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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Vox Lux - antevisão

Uma das surpresas da temporada, «Vox Lux» parece ser, à primeira vista, um simples filme sobre um cantora pop mas, na verdade, é muito mais do que isso. A obra aborda o impacto da violência provocada pelas armas e foca-se no lado negro da fama e das suas consequências, acabando por ser uma espécie de lado B de outro filme atual que também aborda a fama, «Assim Nasce Uma Estrela».

«Vox Lux» é escrito e realizado pelo ator e agora também realizador Brady Corbet, cujo primeiro filme venceu dois prémios no Festival de Veneza, incluindo Melhor Realização. O cineasta revelou que a forma como a narrativa desenvolve e o impacto que o passado tem no presente foram inspirados, justamente, pela sua obra de estreia. “«Vox Lux» é a continuação desse tema mas que acontece do outro lado do século, sendo um melodrama histórico passado na América durante 1999 e 2017”.

A obra estreou no Festival de Cinema de Veneza e conquistou os críticos, que ficaram sobretudo vidrados com a interpretação visceral de Natalie Portman, que muitos consideram como a “mais selvagem” desde «Cisne Negro», filme pelo qual venceu o Óscar de Melhor Atriz Principal. Portman demorou apenas 10 dias a gravar as suas cenas e mostra no filme os seus dotes também na dança e no canto, ao som de músicas compostas por Sia, um dos principais nomes da música pop atual. Para se preparar para o papel, a atriz assistiu a vários documentários sobre estrelas pop e a vídeos com testemunhos de pessoas que sobreviveram a tiroteios em escolas. “Este é o filme mais político que já fiz”, revela a atriz. “Julgo que não haverá duas pessoas que acabam de ver o filme com o mesmo sentimento. Vai deixar as pessoas a debater”, acrescenta.

«Vox Lux» é narrado por Willem Dafoe e tem também no elenco Jude Law - com quem Portman volta a colaborar pela quarta vez, após «Cold Mountain» (2003), «Perto Demais» (2004) e «My Blueberry Nights - O Sabor do Amor» (2007) -, e a jovem Raffey Cassidy, conhecida pelo seu trabalho em «Tomorrowland - Terra do Amanhã» (2015) e «O Sacrifício de Um Cervo Sagrado» (2017), que assume, neste filme, um papel de maior dimensão na sua carreira.

HISTÓRIA
Celeste (Raffey Cassidy/Natalie Portman) sobrevive a uma grande tragédia e acaba por tornar-se, após circunstâncias peculiares, numa famosa cantora pop.

Realizador: Brady Corbet («A Infância de Um Líder», 2015)
Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Raffey Cassidy, Jennifer Ehle

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«Aniquilação» com Natalie Portman

Alex Garland surpreendeu os amantes de Cinema com a sua primeira longa-metragem, «Ex Machina» (2014), uma arrojada e provocadora obra de ficção científica que venceu o Óscar de Melhores Efeitos Visuais e catapultou Alicia Vikander para a ribalta. Por isso, as expectativas são mais que muitas para o novo filme do cineasta britânico, que junta agora um novo ingrediente, o terror psicológico. Além de realizar a obra, Garland assina também o argumento.

«Aniquilação» baseia-se na trilogia “Southern Reach Trilogy”, do norte-americano Jeff VanderMeer, em que fazem também parte os livros “Authority” e “Acceptance”, um conjunto de obras elogiado pela crítica e que arrecadou alguns prémios. A trilogia acompanha a história de quatro mulheres enquanto investigam uma localização misteriosa, a Área X.

No Cinema, estas mulheres serão interpretadas por Natalie Portman, Jennifer Jason Leigh, Gina Rodriguez e Tessa Thompson, atrizes muito diferentes entre si e que já provaram o seu talento em diferentes momentos da sua carreira, sendo este também um dos principais motivos de expectativa para este «Aniquilação». Destaque sobretudo para Natalie Portman, que assume o papel de protagonista, arriscando num género ainda pouco explorado na sua trajetória artística. Num elenco essencialmente feminino salienta-se, ainda, o guatemalteco Oscar Isaac, vencedor do Globo de Ouro por «Show Me a Hero».

Ficção científica, deslumbre visual e interpretações fortes são a chave de «Aniquilação», que, sinal dos tempos, estará disponível na Netflix a 12 de Março.

HISTÓRIA: Uma bióloga (Natalie Portman) embarca numa missão secreta e perigosa com três cientistas em busca do seu marido (Oscar Isaac), que não deu mais sinais após ter entrado nessa mesma missão um tempo antes.

Realizador: Alex Garland («Ex Machina», 2014).
Elenco: Natalie Portman, Oscar Isaac, Jennifer Jason Leigh, Gina Rodriguez.

 

Annihilation Vertical MAIN PRE POR

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Natalie Portman + James Blake

O terceiro álbum de estúdio de James Blake, The Colour in Anything, tem um novo teledisco, protagonizado por Natalie Portman. Poucos dias antes do nascimento do seu segundo filho, Portman foi filmada por Anna Rose Holmer, numa encenação do tema My Willing Heart — ou como a mais genuína intimidade envolve uma delicada arte do corpo e do espírito, nada tendo a ver com o horror quotidiano da reality TV.

A música de Terrence Malick

O novo filme de Terrence Malick, Song to Song, vai ser revelado a 10 de Março, no festival South by Southwest, na cidade de Austin, Texas. E não é por acaso: com um elenco que inclui Michael Fassbender, Ryan Gosling, Rooney Mara e Natalie Portman, anuncia-se como uma teia romanesca tendo por pano de fundo, justamente, a cena musical de Austin — ainda sem data portuguesa, já temos cartaz e trailer.

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Jackie

Os EUA e o mundo viram o assassinato do Presidente John F. Kennedy, em 1963, naquele que foi um dos momentos mais marcantes do século XX. Mas e ela? O que aconteceu à jovem esposa que estava ao seu lado e assistiu, impotente, ao homicídio do marido? Este é o cerne de «Jackie» que dá total relevo à primeira-dama Jacqueline Kennedy, uma figura tão icónica como praticamente desconhecida na sua essência para os norte-americanos.

Longe de ser um típico biopic, o filme centra-se na semana do próprio acontecimento, com recurso a alguns flashbacks e usando uma entrevista que Jacqueline concedeu a um jornalista da revista Life. Ao longo da obra, ficamos a conhecer as diferentes vertentes de Jackie, ora mais pública ora mais privada, sendo que os melhores momentos acontecem quando se dá espaço para aprofundar os pensamentos e dúvidas da protagonista, momentos esses em que o argumentista Noah Oppenheim tentou descortinar através dos cortes de edição que a própria exigiu na entrevista.

Pablo Larraín tem em «Jackie» o grande desafio da sua carreira: o primeiro filme em inglês e o primeiro em que é uma mulher a protagonista, numa história marcadamente norte-americana, o que se revela mais difícil para ele, que é chileno. O cineasta passa com distinção no teste, filmando com mestria uma história difícil, sem se deixar resvalar para o caminho mais fácil do melodrama. A narrativa está bem construída e consegue surpreender aqui e ali, fugindo à linearidade e humanizando uma figura que a maioria conhece apenas de forma superficial. A produção cénica é vistosa e a fotografia inspirada e distinta de Stéphane Fontaine vai ao encontro da ambiência mais sombria e intimista da obra. Para tal também contribui a corpulenta banda-sonora de Mica Levi, que assume um papel predominante ao longo do filme, numa presença tão marcante como a moldura musical de Jóhann Jóhannsson em «O Primeiro Encontro» (2016).

Larraín exigiu que a protagonista fosse Natalie Portman e não poderia estar mais certo: a atriz é avassaladora, apresentando uma das melhores interpretações da sua carreira. Muito esforçada em conseguir captar os maneirismos e a voz muito característica de Jackie, Portman entrega-se nas cenas mais dramáticas e retém noutras toda a expressividade e emoção através apenas do olhar. Apesar de a atriz ser maioritariamente o grande foco, o elenco secundário também acerta, com interpretações singulares de Billy Crudup, Peter Sarsgaard e John Hurt.

Esmagador em alguns momentos e surpreendente em muitos outros, «Jackie» aborda a importância do legado envolto na crueza do luto, através da história de uma mulher que enfrentou uma situação impossível, tendo de encarar de frente o mundo – e ela própria –, sabendo perfeitamente que tudo o que fizesse iria ficar na História. Foi ela que criou o mito de Camelot, procurando elevar, o mais que pôde, a forma como o seu marido iria ser lembrado e dar alguma realeza a um país que nunca a conheceu. Sim, houve Camelot mas também existiu Jackie. E agora, com este filme, é a vez dela de ser a protagonista.

Jackie com Natalie Portman - trailer nacional

Jacqueline Kennedy (Natalie Portman) tinha apenas 34 anos quando seu marido foi eleito presidente dos Estados Unidos. Elegante, chique e inescrutável, tornou-se instantaneamente num ícone, uma das mulheres mais famosas do mundo, com o seu gosto pela moda, decoração e artes amplamente admirado.
Mas a 22 de novembro de 1963, durante uma viagem de campanha a Dallas, John F. Kennedy é assassinado – e o fato cor-de-rosa de Jackie é manchado com o sangue do marido. Ao embarcar no Air Force One de volta a Washington, o mundo de Jackie - incluindo sua fé - está completamente destruído. Traumatizada e transtornada, enfrenta na semana seguinte o inimaginável: consolar seus dois filhos, desocupar a casa que ela cuidadosamente restaurou, e planear o funeral do marido. Jackie rapidamente percebe que os próximos sete dias determinarão como a história irá definir o legado de seu marido - e como ela própria será lembrada.

JACKIE é um retrato intransigente duma mulher tanto icônica quanto misteriosa, bem como uma reflexão sobre fé, história, mitologia e perda.

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As Armas de Jane

Com poucas munições narrativas, «As Armas de Jane» sobrevive com dificuldade e não consegue ser marcante. A história da obra, focada em Jane Hammond (Natalie Portman), é sufocante tal é o dramatismo dos acontecimentos narrados, mostrados através de vários flashbacks. A narrativa arranca quando o marido de Jane, Bill Hammond (Noah Emmerich), é atacado por um gangue que volta para matá-lo, num regresso do passado em que Jane também está envolvida. Para conseguir defender-se, Jane não vê outra opção senão recorrer ao auxílio de Dan Frost (Joel Edgerton), uma antiga paixão.

A fotografia da obra é competente e a banda-sonora contribui para incrementar o clima permanentemente tenso da obra, mas o argumento insosso é um calcanhar de Aquiles ao qual não conseguimos descolar. Desorganizado e pouco apelativo, é difícil ficar agarrado à trama.

Natalie Portman e Joel Edgerton bem tentam salvar a obra, revelando uma excelente química, com a atriz a aproveitar todas as brechas para mostrar a sua expressividade, seja ela mais contida ou explícita. Todavia, Ewan McGregor, o vilão do filme, exibe uma interpretação alheada e algo vazia, acabando por ser a metáfora de toda a trapalhada que se revelou a produção da obra [Lynne Ramsay seria a realizadora da obra, passando Gavin O’Connor a assumir a tarefa, enquanto também ocorreram várias mudanças no elenco principal, com Bradley Cooper, Jude Law e Michael Fassbender a estarem envolvidos no projeto, mas depois a declinarem, por diferentes motivos].

«As Armas de Jane» poderia ter sido uma obra mais grandiosa e introspetiva, contendo vários ingredientes promissores mas que acaba por não resultar da melhor forma. E western? Nem vê-lo.

duas estrelas

Título Nacional
 As Armas de Jane Título Original Jane Got a Gun 
Realizador Gavin O'Connor Actores Natalie Portman, Joel Edgerton, Ewan McGregor Origem Estados Unidos Duração 98’ Ano 2016

«Jackie» de Pablo Larraín c/ Natalie Portman

O realizador chileno Pablo Larraín retrata Jacqueline Kennedy concentrando-se nos eventos ocorridos entre 22 de novembro, a data do atentado que vitimou John Fitzgerald Kennedy, e 25 de novembro, quando aconte - ceram as cerimónias fúnebres. Ícone, mito, lenda. Mulher, mãe, viúva. Elegante e sofisticada, mas misteriosa. Primeira dama sem marido, rainha sem trono. «Jackie» é um filme biográfico que constrói um retrato com pose de estado e toca a intimidade de uma figura histórica. E nunca sentimos um desvio, artístico que seja, nessa aproximação à verdade pública e pessoal. Jackie também é o melhor desempenho de Natalie Portman, atriz que parecia perdida desde «O Cisne Negro», de Darren Aronofsky (2010).

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