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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Disney uma história com canções - Parte 1 - 1937. Heigh Ho

Entre os clássicos de animação dos estúdios criados por Walt Disney a música teve sempre um papel relevante, garantindo prémios e até descendências várias para o trabalho dos compositores, letristas e cantores.

Há alguns anos, antes ainda do sucesso de filmes como «Moulin Rouge» ou «Chicago», e quando as canções dos Abba ainda não imaginavam que iam saltar do palco de um teatro para o grande ecrã, dizia-se que era pelos filmes da Disney que o musical clássico da Broadway estava a regressar ao cinema. Para quem tivesse acompanhado apenas a história dos filmes dos estúdios Disney na reta final dos anos 70 e durante os anos 80, a ideia poderia parecer até ser uma coisa nova. Mas na verdade a música e a relação da animação com a canção, são uma das mais clássicas e sólidas das várias tradições da Disney e, de resto, ajudaram a definir um cânone pelo qual se pautaram muitas das suas produções. Houve até nos anos 40, primeiro com «Fantasia» e outros filmes igualmente pensados em segmentos (como “Make Mine Music”, de 1946 ou “Melody Time”, de 1948), uma clara aposta na relação com as canções ou com som da orquestra como marcas que definiam toda uma identidade. E esse relação foi sempre tão sólida que quando, em 2001, «Atlantis – The Lost Empire» mostrou uma narrativa inteira sem uma única canção, algo soou, para muitos, a incompleto, a desnorteado... Por essa altura, já Randy Newman levara a luminosidade da música para «Toy Story», mas não é essa a história que aqui evocamos hoje.
Fazer a história das longas-metragens clássicas da Disney é fazer também um percurso através de grandes canções. Escolhemos dez. Não por serem os maiores êxitos ou as vencedoras de Óscares. Mas porque ora marcaram os filmes com as quais nasceram como, em alguns casos, tiveram depois longas vidas para além do ecrã.

1937. Heigh Ho

Branca de Neve e os Sete Anões

A primeira longa metragem da Disney (e da história do cinema de animação) deixava logo clara que as vivências musicais levantadas pelas “silly symphonies” tinham expressão nesta nova etapa de vida dos estúdios. Inspirada por uma melodia de Schumann, a canção, de Frank Churchill (música) e Larry Morey (letra), era entoada no filme pelos sete anões e tornou-se num standard com versões gravadas por nomes como os Los Lobos ou Tom, Waits. O filme incluía ainda temas como “Someday My Prince Will Come” ou “Whistle While You Work”.

 

 

Modificado emquarta, 03 fevereiro 2016 22:45

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