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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

«Abominável» - trailer

Uma co-produção da DreamWorks Animation e Pearl Studio, “Abominável” leva o público numa aventura épica com mais de 3.000 km, desde as ruas de uma cidade chinesa até às magníficas paisagens cobertas de neve dos Himalaias.

Quando a adolescente Yi (Laura Dutra) se depara com um jovem yeti no telhado do prédio onde mora, em Xangai, ela e os seus amigos – Jin (André Raimundo) e Peng (Lourenço Serrão), dão-lhe o nome de Evereste e embarcam numa fantástica missão para reunir a criatura mágica com a família no ponto mais alto do mundo.

No entanto, o grupo de amigos terá de ficar um passo à frente de Burnish (José Pedro Gomes), um homem rico que tenciona capturar o yeti, e da zoologista Dra. Zara (Vera Kolodzig); para ajudarem Evereste no regresso a casa.

“Abominável” é escrito e realizado por Jill Culton (“Open Season – Boog e Elliot Vão à Caça”, “Monstros e Companhia”, “Toy Story 2 - Em Busca de Woody”) e produzido por Suzanne Buirgy (“O Panda do Kung Fu 2”, “Home: A Minha Casa”) e Peilin Chou, do Pearl Studio. O filme tem produção executiva de Tim Johnson (“Pular a Cerca”, “Home: A Minha Casa”, “A Formiga Z”), Frank Zhu (“Checked In” e “Lotus Code”) e Li Ruigang (“O Panda do Kung Fu 3”) e é co-realizado por Todd Wilderman (“Trolls”, “Os Croods”).

A Família Addams - trailer

Realizado pela dupla Greg Tiernan e Conrad Vernon (Shrek 2, Madagáscar 3, Monstros vs. Aliens, Salcinha Party), A Família Addams é a primeira adaptação em animação para o grande ecrã da popular série de cartoons que Charles Addams criou para a New Yorker sobre uma excêntrica, misteriosa e macabra família.

Neste filme, a família da mansão em ruínas no topo de uma colina em Nova Jersey, tem um novo vizinho - o fenômeno da TV Margaux Needler – que está a construir uma comunidade pré-fabricada, plástica e colorida. Quando o nevoeiro levanta, Margaux fica desconcertada ao ver a mansão da Família Addams - a única coisa que fica entre si e o seu sonho de vender todas as casas do bairro e ser adorada como uma personalidade de TV para sempre.
Enquanto isso, Pugsley terá de enfrentar um ritual de passagem para provar que está pronto para se tornar um homem da Família Addams e Wednesday faz amizade com a filha de Margaux, Parker, dando início a atividades ‘normais’ como frequentar a escola pública, pertencer à claque ou usar fitas cor de-rosa.

A versão original do filme conta com as vozes de Oscar Isaac (Gomez), Charlize Theron (Morticia), Chloë Grace Moretz (Wednesday), Finn Wolfhard (Pugsley) e Allison Janney (Margaux).

O filme chega às salas de cinema nacionais a 31 de outubro, data em que se comemora o Halloween, quer na versão dobrada, quer na legenda em português.

«Planeta Willy» - trailer

Após a destruição da sua nave, o pequeno Willy separa-se dos pais com quem viajava através do espaço. A sua cápsula de resgate aterra num planeta selvagem e inexplorado. Com a ajuda de Buck, um robô de sobrevivência, ele tem de esperar até à chegada da missão de resgate. Até lá, Willy, Buck e Flash, um alienígena com quem travaram amizade, descobrem o planeta: a sua fauna, a sua flora, mas também os seus perigos.

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«Ruben Brandt, Colecionador» - crítica

A projeção começa. Vemos um caracol a surgir nos carris. Um comboio aproxima-se e uma voz sussurrada inquire: “É uma animação?” É sim, cara voz, e das muito boas. O realizador esloveno, Milorad Krstic, e a sua equipa criam um deleite para os sentidos, para a curiosidade e a fantasia humanas.

Ruben Brandt (Iván Kamarás) é um famoso psicoterapeuta que durante sonhos sofre ataques de diferentes obras de arte, isto é, existem 13 pinturas famosas que o desejam matar quando este fecha os olhos. Para conquistar os seus problemas, terá de os possuir, como diz o próprio Brandt, portanto, com a ajuda dos seus pacientes, peritos em furtos, irá encetar uma operação internacional para “adquirir” todos os seus “assassinos”. Porém terão à perna não só o detetive privado Mike Kowalski (Zalán Makranczi), mas também vários interessados em obter as recompensas milionárias pela devolução das obras furtadas.

Eis a história imaginada e escrita por Milorad Krstic, que junta o ambiente dos film noir, com o “toque e foge” dos polícias e ladrões, entrando pelo mundo onírico, e tudo desenhado por mãos hábeis que foram beber ao cubismo. Três olhos ou mais, corpos de diferentes dimensões, cabeça com duas faces, assim são as personagens, mas é o universo da animação que nos permite isto e muito mais. Um elogio à imaginação desenfreada dos artistas, sejam animadores, sejam pintores ou músicos. O filme húngaro será, então, uma homenagem, uma coleção íntima, que faz uso do pastiche ao longo da película. Por isso, um dos exercícios que poderá ser feito é o do tentar decifrar, descobrir, quer as referências cinematográficas, quer as referências e presenças de obras de arte e de música (nos créditos finais poderão confirmar as vossas suspeitas). A lista é vasta e eclética, vai desde Botticelli, Picasso ou Hopper até Mozart, Radiohead e Britney Spears – não esquecer o cinema. Horizontes amplos. No entanto, esse é um dos problemas do filme: há uma inundação de referências. Por vezes, perdemo-nos, já não sabemos para onde olhar, pois tudo nos assalta a uma grande velocidade. Muitas vezes não acompanhamos o comboio.
Todavia, no fim da animação temos vontade de o ver outra vez e ficamos à conversa com a voz sussurrada, partilhando opiniões, leituras e referências caçadas. É um belo filme que só poderia ser feito em animação, pois como refere Milorad Krstic numa entrevista: não se esqueçam que no mundo da animação, a imaginação e a beleza estão além da lógica e da verdade

[crítica publicada na revista Metropolis nº68 - Maio 2019]

quatro estrelas

«Toy Story 4» - antevisão

As histórias de Woody e do seu parceiro de aventuras Buzz Lightyear há muito que encantam as crianças de todo o mundo. «Toy Story: Os Rivais» (1995) foi a estreia dos personagens e deixou também marca no Cinema, sendo considerado o primeiro filme de animação a ser realizado totalmente através de computação gráfica. A obra foi também a primeira longa-metragem dos estúdios Pixar, iniciando um percurso de grande sucesso para os estúdios. Seguiram-se «Toy Story 2 - Em Busca de Woody» (1999) e «Toy Story 3» (2010), que voltou a fazer História, ao tornar-se no primeiro filme de animação a ultrapassar os mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais.

«Toy Story 4» não tem tido, contudo, um percurso fácil. Em desenvolvimento desde 2014, o lançamento foi adiado um ano após a saída de John Lasseter, realizador e fundador da Pixar, em consequência de acusações de assédio sexual. Os argumentistas originais da obra, Rashida Jones e Will McCormack, também saíram do projeto, alegando, em comunicado, que a Pixar tem uma cultura “em que mulheres e pessoas de cor não têm uma voz criativa igualitária”.

toy story 4 b

Para conseguir levar este filme a bom porto, entrou em ação Josh Cooley. «Toy Story 4» será a primeira longa-metragem que realiza, após ter assinado as curtas-metragens «George and A.J.» (2009) e «Riley's First Date?» (2015), obra que surgiu no seguimento de «Divertida-Mente» (2015), um dos mais marcantes filmes de animação dos últimos anos, pelo qual Cooley recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Original.

O compositor Randy Newman está de regresso e assina, mais uma vez, a banda-sonora. Ao longo da carreira, Newman conta com 20 nomeações aos Óscares e duas estatuetas conquistadas, uma delas por Melhor Música, “We Belong Together”, de «Toy Story 2 - Em Busca de Woody». A inesquecível canção “You’ve Got a Friend in Me”, de «Toy Story: Os Rivais», é também da sua autoria.

A maior parte do elenco de vozes está também de volta, além da estreia de Tony Hale, mais conhecido pela sua participação na série televisiva «Arrested Development», e que aqui dará voz a Forky. Tom Hanks, que dá voz ao icónico Woody, considera que este novo filme “é um momento na História. O alcance emocional dos filmes tornou-se cada vez mais profundo”. Para o ator, as obras Toy Story constituem “uma coleção muito, muito especial de filmes que tocam cada um de nós de uma forma completamente individual”. Tim Allen, que interpreta Buzz Lightyear, corrobora o colega de elenco e revela que, na sua opinião, as últimas cenas de «Toy Story 4» são “muito difíceis”. Tal não será surpresa caso o filme siga a linha do muito emocional final de «Toy Story 3». E já sabemos que os filmes Toy Story são especialistas em rechear os seus espectadores com muitas emoções.

Poster toy story 4

HISTÓRIA
Woody (voz de Tom Hanks) sempre foi muito confiante. Contudo, quando Bonnie junta um novo e inesperado brinquedo chamado Forky (voz de Tony Hale), dá-se início a uma aventura em que vão reunir-se novos e antigos amigos, mostrando a Woody o quão grande pode ser o mundo para um brinquedo.

Realizador: Josh Cooley

Elenco (vozes): Tom Hanks, Michael Keaton, Tim Allen, Tony Hale

Data de estreia prevista: 27 de junho

* artigo publicado na Metropolis nº 66

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«Mr. Link» dos estúdios Laika

Dois metros e quarenta, 290 quilos, muito pelo, e uma personalidade cativante, assim se define Mr. Link, o protagonista desta comédia-aventura épica dos Estúdios LAIKA, que chega às salas de cinema portuguesas a 18 de abril, e promete cativar miúdos e graúdos com uma mensagem clara de perseverança e aceitação, passada com humor e emoção, ideal para as férias da Páscoa, em família.

Mr. Link marca o regresso dos Estúdios LAIKA aos cinemas, na sua quinta-produção em stop-motion depois do sucesso dos seus filmes anteriores: Coraline e a Porta Secreta, ParaNorman, Os Monstros das Caixas, Kubo e as Duas Cordas.

Escrito e realizado por Chris Butler (ParaNorman), já nomeado para um ÓSCAR®, MR. LINK junta na produção Arianne Sutner (ParaNorman, Kubo e as Duas Cordas), responsável da LAIKA, também já nomeada para um ÓSCAR®, e Travis Night, que tem no currículo uma nomeação para um ÓSCAR®, assim como um prémio BAFTA pela sua estreia na realização de Kubo e as Duas Cordas.

  • Publicado em Videos

Entre Sombras - entrevista Alice Guimarães e Mónica Santos

Depois de terem conquistado dois prémios no “Curtas” de 2015, com «Amélia e Duarte» rodado em technicolor, Alice Guimarães e Mónica Santos viraram-se agora para a estética do film Noir. «Entre Sombras» (2018) desenrola-se nos anos 1940 e tem como cenário a cidade do Porto envolta em mistério, um mundo onde os corações podem ser depositados em bancos e a protagonista se envolve numa aventura em busca de coração selvagem. Conversámos com as realizadoras já depois de receberem o prémio do público do “Curtas” de Vila do Conde deste ano: sobre a origem do filme, a estética, as técnicas de animação utilizadas entre outros assuntos.

O vosso filme é uma bonita surpresa. Falem-nos da génese deste filme: como e quando surgiu a ideia para realizar Entre Sombras?

Começou, entre outras coisas, com uma vontade de fugir do ambiente Technicolor da nossa última curta-metragem "Amélia & Duarte", o que nos levou para o universo do film noir. Queríamos dar outra perspectiva a este sub-género, que nos parecia bastante patriarcal, onde habitualmente a mulher, além de não ter voz, não conseguia sobreviver se tivesse poder ou era aglutinada pelo status quo.

A estética do Film Noir. Qual a razão para esta opção? E a cidade do Porto é o cenário ideal para esta estética?
“Entre sombras”, no que respeita a narrativa, é um filme de detectives em que alguém pede ajuda, quase uma contratação de um detective, para solucionar um crime/mistério.
A nível estético, interessou-nos trabalhar o contraste entre a luz e sombra que assumem um papel principal na ausência de cor tanto na técnica (como, por exemplo, os Homens-Sombra) como na estrutura narrativa (dia/noite/dia).
A cidade do Porto não é a ideal: não há muitos edifícios Art Déco e os que existem estão cercados de elementos modernos, o que para um filme de época, são tidos como ruído. Foi preciso uma adaptação dos espaços e um jogo de cintura da equipa e muito trabalho de pós-produção para que estes edifícios resultassem num todo coerente.

A escolha da técnica de animação “Stop Motion” com recurso à “pixilação”? Quais as razões que estiveram na base da utilização desta técnica? O processo criativo foi mais complexo do que esperavam?
A pixilação é uma técnica que permite usar o corpo e as expressões para demonstrar sentimentos, logo, pareceu-nos importante ter essa ligação humana. A união da pixilação com o stop-motion permite transmitir ideias mais abstratas de modo a construir uma narrativa mais surreal através de metáforas visuais.

“Somos todos Criminosos mas só alguns são apanhados”. O Amor é um crime?
Com o desenrolar do filme, amar, para esta personagem, acaba por ser um jogo de poder: alguém que quer roubar o coração de outrem. Não há reciprocidade amorosa na vida dela, ninguém troca a chave do seu coração. Este discurso também se coaduna com o ambiente daquela cidade, onde os corações são moeda de troca, fazendo parte de um mercado negro.
No entanto, no final, a protagonista não desistiu de procurar o Amor, mantém a chave do seu coração, disponível, no seu peito. Mas, a vida, na qual se incluí o amor, é um jogo de escolhas e para cada decepção amorosa há uma oportunidade de mudar de vida para sempre, lícita ou não.

Temos um homme fatale, a narrativa é contada pela protagonista e o final é um triunfo de afirmação da mulher. Há claramente um ponto de vista feminino neste filme. Concorda?
Sim. O que pretendíamos com este filme era usar as convenções do film noir e fazer um neo-noir em que o papel da mulher estivesse enaltecido e em que o seu final fosse esperançoso e não castrador de alguma forma.

O filme acaba de conquistar o prémio do público no “Curtas” deste ano. Qual a importância deste prémio?
É muito importante, porque é uma prova física que o filme comunica bem o que queremos dizer, que chega às pessoas e as toca de alguma forma.

Como foi trabalhar em conjunto, novamente, depois da bem-sucedida experiência anterior em “Amélia & Duarte”? Vocês já se conhecem há muito tempo?
Em ambos os projectos, o trabalho em conjunto permite-nos dividir tarefas e ter um controlo criativo maior sobre todos os aspectos do filme, mesmo antes de começar as filmagens, o que para um filme de animação é crucial.
Este projecto foi mais desafiante do que “Amélia & Duarte”, porque em termos de produção era mais complexo: trabalhamos com uma equipa muito maior, o universo do filme é bastante mais lato e em algumas cenas tínhamos de animar muitas personagens em simultâneo.
Conhecemo-nos desde a faculdade, e já tínhamos trabalhado nessa altura num projecto da Porto 2001.

*A Académie des Arts et Techniques du Cinéma anunciou, a 23 de Janeiro, os nomeados aos prémios César de 2019. A 44ª edição da cerimónia, que acontece no próximo dia 22 de fevereiro na Sala Pleyel (Paris), com transmissão direta no Canal+, contará com a presença de «Entre Sombras» na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação.

Entrevista publicada na Metropolis nº 62 (Setembro 2018)

«O Filme Lego 2» estreia a 28 de Fevereiro

‘O Filme LEGO 2´reúne os heróis da Aldeia do Tijoloque, numa aventura cheia de ação, onde vão salvar a sua adorada cidade. Passaram-se cinco anos desde que tudo esteve fantástico e os cidadãos enfrentam agora uma nova e enorme ameaça: invasores extraterrestres.

A batalha para os derrotar e restaurar a harmonia do universo LEGO levará Emmet, Lucy, Batman e os seus amigos a mundos longínquos e inexplorados, incluindo uma galáxia onde tudo é um musical. Será um teste à coragem, à criatividade e aos talentos destes Mestres Construtores e mostrará como eles são especiais.

Fonte: Warner Bros. Pictures

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