logo

Entrar
Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

The Loudest Voice

Roger Ailes (um Russell Crowe irreconhecível) volta a estar nas bocas do mundo e, uma vez mais, não é pelos melhores motivos. O Showtime lançou uma minissérie de sete episódios sobre o conservador por detrás do lançamento da FOX News, que aborda o mesmo universo factual de «Bombshell» (2019), filme com estreia agendada para dezembro, que também foca o polémico histórico de assédio sexual do homem-forte da TV.

“Conservador, paranoico e gordo”, é assim que Ailes se descreve em voz off, na abertura de uma narrativa que atravessa várias décadas para construir a imagem do mega-produtor, que faleceu em 2017. O seu pensamento é fraturante em relação ao dos tempos em que vive, então 1995: quer dar às pessoas o que elas querem, mas tem consciência de que elas nem sempre sabem o que isso é. Abomina os vícios da indústria e, de saída para um novo canal 24h de notícias, o FOX News, procura desde cedo impor o que defende. De personalidade questionável, não tem problemas em destratar os outros, nomeadamente mulheres, e em abusar da posição que tem.

Não quer um canal para todos. Quer um meio elitista, claramente ligado aos ideais conservadores, para dar resposta a um público que não se sente representado nos media de então. Atendendo à sua quantidade, são um trunfo mais do que suficiente para colocar o canal à frente das audiências e influenciar a opinião pública.

A série, que estreou dia 11 na HBO Portugal, divide a sua ação em anos para "juntar" o homem. Do nascimento do canal de notícias 24 horas da FOX à tragédia de 2001, os dois primeiros episódios da série fortalecem o entendimento do super-produtor. Ailes diz logo ao que vem: quer que a FOX News seja "the loudest voice", a voz mais ativa na construção da opinião pública. E a reviravolta acontece em 2001, no rescaldo do trágico 11 de setembro, com o produtor e o canal a assumirem um papel muito forte na aprovação do conflito com o Iraque, pró-administração Bush. Um gesto vendido como patriótico, mas altamente duvidoso do ponto de vista moral e ético. Uma série absolutamente a não perder, a lembrar a brilhante «The Newsroom».

No elenco, contam-se outros nomes de luxo como Seth MacFarlane, Naomi Watts e Sienna Miller.

  • Publicado em TV

The Deuce

1984 é um ano que diz muito à ficção científica, mas não só. A temporada de despedida de «The Deuce» arranca no final desse ano, o sinal dos novos tempos e das novas mentalidades, e também uma idade dourada para os filmes pornográficos. Após Harvey Wasserman (David Krumholtz) ter visto na cassete VHS uma grande oportunidade de negócio, os clubes de vídeo e outros espaços especializados souberam aproveitar o crescimento e o acesso a câmaras e ao mercado generalizou-se.
Onde antes estava o potencial, Harvey encontra agora a dificuldade de bater a concorrência perante a oposição de Candy (Maggie Gyllenhaal), que não quer ceder ao mainstream, aos filmes "amadores" e à menorização das mulheres para agradar ao público-alvo. E uma convenção temática em Las Vegas só evidencia ainda mais o fosso que se criou entre a qualidade e inovação do género para adultos e o que vende mais facilmente. No polo oposto, quem é bem-sucedido é Frankie (James Franco), que se adapta às novas tendências do mercado e fica de olhos postos no potencial da distribuição.

Muito tempo passou desde o arranque da história, mas, entre lutas de mendigos e prostitutas nas ruas, pouco parece ter mudado. A certa altura no episódio "The Camera Loves You", o primeiro da terceira e última temporada, o gémeo Vincent (James Franco) sintetiza numa frase aquilo à que série veio: "O Deuce é como uma barata. Estava aqui antes de nós, e vai continuar aqui muito depois de nós termos partido".

É uma Times Square atribulada e marcada pela violência, pela ameaça do vírus da SIDA, que passa ainda pela tentativa de consciencialização, e pela incapacidade em combater o capitalismo. Os problemas e os rostos variam, mas a sensação de que o ambiente e a vida continuam, depois das perdas e dos obstáculos, é uma apurada definição de Nova Iorque, dos Estados Unidos e de todo o que por ali se cruza. A série da HBO pode ter regressado para dizer adeus, mas a história que ousou contar teve muitas linhas depois, até aos dias de hoje.

Também o ciclo de Lori Madison (Emily Meade) se repete: acaba de sair da reabilitação pela quinta vez. É uma estrela, mas a sua vida está longe de ser glamorosa. Enviada logo para a frente de “combate” em prol do Marketing – que, pelo contrário, Candy abomina –, não tem tempo de se afastar do ritmo louco de uma indústria que nunca para.

Depois dos anos ‘70, «The Deuce» retrata uma época mais moderna e, consequentemente, mais exigente, até porque o crescimento imparável das VHS alimentou os vídeos caseiros, o alcance facilitado do produto e a dispersão dos centros de venda. A análise apurada de Nova Iorque, da história americana e, em concreto, do mercado da pornografia continua sublime, bem sustentada por um argumento de mestre de George Pelecanos e David Simon. E chega ao nível seguinte com um elenco igualmente de luxo, em que Maggie Gyllenhaal tem o papel da sua vida.

  • Publicado em TV

Avenue 5

Depois de «Veep», o seu criador presenteia-nos com «Avenue 5» [foto], que traz Hugh Laurie, o eterno House, como capitão Ryan Clark. Ao contrário do icónico médico, Laurie é agora uma figura bem-disposta, responsável pelo comando de um cruzeiro espacial de luxo. O ambiente de descontração do veículo depressa eclipsa, quando a aparente viagem de sonho se transforma em pesadelo, e todos entram em pânico. Destaque ainda para a presença no elenco de Josh Gad, Zach Woods e Lenora Crichlow. Estreia dia 20 de janeiro.

Manifest

A temporada inicial surpreendeu e atraiu uma considerável legião de fãs, que poderão continuar a acompanhar a trama na HBO. O mistério está longe de encontrar um desfecho e, ainda a recuperar de um tiroteio, a família Stone depara-se com um desafio maior do que nunca. Josh Dallas parece ter encontrado novo “conto de fadas” após o final de «Once Upon a Time», com o seu Ben a, ainda assim, estar longe de encontrar um final feliz. Também Michaela (Melissa Roxburgh) tem um caso penoso em mãos...

Watchmen: chegou uma das séries do ano! (review)

Uma das séries mais aguardadas de 2019 tem estreia marcada para a madrugada desta segunda-feira na HBO Portugal. A METROPOLIS teve acesso aos seis primeiros episódios em primeira mão.

A série «Watchmen» é, em si mesma, uma falácia criativa. Por um lado, é aconselhável ter o contexto do filme de 2009 para perceber todas as camadas da história, já que, caso contrário, a perceção do ambiente narrativo não é completa e algumas referências e easter eggs caem em saco roto. Mas é esse contexto que mais penaliza a receção da série, uma vez que a trama idealizada por Damon Lindelof (criador de séries como «Perdidos» e «The Leftovers) estará provavelmente aquém das expetativas dos fãs para o que seria o seguimento da história. Algo que, todavia, não põe em causa a quantidade e potencial da série da HBO, com estreia marcada para 20 de outubro e com um episódio lançado semanalmente.

A série resulta de um spin-off da história já conhecida dos Watchmen, que surgiu na banda-desenhada em 1986-1987 e se popularizou sobretudo com o filme «Watchmen» (2009). À data do seu “nascimento” em papel, os Estados Unidos encontravam-se no rescaldo de uma luta defendida por poucos e em plena Guerra Fria, com futuro incerto. A ansiedade social era muita e o medo, na iminência de uma guerra nuclear, marcava o quotidiano. Na sua recriação utópica, os EUA ganham a Guerra do Vietname graças a um dos Watchmen, o Dr. Manhattan – com o país a tornar-se mais um estado – e, em 1985, um evento cataclísmico e fabricado une toda a gente por medo, adiando a aparentemente inevitável Terceira Guerra Mundial. «Watchmen» segue estes acontecimentos e coloca a sua ação no presente, em Tulsa.

Embora não reescreva totalmente a história americana, pega num dos acontecimentos mais polémicos de sempre: o massacre racial de Tulsa, em 1921, no qual extremistas brancos chacinaram os habitantes negros sem piedade. Este é, aliás, o ponto de partida da série, antes de se deslocar para o presente – e ao qual se vai inevitavelmente voltar. Os avanços tecnológicos e a fisionomia dos bairros são mudanças mais do que evidentes, mas o lado social parece ter ficado parado no tempo: o racismo continua bem marcado num clã local, que, ironicamente, usa máscaras de Rorschach. E nem um apoio recente de apoio às vítimas afro-americanas suaviza a crispação – quanto muito, aumenta-a.

Watchmen 3

Quem também esconde a cara, como os Watchmen 30 anos antes, é a polícia de Tulsa, na sequência de um ataque concertado aos agentes na “White Night”. Desta forma, protegem a sua identidade para garantirem maior segurança às suas famílias. Com nomes de código e fatos que lembram os Watchmen e os Minutemen (o grupo de justiceiros anterior, nos anos 40), os polícias são chamados à ação quando um clã racista volta ao ativo depois de uma interrupção breve. Em foco está Angela Abar (Regina King), uma detetive implacável nascida no Vietname, que finge ter abandonado a autoridade, mas está mais implacável do que nunca. É também o braço-direito de Judd Crawford (Don Johnson), o responsável do Departamento.

Esta breve sinopse resume ao que a série vem: o legado dos Watchmen não é ignorado, mas o seu lado social é ainda mais intenso, nomeadamente tendo em conta os casos de violência policial e do KKK contra afro-americanos. À exceção de um ou outro rasgo inspirado na realização, «Watchmen», a série, pouco tem a ver com o filme ligado ao seu passado.

A mais recente aposta da HBO podia funcionar perfeitamente sem qualquer conexão com os Watchmen ou os Minutemen – que, inclusivamente, são “caricaturados” numa série dentro da própria série, “American Hero Story” –, já que o seu foco é bem mais abrangente do que o original e as ligações “forçadas” poderiam ser substituídas por outras personagens. Em todo o caso, é um problema facilmente superável se as expetativas (e comparações com o filme/banda-desenhada) forem diminuídas. Um desafio que nem sempre é fácil de cumprir.

Watchmen 1

As questões políticas e sociais que marcam a narrativa são complexas e bem suportadas pelas personagens que as assumem: as histórias são bem elaboradas, o contexto é construído com cuidado e o mistério constante deixa o espectador em suspense para saber o que acontece a seguir. Na linha deste detalhe, Damon Lindelof não tem problemas em dedicar dois episódios (5 e 6) à contextualização do que foi visto até ali, preparando o conflito épico que se avizinha. Temas como a manipulação das massas e a orquestração de lutas – para serem vividas por quem se quer eliminar – continuam a pautar a estética de Watchmen, que revisita o passado com frequência para se enquadrar no presente.

Regina King é uma atriz de outro nível – dúvidas houvesse, e lá ia ela à estante buscar o Óscar que venceu este ano por «Se Esta Rua Falasse» (2019), bem como um Globo de Ouro e três Primetime Emmys. Depois de brilhar numa série apagada («Seven Seconds»), Regina tem finalmente espaço para crescer protagonista inesperada desta história de ação. Mas o elenco de luxo não fica por aqui: Jeremy Irons e Jean Smart dispensam apresentações e assumem as storylines secundárias mais importantes, sendo ainda de destacar a presença de Frances Fisher, Tom Mison, Tim Blake Nelson, Louis Gossett Jr. e um dos atores do momento, Yahya Abdul-Mateen II («Nós» (2019), «Black Mirror» e «Aquaman» (2018).

  • Publicado em TV

In the Shadow of the Towers: Stuyvesant High on 9/11 - HBO

Realizado e produzido por Amy Schatz, vencedora de sete prémios Emmy® (Song of Parkland, The Number on Great-Grandpa's Arm e An Apology to Elephants, da HBO), IN THE SHADOW OF THE TOWERS: STUYVESANT HIGH ON 9/11 oferece uma perspetiva única de testemunhas oculares, os antigos alunos de Stuyvesant, sobre o trágico dia e sobre as suas consequências e estreia dia 12 de setembro, em exclusivo, na HBO PORTUGAL.

Quando as Torres Gémeas foram atacadas, a 11 de setembro de 2001, os estudantes estavam a começar o dia em Stuyvesant, o prestigiado colégio público especializado de Nova Iorque, a dois quarteirões do World Trade Center, onde se deu o ataque.

IN THE SHADOW OF THE TOWERS revisita os acontecimentos de 11 de setembro, através de conversas com oito antigos alunos de Stuyvesant que viveram o ataque enquanto adolescentes e cujas vidas nunca mais foram as mesmas. "As pessoas não falam sobre o facto de que havia lá crianças", diz Himanshu Suri. Os ex-alunos recordam um dia normal e ensolarado, um dos primeiros dias do ano letivo, subitamente interrompido por um desastre. "Mudou tudo naquele dia", conta Ilya Feldsherov, que na altura tinha 15 anos.

O título do filme descreve o caos daquele dia - testemunhar a queda dos aviões, fugir da nuvem de poeira proveniente do desabamento das torres e as angustiantes viagens para casa, muitas a quilómetros de distância, nos bairros periféricos da cidade, incluindo Queens, Brooklyn e Bronx.

Enquanto saíam para as ruas, os adolescentes iam tentando encontrar-se e manter-se juntos - especialmente os estudantes sul asiáticos, que rapidamente começaram a temer serem vítimas de raiva mal direcionada. Himanshu Suri e Taresh Batra lembram-se de ir a caminhar com jovens mulheres que vestiam hijabs/véus e de elas serem insultadas por homens na rua. Mohammad Haque, filho de imigrantes do Bangladesh, lembra-se de ter percebido que estava numa zona de guerra a partir do momento em que ligou ao pai, e que este lhe implorou para que "por favor, sobrevivesse".

Em representação de estudantes de várias comunidades imigrantes e de diversas origens, as testemunhas falam sobre as reações contra as minorias que sucederam ao ataque e as profundas amizades que acabaram por criar com os colegas de turma.

"Os meus pais não me deixavam sair de casa", lembra Mohammad Haque. “Tinham medo que alguém, de forma aleatória, e com alguma opinião ou ideia pré-concebida, descarregasse a sua raiva e frustração em crianças que eles achassem estar associadas a algo que consideravam ameaçador.” Sobre o regresso a Stuyvesant acrescenta, “só havia harmonia na nossa turma por causa do que passámos e porque percebemos que todos estavam a tentar aceitar-se uns aos outros."

O filme oferece um retrato em movimento de uma comunidade unida. "Estávamos tão perto", diz Liz O'Callahan, que reparou que ela e os colegas de turma "solidificaram relações que os levaram a conseguir seguir em frente".

Uma história sobre como foi ser um jovem no Ground Zero, o filme explora a forma como o 11 de setembro moldou a vida destes alunos e os seus sonhos para a América, e como continua a moldar o mundo hoje em dia.

The Righteous Gemstones: uma série absolutamente “diabólica”

Uma das comédias mais esperadas da HBO, «The Righteous Gemstones», chega finalmente ao catálogo na madrugada de segunda-feira. A METROPOLIS analisa o primeiro episódio.

Depois de «Eastbound & Down» e «Vice Principals», Danny McBride volta a aventurar-se como criador de uma série de TV, novamente com o selo da HBO, desta feita com «The Righteous Gemstones». A série retrata uma família peculiar, que tem feito carreira como televangelista: além de o patriarca ser um proeminente pastor evangelista, os Gemstones têm bastante destaque na televisão como figuras de revelo da sua religião. Juntar esta premissa ao histórico cómico de McBride tem tudo para ser uma receita de sucesso, que se torna ainda mais promissora ao contar no elenco, além do criador, com John Goodman («Roseanne»), Edi Patterson («Vice Principals») e Adam DeVine («Workaholics» e «Uma Família Muito Moderna»).

A linguagem e a construção do argumento são corrosivas e, apoiadas nos estereótipos e no preconceito social de algumas religiões, desmistificam a falsa noção de superioridade em que os Gemstones vivem. E à qual a sua comunidade religiosa cegamente se associa. Ao invés de contrariar essa estereotipazação, McBride alimenta-a. Tudo é apoiado por ideias preconcebidas e, ironicamente, tudo tem o potencial de correr mal. Da fama desmesurada à fraqueza da carne humana, sempre assente em preconceitos de género e poder, os Gemstones são uma comédia em si próprios. Também a realidade em que estão inseridos, onde a riqueza da família deriva diretamente da religião evangélica que professam, resulta numa crítica mordaz a essa mesma realidade fora da ficção.

The Righteous Gemstones4

Eli Gemstone (Goodman), o patriarca da família – que construiu o império com a mulher, entretanto falecida –, mantém laços bastante próximos com os três filhos, ainda que Judy (Patterson) assuma um papel muito secundário por ser mulher. Esta relação excessivamente próxima e manipulada, cujo impacto também é visível na comunidade religiosa, é o principal motor da crítica que McBride quer construir. Apesar de ninguém se enquadrar totalmente na visão de Eli, os filhos anulam-se para garantir o acesso à riqueza estabelecida dos Gemstones. E há mesmo uma competição entre pastores de outras localidades, com as tentativas de “franchise” a gerarem desconforto noutras congregações, devido ao mediatismo da família e à consequente disputa pelo dinheiro da comunidade...

As famílias televangelistas são comuns nos Estados Unidos, e também noutros países como o Brasil, pelo que o universo construído por Danny McBride é tudo menos inocente. Na sua base está a condição humana, independente da profissão e da religião dos intervenientes, que contrasta com a visão que a população tem dos Gemstones. Não há “santos” nem boas intenções em jogo, pelo contrário, e é essa caricaturização que sustenta a comédia de «The Righteous Gemstones», uma história bem construída, mas que certamente não escapará à polémica...

  • Publicado em TV

Beforeigners | Estreia em Agosto | HBO Portugal

Um novo fenómeno começa a surgir em todo o mundo. Poderosos flashes de luz eclodem no oceano e pessoas do passado aparecem, vindas de três períodos de tempo diferentes: a Idade da Pedra, a Era Viking e o final do século XIX. Ninguém entende como é que isso é possível, e as pessoas do passado, chamadas de "beforeigners", não se lembram do que aconteceu.

Um par de anos depois, Alfhildr - que vem da Era Viking - alia-se ao agente da polícia, Lars Haaland, como parte do programa de integração do departamento policial. Ao investigar o assassinato de uma mulher com tatuagens da Idade da Pedra, Lars e Alfhildr fazem descobertas inesperadas.

O ator norueguês Nicolai Cleve Broch (Max Manus, Acquitted) interpreta o papel de detetive Lars Haaland, ao lado da finlandesa Krista Kosonen (Blade Runner 2049), que interpreta Alfhildr Enginnsdottir.

Este drama é composto por 6 episódios de 45 minutos. Todos os episódios são criados e escritos por Anne Bjørnstad e Eilif Skodvin (Lilyhammer). A série é realizada pelo aclamado cineasta Jens Lien (The Bothersome Man, Sons of Norway, Occupied).

Fonte: HBO Portugal

Assinar este feed RSS