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Actualizado às 11:54 AM, Oct 8, 2019

In the Shadow of the Towers: Stuyvesant High on 9/11 - HBO

Realizado e produzido por Amy Schatz, vencedora de sete prémios Emmy® (Song of Parkland, The Number on Great-Grandpa's Arm e An Apology to Elephants, da HBO), IN THE SHADOW OF THE TOWERS: STUYVESANT HIGH ON 9/11 oferece uma perspetiva única de testemunhas oculares, os antigos alunos de Stuyvesant, sobre o trágico dia e sobre as suas consequências e estreia dia 12 de setembro, em exclusivo, na HBO PORTUGAL.

Quando as Torres Gémeas foram atacadas, a 11 de setembro de 2001, os estudantes estavam a começar o dia em Stuyvesant, o prestigiado colégio público especializado de Nova Iorque, a dois quarteirões do World Trade Center, onde se deu o ataque.

IN THE SHADOW OF THE TOWERS revisita os acontecimentos de 11 de setembro, através de conversas com oito antigos alunos de Stuyvesant que viveram o ataque enquanto adolescentes e cujas vidas nunca mais foram as mesmas. "As pessoas não falam sobre o facto de que havia lá crianças", diz Himanshu Suri. Os ex-alunos recordam um dia normal e ensolarado, um dos primeiros dias do ano letivo, subitamente interrompido por um desastre. "Mudou tudo naquele dia", conta Ilya Feldsherov, que na altura tinha 15 anos.

O título do filme descreve o caos daquele dia - testemunhar a queda dos aviões, fugir da nuvem de poeira proveniente do desabamento das torres e as angustiantes viagens para casa, muitas a quilómetros de distância, nos bairros periféricos da cidade, incluindo Queens, Brooklyn e Bronx.

Enquanto saíam para as ruas, os adolescentes iam tentando encontrar-se e manter-se juntos - especialmente os estudantes sul asiáticos, que rapidamente começaram a temer serem vítimas de raiva mal direcionada. Himanshu Suri e Taresh Batra lembram-se de ir a caminhar com jovens mulheres que vestiam hijabs/véus e de elas serem insultadas por homens na rua. Mohammad Haque, filho de imigrantes do Bangladesh, lembra-se de ter percebido que estava numa zona de guerra a partir do momento em que ligou ao pai, e que este lhe implorou para que "por favor, sobrevivesse".

Em representação de estudantes de várias comunidades imigrantes e de diversas origens, as testemunhas falam sobre as reações contra as minorias que sucederam ao ataque e as profundas amizades que acabaram por criar com os colegas de turma.

"Os meus pais não me deixavam sair de casa", lembra Mohammad Haque. “Tinham medo que alguém, de forma aleatória, e com alguma opinião ou ideia pré-concebida, descarregasse a sua raiva e frustração em crianças que eles achassem estar associadas a algo que consideravam ameaçador.” Sobre o regresso a Stuyvesant acrescenta, “só havia harmonia na nossa turma por causa do que passámos e porque percebemos que todos estavam a tentar aceitar-se uns aos outros."

O filme oferece um retrato em movimento de uma comunidade unida. "Estávamos tão perto", diz Liz O'Callahan, que reparou que ela e os colegas de turma "solidificaram relações que os levaram a conseguir seguir em frente".

Uma história sobre como foi ser um jovem no Ground Zero, o filme explora a forma como o 11 de setembro moldou a vida destes alunos e os seus sonhos para a América, e como continua a moldar o mundo hoje em dia.

Leaving Neverland (2019) | Trailer | HBO

Baseado nas alegações de abuso sexual contra Michael Jackson a crianças, que começaram a surgir em 1993, o documentário retrata de forma separada, mas em paralelo, as histórias de James Safechuck (10) e Wade Robson (7), ambos ajudados por Michael Jackson, que os convidou para o seu mundo único e de conto de fadas, numa altura em que a sua carreira estava no auge.

Através de entrevistas angustiantes com as duas crianças, agora dois homens adultos, e as suas famílias, que não sabiam da manipulação e abusos a que eles estiveram sujeitos durante anos, LEAVING NEVERLAND apresenta um retrato deste período complicado e que levou os dois homens a confrontarem os abusos que sofreram, apenas quando foram pais.

Realizado e produzido por: Dan Reed (The Paedophile Hunter, The Valley, Terror in Mumbai)
Com: James Safechuck, Wade Robson

Fonte: HBO

HIP HOP EVOLUTION

Anteriormente só disponível no Canadá, primeiro no Festival “Toronto’s Hot Docs” e depois na HBO, «Hip Hop Evolution» chegou finalmente a Portugal pela mão da Netflix. Composta por quatro episódios, a série documental recupera as origens do hip hop, nos bairros do Bronx e Harlem, nos anos 70, e envolve-o numa viagem até à badalada década de 90. De música experimental a fenómeno global, o hip hop é explicado por alguns dos artistas que melhor o conhecem (e dão a conhecer), como Ice Cube, Kurtis Blow, Ice-T ou Grandmaster Flash.

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Before the Flood - documentário c/ Leonardo DiCaprio

Do oscarizado Fisher Stevens e do também oscarizado, ativista ambiental e Mensageiro da Paz das Nações Unidas Leonardo DiCaprio, chega no dia 30 de outubro ao National Geographic Channel ‘Before the Flood’.

Neste documentário, Leonardo DiCaprio embarca numa viagem de uma vida - Desde a Gronelândia, passando pelas florestas queimadas da Sumatra até aos corredores do Vaticano, DiCaprio explora o impacto devastador das alterações climáticas no planeta. Conversa com ativistas, cientistas, e com alguns nomes de referência, tais como Barack Obama, Elon Musk e o Papa Francisco. Debruçando-se profundamente sobre as causas desta crise e partilhando potenciais soluções, DiCaprio procura uma resposta à pergunta bastante clara: Poderemos agir antes que seja tarde demais?

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E Agora Invadimos o Quê?

Um documentário onírico e aprazível, «E Agora Invadimos o Quê?» é uma viagem contemplativa de Michael Moore pelas “maravilhas” da Europa, sempre com um rasgo de bom humor. A premissa é simples e é logo explanada no chamativo início do filme: desde a 2.ª Guerra Mundial que os EUA não ganharam nenhum conflito bélico, tendo gastado demasiados recursos financeiros nessas investidas, por isso, está na altura de dar um descanso às tropas e “invadir” outros países, de modo a recolher ideias que possam mudar a nação norte-americana.

Pelo périplo de Moore ficamos a conhecer a ávida atenção prestada pelos direitos dos trabalhadores na Itália, os cuidados na alimentação nas escolas francesas, a educação universitária gratuita na Eslovénia, a política de descriminalização das drogas em Portugal, o arrojo da luta feminina na Tunísia e na Islândia. A viagem é grande, mas os momentos mais introspetivos são dedicados à Noruega e à Alemanha, países que, segundo a ótica de Moore, podem ensinar-lhes o poder do perdão, a nós mesmos e aos outros.

A realização de Michael Moore, por si só, não encanta, bem como a montagem ou a fotografia. Por outro lado, «E Agora Invadimos o Quê?» é mais marcante pelas histórias que conta. Todavia, o filme não consegue desligar-se de um elemento fulcral: a sua autoria norte-americana. O panorama da Europa quase utópico retratado por Moore está longe de corresponder à realidade. Além disso, acaba sempre por vir ao de cima que, afinal de contas, a base de todas as fabulosas ideias europeias tem uma mãozinha norte-americana.

«E Agora Invadimos o Quê?» alterna o humor com momentos sérios quando o momento assim o exige, mas o tom geral é de um profundo optimismo e um exemplo de humildade por parte do cineasta norte-americano. Apesar de algum carácter utópico e de ser pouco inventivo na sua génese documental, Moore consegue mostrar-nos o essencial: para quê invadir quando podemos simplesmente deixarmo-nos conquistar?

tres estrelas

Título Nacional E Agora Invadimos o Quê? Título Original Where to Invade Next Realizador Michael Moore Origem Estados Unidos Duração 120’ Ano 2015

Amy

O melhor documentário de 2015 deu a conhecer a mulher por detrás da estrela. «Amy» é uma viagem íntima e vertiginosa pela ascensão e queda fatal de uma cantora que era um poço de talento mas que vivia assombrada pelos vários fantasmas da sua vida. Asif Kapadia, que realizou o monumental «Senna», cria mais uma obra definitiva em torno da existência de Amy Winehouse através de imagens de arquivo, algumas nunca antes vistas, inúmeros relatos de amigos, familiares e colaboradores e as performances musicais que irão prevalecer eternamente. É um filme que não faz juízos de valor nem apresenta culpados pela trágica morte de Amy.

A edição DVD é uma preciosidade. Tiramos o chapéu à distribuidora, por conter comentários áudio que são uma espécie de filme dentro do filme; cenas eliminadas e atuações inéditas. Um DVD obrigatório para fãs do cinema documental mas especialmente para os amantes da lendária Amy Winehouse.

cinco estrelas

Título Nacional Amy Título Original Amy Realizador Asif Kapadia Origem Reino Unido/Estados Unidos Duração 120’ Ano 2015

Roger Waters The Wall

Um projecto pessoal realizado por Roger Waters e Sean Evans (designer e director criativo do concerto “The Wall 2010”). «Roger Waters: The Wall» estreou em 2014 no Festival de cinema de Toronto, a cidade onde se iniciou a tour mundial na génese deste filme concerto. A tournée foi uma das maiores jamais feitas no planeta, 219 datas, três anos na estrada, quatro milhões de espectadores e cerca de quinhentos milhões dólares de bilheteira. O filme concerto tem duas horas e doze minutos, conta com 29 canções que são intercaladas por belíssimas imagens de um percurso poético e onírico que viaja pela memória do fundador dos Pink Flyod através da Europa, Flandres e Itália, onde padeceram o seu avô e o seu pai, respectivamente, na primeira e segunda guerra mundial. Acontecimentos que estiveram na base da inspiração de Roger Waters para “The Wall”, um dos mais importantes álbuns da história da música. Este filme é uma abordagem mais global, política e social do que a versão de 1979, as imagens pela Europa, num tributo aos seus familiares, cruzam-se com uma extraordinária encenação de palco registada em Quebec City, Londres e Atenas. Agora é a oportunidade de trazer o espectáculo visual e sonoro para dentro dos nossos lares com a sua poderosa mensagem de anti-guerra num concerto único com uma monumentalidade operática e momentos visualmente arrepiantes, melhor do que isto só ao vivo.

Nos extras do DVD encontramos um time-lapse dos sete dias de preparação dos concertos de Atenas e Buenos Aires e uma featurette, um curta filmada na tour numa visita à campa de um soldado desaparecido algo que esteve na iconografia dos espectáculos.

 cinco estrelas

 Título Nacional
Roger Waters the Wall
Título Original
Roger Waters the Wall
REALIZADOR
Sean Evans, Roger Waters

ORIGEM
Reino Unido
DURAÇÃO
132’
ANO
2014

Edição: NOS Lusomundo Audiovisuais

Where to Invade Next

«Where to Invade Next», de Michael Moore: Neste ano em que o Urso de Ouro coroou o real, ao parar nas mãos do documentário «Fuocoammare», a estética da não-ficção teve espaço para brilhar em múltiplos níveis na Berlinale, levando ao evento o filme mais engraçado do ano até agora: «Where to Invade Next», de Michael Moore. Agora, o realizador de «Bowling for Columbine» (2002) corre o planeta tentando “roubar” o melhor de países como a Finlândia, a Noruega e a Alemanha em termos de educação, sistema carcerário e política bancária, a fim de melhorar a vida nos EUA. Até Portugal entra na roda, numa sequência deliciosa acerca da questão da segurança garantida pela Polícia em território luso. Na jornada, a desilusão de Moore com sua pátria é enorme. Mas esta rende cenas antológicas que fizeram a Berlinale repensar várias coisas, desde a queda do Império estadunidense até à dimensão plástica pop da realidade nas telas.

Rodrigo Fonseca em Berlim

HISTÓRIA
Onde invadir a seguir? O oscarizado documentarista Michael Moore faz uma oferta ao Pentágono para invadir países distantes como um exército de um homem só homem. Existem três regras na campanha do realizador: não disparar em ninguém, não saquear petróleo e trazer de volta algo útil para os concidadãos norte-americanos. Mas a sua viagem de pesquisa serve outro propósito, apresentar soluções do mundo para os problemas sociais existentes nos EUA.

Realizador:
Michael Moore

Estados Unidos, 2015

119 min

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