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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

«Aladdin»

A Disney volta a apostar numa adaptação em imagem real de um dos seus mais famosos filmes de animação do passado: «Aladdin» (1992), realizado por Ron Clements e John Musker. A obra venceu dois Óscares (Melhor Banda Sonora e Melhor Música, por “A Whole New World”), num total de cinco nomeações, tornando-se também um marco para várias gerações. Agora, chegou a vez de adaptar a história com atores de carne e osso, na linha do que a Disney já tem feito nos últimos anos, com «Cinderela» (2015), «O Livro da Selva» (2016) e «A Bela e o Monstro» (2017).

O cineasta britânico assume a árdua tarefa, numa carreira muito marcada por thrillers e filmes de ação. O realizador confessa que o seu primeiro motivo de interesse para assinar a obra era a própria história, com a qual sente uma ligação: “as minhas histórias são muito sobre trapaceiros de rua. Isso é o que sei fazer e o Aladdin é um clássico trapaceiro que faz o bem”. Há, ainda, outro desafio neste filme: conseguir fazer jus à interpretação icónica de Robin Williams enquanto Génio. Will Smith é o ator que se segue a dar vida ao personagem e terá um tom mais “hip-hop”, recorrendo-se à experiência de trabalhos passados como a série «O Príncipe de Bel-Air» ou a sua própria carreira musical.

O restante elenco é maioritariamente desconhecido do grande público e tem origem árabe, de forma a retratar da forma mais credível possível os personagens do filme de animação. Os animais também não serão falantes, tal como acontece com «Dumbo», outra obra da Disney que ganha nova adaptação. Ritchie refere, ainda, que o filme será “mais cómico” e que será adaptado de forma a refletir os “temas contemporâneos”.

HISTÓRIA
Aladdin (Mena Massoud) é um jovem humilde que descobre um lâmpada mágica com um génio que lhe pode conceder desejos. Apaixonado por Jasmine (Naomi Scott), que está prestes a ficar noiva de outra pessoa, Aladdin conta com a ajuda do Génio (Will Smith) para a conquistar, fazendo-se passar por um príncipe para ter também a confiança do pai da jovem.

Realizador: Guy Ritchie («Snatch - Porcos E Diamantes», 2000; «Sherlock Holmes», 2009; «O Agente da U.N.C.L.E.», 2015)

Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari

Data de estreia: 23 de Maio

  • Publicado em Feature

Aladdin

A Disney volta a apostar numa adaptação em imagem real de um dos seus mais famosos filmes de animação do passado: «Aladdin» (1992), realizado por Ron Clements e John Musker. A obra venceu dois Óscares (Melhor Banda Sonora e Melhor Música, por “A Whole New World”), num total de cinco nomeações, tornando-se também um marco para várias gerações. Agora, chegou a vez de adaptar a história com atores de carne e osso, na linha do que a Disney já tem feito nos últimos anos, com «Cinderela» (2015), «O Livro da Selva» (2016) e «A Bela e o Monstro» (2017).

O cineasta britânico assume a árdua tarefa, numa carreira muito marcada por thrillers e filmes de ação. O realizador confessa que o seu primeiro motivo de interesse para assinar a obra era a própria história, com a qual sente uma ligação: “as minhas histórias são muito sobre trapaceiros de rua. Isso é o que sei fazer e o Aladdin é um clássico trapaceiro que faz o bem”. Há, ainda, outro desafio neste filme: conseguir fazer jus à interpretação icónica de Robin Williams enquanto Génio. Will Smith é o ator que se segue a dar vida ao personagem e terá um tom mais “hip-hop”, recorrendo-se à experiência de trabalhos passados como a série «O Príncipe de Bel-Air» ou a sua própria carreira musical.

O restante elenco é maioritariamente desconhecido do grande público e tem origem árabe, de forma a retratar da forma mais credível possível os personagens do filme de animação. Os animais também não serão falantes, tal como acontece com «Dumbo», outra obra da Disney que ganha nova adaptação. Ritchie refere, ainda, que o filme será “mais cómico” e que será adaptado de forma a refletir os “temas contemporâneos”.

HISTÓRIA
Aladdin (Mena Massoud) é um jovem humilde que descobre um lâmpada mágica com um génio que lhe pode conceder desejos. Apaixonado por Jasmine (Naomi Scott), que está prestes a ficar noiva de outra pessoa, Aladdin conta com a ajuda do Génio (Will Smith) para a conquistar, fazendo-se passar por um príncipe para ter também a confiança do pai da jovem.

Realizador: Guy Ritchie («Snatch - Porcos E Diamantes», 2000; «Sherlock Holmes», 2009; «O Agente da U.N.C.L.E.», 2015)

Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari

Data de estreia: 23 de maio

  • Publicado em Feature

Alladin em imagem real

O elenco de “Aladdin”, para a adaptação de imagem real do clássico de animação, está completo e a produção já começou nos Longcross Studios, nos arredores de Londres.

O elenco de “Aladdin” inclui: o duas vezes nomeado para os ÓSCARES®, Will Smith como Genie, que tem o poder de conceder três desejos a quem possui a sua lâmpada mágica; Mena Massoud como Aladdin, o infeliz, mas adorável sem abrigo que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott como Princesa Jasmine, a linda filha do Sultão que quer decidir como viver a sua vida; Marwan Kenzari como Jafar, um malvado feiticeiro que planeia destronar o Sultão e governar Agrabah; Navid Negahban como o Sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para a sua filha, Jasmine; Nasim Pedrad como Dalia, a aia e a confidente da Princesa Jasmine; Billy Magnussen como o Príncipe Anders, um pretendente de Skanland e um potencial marido para a Princesa Jasmine e Numan Acar como Hakim, o braço direito de Jafar e o chefe dos guardas do palácio.

“Aladdin” é realizado por Guy Ritchie, tem um guião de John August, baseado no filme de animação de 1992, “Aladdin” e nas histórias de “One Thousand and One Nights.” O produtor é Dan Lin juntamente com o vencedor do Globo de Ouro, Marc Platt, Jonathan Eirich e Kevin De La Noy são os produtores executivos. O compositor, que venceu oito vezes o ÓSCAR®, Alan Menken é o responsável pela banda-sonora, que inclui novas gravações das músicas originais, escritas pelos letristas vencedores do ÓSCAR®, Howard Ashman e Tim Rice, bem como duas músicas novas escritas por Alan Menken e pelos vencedores do ÓSCAR® e do Prémio Tony, Benj Pasek e Justin Paul.

Fonte: Disney

Netflix - Escolhas Metropolis - Semana de 17 de Dez.

O Natal está quase a chegar e a Netflix deixa-lhe algumas prendas no sapatinho, com novidades arrojadas e outras apostas já aclamadas, como «Narcos». Conheça as sugestões televisivas e cinematográficas da Metropolis para esta semana invernosa mas com muitos enfeites à mistura.

Novidades


THE OA
A nova série original Netflix conta a inquietante história de Prairie Johnson (Brit Marling), uma jovem cega que desapareceu quando tinha 20 anos, regressando à sua comunidade sete anos depois e com a visão restaurada. Prairie recusa-se a contar, nem ao FBI ou aos próprios pais, o que aconteceu durante esse tempo, mas o mistério adensa-se: o seu reaparecimento é um milagre ou envolve algo mais perigoso?
Além de protagonista, Brit Marling é também uma das autoras da série (que conta com Brad Pitt na equipa de produtores executivos), enveredando pela carreira artística após deixar de parte a sua formação académica em Economia. A fazer-lhe companhia na criação do argumento está Zal Batmanglij, que realiza os oito episódios da temporada, e que cativou no Festival de Sundance com o filme «Sound of My Voice» (2011). Muito mistério e tensas surpresas são ingredientes que não faltarão em «The OA».

NETFLIX 3 a
3%

Nesta produção distópica, a primeira série brasileira original Netflix com uma ambiência à la The Hunger Games, ficamos a conhecer uma sociedade dividida entre o progresso e a devastação, onde as pessoas têm a oportunidade de seguir para o Maralto, almejando uma vida melhor, mas as vagas são escassas: apenas 3% dos candidatos serão bem-sucedidos. Quando os cidadãos completam 20 anos, têm direito a participar no Processo, uma seleção que testa os participantes através de provas físicas e psicológicas, bem como dilemas morais.
A ideia da série saiu da mente de Pedro Aguilera, inspirado pelas obras “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, e “1984”, de George Orwell. «3%» começou por ser uma websérie lançada no YouTube, depois de ter sido rejeitada pelos maiores canais brasileiros em 2011. A Netflix interessou-se pelo projeto e comprou os direitos, realizando uma temporada completa de 8 episódios. Entretanto, está já confirmada a renovação para uma segunda temporada, ainda sem data de lançamento.


BARRY

Este biopic produzido pela Netflix mostra-nos a história de uma das mais importantes figuras mundiais, Barack Obama, mas ainda quando estava longe de ocupar a cadeira de presidente dos EUA. Enquanto estuda para ser advogado numa Universidade de Nova Iorque, ‘Barry’ precisa de lidar com questões de raça e culturas divergentes, construindo a identidade que hoje lhe conhecemos.
Realizado por Vikram Gandhi e protagonizado pelo estreante Devon Terrell, o elenco é também composto por Ashley Judd, Jason Mitchell, Anya Taylor-Joy e Ellar Coltrane, o jovem que vimos crescer em «Boyhood: Momentos de Uma Vida» (2014), de Richard Linklater. «Barry» teve a sua estreia no Festival de Cinema de Toronto, um dos mais importantes do circuito.

Narcos season 2 2 

Maratona da Semana

NARCOS
Uma das séries que mais fãs têm reunido nos últimos anos, «Narcos» foca-se nos poderosos e violentos cartéis de droga da Colômbia, em que gangsters e polícias debatem-se com graves consequências. Pablo Escobar ganha maior relevo e é interpretado por Wagner Moura, um ator brasileiro mais conhecido do cinema do seu país – «Tropa de Elite» (2007) é um dos principais exemplos – e de algumas telenovelas, catapultando-se para a fama mundial com esta série. Moura teve de aprender a falar Espanhol e precisou de engordar 20 quilos para interpretar o traficante de droga.
«Narcos» foi nomeada para 3 Emmys e 2 Globos de Ouro, estando a 3.ª e 4.ª temporadas já confirmadas. Entretanto, pode ver ou rever os 20 episódios das duas primeiras temporadas na Netflix desta série baseada em factos verídicos.

Agora na Netflix

the crown season 2

THE CROWN
Um drama histórico inspirado pela turbulência do início do reinado da Rainha Isabel II, «The Crown» é uma nova série Netflix que tem vindo a chamar a atenção, tendo já conquistado três nomeações para os Globos de Ouro, incluindo o de Melhor Série Dramática.
A família real britânica é alvo de muito interesse mediático um pouco por todo o mundo, tendo já sido objeto de vários filmes e séries. Desta vez, o foco é numa fase pouco abordada da monarca que reina há mais tempo e que se confessou fã de outra série histórica aclamada, «Downton Abbey», tendo como hobby apontar os erros históricos da produção. Claire Foy foi a escolhida para interpretar a icónica figura, numa espécie de regresso à realeza britânica, após ter sido a rainha Anne Boleyn na minissérie «Wolf Hall» (2015).

FOR THE LOVE OF SPOCK

FOR THE LOVE OF SPOCK
Adam Nimoy, filho do ator Leonard Nimoy, realiza um intimista documentário sobre Spock, o carismático personagem dos filmes Star Trek que marcou a carreira do pai. Para imergir neste universo fantástico e que tanto diz a fãs de todo o mundo, Adam Nimoy recorreu a imagens de arquivo e falou com diversas figuras, como Zachary Quinto, J.J. Abrams, Chris Pine, Zoe Saldana, Jim Parsons, Jason Alexander, George Takei, Mayim Balik, entre muitos outros. Mais do que isso, dá a sua própria perspetiva de ser filho de Nimoy.
«For the Love of Spock» (2016) foi financiado através de uma campanha lançada em junho de 2015 na plataforma Kickstarter e teve estreia no Festival de Cinema de Tribeca, num retrato emotivo sobre um personagem e um intérprete inesquecíveis na História do Cinema.

LUKE CAGE
Depois do sucesso conseguido com a série «Jessica Jones», Marvel e Netflix voltam a unir forças numa nova produção com um tom sombrio e entusiasmante, protagonizado por um super-herói que ainda não teve destaque no Universo Cinematográfico Marvel. Falamos de Luke Cage, dono de uma durabilidade e super-força ganhas numa experiência sabotada, transformando-o num herói à força, enquanto tenta limpar o seu nome e proteger o seu bairro.
Mike Colter encontra neste personagem a sua rampa de lançamento mas podemos também encontrar outros atores mais conhecidos como Rosario Dawson ou Mahershala Ali, recentemente nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Ator Secundário por «Moonlight». A primeira temporada foi um sucesso e a série foi renovada para uma segunda temporada.

Will Smith Capa

Figura da Semana: Will Smith
Will Smith começou por ser rapper até iniciar a sua carreira fulgurante como ator nos anos 1990, alternando entre filmes de ficção científica e dramas mais sentidos. Regressa esta semana às salas portuguesas com «Beleza Colateral» e é um dos mais carismáticos atores norte-americanos. Na Netflix estão disponíveis alguns dos seus trabalhos e deixamos aqui duas sugestões.

o FRESH PRINCE facebook

THE FRESH PRINCE OF BEL-AIR
Nesta série cheia de animação e ritmo, Will Smith conseguiu destacar-se verdadeiramente com um personagem irreverente, que lhe rendeu duas nomeações para o Globo de Ouro de Melhor Ator de Série de Comédia.
Will Smith interpreta o papel de Will Smith, um adolescente que é recambiado para a casa dos seus parentes mais abastados, na Califórnia, para que o jovem se tornasse mais maduro e responsável, uma tarefa que se revela nada fácil. O ator revelou que, ao contrário do seu alter-ego televisivo, em nada se assemelhava ao personagem durante a sua adolescência. A série durou 6 temporadas e todos os episódios estão disponíveis na Netflix.

PURSUIT OF HAPPYNESS

EM BUSCA DA FELICIDADE
Realizado por Gabriele Muccino (com quem Smith voltaria a trabalhar noutro drama marcante, «Sete Vidas», 2008), «Em Busca da Felicidade» conta a história de um pai solteiro que tenta melhorar a vida da sua família e, como o próprio título indica, encontrar a felicidade.
A interpretação tocante de Will Smith resultou numa nomeação ao Óscar de Melhor Ator Principal, mas não será decerto apenas por este motivo que o ator se recordará deste filme, já que dividiu a tela com Jaden Smith, o seu filho, na sua estreia no grande ecrã. A parceria entre pai e filho voltaria a repetir-se anos mais tarde, no filme de ficção científica «Depois da Terra» (2013), que, aliás, também poderá ver na Netflix.

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Beleza Colateral com Will Smith

Amor, Tempo e Morte ligam todas as pessoas no mundo.

Quando um bem-sucedido executivo publicitário de Nova Iorque sofre uma grande tragédia pessoal, entra numa espiral de depressão. Enquanto os seus amigos estão preocupados e tentam desesperadamente manter relações com ele, este procura respostas por parte do universo, ao escrever cartas ao Amor, ao Tempo e à Morte. Mas só quando começa a receber respostas pessoais inesperadas é que ele começa a entender como estas três constantes se interligam para uma vida plena, ainda como uma perda imensa pode revelar momentos com significado e beleza.

Do realizador vencedor de Óscar David Frankel, o intenso e provocador drama “Beleza Colateral” conta com a participação de várias atores famosos, incluindo a de Will Smith (“Esquadrão Suicida”, “A Força da Verdade”); de Edward Norton (“Birdman, ou A Inesperada Virtude da Ignorância”); de Keira Knightley (“O Jogo da Imitação”); de Michael Peña (“Perdido em Marte”); de Naomie Harris (“007 - Spectre”); de Jacob Latimore (“Maze Runner: Correr ou Morrer”); e ainda a participação dos vencedores de Óscar, Kate Winslet (“O Leitor”, “Steve Jobs”) e Helen Mirren (“A Rainha”, “Trumbo”).

Frankel (“Marley & Eu”, “O Diabo Veste Prada”, “Dear Diary”) realiza o filme a partir do argumento escrito por Allan Loeb (“Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme,” “21: A Última Cartada”). O filme é produzido por Bard Dorros (“Triplo 9”), pelo vencedor de Óscar, Michael Sugar (“O Caso Spotlight”), por Loeb, Anthony Bregman (“Foxcatcher”) e Kevin Frakes (“John Wick”). Toby Emmerich, Richard Brener, Michael Disco, Michael Bederman, Ankur Rungta, Peter Cron, Steven Pearl e Bruce Berman são os produtores executivos.
A equipa criativa nos bastidores inclui o diretor de fotografia, Maryse Alberti (“Creed: O Legado de Rocky”); o designer de produção, Beth Mickle (“Whiskey Tango Foxtrot”); o editor, Andrew Marcus (“American Ultra: Agentes Improváveis”); e a designer de guarda-roupa, Leah Katznelson (“Como ser Solteira”). A música foi composta por Theodore Shapiro (“Trumbo”).

Durante os créditos finais é reproduzida uma versão especial da nova música “Let’s Hurt Tonight”, interpretada pela banda One Republic, artistas de platina e nomeados pelos Grammy.

“Beleza Colateral” estreia a 22 de dezembro em Portugal.

 

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Esquadrão Suicida - Deadshot

1ª aparição na BD: Batman, nº 59 (1950)
Nome verdadeiro: Floyd Lawton
Quem é: Deadshot é o melhor atirador do mundo, um assassino com ligações à máfia que trabalha sozinho e não confia em ninguém. Não mostra quaisquer remorsos pelos seus crimes e deseja uma morte espetacular. Parece o candidato perfeito para fazer parte do Esquadrão Suicida, mas tem um ponto fraco, a sua filha Zoe...
poderes: Deadshot não falha os seus alvos, tendo uma pontaria inigualável.

Deadshot é “o racional do grupo. É com ele que poderias sentar-te e beber uma cerveja. Há uma qualidade nele enquanto líder”, assinala Ayer. Todavia, “o seu calcanhar de Aquiles é a filha. Ele ama aquela menina e isso cria um bizarro conflito mental no qual ele gosta de matar pessoas mas que é algo que aquela menina não quer para ele. Ela quer um pai”, assinala Smith. Zoe (Shailyn Pierre-Dixon) é usada como garantia por Amanda e Flag para assegurar que Deadshot participe na missão até ao fim.

Will Smith costuma interpretar verdadeiros heróis, personagens inspiradores e cheios de otimismo. Bem, com Deadshot, a situação muda completamente de figura e o ator não se coíbe de mostrar o seu contentamento por isso: “Nunca tinha interpretado um personagem que simplesmente se está a lixar. É muito libertador não ter de carregar a espinha moral do filme”. “Colocar um tipo como o Will, que tipicamente interpreta personagens muito positivos, num papel com alguma negritude e complexidade é perfeito porque ele é tão simpático e tem tão bom coração que atravessa o ecrã. Fez sentido”, evidencia Ayer. Ator e realizador trabalharam de forma próxima para que o personagem fosse caracterizado da forma certa: “Não conseguia encontrar um modelo para perceber o que poderia fazer com que alguém matasse confortavelmente outra pessoa por dinheiro. O David ajudou-me nisso. Encontrou um livro para mim, The Anatomy of Motive, de John Douglas, e trabalhei para entrar na mente dos serial killers. Quando aceitei o conceito que o autor apresenta, explodiu na mente o Deadshot”, conta Will Smith. “Foi divertido tratar o Deadshot como uma pessoa real”, acrescentou. Para as suas cenas de ação, Will Smith recorreu a velhas memórias, quando protagonizou «Ali» (2001), papel que lhe rendeu a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Portanto, veremos um Deadshot com alguma perícia no boxe.

David Ayer escreveu a personagem de Deadshot diretamente para Will Smith. O realizador diz que o filme gira muito em torno de Deadshot e que está “muito orgulhoso” por aquilo que o ator fez na obra, já que considera que “será uma das surpresas. Parece que ele encontrou algo novo”. “Parte do que faço enquanto realizador é encontrar o ponto de vista do filme e ele é uma forma fantástica de contar uma história”, disse ainda. A dupla vai voltar a repetir a parceria em outubro, quando filmarão «Bright», um filme escrito por Max Landis e que tem também no elenco Noomi Rapace e Joel Edgerton. Will Smith não deixa margem para dúvidas: “Ele é um dos melhores diretores de atores com quem já trabalhei”.

Guia de personagens

Joker
Harley Quinn

 

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Esquadrão Suicida

Pode-se dizer que «Esquadrão Suicida» é melhor do que «Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça», mas a verdade é que a fasquia no universo DC/Warner também não estava muito alta. O “esquadrão” está em serviços mínimos a tentar limpar a imagem dos heróis charneira da DC enquanto fazem o máximo de estragos no grande ecrã.

«Esquadrão Suicida» reúne o pior dos piores num grupo bastante suis generis de vilões forçados a formar uma super-equipa para reduzir a sua sentença na cadeia enquanto tentam salvar os EUA e o mundo.

O filme de David Ayer não é uma desilusão completa mas sabe a pouco. Numa equipa com tantos personagens com margem de progressão é algo frustrante que em 120 minutos só tenhamos quatro personagens com significado, as restantes figuras são absolutamente planas. A narrativa é uma espécie de anúncio de wrestling onde tudo é feito de plástico e onde falta alma e coração.

O humor é cáustico e tem a assinatura da senhora mais bela do hemisfério sul, a australiana Margot Robbie, que enche o ecrã e mostra que é muito mais do que uma cara laroca ao interpretar Harley Quinn, uma personagem tresloucada e profundamente apaixonada por Joker (Jared Leto), a maior desilusão do filme. O palhaço mais icónico do cinema (as minhas desculpas ao «It – Palhaço Assassino»), que teve no passado a assinatura de gigantes como Jack Nicholson ou Heath Ledger, surge sub-representado por Jared Leto que não é mais do que uma sombra pálida destas interpretações. É caso para publicar o anúncio: “Precisa-se Palhaço Psicótico”.

O melhor do filme, a par de Margot Robbie, é Will Smith e Joel Kinnaman que interpretam personagens assentes respectivamente no amor pela filha (Shailyn Pierre-Dixon) e na paixão por uma mulher, a arqueóloga June Moone (Cara Delevingne) que está possuída por uma entidade maligna com uma agenda de destruição global. A vilã do filme tem peso pluma face a uma super-equipa que passa o filme a discutir e a elaborar planos de fuga até que decidem perder as ilusões e agirem como heróis.

As debilidades do argumento são até certo ponto compensadas pela realização eficaz de David Ayer. Apesar de a montagem ter o ritmo acelerado de um videoclip conseguimos compreender tudo o que se desenrola em cena e as coreografias estão ao serviço das especificidades dos personagens. Os excessos de flashbacks provam ser interlúdios que preenchem os vazios narrativos dos personagens. Uma nota positiva também para a super banda sonora, um autêntico best-of dos monstros do rock.

Apesar da sua galeria de personagens excêntricos e da acção hard-core «Esquadrão Suícida» é um filme que claramente caminha sobre pezinhos de lã para não afundar ainda mais a reputação de um filão que se quer produtivo como o concorrente mais bem sucedido: a Marvel. Falta no cinema a duplicação dos sucessos da DC na televisão que gozam de liberdade criativa e narrativa e personagens de corpo inteiro. O maior sucesso crítico e comercial da DC continua a ser a saga operática de Batman, de Christopher Nolan. O filme referência de super-heróis de 2016 é mesmo «Deadpool», que na origem tinha a mesma irreverência e o sentido de politicamente incorreto de «Esquadrão Suicida», já esta produção da DC/Warner fica aquém das expectativas. Não há sucessos instantâneos sem muito trabalho, e a DC parece estar a forçar uma fórmula que claramente não resulta além dos fãs dos comics.

duas estrelas

Título Nacional Esquadrão Suicida Título Original Suicide Squad Realizador David Ayer Actores Will Smith, Jared Leto, Margot Robbie Origem Estados Unidos Duração 123’ Ano 2016

 

 

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