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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

«Bora Lá» - nova animação Disney*Pixar

«Bora Lá», da Disney*Pixar, que decorre num mundo de fantasia suburbana, apresenta dois irmãos elfos adolescentes que embarcam numa aventura extraordinária para descobrirem se ainda existe um pouco de magia perdido por aí. O filme é realizado por Dan Scanlon e produzido por Kori Rae, a equipa responsável por «Monstros: A Universidade».

Em «BORA LÁ», da Disney*Pixar, dois irmãos elfos adolescentes embarcam numa extraordinária aventura, numa carrinha chamada Guinevere para descobrirem se ainda há magia no mundo. O elenco na versão original inclui Tom Holland na voz de Ian Lightfoot e Chris Pratt como voz do irmão mais velho de Ian, Barley.

Poster Bora La

BORÁ LÁ estreia nos cinemas em Março de 2020

À Procura de Dory

As profundezas da massa oceânica escondem muitos segredos, entre eles as aventuras que se seguiram ao bem-sucedido «À Procura de Nemo» (2003). Dory é, desta vez, a protagonista de uma nova incursão acidental fora do Oceano. A sua fraca memória, que há 13 anos proporcionou momentos bem divertidos, é, em «À Procura de Dory» (2016), também fonte de preocupação: conseguirá Dory reencontrar – sem se esquecer pelo caminho – os pais e, após uma sequência de azares, Marlin e Nemo?

Suceder a «À Procura de Nemo» não se adivinhava fácil: coroado com o Óscar de Melhor Filme de Animação, o filme marcou uma geração de crianças, como antes o tinham feito «O Rei Leão» (1994) ou «Mary Poppins» (1964). Com a storyline de 2003 aparentemente sem pontas soltas, foi a personagem mais esquecida do cinema (mas uma das mais lembradas), Dory, a justificar um regresso ao passado. Pela terceira vez, um êxito da Pixar tem uma sequela focada numa personagem secundária do primeiro filme – já acontecera antes em «Carros 2» (2011) e «Monstros: A Universidade» (2013).

Angus MacLane é um estreante na realização de longas-metragens, mas Andrew Stanton já tem uma reputação a defender. Depois de vários créditos em argumento, entre eles na trilogia «Toy Story», o norte-americano estreou-se nas longas de animação em «Uma Vida de Insecto» (1998) e, desde então, o sucesso tem sido notório, sendo, por exemplo, o responsável pelo oscarizado «WALL•E» (2008). Tal como em «À Procura de Nemo», Andrew assina também a história original, cuja acção tem lugar um ano depois.
Revemos o primeiro encontro entre Dory e Marlin e ficamos a saber que, nessa altura, ela estava perdida e desesperada... mas entretanto esqueceu-se disso. No primeiro filme, Sidney parecia cada vez mais inalcançável, mas em «À Procura de Dory» os nossos aventureiros não tardam a chegar ao Marine Life Institute, na costa californiana, onde Dory garante que vivem os pais. Mas já se sabe: quando tudo está a correr demasiado bem, é certo que vai acontecer uma tragédia. Esta estratégia é constante na sequela, que vive um ambiente dual quando comparada com o filme que a antecedeu. Os desafios são aparentemente mais difíceis do que aqueles que Nemo enfrentou mas, em contrapartida, são ultrapassados mais facilmente. No entanto, será quantidade sinal de qualidade?

«À Procura de Dory» prometia muito e, em parte, cumpriu: o passado de Dory ganhou uma nova dimensão, mas o que recebemos em amplitude narrativa perde-se depois em densidade dramática. As novas personagens trazem sobretudo humor e apoiam-se no discurso familiar e na auto-estima, só que acabam a meio do caminho, muito por culpa das resoluções rápidas e da tentativa de imitar (a uma distância segura) a fórmula de sucesso de 2003. Demasiado dependente do discurso, o filme peca pela sua previsibilidade e desafios complexos que, em vez de aumentarem o suspense, contribuem para que a sequela se perca no exagero.

tres estrelas

Título Nacional À Procura de Dory Título Original Finding Dory Realizador Andrew Stanton, Angus MacLane Actores Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Ed O'Neill Origem Estados Unidos Duração 97’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº40)

 

À procura da Pixar

Para onde vai a Pixar? Ou o que é a Pixar enquanto empresa dos estúdios Disney? São questões que se renovam e ampliam face a À Procura de Dory — esta nota foi publicada no Diário de Notícias (23 Junho).

A afirmação da Pixar em 1995, com «Toy Story» (primeira longa-metragem de animação totalmente digital), foi um acontecimento tanto mais significativo quanto abriu uma nova perspectiva sobre os desenhos animados — afinal, os estúdios Disney tinham um concorrente à altura. Resumindo esta história exemplar, lembremos apenas que, em 2006, a Pixar foi comprada pela... Disney (num negócio astronómico de mais de 6,5 mil milhões de euros).

Dez anos depois, face a «À Procura de Dory», a pergunta é incontornável: será que a Pixar chegou a um impasse? De facto, a continuação de «À Procura de Nemo» (2003) é um parente pobre do original, enraizado num erro crasso de definição dramática: a personagem de Dory, com a sua perda de memória de curto prazo, era um bom contraste (comic relief) no contexto do primeiro filme, mas não possui densidade para sustentar o protagonismo que agora lhe é conferido. De tal modo que deparamos com um desenho animado em que a maioria dos gags não são visuais, antes dependem de diálogos pouco imaginativos e repetitivos.

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À Procura de Dory - Submersos na aventura

O filme da Disney•Pixar «À Procura de Dory» volta a dar as boas-vindas ao grande ecrã, ao peixe azul esquecido e preferido de toda a gente, Dory, que está a viver alegremente no recife com Nemo e Marlin. Quando de repente Dory se lembra que tem uma família lá fora e que pode estar à sua procura, recruta Marlin e Nemo para uma aventura que lhe irá mudar a sua vida entre o mar até ao prestigiado Instituto de Vida Marinha da Califórnia (IVM), um centro de reabilitação e aquário.

Num esforço para encontrar a mãe e o pai, Dory pede ajuda a três dos residentes mais intrigantes do IVM: Hank, um polvo rabugento que se escapa frequentemente dos funcionários, Bailey, uma baleia beluga que está convencida que as suas capacidades de eco localização estão avariadas e Destiny, um tubarão-baleia míope.
Ao navegar habilmente pelos complexos internos do IVM, Dory e os seus amigos descobrem a magia nas suas falhas, amizades e família.

Os realizadores estavam ansiosos por responder a algumas perguntas sobre o passado de Dory. “Tem o desejo natural de saber quem é e de onde vem”, diz o realizador Andrew Stanton. “Sempre tive ideias sobre o passado de Dory e decidimos que tinha chegado o momento de o explorar.”
“A perda de memória a curto prazo de Dory, anteriormente usada enquanto fonte de comédia, trouxe-lhe consequências sérias”, diz a produtora Lindsey Collins. “Passou muito tempo sozinha antes de conhecer Marlin. É sempre otimista e alegre, mas no fundo tem medo do que lhe pode acontecer se se perde outra vez. Enquanto luta para lidar com os seus defeitos - não tem problema em aceitar com quem se cruza. Nem se apercebe de que está rodeada de personagens que têm os seus próprios obstáculos a superar.”

“A história é sobre Dory a encontrar-se em todos os sentidos”, acrescenta Andrew. “É irresistível e vulnerável e ainda tem de reconhecer o seu super poder.”

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«À Procura de Dory» apresenta um elenco de vozes de luxo, que volta a dar as boas-vindas ao mar a Ellen DeGeneres («The Ellen DeGeneres Show») e Albert Brooks («Aguenta-te aos 40!»), como os nossos peixes favoritos Dory e Marlin. Ed O’Neill («Uma Família Muito Moderna») empresta a sua voz ao polvo Hank, Kaitlin Olson («Nunca Chove em Filadélfia») dá a voz ao tubarão-baleia Destiny e Ty Burrell («Uma Família Muito Moderna») dá voz à baleia beluga Bailey. A representar os pais de Dory, Charlie e Jenny, estão Eugene Levy e Diane Keaton («Os Coopers São o Máximo«). Com 12 anos, Hayden Rolence entra em cena para ajudar a dar vida a Nemo.

Realizado por Andrew Stanton («À Procura de Nemo», «WALL•E») e co-realizado por Angus MacLane («Toy Story de Terror!»), o filme é produzido por Collins (co-produtor de «WALL•E») e tem John Lasseter como produtor executivo. Com música do compositor veterano, e já um antigo colaborador de Andrew, Thomas Newman («Ponte dos Espiões», «À Procura de Nemo»), o filme da Disney•Pixar «À Procura de Dory» chega aos cinemas portugueses a 23 de Junho de 2016.

Quase 13 Anos depois da estreia subaquática de Dory,
os realizadores voltam a mergulhar

A história é fundamental na Pixar Animation Studios. Se um filme introduz novas personagens ou revisita velhos amigos, começa tudo com uma história que tem de ser contada.

Apesar do filme de 2003, vencedor do ÓSCAR ®, «À Procura de Nemo» ter deixado os realizadores e os fãs completamente preenchidos – houve algo que ficou sempre nas profundezas da mente do realizador Andrew Stanton, embora não se tenha manifestado até há poucos anos atrás. “Apercebi-me que estava preocupado com Dory”, diz. “A ideia de sofrer de perda de memória a curto prazo e a forma como isso a afetou não estava resolvida. E se a perde de novo? Vai ficar bem?”

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A produtora Lindsey Collins acrescenta, “Dory parece tão feliz, mas nunca se tinha apercebido até ter conhecer Marlin. O encontro ao acaso e a amizade que surgiu daí, fez com que Dory sentisse, pela primeira vez desde que era criança, que tinha uma família.”

A família é o tema principal de «À Procura de Dory». “Quando conhecemos Dory, sabemos que não se lembra de onde vem”, diz Andrew. “Mas tem de ter uma família. Questiona, ‘Onde é que estão? “- A sua confusão tem piada, mas existe uma realidade triste nisso. Sabia que havia uma história digna de ser contada.”

De acordo com Andrew, a equipa que criou a história, apresentou Dory no início como alegre, borbulhante e engraçada - atributos que certamente se aplicam à personagem, mas deixou-a sem profundidade. “Parecia um pouco bidimensional”, diz o realizador. “Percebi que mesmo tendo a sua história passada completa na minha cabeça, mais ninguém tinha - incluindo o público. Todos ficaram com boas lembranças dela por ser muito engraçada no filme «À Procura de Nemo». Mas sempre vi isso como uma máscara. Apercebi-me que tinha de mostrar ao público aquilo que lhe aconteceu quando era nova.”

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A história começa um ano depois de Dory e Marlin estarem a viajar pelo oceano à procura de Nemo. A migração das raias mexe com a memória de Dory. “A experiência é muito parecida ao evento que a separou dos pais há muito tempo”, diz Andrew. “É invadida por memórias e de repente fica muito motivada para ir à procura da sua família.”

Num esforço para manter Dory focada para encontrar a sua família, os realizadores tiveram de perceber primeiro os seus problemas de memória. Lindsey diz”, Enquanto Dory se esquece de detalhes do seu dia-a-dia - como o nome de Nemo - a sua memória emocional está muito bem - sabe que ama Nemo e Marlin. E o amor que sente pelos pais também está sempre presente.”
De acordo com o co-realizador Angus MacLane, uma memória marca o início de uma nova aventura. “Começa uma missão - tanto interna como externa - para tentar encontrar a sua família”, diz. “Mas Dory sente que não pode concretizá-la por conta própria e por isso vai falar com a sua nova família - Marlin e Nemo - para também participarem.”

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À PROCURA DE DORY | CURIOSIDADES DAS PERSONAGENS

LAÇOS FAMILIARES – Dory encontrou um lar com Marlin e Nemo, que a acolheram na sua família de barbatanas abertas. Os realizadores estudaram psicologia de adoção para perceber melhor como Dory se iria sentir numa extraordinária família adotiva, mas ainda com dúvidas sobre o seu passado.

Mesmo que Dory já tenha sido desenhada para o filme "À Procura de Nemo", os realizadores tiveram de a redesenhar com a tecnologia atual. Para alcançar as formas e as expressões específicas que os fãs já reconhecem como sendo de Dory, os artistas colocaram as imagens do primeiro filme lado a lado com as imagens da produção para assegurar que estava tudo como deve ser.

TODOS CRESCIDOS – Alexander Gould, que deu a voz original a Nemo, no filme de 2003, “À Procura de Nemo”, fez 22 anos em Maio e por isso os realizadores tiveram de fazer uma nova audição para a personagem, selecionando Hayden Rolence, de 12 anos, para dar a voz ao peixe-palhaço júnior, em “À Procura de Dory”.

• Alexander Gould, que conquistou os corações dos realizadores há 13 anos, pode ser ouvido no novo filme, como a voz de um motorista de camião.
• Hayden Rolence, que fez a audição muito antes de começarem as gravações, estava ciente de que não podia contar a ninguém sobre o papel. Foi difícil para o jovem, que queria mais do que qualquer outra coisa poder partilhar a notícia com a sua avó.

A RIR - O comediante Albert Brooks volta ao grande ecrã como a voz do peixe-palhaço Marlin, em "À Procura de Dory". Os realizadores dizem que Albert é muito bom em improvisação, trazendo a sua comédia icónica para a personagem. Enquanto Marlin carregava uma grande carga emocional em "À Procura de Nemo", no filme "À Procura de Dory" está livre, dando a Albert muito mais liberdade para poder improvisar.

O NÚMERO DA SORTE SETE – Quando os designers estavam a trabalhar em Hank, o polvo rabugento de "À Procura de Dory", criaram tentáculos afunilados para o cefalópode. Os tentáculos foram trabalhados em separado do corpo e quando tentaram anexá-los, só cabiam sete. Os realizadores decidiram mais tarde que esta podia tornar-se numa característica da personagem e acabaram por trabalhar isso no guião.

• Os designers deram a Hank 50 ventosas por braço, fazendo um total de 350 ventosas.

REUNIDOS – Quando os realizadores fizeram as audições para as vozes dos relaxados leões-marinhos, Fluke e Rudder, decidiram reunir de novos os dois atores de "The Wire", Idris Elba e Dominic West.

VISIONÁRIA - Destiny é um tubarão-baleia que está ao cuidado do Instituto de Vida Marinha, mas os realizadores no início não tinham a certeza sobre o que a afligia. Foi Bailey, a baleia beluga vizinha de Destiny, quem lhes abriu os olhos - por assim dizer. As belugas são conhecidas pelas suas capacidades de ecolocalização - uma sonda biológica da espécie - isto é descrito pelo IVM como "Os óculos mais potentes do mundo". Os realizadores decidiram que se Bailey tivesse uma ótima visão, Destiny ficava comprometida. E assim nasceu um tubarão-baleia míope.

• Destiny foi quem ensinou Dory a falar baleiês. Claro que o facto de Destiny ser um tubarão - e não uma baleia - explica a compreensão limitada de Dory sobre a língua.

TUDO EM FAMÍLIA – Becky, uma ave gavia um pouco estranha e excêntrica que ajuda Marlin e Nemo, recebeu o seu nome da diretora de produção, Becky Neiman-Cobb, que insiste que não existe nenhuma semelhança.

Fonte: Disney

«PIPER» - NOVAS IMAGENS DA CURTA QUE ANTECEDE «À PROCURA DE DORY»

Realizada por Alan Barillaro e produzida por Marc Sondheimer, PIPER a nova curta-metragem da Pixar Animation Studios, conta a história da cria de uma ave maçarico com fome que se aventura a sair pela primeira vez do ninho para ir à procura de comida pela costa. O único problema é que a comida está enterrada debaixo da areia onde as frias, molhadas e terríveis ondas dão à costa. Com a ajuda de um novo amigo, esta pequena cria volta a mergulhar, na esperança de superar os seus medos e encher a sua barriga.

PIPER vai anteceder o filme À PROCURA DE DORY, que estreia a 23 de junho de 2016.

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À PROCURA DE DORY - Clip

Foram precisos 13 anos, mas eis finalmente a sequela de «À Procura de Nemo» (2003), vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação e que foi realizado por Lee Unkrich e Andrew Stanton, que está de regresso. Desta vez, a protagonista é Dory e as expectativas são altas. Afinal, trata-se da sequela de um dos melhores filmes da Pixar. Além disso, as últimas sequelas do estúdio têm deixado algo a desejar, pelo que espera-se também alguma redenção da Pixar neste aspeto. Porém, apesar de se terem passado 13 anos entre os dois filmes, na história, o espaçamento será de apenas seis meses.

Ter a realização de Andrew Stanton é um dos principais motivos para que este filme valha a pena. Além de «À Procura de Nemo», Stanton tem também no seu currículo a participação, seja como argumentista ou realizador, em filmes de animação que deram que falar, tais como «Toy Story: Os Rivais» (1995) e «Wall-E» (2008). E não poderemos deixar de ter em conta o fantástico elenco que dará voz às personagens, tal como Ellen DeGeneres, Diane Keaton, Ty Burrell ou Idris Elba. Preparado para mais uma viagem emocional no fundo do mar?

História: A muito esquecida Dory (voz de Ellen DeGeneres) procura a sua família perdida, ficando a saber que nasceu no Instituto de Biologia Marinha da Califórnia, um local de reabilitação marinha, e que foi libertada no oceano ainda muito nova. Enquanto é ajudada por vários amigos e vê também o seu caminho atrapalhado por uns quantos intrusos, ainda haverá tempo para que todos aprendam o verdadeiro significado da família.

Realizadores: Andrew Stanton («WALL-E», 2008) e Angus MacLane («Toy Story of Terror», 2013)

Elenco (vozes): Ellen DeGeneres, Diane Keaton, Idris Elba, Ty Burrell, Dominic West
Data de estreia prevista: 23 de junho

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Up - Altamente

Um filme que faz justiça ao seu nome, narrativa simplex aliada à complexidade emocional, divertido e comovente, 90 minutos onde os sonhos comandam a vida.   

Carl, um septuagenário que perdeu o grande amor da sua vida, vive só e decide realizar uma promessa feita à falecida Ellie, uma viagem aos recônditos da América do Sul, equipado com o poder dos sonhos coloca a sua casa no ar com a ajuda de milhares de balões, uma imagem para o álbum das memórias cinematográficas. Nesta fuga aos constrangimentos da vida, ele não contava com o escuteiro Russell, um pirralho de 8 anos que vai à boleia da casa voadora, Carl descobre que para além do escape existencial os laços entre as pessoas podem tornar o seu mundo num lugar melhor, há vida quando tudo parece perdido. Uma deliciosa relação entre dois exploradores, a criança energética que “engoliu” um rádio e o velhote sisudo, um quer companhia e outro sossego, com as suas lacunas afectivas criam uma cumplicidade de um avô e um neto, chegados ao destino tropeçam numa criatura simpática, Kevin, o ente mais próximo de um gambuzino, e Dug, um rafeiro que fala com as pessoas, um cão valente e fiel aos seus novos companheiros. O vilão da história é Charles Muntz, obcecado em capturar Kevin, contraste entre a megalomania cega de Muntz versus a pureza de Carl.

O filme está recheado de perseguições alucinantes, os cenários cheios de nuances, emoções para todas as idades com momentos dignos de uma grande aventura, o clímax decorre a bordo de um zepplin, também um lar voador mas sem a inocência e o encanto da casa de Carl e Ellie.

A nível de animação, os personagens humanos têm formas propositadamente caricaturadas, a imagem 3D amplia a dimensão do registo nas cenas aéreas, é um processo que necessita de ser calibrado pela Pixar. Up foi um risco que teve os seus frutos, engrandece o crepúsculo da vida, a narrativa é uma viagem tanto geográfica quanto sentimental com o realce para o trajecto emocional. O melhor momento da obra não é feito graças a um virtuosismo técnico, é prova da essência dos grandes contadores de histórias na evolução de uma vida no amor entre Carl e Ellie, imagens sem diálogos acompanhas pela composição sonora, um zig-zag emocional de partir os corações. «Up - Altamente», é um filme sempre a subir, a décima maravilha da Pixar, uma obra que transcende as fronteiras da imaginação onde estão bem presentes os valores mais altos dos clássicos Disney.

[dia 29, às 11h00, no Disney Channel]

cinco estrelas

Título Nacional Up - Altamente Título Original Up Realizador Pete Docter, Bob Peterson Vozes Edward Asner, Jordan Nagai, John Ratzenberger Origem Estados Unidos Duração 96’ Ano 2009

(Texto publicado originalmente em Dezembro de 2009)

 

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