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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Sessões Especiais «Uma Criança como Jake»

Todos queremos que os nossos filhos sejam especiais, mas será que queremos que sejam diferentes? O filme norte-americano UMA CRIANÇA COMO JAKE, protagonizado por Claire Danes, Jim Parsons, Octavia Spencer e Priyanka Chopra, e com estreia marcada a 21 de Março nos cinemas, propõe retratar e analisar a intimidade, a parentalidade nos dias de hoje e as fantasias que acompanham ambas.

Alex e Greg sempre souberam que o seu filho de quatro anos, Jake, estava mais interessado em contos de fadas do que em carros de brincar. Mas quando a directora da pré-primária salienta que as brincadeiras incompatíveis com as normas de género podem ser mais que uma fase, eles são forçados a repensar os seus papéis enquanto pais e enquanto casal. A história de um marido e uma mulher que lutam por agir bem pelo filho.

A estreia do filme é o ponto de partida de três sessões especiais com conversas sobre parentalidade, diferença e educação, organizadas pela associação cultural Zero em Comportamento e pela distribuidora Alambique, em Março, nos cinemas UCI El Corte Inglés em Lisboa.

15 de Março | 21H30
Palestra "A aceitação da diferença e o papel dos pais e da escola"
Por Daniel Sampaio, psiquiatra e escritor
Apresentação por Rui Pereira, Zero em Comportamento

16 de Março | 21H30
Conversa “Filhos: Expectativa vs Realidade”
Com:
_ Rita Castanheira Alves, psicóloga e responsável pelo projecto Psicóloga dos Miúdos
_Manuela Ferreira, Vice-Presidente da Amplos - Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género
Moderação por Alexandra Neves da Silva, Plataforma Nheko

23 de Março | 21H30
Conversa “Como lidar com a diferença na Escola?”
Com:
_ Catarina Rêgo Moreira, psicóloga clínica da CasaQui, Associação de Solidariedade Social
_ Elisabete Xavier Gomes, Presidente do Conselho de Direcção da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich
_ Susana Alberto, educadora de infância e membro da Direção da Associação de Profissionais de Educação de Infância
Moderação por Rui Pereira, Zero em Comportamento

Fonte: Alambique Filmes

«Carter»: Quem Tem um Jerry O'Connell Tem Tudo (Review)

A nova aposta do AXN estreia em simultâneo nos três canais (AXN Portugal, Black e White) esta quarta-feira, 5, às 22h30.

Depois de uma breve aparição como irmão de Sheldon Cooper (Jim Parsons) em «A Teoria do Big Bang», Jerry O'Connell está de regresso à antena do AXN com honras de protagonista. O popular ator, mais conhecido por séries como «Heróis Por Acaso» e «A Patologista», assume as rédeas de «Carter», uma série policial bastante divertida, lançada originalmente pelo canal canadiano Bravo. Trata-se da receita ideal para quem tem saudades de «Castle», «Apanha-me se Puderes» e «Psych - Agentes Especiais».

Sem querer ser levada demasiado a sério, «Carter» reúne um elenco humilde mas promissor, não escondendo a vertente de estrela de Jerry O’Connell, dentro e fora do pequeno ecrã. O nova-iorquino dá vida a Harley Carter, um ator famoso que, após um ato insensato, cai em desgraça e acaba por se afastar da confusão de Los Angeles. De regresso à terra natal, reencontra uma dupla de velhos amigos – a agente Sam (Sydney Tamiia Poitier) e Dave (Kristian Bruun) – e, aos ‘tropeções’, é contratado como consultor da Polícia. Destaque para Kristian, que ganha o estatuto de braço-direito depois de uma caminhada bem-sucedida em «Orphan Black», terminada há um ano.

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De argumento simples e com recurso a variados estereótipos das séries policiais (nomeadamente procedurals), «Carter» deixa-se inspirar pelo histórico do género e, ao mesmo tempo, dá-lhe um toque de anos 80. Entre a melancolia e a comédia própria dos programas televisivos que envolvem cidadãos na pele de detetives-consultores, a nova série do AXN Portugal aposta no lado de entretenimento sem, ainda assim, castigar o desenvolvimento da narrativa e das personagens. Os processos são mais diretos, é certo, mas isso também torna os episódios mais ‘leves’.

Mas nem só de crime vive a série: há um consistente lado reality, com a exploração e caricatura da vida aparentemente glamorosa de Hollywood, e uma atenção cuidada às relações sociais entre culturas e contextos diferentes (os ‘colegas de casa’ de Carter são asiáticos, por exemplo). Todo este complemento contribui para levar a série a um novo patamar, tornando-a mais complexa no que diz respeito ao convívio entre personagens e, necessariamente, entre storylines. É uma série que não marca a diferença, mas que sabe abraçar os elementos já existentes de diversos sucessos televisivos (como se fossem seus).

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A multiplicidade de séries policiais castiga, inevitavelmente, cada nova estreia – seja por preconceito ou por cansaço do espectador. É inegável que o piloto de «Carter» vai lembrar os arranques de «Castle» e «Deception», que foi cancelada após uma temporada, com o protagonista a enganar o primeiro vilão e, consequentemente, a ser elevado ao estatuto de herói. Ainda assim, o carisma de Jerry O’Connell, numa personagem próxima do que costuma fazer, é o maior trunfo: o ator podia estar 40 minutos a tentar vender máquinas de café e, mesmo que acabássemos por não comprar, voltaríamos sempre para o ver outra vez. No caso das séries, pode ser o suficiente para sobreviver (o Bravo ainda não anunciou se avança ou não com uma segunda temporada).

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