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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

In the Shadow of the Towers: Stuyvesant High on 9/11 - HBO

Realizado e produzido por Amy Schatz, vencedora de sete prémios Emmy® (Song of Parkland, The Number on Great-Grandpa's Arm e An Apology to Elephants, da HBO), IN THE SHADOW OF THE TOWERS: STUYVESANT HIGH ON 9/11 oferece uma perspetiva única de testemunhas oculares, os antigos alunos de Stuyvesant, sobre o trágico dia e sobre as suas consequências e estreia dia 12 de setembro, em exclusivo, na HBO PORTUGAL.

Quando as Torres Gémeas foram atacadas, a 11 de setembro de 2001, os estudantes estavam a começar o dia em Stuyvesant, o prestigiado colégio público especializado de Nova Iorque, a dois quarteirões do World Trade Center, onde se deu o ataque.

IN THE SHADOW OF THE TOWERS revisita os acontecimentos de 11 de setembro, através de conversas com oito antigos alunos de Stuyvesant que viveram o ataque enquanto adolescentes e cujas vidas nunca mais foram as mesmas. "As pessoas não falam sobre o facto de que havia lá crianças", diz Himanshu Suri. Os ex-alunos recordam um dia normal e ensolarado, um dos primeiros dias do ano letivo, subitamente interrompido por um desastre. "Mudou tudo naquele dia", conta Ilya Feldsherov, que na altura tinha 15 anos.

O título do filme descreve o caos daquele dia - testemunhar a queda dos aviões, fugir da nuvem de poeira proveniente do desabamento das torres e as angustiantes viagens para casa, muitas a quilómetros de distância, nos bairros periféricos da cidade, incluindo Queens, Brooklyn e Bronx.

Enquanto saíam para as ruas, os adolescentes iam tentando encontrar-se e manter-se juntos - especialmente os estudantes sul asiáticos, que rapidamente começaram a temer serem vítimas de raiva mal direcionada. Himanshu Suri e Taresh Batra lembram-se de ir a caminhar com jovens mulheres que vestiam hijabs/véus e de elas serem insultadas por homens na rua. Mohammad Haque, filho de imigrantes do Bangladesh, lembra-se de ter percebido que estava numa zona de guerra a partir do momento em que ligou ao pai, e que este lhe implorou para que "por favor, sobrevivesse".

Em representação de estudantes de várias comunidades imigrantes e de diversas origens, as testemunhas falam sobre as reações contra as minorias que sucederam ao ataque e as profundas amizades que acabaram por criar com os colegas de turma.

"Os meus pais não me deixavam sair de casa", lembra Mohammad Haque. “Tinham medo que alguém, de forma aleatória, e com alguma opinião ou ideia pré-concebida, descarregasse a sua raiva e frustração em crianças que eles achassem estar associadas a algo que consideravam ameaçador.” Sobre o regresso a Stuyvesant acrescenta, “só havia harmonia na nossa turma por causa do que passámos e porque percebemos que todos estavam a tentar aceitar-se uns aos outros."

O filme oferece um retrato em movimento de uma comunidade unida. "Estávamos tão perto", diz Liz O'Callahan, que reparou que ela e os colegas de turma "solidificaram relações que os levaram a conseguir seguir em frente".

Uma história sobre como foi ser um jovem no Ground Zero, o filme explora a forma como o 11 de setembro moldou a vida destes alunos e os seus sonhos para a América, e como continua a moldar o mundo hoje em dia.

Mídia

Modificado emdomingo, 08 setembro 2019 12:00

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