logo

Entrar
Actualizado às 6:24 PM, May 22, 2018

CANNES: Spike Lee

Em 1978, o detective Ron Stallworth, oficial de polícia no estado do Colorado, conseguiu infiltrar-se na rede racista do Ku Klux Klan... O simples facto de Stallworth ser um indivíduo de pele negra torna a sua história um caso extraordinário no interior da história mais geral dos afro-americanos. Agora, Spike Lee revisita essas memórias em «BlacKkKlansman», prodigiosa abordagem nas tensões raciais, com evidentes e assumidas ressonâncias no nosso presente — é, para simplificar, um dos filmes maiores de Cannes/2018, desses que são capazes de discutir, politicamente, a percepção do próprio real.
Tagged em

CANNES: Panahi

O plano de abertura de «3 Visages», de Jafar Panahi, ficará, por certo, como um dos mais viscerais acontecimentos cinematográficos de Cannes/2018: uma jovem filma-se no seu telemóvel, dirigindo-se à actriz Behnaz Jafari e anunciando um fim trágico para a sua própria existência... Subitamente, o cinema reencontra esse esplendor material de, mais do que "reprodução" de vida, ser facto vital, implicando corpos e desejos. Depois, Jafari e o próprio Jafar Panahi (mais uma vez assumindo o seu próprio papel) empreendem uma viagem de prospecção que os leva — e nós com eles — a um Irão esquecido entre montanhas, marcado por muitas peculiaridades, incluindo o uso corrente da língua turca. Panahi filma o seu povo e, através dele, a dificuldade,…
Tagged em

CANNES: Godard

Godard contra o resto do mundo?... Não exactamente — há mesmo nele um desejo de comunicação tecido através da contemplação de uma infinitude de diferenças. O certo é que temos sempre a sensação de que há o cinema de Jean-Luc Godard e, do outro lado, o resto do mundo. Aliás, corrijo: o cinema godardiano habita o mundo, transfigurando-o, levando-nos a repensar certezas e ideias feitas. «Le Livre d'Image», objecto sublime, é mais um capítulo dessa viagem arfante por memórias históricas e cinéfilas, desembocando nas convulsões contemporâneas do mundo árabe — um filme para ler como um livro, reavaliando, não apenas a arte de olhar, mas a capacidade de ver.
Tagged em

CANNES: actores

Pierre Deladonchamps e Vincent Lacoste: dois actores verdadeiramente em estado de graça num filme que, não por acaso, os trata como matéria prima essencial — «Plaire, Aimer et Courir Vite» revisita os anos 90, assombrados pela sida, através de um sistema de relações em que, em última instância, é o próprio valor (social ou individual) do amor que se encontra em transe — ou em trânsito, se quisermos encarar a história como uma permanente deslocação das próprias condições materiais que (nos) levam a estabelecer valores. Assinado por Christophe Honoré, eis um filme de contida beleza que nos recorda, afinal, que a herança narrativa e simbólica de François Truffaut (1932-1984) continua bem viva.  
Tagged em

CANNES: Welles

Não a formatada evocação biográfica, mas a consciência de que qualquer biografia do outro envolve também um auto-retrato do biógrafo: assim é «The Eyes of Orson Welles», o trabalho de Mark Cousins sobre o cineasta de «O Mundo a Seus Pés», «O Processo» e «As Badaladas da Meia-Noite». Apresentado na secção Cannes Classics, este filme-em-forma-de-carta (dirigida ao próprio Welles) é também uma derivação feliz das experiências desenvolvidas por Cousins na monumental «A História do Cinema: Uma Odisseia» — ou como revisitar as memórias dos filmes é também uma via de interrogação do que significa... fazer um filme [fragmento].
Tagged em

CANNES: Paul Dano

Lembram-se dele, com esta pose de anjo demasiado inocente, a invadir a consciência de Daniel Day-Lewis em Haverá Sangue (2007), de Paul Thomas Anderson? Pois bem, Paul Dano (nascido em Nova Iorque, 1984) estreou-se na realização com Wildlife, adaptação do romance homónimo de Richard Ford sobre a metódica decomposição dos laços afectivos entre um pai (Jake Gyllenhaal), uma mãe (Carey Mulligan) e o seu filho (Ed Oxenbould), na América do começo da década de 1960. Escrito em colaboração com a sua companheira, Zoe Kazan (neta de Elia Kazan), este é um filme de textura austera e clássica, expondo os desencontros de todas as formas de amor e, desse modo, revitalizando uma matriz narrativa que, de facto, se interessa pela complexidade…
Tagged em

Sessões especiais «Luz Obscura» - Cinema Ideal

A Kintop e a Alambique estreiam o documentário LUZ OBSCURA, da realizadora Susana de Sousa Dias, nos cinemas a 10 de Maio. No âmbito da estreia do documentário LUZ OBSCURA, no mês de Maio existirão sessões especiais no Cinema Ideal, com conversas entre a realizadora e vários convidados ligados ao tema.   Dia 10 de Maio | 19h15 - SESSÃO DE ESTREIA Conversa com Susana de Sousa Dias e com os protagonistas do filme, Álvaro e Rui Pato, filhos de Octávio Pato, preso político Dia 11 de Maio | 19h15 Crescer em Liberdade: A geração pós 25 de Abril e o Estado Novo Conversa com Susana de Sousa Dias, Ana Pato, filha de Octávio Pato e Miguel Tiago, deputado do Partido…

O MONSTRA atingiu a maioridade: cinema de animação à solta em Lisboa

O cinema da Estónia e «A Ganha-Pão» (2017), filme produzido por Angelina Jolie e nomeado aos Óscares deste ano, são dois dos protagonistas da 18ª edição do Festival MONSTRA São já 18 anos de MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa. Um dos filhos pródigos dos festivais em solo português atingiu a idade adulta e promete assinalar a data com pompa e circunstância. De 8 a 18 de março, a animação invade o Cinema S. Jorge, o Cinema Ideal, a Cinemateca Portuguesa e o Cinema City de Alvalade, entre outros, naquele que já se tornou um festival de excelência no que ao género diz respeito.O filme «A Ganha-Pão» (2017) pode ter perdido para «Viva – A Vida é uma Festa!»…
Tagged em
Assinar este feed RSS