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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

Cannes - «I, Daniel Blake» vencedor da Palma de Ouro

A 69º edição do Festival de Cannes chegou ao fim no Palácio dos Festivais nesta noite de domingo. O filme de Ken Loach «I, Daniel Blake» venceu a Palma de Ouro, o prémio foi apresentado por Mel Gibson. O filme relata a história de duas pessoas enredadas no sistema de segurança social britânico.

O cineasta britânico, que venceu a Palma de Ouro com «Brisa de Mudança» em 2006, fez um discurso apaixonado sobre o estado da economia e o sistema político e social europeu ao receber o galardão afirmou “O mundo está num ponto perigoso, com a austeridade impulsionada pelos ideais do neo-liberalismo que nos colocaram à beira de uma catástrofe, trazendo graves dificuldades a muitas pessoas a Este na Grécia e a Oeste em Portugal e Espanha, e também trouxe uma fortuna grotesca a uma pequena minoria”. Ainda acrescentou “ Há um perigo do desespero nas pessoas que poderá ser aproveitado pela extrema direita. Alguns de nós, que somos suficientemente velhos, sabemos o que é isso. Por isso devemos dizer que é possível agir de outra forma, é necessário e possível termos outro mundo.”

Estiveram 21 filmes em competição na última semana e meia, cobertura total na próxima edição da METROPOLIS com os quatro colaboradores da revista presentes em Cannes.

«Juste la fin du Monde» de Xavier Dolan venceu o prémio Grand Prix. O filme do canadiano Xavier Dolan conta com a participação de Marion Cotillard, Lea Seydoux e Vincent Cassel, retrata a história de uma jovem que regressa a casa para informar à família que está a morrer.

O prémio do júri foi atribuído à britânica Andrea Arnold por «American Honey», a sua primeira produção americana. O filme conta com a participação de Sasha Lane, Shia LaBeouf e Riley Keough.

Dois cineastas partilharam o prémio de realização, o romeno Cristian Mungiu com «Bacalaureat» e Olivier Assayas por «Personal Shopper». Cristian Mungiu realiza uma história sobre um pai que deseja que a sua filha ingresse numa universidade britânica a qualquer custo. Oliver Assayas dirigiu Kristen Stewart em «Personal Shopper», a actriz americana interpreta uma mulher que é uma médium e procura o seu falecido irmão gémeo.

A actriz Jaclyn Jose, a protagonista de «Ma' Rosa», venceu o prémio de Melhor Actriz. O filme foi realizado pelo filipino Brillante Mendoza. O prémio de Melhor Actor foi para Shahab Hosseini, a estrela de «Forushande» de Asghar Farhadi. O realizador iraniano também venceu o prémio de Melhor Argumento.

O prémio Camera d’Or, que distingue a melhor obra de estreia, foi para «Divines», de Houda Benyamina que se estreou na Quinzena dos Realizadores.

«Timecode» de Juanjo Gimenez, venceu o prémio de Melhor Curta Metragem e a curta «A Moça que dançou com o Diabo», do brasileiro João Paulo Miranda Maria, recebeu uma distinção especial.

A Palma de Ouro honorária foi entregue a Jean-Pierre Leaud, um dos grandes rostos da Nova Vaga, o actor francês participou num espaço de vinte anos na série de filmes dirigidos François Truffaut que se iniciou com o clássico «400 Golpes» na interpretação de Antoine Doinel. Jean-Pierre Leaud colaborou também com outros nomes da Nova Vaga como Jean-Luc Godard (em nove filmes), Jean Eustache, Jacques Rivette e Agnès Varda.

O júri do festival foi constituído por George Miller (presidente), Kirsten Dunst, Mads Mikkelsen, Vanessa Paradis e Donald Sutherland.

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Modificado emdomingo, 22 maio 2016 22:54

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