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Actualizado às 11:45 AM, Jan 27, 2020

Cannes 2016 - filmes em competição «Personal Shopper»

Dois anos depois de «As Nuvens de Sils Maria», Olivier Assayas regressa à competição de Cannes com um filme cujo elenco volta a integrar Kristen Stewart — agora, a actriz americana interpreta uma jovem que trabalha no mundo da moda, em Paris, surgindo no seu dia a dia uma dimensão fantástica ligada ao desaparecimento do seu irmão gémeo... Uma vez mais, Assayas acumula as tarefas de realização e escrita de argumento [video: imagens da rodagem produzidas pela StormShadow].

Título Original Personal Shopper Realizador Olivier Assayas Actores Kristen Stewart, Anders Danielsen Lie, Lars Eidinger Origem França Duração n.d. Ano 2016

personal shopper

Cannes 2016 - filmes em competição «The Handmaiden»

Por certo o mais internacional dos cineastas coreanos, Park Chan-Wook regressa a um festival que já o distinguiu duas vezes: Grande Prémio para «Oldboy-Velho Amigo» (2004); Prémio do Júri para «Thirst-Este É o Meu Sangue» (2009). «Agassi» (título internacional: The Handmaiden) anuncia-se como uma história policial e romântica, adaptando a um contexto coreano o romance "The Fingersmith", da britânica Sarah Waters [trailer em versão original].

 

The Handmaiden Cannes

Título Original Agassi Realizador Park Chan-Wook Actores Jung-woo Ha, Min-hee Kim, Jin-woong Jo Origem Coreia do Sul Duração 141’ Ano 2016

 

Ensurdecedor

Norueguês nascido na Dinamarca em 1974, Joachim Trier carimbou seu passaporte para a ala dos diretores mais promissores da Europa de hoje com «Oslo, 31 de Agosto» (2011). Partiu dali para voos mais ousados, compondo um elenco multinacional com talentos reconhecíveis pelo público. A presença de Jesse Eisenberg («A Rede Social») bastou para que ele descolasse os US$ 11 milhões necessários para narrar a história de superação de luto de uma família assolada pela perda da mãe: um personagem ausente, mas metafisicamente onipresente graças ao talento de Isabelle Huppert. Ela é uma fotógrafa de guerra que morre em campo, deixando para trás um marido professor (Gabriel Byrne) e dois filhos: Eisenberg, sempre preciso é o mais velho, e o mais novo foi confiado a um talento chamado Devin Druid. Trier se alinhou com uma das tendências narrativas do festival deste ano que foi a opção por se trançar diferentes tempos (passado e presente) a cada trama e jogou essa partida com fôlego de craque, construindo um roteiro desapaixonado sobre pessoas que inventariam suas cicatrizes e aprendem a conviver com o sangue pisado. Uma sequência garante humor ao filme: o resgate de uma cena da comédia «A Esposa Surpresa» (1987), com o jovem Gabriel Byrne contracenando com Shelley Long.

Rodrigo Fonseca em Cannes, 2015

Título Nacional Ensurdecedor Título Original Louder Than Bombs Realizador Joachim Trier Actores Jesse Eisenberg, Gabriel Byrne, Isabelle Huppert Origem Dinamarca/França/Noruega Duração 109’ Ano 2015

CANNES 2016 — filmes em competição - «Elle»

O realizador holandês Paul Verhoeven dirige Isabelle Huppert num thriller centrado numa mulher, dirigente de uma companhia de jogos de video, assaltada e violada em sua casa. É a segunda vez que Verhoeven está na secção competitiva do festival — a primeira ocorreu em 1992, com «Instinto Fatal».

Título Original Elle Realizador Paul Verhoeven Actores Isabelle Huppert, Virginie Efira, Alice Isaaz Origem França/Alemanha/Bélgica Duração n.d Ano 2016

Elle poster

 

CANNES 2016 — filmes em competição - «Ma Loute»

Dir-se-ia que Bruno Dumont quer prolongar o espírito da comédia que experimentou na série televisiva O Pequeno Quinquin (2014) — o seu novo filme encena a convivência burlesca de personagens que se cruzam nas praias do norte de França, em 1910, assombradas por alguns misteriosos desaparecimentos. Dumont revelou-se em Cannes, em 1997, arrebatando a Câmara de Ouro (melhor primeiro filme) com La Vie de Jésus; depois, ganhou dois Grandes Prémios, com L'Humanité (1999) e Flandres (2006).

Título Original Ma Loute Realizador Bruno Dumont Actores Fabrice Luchini, Juliette Binoche, Valeria Bruni Tedeschi Origem França/Alemanha Duração n.d Ano 2016

ma loute

 

CANNES 2016 — filmes em competição - Julieta

Pedro Almodóvar regressa ao festival com a história de uma mulher que vive um ziguezague emocional entre o presente e aquilo que viveu há cerca de 30 anos — baseado em contos da canadiana Alice Munro (Nobel 2013). Presença frequente na selecção oficial, já ganhou um prémio de realização («Tudo Sobre a Minha Mãe», 1999) e outro de argumento («Voltar», 2006).

Título Nacional Julieta Título Original Julieta Realizador Pedro Almodóvar Actores Adriana Ugarte, Inma Cuesta, Rossy de Palma Origem Espanha Duração 99’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente no blog sound + vision)

CANNES JULIETA

PRODUÇÃO DE PAULO BRANCO SELECCIONADA PARA O FESTIVAL DE CANNES

O filme LA FORÊT DE QUINCONCES, produzido por PAULO BRANCO e realizado por GRÉGOIRE LEPRINCE-RINGUET, integra a Selecção Oficial do FESTIVAL DE CANNES, e será exibido na secção SESSÕES ESPECIAIS.

LA FORÊT DE QUINCONCES é a única primeira obra francesa a integrar a Selecção Oficial de CANNES, à excepção da secção Un Certain Regard.

la foret de quinconces 03

Esta é a 54ª vez que PAULO BRANCO apresenta uma produção sua naquele que é um dos festivais de cinema mais importantes do mundo. A última obra produzida por PAULO BRANCO e seleccionada para CANNES foi O QUARTO AZUL, de Mathieu Amalric, em 2014.

Produzido pela ALFAMA FILMS, LA FORÊT DE QUINCONCES chegará às salas de cinema francesas a 22 de Junho. Em Portugal, o filme tem distribuição assegurada pela LEOPARDO FILMES.

O filme de GRÉGOIRE LEPRINCE-RINGUET é protagonizado pelo próprio realizador e pelas actrizes PAULINE CAUPENNE e AMANDINE TRUFFY. No filme, GRÉGOIRE LEPRINCE-RINGUET interpreta Paul, um homem que jura não voltar a amar quando é deixado pela sua namorada. Para provar isto a si próprio, Paul persegue a bela Camille, com a intenção de seduzi-la e abandoná-la. No entanto, Camille quer Paul só para ela e enfeitiça-o.

Fonte: Leopardo Filmes

Macbeth

Não é uma novidade para o cinema o fato de que “a vida é cheia de som e de fúria”, pois Orson Welles, Roman Polanski e Akira Kurosawa já haviam nos ensinado em isso em suas releituras autorais para uma das peças mais importantes do repertório de Shakespeare. A ousadia do australiano Justin Kurzel («Snowtown») foi recontar a história do guerreiro que passa de soldado a rei pelos trilhos da traição com a linguagem estroboscópica com a qual a multidão de espectadores de «A Guerra dos Tronos» possa se identificar. A presença de Michael Fassbender («Shame»), com seus mil e um talentos dramáticos a toda, já seria um aríete suficiente para abrir caminho para uma carreira de blockbuster para esta adaptação. Mas a ousadia foi tirar o foco de Lady Macbeth, vivida aqui pela sempre impávida Marion Cotillard, e deixar o macho alfa da dramaturgia do bardo brilha com mais intensidade. Para isso, diretor e ator optaram por uma releitura que entendem Macbeth como um combatente traumatizado, inspirado por militares americanos que voltaram do Afeganistão, Iraque e afins. É um filme pop, mas denso, com tomadas de batalha dignas de uma boa banda desenhada de Conan, o Bárbaro.

Rodrigo Fonseca em Cannes, 2015

Título Nacional Macbeth Título Original Macbeth Realizador Justin Kurzel Actores Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jack Madigan Origem Estados Unidos/Reino Unido/França Duração 113’ Ano 2015

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº29)

 

 

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