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Actualizado às 10:16 PM, Dec 11, 2019

Disney Channel estreia novo filme original: «BABY-SITTERS EM APUROS»

O Disney Channel estreia, dia 10 de setembro, às 11h00, o Filme Original “Baby-Sitters em Apuros”, um remake contemporâneo do popular filme da década de 80, que junta duas das caras mais conhecidas do canal, Sabrina Carpenter e Sofia Carson.

Esta comédia de imagem real é uma homenagem ao clássico original, com referências familiares e cenas nostálgicas baseadas numa divertida história que celebra a individualidade, a amizade e a aventura.

Sabrina Carpenter ("Riley e o Mundo") e Sofia Carson ("Os Descendentes") formam a dupla protagonista do filme que junta duas amigas improváveis numa aborrecida noite de babysitting, que se transforma numa emocionante viagem pela cidade quando Jenny Parker (Sabrina Carpenter) e Lola Perez (Sofia Carson) procuram uma das crianças que lhes fugiu.

Jenny e Lola, duas raparigas com personalidades distintas, vão a uma entrevista para uma oportunidade de emprego e acidentalmente trocam de telemóveis. A precisar de dinheiro extra, a ousada Lola aceita a proposta dos Andersons quando ligam para Jenny à procura de uma baby-sitter de última hora. Por outro lado, a responsável Jenny já está a tomar conta da família Cooper naquela noite.

A primeira experiência de Lola como baby-sitter segue um rumo imprevisível. Depois de Jenny descobrir o que ela fez, leva as “suas” crianças para casa dos Andersons para ajudar a corrigir a situação, dando início a uma inesperada e emocionante aventura.

“Baby-Sitters em Apuros” tem ainda como protagonistas Nikki Hahn como Emily Cooper, Mallory James Mahoney como Katy Cooper, Max Gecowets como Trey Anderson, Jet Jurgensmeyer como Bobby Anderson, Madison Horcher como AJ Anderson, Kevin Quinn como a paixão de Jenny, Gillian Vigman como Helen Anderson e Gabrielle Miller como Donna Cooper. Os dois vilões da história são Michael Northey, como Tiny, e Ken Lawson como Scalper e Max Lloyd-Jones é o polícia James. Kevin O'Grady é Barry Cooper e Hugo Ateo é Hal Anderson.

"Baby-Sitters em Apuros" é realizado por John Schultz ("Judy Moody em Férias Incríveis", "Os Ténis Mágicos") e escrito por Tiffany Paulsen ("Nancy Drew"). O produtor executivo do filme é Michelle Manning ("Teen Beach 2", "O Clube") e Chuck Minsky é o diretor de fotografia ("O Diário da Princesa: Noivado Real", "Um Dia de Mãe", "Dia dos Namorados", "Ano Novo, Vida Nova").

“Baby-Sitters em Apuros” estreia, dia 10 de setembro, às 11h00, e volta a ser emitido dia 11 às 13h55 e dia 17 às 19h00.

Fonte: Disney Channel

 

  • Publicado em TV

Desenhos animados em milhões de dólares

Os desenhos animados, tanto quanto (ou mais que) os filmes de super-heróis, movimentam hoje enormes fortunas — este texto foi publicado no Diário de Notícias (16 de Agosto), com o título 'Desenhos animados rendem milhões'.

Se quisermos resumir a importância da animação na história recente da indústria cinematográfica, podemos dizer que os desenhos animados passaram a ser um dos factores decisivos do box office (nos EUA e, em boa verdade, no mundo todo). Veja-se o exemplo de Frozen (2013), que arrecadou nada mais nada menos que 1.287 milhões de dólares nos ecrãs de todo o mundo. A produção dos estúdios Disney lidera um lote de quatro títulos que conseguiram superar a margem dos mil milhões — seguem-se Mínimos (2015), da Illumination/Universal, Toy Story 3 (2010), da Pixar, e Zootrópolis (2016), também da Disney; depois, há mais 35 títulos que conseguiram acumular mais de 500 milhões de receitas.

A esmagadora maioria dos filmes que integram esta lista foi produzida através dos mais modernos recursos do desenho digital (no sexto lugar, O Rei Leão, de 1994, é uma das honrosas excepções). Quer isto dizer que tais recursos foram decisivos na reconversão artística e no relançamento comercial das figurinhas animadas, alargando o mercado a muitas derivações de merchandising, desde os tradicionais livros e brinquedos até aos jogos de video. O respectivo volume de negócios atinge os mais altos valores do universo global do entertainment. É o caso da série A Idade do Gelo, dos estúdios Blue Sky, da 20th Century Fox: mesmo deixando de lado as suas muitas ramificações (curtas-metragens, programas de televisão, jogos de video e até um espectáculo de palco), os seus cinco filmes já conseguiram uma receita bruta superior a 3.000 milhões de dólares.

Podemos perguntar qual o lugar dos clássicos nesta história de muitos cifrões. Por exemplo, qual o comportamento financeiro de Branca de Neve e os Sete Anões, a primeira longa-metragem de animação, lançada por Walt Disney na época natalícia de 1937? Pois bem, é o filme que fecha o Top 50 dos filmes de desenhos animados, com uma respeitável receita de 418 milhões de dólares.

Em todo o caso, vale a pena não esquecer a inflação, tendo em conta, antes de tudo o mais, as alterações do preço unitário dos bilhetes de cinema. Pois bem, feitas essas contas para o mercado americano (que conserva estatísticas apuradas de tal evolução), Branca de Neve e os Sete Anões não é apenas o mais rentável filme de animação — é também o nº10 na lista dos mais rentáveis de sempre (liderada por E Tudo o Vento Levou, de 1939). À Procura de Dory (2016), o desenho animado recordista em números absolutos, surge em 82º lugar! Conclusão: vamos menos ao cinema que os nossos avós.

  • Publicado em Feature

A Lenda do Dragão - Criar Elliot

Porque os dragões são muitas vezes descritos como escamosos, criaturas ferozes, com aspeto de lagarto e muito pouco acessíveis, amigáveis ou heróicos, a aparência e personalidade de Elliot foram o foco de inúmeras reuniões entre os realizadores e a Weta Digital, que duraram ao longo de boa parte de um ano.

Embora Elliot seja criado na sua totalidade por computador, é ainda assim uma personagem fundamental na história e com uma importância crescente para Pete. A presença de Elliot permite a Pete ser capaz de descobrir o que falta na sua vida e onde realmente pertence.

Um dos principais objetivos desde o primeiro dia foi conseguir passar a ideia de uma amizade entre uma criança e um dragão e mostrar o quão especial o vínculo entre eles pode ser. Mas o argumentista/realizador David Lowery queria que o público inicialmente tivesse algumas incertezas quanto a Elliot e às suas intenções.

Bryce Dallas Howard diz, "Elliot não é como outros dragões. É brincalhão, inocente, o melhor amigo e tudo o que realmente quer é uma família. É enorme e tem uma presença algo sinistra, com a capacidade de ser feroz, cuspir fogo e voar, mas também consegue ser querido, afável, carinhoso e protetor."

Fonte: Disney

À Procura de Dory

As profundezas da massa oceânica escondem muitos segredos, entre eles as aventuras que se seguiram ao bem-sucedido «À Procura de Nemo» (2003). Dory é, desta vez, a protagonista de uma nova incursão acidental fora do Oceano. A sua fraca memória, que há 13 anos proporcionou momentos bem divertidos, é, em «À Procura de Dory» (2016), também fonte de preocupação: conseguirá Dory reencontrar – sem se esquecer pelo caminho – os pais e, após uma sequência de azares, Marlin e Nemo?

Suceder a «À Procura de Nemo» não se adivinhava fácil: coroado com o Óscar de Melhor Filme de Animação, o filme marcou uma geração de crianças, como antes o tinham feito «O Rei Leão» (1994) ou «Mary Poppins» (1964). Com a storyline de 2003 aparentemente sem pontas soltas, foi a personagem mais esquecida do cinema (mas uma das mais lembradas), Dory, a justificar um regresso ao passado. Pela terceira vez, um êxito da Pixar tem uma sequela focada numa personagem secundária do primeiro filme – já acontecera antes em «Carros 2» (2011) e «Monstros: A Universidade» (2013).

Angus MacLane é um estreante na realização de longas-metragens, mas Andrew Stanton já tem uma reputação a defender. Depois de vários créditos em argumento, entre eles na trilogia «Toy Story», o norte-americano estreou-se nas longas de animação em «Uma Vida de Insecto» (1998) e, desde então, o sucesso tem sido notório, sendo, por exemplo, o responsável pelo oscarizado «WALL•E» (2008). Tal como em «À Procura de Nemo», Andrew assina também a história original, cuja acção tem lugar um ano depois.
Revemos o primeiro encontro entre Dory e Marlin e ficamos a saber que, nessa altura, ela estava perdida e desesperada... mas entretanto esqueceu-se disso. No primeiro filme, Sidney parecia cada vez mais inalcançável, mas em «À Procura de Dory» os nossos aventureiros não tardam a chegar ao Marine Life Institute, na costa californiana, onde Dory garante que vivem os pais. Mas já se sabe: quando tudo está a correr demasiado bem, é certo que vai acontecer uma tragédia. Esta estratégia é constante na sequela, que vive um ambiente dual quando comparada com o filme que a antecedeu. Os desafios são aparentemente mais difíceis do que aqueles que Nemo enfrentou mas, em contrapartida, são ultrapassados mais facilmente. No entanto, será quantidade sinal de qualidade?

«À Procura de Dory» prometia muito e, em parte, cumpriu: o passado de Dory ganhou uma nova dimensão, mas o que recebemos em amplitude narrativa perde-se depois em densidade dramática. As novas personagens trazem sobretudo humor e apoiam-se no discurso familiar e na auto-estima, só que acabam a meio do caminho, muito por culpa das resoluções rápidas e da tentativa de imitar (a uma distância segura) a fórmula de sucesso de 2003. Demasiado dependente do discurso, o filme peca pela sua previsibilidade e desafios complexos que, em vez de aumentarem o suspense, contribuem para que a sequela se perca no exagero.

tres estrelas

Título Nacional À Procura de Dory Título Original Finding Dory Realizador Andrew Stanton, Angus MacLane Actores Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Ed O'Neill Origem Estados Unidos Duração 97’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº40)

 

«Força Ralph» - Disney anuncia a sequela

Força Ralph está de regresso ao grande ecrã e desta vez, está a destruir a internet. A equipa original do filme da Walt Disney Animation Studios nomeada para o ÓSCAR® reúne-se de novo para esta sequela, incluindo o realizador Rich Moore (“Zootrópolis”, “Os Simpsons”) e o produtor Clark Spencer (“Zootrópolis”, “Bolt”). Phil Johnston (argumentista de “Força Ralph”, “Zootrópolis”, “Bem-vindo a Cedar Rapids”) junta-se a Rich Moore como realizador e argumentista do projeto. John C. Reilly e Sarah Silverman regressam como Ralph, o vilão que vira bom, e a rapariga que falha as vitórias, Vanellope Von Schweetz. A sequela ainda sem título chega aos cinemas internacionais em março de 2018.

Os realizadores e John C. Reilly fizeram hoje o anúncio no Facebook em direto.

“A partir do momento em que começamos a trabalhar no primeiro ‘Força Ralph’, sabíamos que estas personagens nos davam muitas possibilidades”, diz Rich, que começou a desenvolver o projeto, pouco tempo após a estreia do primeiro filme e enquanto realizava o muito aclamado filme deste ano, "Zootrópolis", com Byron Howard. Desta vez, a demolição de Ralph causa estragos na internet - como só ele consegue fazer. As personagens que adorámos no primeiro filme estão de volta e estamos em êxtase por estarmos a trabalhar com elas - e com os atores que lhes dão a voz - novamente."

"O universo da internet é o lugar perfeito para enviar Ralph e Vanellope", diz Phil. "O alcance e a escala são tão vastos que originam infinitas hipóteses de comédia". "Ralph é uma personagem muito próxima e querida para mim", acrescenta John Reilly. "Estou realmente ansioso para jogar novamente com ele. Fazer o primeiro 'Força Ralph' foi uma das experiências mais especiais que já tive e estou realmente ansioso para trazê-lo de volta à vida. Conheci tantas crianças de todo o mundo que estão entusiasmadas por o verem outra vez. Dizem-me isto o tempo todo!"

Quando “Força Ralph” estreou em novembro de 2012, tornou-se na maior estreia de fim-de-semana de sempre da Walt Disney Animation Studios, até aquele momento. Nomeado para um ÓSCAR® e um Globo de Ouro® por Melhor Filme de Animação, "Força Ralph" ganhou um prémio PGA assim como cinco prémios Annie, incluindo o de Melhor Filme de Animação, Realizador, Elenco e Argumento. O filme foi considerado o melhor Filme de Animação pela Broadcast Film Critics Association, ganhou um prémio de destaque pelo casting para um filme de animação, pela Casting Society of America e ganhou um prémio Kids’ Choice Award como Filme de Animação favorito.

Fonte: Disney

101 Dálmatas

Dirigido em 1961 pelo triumvirato de veteranos, Reitherman, Luske e Geronimi, Os 101 Dálmatas traz-nos a história de Pongo e Perdita, um simpático casal de dálmatas que vive em Londres com os seus donos Roger e Anita. Perdita está prestes a dar à luz a sua primeira ninhada de cachorros, mas eis que entre em cena a pérfida Cruella de Vil, uma velha colega de Anita, que se oferece para comprar os cachorritos. Roger e Anita recusam separar-se dos cães, mas Cruella não desiste e contrata dois bandidos para que estes raptem a ninhada. Separados dos pais os cachorros vão juntar-se a outros 94 que a malvada Cruella tem presos com o objectivo de usar as suas peles para fazer casacos. Perdita e Pongo conseguem descobrir e libertar os seus filhos e todos os outros dálmatas, mas Cruella descobre-os e move-lhes uma tenaz perseguição através da neve acabando, no entanto, por falhar os seus propósitos e ter antes um merecido castigo.

Inspirado no livro homónimo, da autoria de Dodie Smith, Os 101 Dálmatas é um marco, na história da animação e especialmente na história da Disney, a vários níveis. Em primeiro lugar foi o primeiro filme Disney passado em cenários contemporâneos, depois a história, ao contrário do que era norma até aí, foi desenvolvida apenas por uma pessoa, Bill Peet, um talentoso artista que imprimiu à narrativa e aos personagens a sua marca pessoal. Finalmente este é um filme histórico em termos técnicos pois foi aqui que se usou pela primeira vez a xerografia, técnica de duplicação dos acetatos que permitiu a animação da centena de cães com os seus milhares de manchas pretas. Orçamentado em 4 milhões de dólares o filme ultrapassou em muito as expectativas de Disney tornando-se um dos mais sólidos sucessos do estúdio e conquistando novas gerações sempre que é relançado. Um clássico da animação a que é impossível resistir.

A edição em BD da Disney/ZON Lusomundo inclui os extras que já estavam na edição em DVD do clássico: um documentário, vídeos musicais, cenas eliminadas e trailers.

Como se fez Os 101 Dálmatas
Um documentário de 30 minutos sobre as várias fases de evolução de um filme que marcou um ponto de viragem na arte da animação dos estúdios Disney. Na altura da sua estreia Os 101 Dálmatas foi considerado um objecto contemporâneo de entretenimento a começar pelo seu visual e os personagens, era mais do que uma fantasia e possuía mistério e suspense.

A última produção da Disney que foi pintada à mão foi A Bela Adormecida. Em Os 101 Dálmatas o processo de cópia revolucionou a animação, por outro lado perdeu-se a arte do traço e substituiu-se o processo de pintura à mão. Uma decisão que levou ao encerramento do departamento de coloração da Disney algo que permitiu baixar os custos desta produção. Ub Iwerks, associado de longa data de Walt Disney, foi o impulsionador desta tecnologia.

O documentário contém entrevistas de arquivo com os principais criadores e alguns dos mestres da Disney que estiveram envolvidos no filme, veja-se a entrevista com Ollie Johnson (um dos nove “anciões”) e a conversa com a esposa de Marc Davies (criador de Cruela de Vil).

Os 101 Dálmatas não seguiu a tradição musical das animações Disney mas continha a sua dose de música: Mel Leven criou a canção de Cruela de Vil; coexistiam os ritmos blues; havia ênfase na rima e um toque de paródia com os jingles televisivos que estavam na moda nos Estados Unidos com a propagação da televisão.
O extra possibilita a visualização das imagens reais de referência para os animadores e o trabalho com os modelos dos carros com os testes e os conceitos por detrás da animação dos veículos. Podemos escutar uma curta entrevista com Lisa Davis, a voz de Anita, que aborda a inspiração dos animadores e que utilizaram as suas expressões faciais à heroína do filme. Betty Lou Gerson, a voz de Cruela, também não é esquecida com o seu singular trabalho de voz e a sua carreira na Disney.

O lançamento inclui uma interessante recriação da relação de amizade e trabalho de Walt Disney e Dodie Smith com base na correspondência trocada entre ambos entre 1955 e 1961.

Os extras terminam com trailers e spots de televisão e rádio de Os 101 Dálmatas através das décadas e vídeos musicais do filme. Ainda temos uma versão contemporânea do tema Cruela de Vil interpretado por Selena Gomez.

quatro estrelas

Título Nacional 101 Dálmatas Título Original One Hundred and One Dalmatians Realizadores Clyde Geronimi, Hamilton Luske, Wolfgang Reitherman Vozes Rod Taylor, Betty Lou Gerson, J. Pat O'Malley Origem Estados Unidos Duração 79’ Ano 1971

 

A Viagem de Arlo

«A Viagem de Arlo» é realmente uma jornada de crescimento, com um arco narrativo onde acompanhamos um pequeno e temeroso dinossauro que se separa da sua família quando é arrastado pelas correntes de um rio e vai juntamente com um improvável amigo humano ganhar resiliência e crescer enquanto procura regressar a casa. O filme da Pixar poderá não ter a complexidade dos mais recentes êxitos do estúdio mas é uma animação prodigiosa em termos de execução visual, assombrosa no modo como nos transporta para um cenário natural que é envolvente para personagens e espectadores. A exemplar edição em Blu-ray enfatiza justamente as cores e a complexidade visual. A história e a animação digital andam de mãos dadas num trajecto de amizade, ternura e aventura de Arlo e a criança selvagem, Spot, dois seres sozinhos no mundo que se ajudam mutuamente num ambiente natural cheio de possibilidades mas também de perigosos percalços. A fasquia está sempre alta na Pixar, tende-se a descurar obras e relações menos complexas em cena, o homevideo pode provar que na história destes personagens encontramos várias lições de vida e uma animação de encher a vista.

A edição em Blu-ray é bastante interessante, cenas inéditas, gags e boas featurettes de produção, destaque para um comentário precioso com os principais responsáveis da obra a revelarem segredos e pormenores da animação.

tres estrelas

Título Nacional A Viagem de Arlo Título Original The Good Dinosaur Realizador Peter Sohn Vozes Jeffrey Wright, Frances McDormand, Maleah Nipay-Padilla Origem Estados Unidos Duração 93’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº38)

À procura da Pixar

Para onde vai a Pixar? Ou o que é a Pixar enquanto empresa dos estúdios Disney? São questões que se renovam e ampliam face a À Procura de Dory — esta nota foi publicada no Diário de Notícias (23 Junho).

A afirmação da Pixar em 1995, com «Toy Story» (primeira longa-metragem de animação totalmente digital), foi um acontecimento tanto mais significativo quanto abriu uma nova perspectiva sobre os desenhos animados — afinal, os estúdios Disney tinham um concorrente à altura. Resumindo esta história exemplar, lembremos apenas que, em 2006, a Pixar foi comprada pela... Disney (num negócio astronómico de mais de 6,5 mil milhões de euros).

Dez anos depois, face a «À Procura de Dory», a pergunta é incontornável: será que a Pixar chegou a um impasse? De facto, a continuação de «À Procura de Nemo» (2003) é um parente pobre do original, enraizado num erro crasso de definição dramática: a personagem de Dory, com a sua perda de memória de curto prazo, era um bom contraste (comic relief) no contexto do primeiro filme, mas não possui densidade para sustentar o protagonismo que agora lhe é conferido. De tal modo que deparamos com um desenho animado em que a maioria dos gags não são visuais, antes dependem de diálogos pouco imaginativos e repetitivos.

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