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Actualizado às 11:37 PM, Nov 4, 2019

Big Hero 6 - Os Novos Heróis

Pouco original e criativo, «Big Hero 6 – Os Novos Heróis» não tem muitos super-poderes... O filme de animação da Disney baseia-se numa série de banda-desenhada da Marvel, que tem Hiro Hamada como protagonista. Trata-se de um jovem de 14 anos que é um verdadeiro génio da robótica, mas algo perdido e imaturo. Contudo, pode contar com a ajuda do seu irmão, Tadashi, que lhe mostra que pode usar os seus conhecimentos da robótica de outra forma, que não apenas em lutas de robôs. Um dia, tudo muda na vida de Hiro quando acontecem estranhos eventos na cidade de San Fransokyo. A partir daí, ele forma uma equipa de inesperados super-heróis: o robô Baymax, a amante de velocidade Go Go Tomago, o zen Wasabi, a doce Honey Lemon e o descontraído Fred. Juntos, irão tentar resolver o mistério que assola a cidade.
O grande trunfo da obra é a sua globalidade visual. A cidade em que se passa o filme mistura reminiscências das arquitecturas japonesa e norte-americana, resultando numa amálgama curiosa e magnificente. A obra é muito detalhista, mas não podemos dizer que ganhe com o 3D, tornando-se um mero acessório, que em pouco contribui para o engrandecimento do filme.
A maior falha reside mesmo no argumento, que é limitado, pouco chamativo e previsível – mesmo quando o público-alvo são as crianças. Aliás, o filme está decididamente dedicado aos mais novos, sendo que talvez seja difícil que os adultos achem muita piada a este grupo de heróis que demora a conquistar carisma. Todavia, uma das personagens já prendeu a atenção: Baymax, um robô simpático e amável, que rende as melhores cenas. É ele que torna este filme em algo encantador, contribuindo para aliviar o clima dramático que vai pontuando em alguns momentos. Assim, a relação entre Hiro e Baymax é o que suporta a obra e o que acaba por salvá-la do marasmo total, numa parceria carismática e sensível.
«Big Hero 6 – Os Novos Heróis» é da Disney, mas tal não é muito visível, com a obra a fugir a alguns dos estereótipos recorrentes do estúdio, sem escapar, porém, aos clichés habituais dos filmes de animação. De realçar, contudo, um aspecto: é incentivado o estudo, o desenvolvimento das capacidades intelectuais, o que é sempre uma boa mensagem quando se trata deste tipo de filmes. A obra não é uma tentativa perdida, tendo momentos divertidos, sequências de acção aprimoradas e uma narrativa fluida, contando com personagens com potencial, embora pouco aproveitado. Ficamos à espera das próximas aventuras, que decerto se seguirão.

Big Hero 6 (2014)
Realização: Don Hall, Chris Williams
Vozes: Ryan Potter, Scott Adsit, Jamie Chung
Estrelas:3

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 25

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 10 - 1994. Hakuna Matata

O Rei Leão

Após «Aladdin», que representou a última parceria Menken / Ashman (ditada pela morte do segundo em 1991), a Disney chamou Elton John para criar a música de «O Rei Leão» em conjunto com Tim Rice, que assinou as letras. A banda sonora teve em conta a cenografia africana que acolhia a história e chamou mesmo a colaboração de vários músicos. O Óscar de Melhor Canção coube a “Can You Feel The Love Tonight”, mas o mais inesquecível momento musical ficou por conta de “Hakuna Matata”, que conheceu uma edição em disco nas vozes de Jimmy Cliff e Lebo B.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 8 -1989. Under The Sea

A Pequena Sereia

O filme que inaugurou uma nova etapa na vida dos clássicos da Disney teve na música um dos mais evidentes investimentos. Alan Menken compôs a música e, para as canções, trabalhou com o letrista Howard Ashman. “Under The Sea” foi um dos vários momentos musicais de sucesso nascidos do filme, valendo à Disney o primeiro de uma série de Óscares para a Melhor Canção que os estúdios venceriam ao longo dos anos seguintes. Um calypso luminoso e upbeat, este tema foi originalmente gravado por Samuel E Wright e teve várias versões, uma pelos Squirrel Nut Zippers, a antiga banda de Andrew Bird.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 7 - 1970. The Aristocats

Os Aristogatos

A banda sonora de «Os Aristogatos» convocou várias figuras, da escrita e composição à interpretação. O mais célebre momento musical deste filme surge logo no genérico, com uma canção-tema assinada pela dupla Robert e Richard Sherman, entregue à voz do veterano francês Maurice Chevalier, que estava já retirado mas acedeu em regressar para esta colaboração pontual. A gravação desta versão, que seria logo editada em disco, representou mesmo o último trabalho do cantor, que morreria em 1972.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 6 - 1967. The Bare Necessities

O Livro da Selva

Terry Gilkyson, com um já longo relacionamento com a Disney, apresentou um conjunto de canções para esta longa metragem baseada num livro de Rudyard Kipling. Walt Disney achou-as todavia muito assombradas, do lote inicial sobrevivendo apenas esta que, curiosamente, se revelaria a mais bem sucedida das oito que compõem uma banda sonora que chamou então o labor dos irmãos Robert e Richard Sherman (nas canções) e George Burns na partitura original. Van Dyke Parks trabalhou nos arranjos. E, anos mais tarde, o seu antigo colaborador Brian Wilson gravou uma versão deste mesmo tema.

DISNEY UMA HISTÓRIA COM CANÇÕES - PARTE 5 - 1959. Once Upon a Dream

A Bela Adormecida

Uma greve de músicos nos Estados Unidos fez com que a banda sonora de «A Bela Adormecida» tivesse de ser gravada na Alemanha. Este foi um entre os vários incidentes de uma criação atribulada (que nem contou com os nomes desejados inicialmente) mas que nos deixou uma grande canção no cânone da Disney. Jack Lawrence e Sammy Fain compuseram-na com a música d’ “A Bela Adormecida” de Tchaikovsky por inspiração. E recentemente, para «Maleficent» esta canção foi recuperada numa nova versão por Lana Del Rey.

Disney uma história com canções - Parte 2 - 1940. When You Wish Upon a Star

Pinóquio

A canção que ainda hoje representa a própria companhia (que escutamos quando vemos o seu logótipo), nasceu para a voz do pequeno grilo que vemos em «Pinóquio», cantada originalmente por Cliff Edwards. Assinada por Leigh Harline e Ned Washington, a canção teve logo em 1940 novas versões em disco, uma delas pela soprano Julietta Novis, outra pelo próprio cantor que ouvíamos no filme. Apesar de inúmeras leituras em várias frentes, a canção tornou-se sobretudo um standard de jazz, sendo interpretada por nomes como os de Louis Armstrong, Bill Evans, Keith Jarrett, o Dave Brubeck Quartet ou Sun Ra.

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