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Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

Jojo Rabbit

Durante a Segunda Guerra Mundial, Jojo (Roman Griffin Davis), um jovem nazi de 10 anos, tem Adolf Hitler (Taika Waititi) como amigo imaginário. O seu maior objetivo é participar um grupo pró-nazi composto por outras pessoas que concordam com os seus ideais. Até que, um dia, Jojo descobre que a sua mãe, Rosie Betzler (Scarlett Johansson), esconde uma judia, Elsa Korr (Thomasin McKenzie), no sótão da casa.

São muitas as produções de ficção sobre a II Guerra Mundial, tanto no Cinema como na televisão. Mas poucas serão como «Jojo Rabbit». Com uma base mais cómica, a obra mistura também um pouco “de drama, com muitos momentos leves”, explica Taika Waititi, o realizador do filme, que acumula também as funções de argumentista e ator. Waititi é um cineasta neozelandês que tem vindo a conquistar cada vez mais elogios tanto da crítica como do público, sobretudo depois de ter realizado as obras «O Que Fazemos nas Sombras» e «Thor: Ragnarok», que veio dar uma nova vida a um dos heróis mais famosos do Universo Cinematográfico Marvel. O cineasta é reconhecido pelas abordagens invulgares que aplica às suas obras e «Jojo Rabbit» não é exceção.

A obra venceu o Prémio do Público do Festival de Cinema de Toronto e tem por base o romance “Caging Skies”, de Christine Leunens, lançado em 2004. O foco da narrativa é uma criança de 10 anos que cresce rodeada de símbolos nazis e que tem como amigo imaginário Adolf Hitler, interpretado pelo próprio Waititi, que revela que não fez “qualquer pesquisa. Não o baseei em nada do que vi do Hitler. Fiz dele uma versão minha com um mau penteado, um bigodito e um sotaque alemão medíocre”. O ator considera que seria “muito estranho interpretar o verdadeiro Hitler e julgo que as pessoas não gostariam tanto do personagem”. Por isso, o ator optou por fazer uma espécie de “versão de 10 anos de Hitler”.

Além de Waititi, o restante elenco é feito de outros nomes sonantes, como Scarlett Johansson, Rebel Wilson, Sam Rockwell, Alfie Allen, além de ter também os jovens Roman Griffin Davis e Thomasin McKenzie nos papéis principais.

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Marriage Story

Um nome reconhecido no cinema independente, Noah Baumbach tem conquistado muitos elogios com a sua nova obra, «Marriage Story». Depois de ter abordado o divórcio dos seus pais em «A Lula e a Baleia», Baumbach coloca em «Marriage Story» um pouco da sua própria história, após o seu divórcio da atriz Jennifer Jason Leigh, o que fez deste filme, “extremamente pessoal”. O cineasta procurou também mostrar os diferentes momentos do divórcio, passando pelo drama, mas também por momentos mais cómicos, permitindo “equilibrar o tom e referenciar diferentes géneros”. Ao longo da sua carreira, o norte-americano foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Original justamente por «A Lula e a Baleia».

Baumbach quis explorar também como as questões legais acabam por afetar o processo, pelo que falou com “advogados, juízes, mediadores”. Apesar de os elementos do casal do filme tentarem resolver o caso de uma forma amigável, os advogados acabam por enveredar por outro caminho. Baumbach assinala que tal torna “muito difícil manter o rumo pretendido no início, independentemente de quão boas as intenções sejam”. O cineasta realça que tal é também um reflexo do sistema legal e que os advogados “certamente não são vilões”, mas “produtos do sistema”.

A história é intensa e as interpretações dos protagonistas também. Os papéis principais foram entregues a dois atores já firmados em Hollywood: Scarlett Johansson e Adam Driver. Ela é a atriz mais bem paga do mundo, estrela de filmes de super-heróis da Marvel e dona de uma carreira versátil, que mistura filmes independentes com blockbusters, personagens mais leves ou com maior carga dramática. Com uma carreira já recheada de papéis icónicos e iniciada quando ainda era uma criança, Johansson foi também nomeada para quatro Globos de Ouro. Ele tem uma carreira um pouco mais curta, mas também já marcante. Além dos dramas intimistas e intrincados em que tem vindo a participar, Adam Driver é também um dos protagonistas dos novos filmes Star Wars, tendo também sido nomeado recentemente para o Óscar de Melhor Ator Secundário por «BlacKkKlansman: O Infiltrado» (2018). As interpretações individuais e a química entre ambos são, por isso, pontos fortes na obra.

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«Viúva Negra» - trailer

No thriller de espionagem da Marvel Studios, VIÚVA NEGRA, Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, terá de confrontar as partes mais sombrias da sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não vai parar enquanto não a destruir, Natasha vai ter que lidar com o seu passado como espiã e com as relações que deixou para trás muito antes de fazer parte da equipa dos Vingadores. Scarlett Johansson regressa ao seu papel como Natasha/Viúva Negra, Florence Pugh surge como Yelena, David Harbour como Alexei, também conhecido comoThe Red Guardian e Rachel Weisz como Melina. Realizado por Cate Shortland e produzido por Kevin Feige, VIÚVA NEGRA chega aos cinemas a 30 de abril de 2020.

Salve, César! - Cinema e multidões ululantes

De um lado, um ilustre desconhecido chamado George Clooney... Do outro, filmes como Esquadrão Suicida capazes de induzir manifestações de uma cultura virtual que se distingue apenas pelo ruído e pela intolerância — este texto foi publicado no Diário de Notícias (8 Agosto), com o título 'A “razão” cultural das multidões'.

Segundo uma notícia publicada em The Hollywood Reporter (2 Agosto), circula na Net uma petição contra o site Rotten Tomatoes. Motivo? Nos seus conteúdos, há uma abundância de críticas negativas a Esquadrão Suicida, filme de super-heróis há poucos dias lançado em todo o mundo.

Vale a pena tentar lidar com o facto para além das armadilhas conhecidas, a começar pela oposição maniqueísta entre críticos e espectadores. Porquê? Porque colocar no mesmo plano conceptual o labor da opinião e os números das bilheteiras é tão legítimo como convocar as estatísticas de acidentes de automóveis com condutores alcoolizados para discutir a excelência dos vinhos portugueses...

De facto, Rotten Tomatoes nem sequer é um espaço de intervenção crítica, mas um site que colige textos de todo o mundo, a partir daí calculando percentagens de leituras “positivas” e “negativas” (favorecendo também, a meu ver, um triste simplismo mental). Além do mais, a petição não é feita em nome de qualquer leitura do filme, mas sim para lembrar que “é possível gostar de um filme independentemente daquilo que os críticos dizem sobre ele”. Tanto barulho para lembrar que cada um pensa pela sua cabeça? Mas quem é que pôs isso em causa?

Ironia à parte, importa observar o sintoma cultural que aqui se exprime. Decorre de uma cultura virtual que menospreza as diferenças de ideias e o confronto que delas pode nascer, optando sempre pelo conflito mais ou menos brutal. Sugere-se mesmo que uma multidão ululante (por exemplo, em torno de um filme) é uma entidade produtora de uma “razão” que se deve sobrepor, em termos sociais e no plano simbólico, a qualquer outra instância que não confirme a sua delirada abrangência.

A questão envolve uma perturbante interrogação democrática — e para as democracias. A saber: como se produzem maiorias? Mais do que isso: de que modo, ou até que ponto, as suas “razões” são socialmente legitimadas pelo ruído mediático que geram ou induzem?

Simplificando, creio que podemos ficar pelo reconhecimento de um devastador empobrecimento cinéfilo: as nossas relações com os filmes, naturalmente contrastadas e contraditórias, são assim reduzidas a uma luta livre computorizada que, no limite, se satisfaz com a acumulação de polegares ao alto.

Por contraste com o impacto de Esquadrão Suicida, penso na discreta vida comercial de filmes como Salve, César! [já disponível em DVD], dos irmãos Coen (estreado em Fevereiro deste ano). Como é que uma comédia com George Clooney e Scarlett Johansson cumpre uma carreira comercial tão discreta, para não dizer medíocre? Acontece que se trata de um filme sobre o passado do próprio cinema, retratando um tempo (1951) em que Hollywood não fazia filmes de super-heróis... Hoje em dia, o culto da memória (cinéfila, justamente) não é um valor com mercado. É triste, mas não vou lançar uma petição sobre o assunto.

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Capitão América: Guerra Civil

«Capitão América: Guerra Civil» tem entrada directa para o panteão dos grandes filmes de super-heróis. A obra está nas antípodas da pobreza franciscana do recente «Batman v Super-Homem», um exemplo menor que não fez favores nenhuns ao género. Esta nova aventura da Marvel agarra o espectador através de uma história à prova de bala e de magníficas sequências de acção que não parecem saídas de um mau videojogo. Aqui, o espectador assimila as cenas e deslumbra-se com o puro espectáculo.

Este é um exemplo onde se pode dizer que o filme é igual ou melhor do que a fonte original, no caso, a novela gráfica Civil War, escrita por Mark Millar e ilustrada por Steve McNiven. Apesar de o filme deixar de fora muitas personagens – como X-Men, Thor e Hulk, entre dezenas de outros heróis –, mantém, contudo, o lado mais geek, mais político e, sobretudo, mais caótico do universo Marvel. «Capitão América: Guerra Civil» equilibra perfeitamente o coeficiente de conflito político e o dilema do direito à escolha ao mesmo tempo que adiciona outros interessantes fios narrativos. A redução do número de personagens permitiu trabalhar no perfil de cada um deles sem que se tenha perdido um níquel de diversão e emoção. É uma experiência que vale todos os cêntimos do bilhete, os actores e os criadores não se pouparam a esforços para atingir a excelência.

A palavra “épico” é talvez desajustada para um filme que cresce como um thriller dramático e que se joga entre a diplomacia e a espionagem com mágoas do passado que vêm à tona. O enredo começa com a busca de um personagem que poderá ser o causador de um atentado que cria uma cisão na equipa dos Vingadores. A história diverge depois do comic e encontra novos centros narrativos, como a relação de amizade entre Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) e Bucky/Soldado de Inverno (Sebastian Stan); a vingança do Pantera Negra (Chadwick Boseman) pela morte do pai; o plano de implosão de Zemo (Daniel Brühl); e a relação de Visão (Paul Bettany) com Wanda (Elizabeth Olsen, melhor interpretação do filme a par de Evans e Robert Downey Jr.).
A narrativa envolve uma panóplia de emoções que vão desde o valor da amizade, a lealdade, a vingança, o trajecto até ao ódio mortal ou até à redenção, e o amor que brota num ser que julgávamos incapaz de demonstrar qualquer afeição.

O registo tem o seu norte bem definido e equilibra lindamente a trama central e as sub-tramas, cheias de interação humana, com vários stunts espetaculares que precisamos de ver e rever para nos apercebermos da genialidade dos mesmos, quer nas perseguições quer nos inúmeros combates corpo-a-corpo (um recorde para a Marvel). As coreografias são um autêntico bailado que se mistura com a ferocidade de uma luta de rua. Retiramos novamente o chapéu aos realizadores, os irmãos Russo, que voltaram a cumprir a missão com louros após «Capitão América: O Soldado do Inverno».

Os personagens estão extremamente bem construídos, tendo espaço para respirar e interpretar nas pausas e nos momentos mais frenéticos. O frisson deste filme, a par da contenda de duas personalidades vincadas com modos distintos de ver o mundo – Capitão América e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) – está no aparecimento do novo aracnídeo interpretado por Tom Holland. O reboot do Homem-Aranha inspira confiança no futuro, ele rouba o show em todas as sequências em que aparece; no confronto no aeroporto parece ligado à corrente com as doses de humor e originalidade onde sentimos o entusiasmo e o carisma do renovado personagem.

«Capitão América: Guerra Civil» é um evento incontornável com dimensão, maturidade, histórias envolventes, personagens icónicos, humor e entretimento cerebral. Os espectadores aqui não serão confrontados com a patética escolha entre vencedores e vencidos; nas guerras ninguém vence, todos perdem. Mas o resultado no final desta batalha não será esquecido. Os amantes do cinema-espectáculo não podem perder este filme. Os restantes podem dar o salto, irão encontrar uma bela surpresa.

cinco estrelas

Título Nacional Capitão América: Guerra Civil Título Original Captain America: Civil War Realizador Anthony Russo, Joe Russo Actores Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson Origem Estados Unidos Duração 147’ Ano 2016

 

Scarlett Johansson em GHOST IN THE SHELL

Paramount Pictures e DreamWorks Pictures anunciaram o início da produção de “GHOST IN THE SHELL: CIDADE ASSOMBRADA”, protagonizado por Scarlett Johansson (“Vingadores: A Era de Ultron” e “Lucy”) e realizado por Rupert Sanders (“A Branca de Neve e o Caçador”). O filme será rodado em Wellington, Nova Zelândia.

A Paramount Pictures irá estrear o filme nos Estados Unidos a 31 de março de 2017.

O filme, baseado na famosa coleção de banda-desenhada manga da Kodansha Comics com o mesmo nome, escrita e ilustrada por Masamune Shirow, será produzido por Avi Arad (“O Fantástico Homem-Aranha 1 & 2” e “Homem de Ferro”), Ari Arad (“Ghost Rider: Espírito de Vingança”) e Steven Paul (“Ghost Rider: Espírito de Vingança”). Michael Costigan (“Prometheus”), Tetsu Fujimura (“Tekken – O Filme”), Mitsuhisa Ishikawa, cujo estúdio de animação Production I.G produziu o filme e série de televisão japonesa de “Ghost in the Shell”, e Jeffrey Silver (“No Limite do Amanhã” e “300”) serão os produtores executivos.

Baseado na propriedade de ficção científica aclamada internacionalmente, “Ghost in the Shell: Cidade Assombrada” segue Major (Scarlett Johansson), um híbrido cyborg-humano único das operações especiais, que lidera a equipa de elite Secção 9. Dedicada em parar os criminosos mais perigosos e extremistas, Secção 9 confronta-se com um inimigo que tem como objetivo terminar com os avanços em tecnologia cibernética da Hanka Robotic.

O elenco de “Ghost in the Shell: Cidade Assombrada” inclui ainda Takeshi Kitano (“Feliz Natal, Mr. Lawrence” e saga “Battle Royale”) como Daisuke Aramaki, Juliette Binoche (“O Paciente Inglês” e “Chocolate”) como Dra. Ouelet, Michael Pitt (séries de TV “Hannibal” e “Boardwalk Empire”) como Kuze, Pilou Asbæk (“Ben-Hur” e “Lucy”) como Batou, e Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa” e “Hong Kong Confidential”). Os membros da Secção 9 são interpretados por Chin Han (“O Dia da Independência: Nova Ameaça”), Danusia Samal (“Tyrant”), Lasarus Ratuere (“Terra Nova”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Tuwanda Manyimo (“The Rover – A Caçada”).

Fonte:Paramount Pictures e DreamWorks Pictures

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