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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Vingança Perfeita - trailer

Bem-vindos a Kehoe. A temperatura é de 10 graus negativos e a descer nesta requintada estância de esqui nas Rocky Mountains.

A polícia local não está habituada a ter de lidar com muita ação até que um dia o filho de Nels Coxman (Liam Neeson), um pacato limpador de neve, é assassinado às ordens de Viking (Tom Bateman), um excêntrico barão da droga.

Consumido pela raiva e armado com artilharia pesada, Nels parte para a vingança e decide desmantelar o cartel de Viking, um homem de cada vez, embora quase tudo o que ele sabe sobre homicídios vem do que leu em livros de crime.

À medida que os cadáveres se amontoam, as ações de Nels provocam uma guerra entre Viking e o gang rival liderado por White Bull (Tom Jackson), um chefe da máfia Nativo-Americano. Rapidamente, os sopés brancos da cidade vão começando a ficar pintados de vermelho.

Viúvas

Baseado na série inglesa «Widows», de Lynda LaPlante, o novo filme de Steve McQueen é um thriller no feminino com manchetes #metoo. «Viúvas» é também uma visão acutilante de uma América violenta e corrupta, onde surgem tópicos a atropelarem-se uns aos outros: das questões raciais às denúncias sobre nepotismo na política. É como se o elemento do suspense tivesse que ter um requerimento de “tema”.

Filme de golpe? Claro que sim, uma espécie de «Ocean's Eight» sem brincadeiras e carrancudo. Mas já não é o Steve McQueen livre dos tempos de «Fome» ou das ousadias de «Vergonha». O cineasta (que cada vez é menos artista plástico) quer fazer um cinema “total”, assumidamente “mainstream”. O que é curioso é que mesmo sendo o seu pior filme não deixa de ser uma obra bem recomendável, uma envolvente experiência de linguagem coral, onde se consegue dar espaço a duas mãos cheias de personagens complexas e desenvolvidas com tempo e moderação. No dispersar...pode estar o ganho.

O filme é a história de um grupo de viúvas de um grupo de assaltantes que morreram num golpe fatal. As viúvas são obrigadas a reunirem-se pois os seus maridos terão deixado uma dívida à máfia local. Resta-lhes então um golpe em conjunto para conseguirem seguir as suas vidas numa cidade manchada pela corrupção e pela aproximação de umas disputadas eleições municipais.

Claro que a tal fartura de personagens e tons sufoca um pouco todo o conceito, mas «Viúvas» funciona exemplarmente como filme de atores. E aí é impossível não colocar num pedestal uma incrível Viola Davis, um discreto Liam Neeson, um incrível Daniel Kaluuya e um poderoso Robert Duvall. E ainda me estou a esquecer de Elizabeth Debicki, de Colin Farrel e de uma estimulante Michelle Rodriguez.

Em suma, «Viúvas» é um filme que nos entra na pele pela calada, embora também nos deixe água na boca, sobretudo quando quer ser filosófico na sua vertente de conto de ganância.

tres estrelas

MARK FELT - O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA

Esta é a história do anónimo mais famoso da história americana: Mark Felt, o vice-presidente do FBI que foi o “Garganta Funda”, o denunciante secreto do escândalo Watergate. A identidade desta figura foi um mistério durante mais de trinta anos, até que Felt se revelou num artigo da Vanity Fair em 2005. Apesar disso, até hoje poucos conhecem a vida privada e profissional do brilhante e destemido Felt, que arriscou tudo, incluindo a sua família, carreira e liberdade, para trazer a verdade ao mundo.

MARK FELT - O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA mostra-nos o caso Watergate como nunca o vimos, através da perspetiva das altas figuras dos gabinetes do poder, e de um governo em crise. Quando a política americana contemporânea parece estabelecer paralelos com este caso, a história de Mark Felt nunca foi tão relevante.

Escrito e realizado por Peter Landesman (A FORÇA DA VERDADE), MARK FELT - O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA é protagonizado por Liam Neeson, e Diane Lane no papel de Audrey, a esposa de Mark Felt.

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Silêncio + Scorsese (3/3)

A estreia de Silêncio, de Martin Scorsese, a 19 de Janeiro, constitui, desde já, um dos grandes acontecimentos do ano cinematográfico — este texto foi publicado no Diário de Notícias (14 Janeiro), com o título 'Martin Scorsese à escuta do silêncio de Deus'.

[ Parte 1 ] [ Parte 2 ]

3. Celebrar o corpo

No universo cinematográfico de Scorsese, o ponto de fuga de tudo isto é sempre, de forma intensamente física, o corpo. Será preciso recordar também que um filme como Touro Enraivecido se desenvolvia como uma epopeia intimista em que o pugilista Jake La Motta se define como alguém que protagoniza uma celebração religiosa do seu próprio corpo?
Justamente, em Silêncio, a questão do corpo contamina todos os elementos da mise en scène. Desde logo, porque o gesto que consagra a apostasia (pisar o “fumie”) implica a violentação de uma vontade que desafia os valores inerentes à linguagem corporal. Depois, porque os mais diversos elementos narrativos nos vão fazendo sentir a violência da tensão que se estabelece entre os corpos ocidentais e a organização dos espaços nipónicos.

Sublinhe-se, nesse aspecto, a fundamental importância da direcção fotográfica de Rodrigo Prieto e da montagem de Thelma Schoonmaker — no primeiro caso, tratando o espaço, mesmo nos seus lugares mais luminosos, como um labirinto de luzes e sombras que repele aqueles que chegam do exterior; no segundo, criando ritmos e conexões, continuidades e descontinuidades que exprimem a solidão do olhar dos padres jesuítas perante uma realidade que ignora os seus valores e códigos.

No limite, o trabalho de Scorsese escolhe também um espaço de expressão de fascinante ambiguidade. Assim, mesmo através das suas singularidades narrativas, deparamos em Silêncio com a memória simbólica das grandes superproduções “bíblicas” que marcaram, em particular, os anos 50/60 de Hollywood (Scorsese tinha 13 anos quando, em 1956, se estreou nos EUA o emblemático Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille). Ao mesmo tempo, na sua geométrica construção do espaço e gestão do tempo, este filme é também um herdeiro da sofisticação do mestre nipónico Kenji Mizoguchi (1898-1956), autor do lendário Contos da Lua Vaga (1953).

Talvez que o cinema seja “apenas” uma arte de questionar os nossos modos de ver e ouvir, de observar o mundo à nossa volta, inventariando as suas evidências, tanto quanto as suas máscaras. Eis um filme que conduz essa arte ao supremo desafio de enfrentar o silêncio com que Deus recobre as actividades dos humanos. Crentes ou descrentes, com Scorsese compreendemos que através de tal desafio podemos pressentir a possibilidade do sagrado.

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O silêncio que se faz cinema

A propósito de «Silêncio», de Martin Scorsese, muito se tem falado da presença central de personagens portuguesas: na segunda metade do século XVII, dois padres jesuítas portugueses (Andrew Garfield e Adam Driver) são enviados ao Japão para verificar se, de facto, um outro jesuíta português (Liam Neeson) renegou a fé católica, submetendo-se à violência física e emocional das autoridades nipónicas.

Há, de facto, uma essencial dimensão portuguesa na saga dos protagonistas, mas importa não a reduzir a uma mera curiosidade histórica. Afinal de contas, aquilo que Scorsese coloca em cena é uma muito antiga interrogação, com uma perturbante dimensão interior: como assumir as exigências de uma missão divina (neste caso enraizada na fé) que supera os parcos recursos do ser humano?

«Silêncio» serve, assim, para completar uma trilogia de temas religiosos que começou com «A Última Tentação de Cristo» (1988), reinventando a epopeia bíblica de Jesus, e se prolongou através de «Kundun» (1997), um retrato do Dalai Lama. Aquilo que Scorsese coloca obsessivamente em cena é, afinal, a trágica desproporção que se manifesta entre a dimensão humana e o apelo da divindade.

Tal como no romance do japonês Shusaku Endo em que o filme se baseia (editado entre nós pela Dom Quixote), o silêncio que o título nomeia provém, se assim nos podemos exprimir, da própria divindade — os humanos tentam encontrar uma resposta que quebre tal silêncio mas, em boa verdade, é na mais radical introspecção que residirá o essencial do seu destino.

Escusado será sublinhar o desafio formal e narrativo que tal implica. Scorsese é um criador que sabe aplicar os meios específicos do cinema para sondar as regiões mais inacessíveis da experiência humana, suas dúvidas e perplexidades. Em última instância, «Silêncio» desafia também o espectador a superar os seus limites existenciais — uma experiência rara, fascinante.

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Netflix - Escolhas Metropolis – Semana de 19 de Jan.

Histórias impactantes, um clássico intenso e um pouco de comédia à mistura. Estes são alguns dos ingredientes para as sugestões desta semana do que poderá encontrar na Netflix Portugal, que tem sempre novos conteúdos à espreita.


Novidades

O ATIRADOR
Com muita ação e suspense, esta série segue a jornada de Bob Lee Swagger (Ryan Phillippe), um antigo veterano que precisa de voltar à carga para evitar o assassinato do Presidente dos EUA. A história é baseada no romance “Point of Impact”, de Stephen Hunter, base para o filme de Antoine Fuqua, «O Atirador» (2007), protagonizado por Mark Wahlberg, um filme que, aliás, também está disponível na Netflix. Pode assistir todas as semanas a um novo episódio da primeira temporada da série, que já tem a segunda confirmada.

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O TUBARÃO
Um clássico do cinema, «O Tubarão» inquietou o público e crítica quando estreou em 1975, catapultando o seu realizador, Steven Spielberg, a nível internacional. O filme inquietante é a adaptação do romance homónimo de Peter Benchley e foca-se num tubarão branco gigante que aterroriza a cidade fictícia de Amity Island.
A obra foi um enorme sucesso a vários níveis. Tornou-se no primeiro filme a render 100 milhões de dólares nos EUA e foi nomeado para 4 Óscares, vencendo em 3 categorias, fugindo-lhe apenas o galardão de Melhor Filme, que foi entregue a «Voando Sobre Um Ninho de Cucos», de Milos Forman. Houve ainda lugar para duas sequelas, já sem Spielberg no comando, que não conseguiram alcançar o mesmo prestígio da primeira toma. Não obstante, as três obras estão disponíveis na Netflix.

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HISTÓRIA DE UM CLÃ
Numa série baseada em factos reais, «História de um clã» passa-se na década de 1980 e conta a história dos Puccio, uma família que sequestrava pessoas ricas e as mantinha cativas dentro de casa, assassinando-as posteriormente. Esta produção argentina é composta por 11 episódios, tendo nos papéis principais os atores Alejandro Awada, Cecilia Roth e Chino Darín.
A mesma história deu origem ao filme «O Clã» (2015), de Pablo Trapero, uma obra que arrecadou a Menção Honrosa no Festival de Cinema de Toronto e o Leão de Prata de Melhor Realizador no Festival de Cinema de Veneza.

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Maratona da Semana

DR. HOUSE

A atividade médica já foi alvo de retrato em várias séries e filmes. Em «Dr. House», contudo, o foco não é só a medicina mas também uma figura controversa e inegavelmente marcante, que se tornou numa das mais icónicas da televisão norte-americana nos últimos anos. Falamos de Gregory House, um médico antissocial, egocêntrico e conflituoso, além de ser um verdadeiro mestre ao deslindar complexos diagnósticos médicos.
A série de 8 temporadas criada por David Shore tornou o seu protagonista, Hugh Laurie, numa estrela, alavancando também a carreira de outros elementos do elenco, como Jennifer Morrison e Olivia Wilde. Um grande sucesso de audiências e de receção por parte da crítica, «Dr. House» venceu 5 Emmys e 2 Globos de Ouro, entre várias indicações nesses e noutros prémios.

Agora na Netflix

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INSIDE WORLD´S TOUGHEST PRISONS
Nesta série documental, acompanhamos o jornalista de investigação Paul Connolly em algumas das prisões mais perigosas do mundo. Connolly tornou-se um recluso voluntário em cárceres nas Honduras, Filipinas, Polónia e México, experienciando, em primeira mão, a intimidação e violência, num retrato raro sobre uma realidade pouco conhecida.

QUE MAL FIZ EU A DEUS
Uma comédia francesa divertida e que vai pondo o dedo na ferida, «Que Mal Fiz Eu a Deus?» (2014) mostra a história de uma família multirracial, em que os patriarcas quase enlouquecem quando esperavam que a sua última filha solteira casasse com alguém que não fosse de diferente religião ou origem. Todavia, o tiro sai-lhes pela culatra.
A obra é assinada por Philippe de Chauveron e conta com Christian Clavier, Chantal Lauby, Ary Abittan e Élodie Fontan no elenco.

liam neeson


Figura da Semana: Liam Neeson

O ator britânico Liam Neeson tem já uma carreira longa, tendo sido figura recorrente, na última década, de vários filmes de ação, como a trilogia Taken ou «Noite em Fuga» (2015). Mas também tem no seu currículo personagens dramáticos, como «Michael Collins» (1996) e «Relatório Kinsey» (2004). Será também neste registo que poderá revê-lo nas salas portuguesas, com a estreia do muito aguardado «Silêncio», de Martin Scorsese, no qual interpreta um dos protagonistas.

A LISTA DE SCHINDLER
Um dos melhores filmes sobre a II Guerra Mundial, Steven Spielberg constrói, com «A Lista de Schindler» (1993), uma obra-prima, (praticamente) toda a preto e branco, repleta de imagens icónicas. A narrativa foca-se na história real de Oskar Schindler, que salvou centenas de judeus durante o Holocausto. Liam Neeson interpreta o personagem principal e a sua performance valeu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Ao todo, a obra arrecadou 7 galardões, incluindo na categoria de Melhor Filme, num total de 12 indicações.

BATMAN: O INÍCIO
«Batman: O Início» (2005) foi o arranque da trilogia sobre o Cavaleiro das Trevas assinado por Christopher Nolan, considerada como uma das melhores abordagens cinematográficas de uma história de banda-desenhada. Neste filme nomeado para o Óscar de Melhor Fotografia, Christian Bale interpreta Batman mas fica a cargo de Liam Neeson um dos personagens mais misteriosos de toda a obra, Ducard.

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«Silêncio» de Martin Scorsese apresentado em Roma

Após mais de vinte anos de desenvolvimento, o drama espiritual de Martin Scorsese, «Silêncio», chegará finalmente aos cinemas em Dezembro nos Estados Unidos (estreia a 21 de Janeiro em Portugal). Mas primeiro, 400 sacerdotes jesuítas terão a possibilidade de um visionamento do filme altamente antecipado numa sessão especial. A Paramount Pictures vai apresentar «Silêncio» em Roma no final de Novembro para os 400 sacerdotes jesuítas graças ao reverendo James J. Martin, um jesuíta norte-americano que foi conselheiro na rodagem do filme.

As estrelas de «Silêncio» Andrew Garfield e Adam Driver interpretam dois jovens sacerdotes jesuítas que viajam para o Japão no século 17 na procura do seu mentor (Liam Neeson). «Silêncio» é considerado um dos grandes favoritos à temporada de prémios.

A Monster Calls - trailer

«A Monster Calls» é um drama visualmente impressionante realizado por Juan Antonio Bayona («O Orfanato», «O Impossível»). O filme é baseado no homónimo livro fantasia de Patrick Ness e ilustrado por Jim Kay. O livro venceu o prémio de melhor obra infantil em Inglaterra em 2012, um galardão atribuído ao autor e ao ilustrador pela associação de livreiros britânicos.

A história tem no papel principal Conor (Lewis MacDougall), um menino de 12 anos que lida com a doença da mãe (Felicity Jones) e o bullying dos seus colegas de escola ao escapar para um mundo fantástico de monstros e contos de fadas onde se explora a coragem, a perda e a fé.

Título Original A Monster Calls Realizador J.A. Bayona Actores Felicity Jones, Liam Neeson, Sigourney Weaver Origem Estados Unidos/Espanha Duração n.d. Ano 2016

 

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