que deseja ver quando concorre

DIA 12 (SEXTA-FEIRA)
15:00 MINGA ET LA CUILLÈRE CASSÉE

19:00 AU POSTE !

21:30 LE VENT TOURNE

DIA 13 (SÁBADO)

11:00 DILILI À PARIS

19:00 LES CONFINS DU MONDE

21:30 EN LIBERTÉ

DIA 14 (DOMINGO)
19:00 PLAIRE, AIMER ET COURIR VITE

21:30 EN GUERRE

Por favor leia as regras dos passatempos

Para se habilitar a um dos convites válidos para duas pessoas que temos para oferecer, seja preferencialmente nosso fã no Facebook. Basta colocar um gosto na nossa página. Se já é nosso fã, o nosso muito obrigado! E responda a uma pergunta.

Made with BreezingForms for Joomla!® by Crosstec

REGRAS GERAIS DOS PASSATEMPOS

* SE NUNCA GANHOU CONVITES METROPOLIS PODE INDICÁ-LO NA ÁREA DOS COMENTÁRIOS.
* Os dados comunicados não serão revelados a terceiros.
* Todas as participações serão numeradas por ordem de chegada e um programa informático seleccionará as premiadas;
* Solicitamos a todos os participantes que consultem com regularidade as suas caixas de correio, incluindo o "Lixo";
* O envio de mails aos premiados até cerca de 24 horas antes da sessões é uma cortesia. A Metropolis publica listas de premiados pouco depois do apuramento.
* Os convites são válidos no limite dos lugares disponíveis e devem ser levantados atempadamente antes da hora marcada para a sessão. A METROPOLIS não se responsabiliza caso a sua entrada seja recusada por excesso de lotação.
* Os faltosos serão excluídos de futuras ante-estreias METROPOLIS. Por favor, participe apenas se desejar e puder estar presente.
* Evite participar em seu nome e no de mais de 20 amigos. A não ser que eles não tenham acesso a internet, não há justificação para que não sejam eles a fazê-lo. As hipóteses de ganhar aumentam com as participações verdadeiramente individuais.

Indie Lx - Maratona da Boca do Inferno

A maratona nocturna da Boca do Inferno regressa com filmes que prometem desassossegar todas as almas puritanas. A partir das 23h00 de Sábado, dia 6 de Maio, e durante toda a madrugada são várias as dicas úteis para anotar: como fazer locução de filmes pornográficos (Le Plombier), como disfarçar instintos homicidas (Callback), como lidar com as orgias satânicas dos vizinhos (Saatanan kanit), como comer carne humana (Grave), como amar um morto-vivo (Happy Anniversary), como viver com um grande volume entre as pernas (Halko), como usar uma besta (The Robbery) ou como fazer um strip que deixa tudo à vista (Visa allt). Venham a nós, fãs de Christopher Lloyd (Regresso ao Futuro) e de experiências limite para ver I Am Not a Serial Killer.

A secção dedicada aos filmes que marcham, sem medo, à beira do precipício, apresentará ainda uma sessão composta por curtas metragens e cinco outras longas metragens, para além das integradas na Maratona: as desventuras de Sean e as suas experiências com a alquimia satânica em mais um filme sobre personagens psicóticas de Joel Potrykus (The Alchemist Cookbook); a Free Fire, um Reservoir Dogs do nosso século assinado por Ben Wheatley; ao slasher sanguinolento sobre uma mãe que obedece aos desejos macabros e psico´ticos do seu feto (Prevenge); à libertação sexual de uma russa de meia-idade (Zoology) e aos confrontos geracionais e familiares gerados pela violência e angústia da adolescência (Home).

Maratona Boca do Inferno: Filmes

LE PLOMBIER

M. Fortunat-Rossi, X. Se´ron, 14’

HALKO

Teemu Nikki, 7’

DON’T TELL MOM

Sawako Kabuki, 3’

THE ROBBERY

Jim Cummings, 10’

CALLBACK

Carles Torras, 83'

AMEN

M. Viens, P. Lupien, 9’

STEVEN GOES TO THE PARK

Claudia Corte´s Espejo, 6’

DO NO HARM

Roseanne Liang, 12’

I AM NOT A SERIAL KILLER

Billy O'Brien, 104'

HAPPY ANNIVERSARY

Mark Kuczewski, 6’

HAPPY END

Jan Saska, 6’

VISA ALLT

Lasse Persson, 2’

SAATANAN KANIT

Teemu Niukkanen, 17’

GRAVE

Julia Ducournau, 98'

Fonte: IndieLisboa

Oasis e Sleaford Mods revistos na secção IndieMusic

Supersonic, o documentário que retrata a carreira dos Oasis, terá a sua primeira e única exibição nacional em sala no IndieLisboa em Maio. Integrado na secção IndieMusic, o filme conta a história da ascensão fulgurante dos Oasis, desde os exercícios iniciais até ao mítico concerto em Knebworth. Através do olhar de Mat Whitecross, o documentário reúne testemunhos da banda, seus familiares e todos aqueles que acompanharam o percurso do colectivo, assim como vídeos raros dos bastidores Supersonic foi produzido por Asif Kapadia e James Gay-Rees, que venceram o Óscar de Melhor Documentário com Amy, sobre a cantora Amy Winehouse, em 2016.

O Guardian descreveu-os como a “mais irritada banda britânica da actualidade” e Iggy Pop fala deles como “a maior banda de rock dos nossos tempos”. Em cinco anos, os Sleaford Mods assumiram-se como uma presença inquestionável nos tops de edições e uma das caras mais visíveis da atitude DiY do post-punk. Em Bunch of Kunst cristaliza-se a forma como o grupo tomou de assalto o mercado musical, num olhar próximo sobre a relação entre o vocalista Jason Williamson (antigo operário fabril), Andrew Fearn e o seu manager e editor Steve Underwood. Realizado por Christine Franz, o documentário estreia-se em Maio no IndieLisboa 2017 by Allianz, meses antes da passagem dos Sleaford Mods no NOS Primavera Sound e poucos tempo depois do lançamento de English Tapas, editado este mês, a 3 de Março.

IndieLisboa com mais uma sala: nove sessões do IndieMusic no Capitólio

Nove sessões da programação do IndieMusic serão exibidas no terraço do Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado. Adiciona-se, assim, mais um espaço nobre à lista de parcerias do IndieLisboa, para além dos já habituais Cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e Cinema Ideal. Considerado uma das obras de referência da arquitectura modernista em Portugal, o Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado está integrado no Parque Mayer e foi inaugurado na recta final de 2016, depois de sete anos de interregno por razões de reabilitação. As sessões de cinema ao ar livre do IndieMusic terão o apoio da cerveja MUSA, que habitará o terraço do Capitólio com um bar e várias opções de cerveja artesanal para acompanhar os filmes.

Fonte: IndieLisboa

Paul Vecchiali na Cinemateca Portuguesa Herói Independente IndieLisboa 2017

O IndieLisboa e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema apresentam a primeira retrospectiva de Paul Vecchiali em Portugal. O realizador francês é homenageado nesta 14.ª edição do IndieLisboa, juntando-se a Jem Cohen na secção Herói Independente. A obra do cineasta será revista através de uma selecção de 17 filmes. Aos 86 anos, Vecchiali acumula mais de cinco décadas de trabalho e de 50 filmes. No currículo do cineasta francês destaque ainda para a colaboração com a seminal revista Cahiers du Cinéma e o papel enquanto produtor nos filmes iniciais de Jean Eustache. Vecchiali sempre se considerou um provocador, conseguindo com a sua linguagem experimental e autobiográfica trazer novas leituras e abordagens a temas sensíveis como a sexualidade, SIDA, pena de morte e religião.

Serge Bozon chamou à célebre Diagonale, produtora nascida do coração profundamente cinéfilo de Vecchiali, a última grande escola de cinema depois da nouvelle vague. Fundada por Vecchiali em 1976, além dos filmes do cineasta, a Diagonale deu origem a obras de Marie-Claude Treilhou, Jean-Claude Guiguet e Jean-Claude Biette, deixando a sua marca na história do cinema.

O realizador, argumentista, montador, produtor e actor estará presente em Lisboa durante o festival para apresentar as sessões dos seus filmes, na Cinemateca. O IndieLisboa decorre de 3 a 14 de Maio. Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de Abril.

HERÓI INDEPENDENTE: PAUL VECCHIALI

Les Roses de la Vie (20 min, 1962)
Le Récit de Rebecca (20 min, 1963)
Les Ruses du Diable (105 min, 1965)
Les Premières Vacances (26 min, 1967)
L’Étrangleur (93 min, 1970)
Femmes Femmes (120 min, 1974)
Change Pas de Main (85 min, 1975)
La Machine (100 min, 1977)
Maladie (11 min, 1978)
Corps à Cœurs (126 min, 1979)
En Haut des Marches (92 min, 1980)
Rosa la Rose, fille publique (92 min, 1985)
Once More (87 min, 1987)
À vot’bon couer (95 min, 2004)
Les gens d’en bas (103 min, 2010)
C’est l’Amour (97 min, 2015)
Le Cancre (116 min, 2015)

Fonte:IndieLisboa

GÉRARD DEPARDIEU, FANNY ARDANT e MONICA BELLUCCI confirmados no Lisbon & Estoril Film Festival

O DIVÃ DE ESTALINE, de FANNY ARDANT, tem estreia mundial marcada no Lisbon & Estoril Film Festival 2016 e contará com a presença da realizadora e do actor GÉRARD DEPARDIEU, convidados desta edição do festival. MONICA BELLUCCI estará também no LEFFEST, para apresentar MALÈNA, um filme protagonizado e escolhido por si, e conversar com o público.

GÉRARD DEPARDIEU é o protagonista de O DIVÃ DE ESTALINE, que conta com a realização de FANNY ARDANT. Para além de DEPARDIEU no principal papel, Emmanuelle Seigner, Joana de Verona e Paul Hamy também fazem parte do elenco.

A longa-metragem corresponde a uma adaptação para o cinema do romance escrito em 2013 pelo francês Daniel Baltassat: Le divan de Staline, e foi rodada totalmente em Portugal. Numa residência secreta onde Estaline repousa por uns dias, um jovem pintor, Danilov, vem apresentar ao ditador o seu projecto artístico para um monumento póstumo à sua glória. Lidia, amante de Estaline, escolheu Danilov e o seu trabalho em detrimento de outros artistas e foi ela quem apresentou o pintor a Estaline. Ao fazer esta escolha, é também a sua vida que está em risco neste encontro, que se transforma num jogo de enganos, mentiras e terror.

Estreia mundial de O DIVÃ DE ESTALINE
Domingo, 13 Novembro, às 15h30
Cinema Medeia Monumental, Sala 4
Apresentação por FANNY ARDANT e GÉRARD DEPARDIEU

Pedimos a MONICA BELLUCCI que escolhesse um filme para exibir no Lisbon & Estoril Film Festival e a escolha foi MALÈNA (2000). A longa-metragem de Giuseppe Tornatore conta uma história passada em plena Segunda Guerra Mundial, numa pequena vila localizada na Sicília, Castelcuto. Ali vive Renato, um rapaz de 13 anos que, de repente, tem a sua vida radicalmente transformada por uma descoberta que irá marcá-lo para sempre, uma descoberta chamada Malèna (Monica Bellucci).

O filme será exibido no festival, numa sessão especial, com apresentação de MONICA BELLUCCI. A actriz também estará presente na Gala de Abertura do Festival. Malèna foi candidato ao Óscar de Melhor Fotografia e ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.

No Lisbon & Estoril Film Festival, poderemos ver também MONICA BELLUCCI em On The Milky Road, o mais recente filme de EMIR KUSTURICA, também convidado do LEFFEST.

SESSÃO ESPECIAL - ENCONTRO COM MONICA BELLUCCI
MALÈNA, de Giuseppe Tornatore
Sábado, 5 Novembro, às 14h00
Cinema Medeia Monumental, Sala 4
Conversa com MONICA BELLUCCI, a propósito da sua carreira

Fonte: LEFF

MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista

A MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista chega à sua 3.ª edição, procurando no Cinema uma forma de estimular a reflexão e o debate, com o propósito de combater a indiferença. «A Balada de Um Batráquio» e «O medo come a alma» são dois dos filmes que serão exibidos de 14 a 16 de outubro, no Teatro Municipal do Porto – Rivoli, com entrada gratuita. A METROPOLIS entrevistou Nuno André Silva, Membro da Direção do SOS Racismo e da Equipa da MICAR, sobre os destaques desta edição.

O que levou à criação da Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista?
O SOS Racismo recorreu sempre a várias formas de comunicação e a espaços distintos, para estimular o debate e reflexão sobre os temas a que se dedica – ou seja, a discriminação, o racismo e a xenofobia. E o cinema foi também um desses instrumentos: já desde há vários anos a esta parte que a associação vinha organizando pequenas sessões ou ciclos de cinema pelo país, tendo inclusivamente produzido um documentário em 2010 sobre o seu trabalho e sobre o enquadramento do racismo em Portugal.
A MICAR era um projeto que tínhamos idealizado já há algum tempo, mas que só se tornou possível concretizar a partir de 2014, quando as condições de financiamento e de apoio logístico assim o permitiram. Para esse efeito, reconhecemos que foi decisivo o apoio da Câmara Municipal do Porto, que nos cedeu gratuitamente o Teatro Municipal do Porto – Rivoli para o efeito.

a piramide

«A Pirâmide Humana»

Considera que o cinema poderá ser uma boa ferramenta para dissipar alguns preconceitos e combater a discriminação?
Diria que o cinema é uma forma de comunicação completa e que, de facto, nos permite abordar todas temáticas que referi, de uma forma eficiente e eficaz. Assim, a par das conferências, das tertúlias, dos debates, do teatro, da fotografia ou da música, o cinema passou a ser também um veículo para o SOS Racismo assumir o seu objeto de intervenção social, de combate ao racismo e de promoção da inclusão, da igualdade e do reconhecimento da dignidade de todos e de todas. Não será uma ferramenta que, por si só, resolve todos os problemas a este nível, mas é, também, uma expressão democrática, de formação cívica e de promoção de valores.

Quais são os destaques desta edição?
É sempre difícil destacar este ou aquele filme, porque todos eles foram criteriosamente analisados e são todos – pelo menos, do nosso ponto de vista – excelentes filmes. Mas não podendo abarcar todos neste pequeno espaço, e correndo o risco de poder estar a ser injusto, diria que os filmes da Leonor Teles («Balada de um Batráquio» e «Rhoma Acans»), o premiado «Lampedusa in Winter», de Jakob Brossmann, os clássicos «O medo come a alma» de Rainer Werner Fassbinder, e «A Pirâmide Humana», de Jean Rouch, e os sublimes «Judgment in Hungary», de Eszter Hajdú, e «We Come as Friends», de Hubert Sauper, devem ser especialmente destacados.

judgement in hungary 1

«Judgment in Hungary»

Pondera-se levar a Mostra para a capital e outras cidades?
A MICAR tem a sua base no Porto, por razões logísticas e de organização do trabalho, mas também porque o Porto, apesar de ser uma cidade de cinema e com grande tradição nesta arte, não tem – ou pelo menos, não tinha em 2014 – muitos festivais ou mostras de cinema, apesar de haver público interessado. Faz assim todo o sentido que a MICAR permaneça no Porto, foi aqui que a proposta foi acolhida e onde conseguimos reunir os apoios suficientes para que a mesma pudesse acontecer.
Mas é nossa intenção que, durante o resto do ano, a MICAR vá passando por vários locais do país, em sessões específicas e temáticas, sobretudo em escolas, universidades, em parcerias com autarquias ou outras associações – ou seja, envolvendo sempre mais pessoas. Esse é um dos nossos objetivos e só não temos feito estas sessões com a regularidade que gostaríamos, porque, infelizmente, não temos capacidade financeira para o efeito.

É a 3.ª edição da Mostra. Como tem sido a receção do público até agora?
As duas primeiras edições foram uma surpresa para nós. Tivemos várias sessões esgotadas, a participação nos debates a propósito dos filmes foi sempre intensa e de grande qualidade, e conseguimos aproximar o projeto a muitas outras entidades, associações, escolas e universidades. Diria que a MICAR, embora organizada pelo SOS Racismo, é já um processo que envolve muitas mais entidades, sem as quais não teria, por certo, o sucesso que teve até agora. E o interesse e paixão que o público tem demonstrado pela Mostra é significativo, o que nos deixa satisfeitos, motivados e com a certeza que estamos num bom caminho e a prestar um serviço público e de qualidade.

Assinar este feed RSS