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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Festin - Entrevista Adriana Niemeyer (directora artística)

É já a 7.ª edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa e, este ano, o cinema feito em português volta a ser celebrado. O Festival homenageia, em 2016, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que comemora 20 anos de existência. São muitos os filmes que fazem parte da seleção, além de várias atividades paralelas. A METROPOLIS entrevistou Adriana Niemeyer, diretora-artística do FESTin, que contou os destaques desta nova edição.

O que destaca nesta nova edição do FESTin?
Esta sétima edição, ao contrário das anteriores que homenageavam um país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vai homenagear todo o conjunto durante as comemorações dos 20 anos da CPLP. O foco para tal comemoração está no público infantil, que participará de uma festa especial na própria sede da Comunidade, onde serão exibidas curtas-metragens educativas, bem como contos tradicionais nos vários sotaques da língua. O filme de abertura, «Todas as cartas de amor são ridículas», é já uma homenagem à língua, sendo baseado no poema de um dos nossos maiores poetas, Fernando Pessoa.

Quais foram os critérios para a seleção dos filmes?
Além da qualidade da realização, fotografia e roteiro, o “tema” tem grande importância na seleção. Damos preferência às coproduções que retratam as realidades de cada país, ao mesmo tempo que encontram similaridades entre eles. Os curadores também se interessam em dar oportunidades aos novos talentos e aos documentários que denunciem situações de interesse local, mas que sirvam de exemplo para os demais países da comunidade.

Além dos filmes em competição, que outras atividades destaca nesta edição?
Damos sempre destaques às nossas mostras tradicionais, como a Mostra Brasileira, Mostra Social, a Mostra Infantojuvenil. Mas, este ano, devido a um grande número de excelentes trabalhos experimentais, resolvemos apostar no FESTin Arte. Destaque também a duas mesas: “O cinema como forma de fomentar o turismo” e “Cinema, educação e comunicação comunitária”.

Pode falar-nos um pouco sobre o FESTin +?
O FESTin + é dedicado não só à chamada terceira idade mas também a todos aqueles que acreditam na possibilidade de um envelhecimento ativo. São curtas-metragens que tratam o tema de uma maneira realista mas positiva, que possa incentivar a população mais idosa a participar ativamente da sociedade.

Que balanço faz do Festival ao longo destes anos?
Um festival que vem crescendo não só em Portugal, em público e prestígio, mas também através das suas itinerâncias. Em 2015, o FESTin tocou os quatro cantos do mundo, tendo estado presente em Timor-Leste, Guiné-Bissau, Angola e Brasil, através de parcerias com o Instituto Camões e festivais locais. Também através da parceria com o Lusophone Fim Festival, os filmes que participam do FESTin Lisboa são exibidos nas mostras que acontecem em Nairobi, Adis Abeba, Banguecoque e Sydney. Ou seja, nenhum outro festival divulga mais obras em língua portuguesa em todo mundo do que o nosso. Agora também os países que não falam português estão demonstrando interesse em ter o FESTin dentro da sua programação cultural, como é o caso da Roménia e Alemanha.

Mídia

Mundo Cão (2015)

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