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Actualizado às 11:54 AM, Oct 8, 2019

Mulher que Segue à Frente - trailer

Inspirado em acontecimentos verídicos, MULHER QUE SEGUE À FRENTE relata a história de Catherine Weldon (Jessica Chastain), uma artista viúva na Nova Iorque do século XIX, que decide pintar o retrato do Chefe Touro Sentado (Michael Greyeyes), viajando para isso sozinha através dos Estados Unidos, até ao Dakota do Norte.

Tanto a artista como o chefe nativo-americano reconhecem a sua força mútua, sendo ambas pessoas marcadas pela vida. Muito em breve, a generalizada luta política pelos direitos das terras dos povos nativos influencia a sua amizade, levando-os a ultrapassar adversidades pessoais e a lutar contra a ocupação governamental das terras dos Índios das Planícies.

Realizado por Susanna White, este é um drama histórico prestigiado com Jessica Chastain e Michael Greyeyes, nos papéis principais, e ainda Sam Rockwell, Ciaran Hinds e Bill Camp.

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Aaron Sorkin e Jessica Chastain, o casamento perfeito?

A história verídica da polémica ‘Princesa do Póquer’ Molly Bloom é levada ao cinema por Aaron Sorkin, que surge pela primeira vez como realizador. Já Jessica Chastain, que está habituada a interpretar mulheres de personalidade forte e motivações questionáveis, aponta ao Óscar que ainda lhe falta na estante.

A sorte, ou o acaso, é algo que não se resume à Sétima Arte, embora neste caso ocupe um lugar privilegiado, e é responsável por parte do sarcasmo que ocupa os nossos dias. Há quem prefira chamar-lhe destino, mas neste jogo não há espaço para jogadas em falso. Essa inevitabilidade assume contornos irónicos se pensarmos que foi uma conjugação de factores, não relacionados directamente com o filme, que levou o «Jogo da Alta Roda» (2017) – «Molly’s Game» no seu título original – a fechar, no dia 16, o Festival do American Film Institute (AFI). A biografia de Molly Bloom ocupou o lugar antes destinado a «All the Money in the World» (2017), de Ridley Scott, que voltou a gravar diversas cenas para colocar Christopher Plummer no lugar de Kevin Spacey, envolvido recentemente num escândalo sexual, a tempo da estreia no final de dezembro.

A história obscura de Molly Bloom assume contornos de um drama familiar épico, mas é movida pelo submundo do crime, a que só alguns têm acesso. Depois de uma lesão por fim à sua carreira de esquiadora de alta competição, Molly viu os seus sonhos desabarem com estrondo. No entanto, condenada a fracassar, conseguiu contrariar o azar e reclamar a sua sorte num esquema de jogos milionários nas sombras do glamour norte-americano. As aventuras da ‘Princesa do Póquer’ foram retratadas nos tabloides, com o outro lado a chegar na voz de Molly, que publicou pouco tempo depois do desenlace, em 2014, um livro que desmontava a sua conquista e ruína no mundo do jogo underground, populado por estrelas de Hollywood, bilionários de Wall Street e até pela Máfia russa. No entanto, os inimigos de Molly não estavam apenas no mundo do jogo ilegal; ao mesmo tempo que a vida clandestina lhe enchia os bolsos, e a tornava um caso raro e sério de sucesso entre as mulheres da sua geração, despertava também a atenção do FBI.

Aaron Sorkin já provou que sabe escrever biografias, evidência atestada, por exemplo, pelo Óscar de Melhor Argumento Adaptado que recebeu por «A Rede Social» (2011), mas é um ‘caloiro’ no que à realização diz respeito. Criador de algumas das melhores séries dos últimos 20 anos, como «Os Homens do Presidente» e «The Newsroom», Sorkin notabilizou-se pelo seu estilo mais literário, e com discursos longos capazes de transformarem as suas personagens em verdadeiros gigantes, capazes de roubar qualquer cena. Os seus monólogos beneficiam, há décadas, atores e realizadores, contrariando a tendência de que o poder do cinema está sobretudo na imagem, o que contribuiu, também, para que chegue à estreia na realização com um leque considerável de fãs do seu estilo. Acostumado a quebrar limites e ideias feitas, quer fazê-lo outra vez.

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Se o seu legado fala por si, a verdade é que ao leme das câmaras ainda tem muito a provar. Sobretudo se tivermos em conta que, contrariamente ao que talvez fosse expectável, coloca uma mulher no centro do seu primeiro filme como ‘agente duplo’, argumentista e realizador. É que, embora seja um nome incontornável no pequeno e grande ecrã, Sorkin está habituado a receber críticas pela construção das suas personagens femininas, muitas vezes utilizadas como ‘acessório’ em narrativas lideradas por homens fortes. Em filmes e séries do autor, as mulheres chegam a ser apenas mais uma ferramenta para o núcleo principal brilhar, ainda que, a espaços, tenham alguma oportunidade para crescer – veja-se o caso de Maggie Jordan (Alison Pill) e Sloan Sabbith (Olivia Munn) na série «The Newsroom». Na hora da verdade, será Sorkin capaz de provar, de uma só vez, a sua qualidade como realizador e escritor de personagens femininas, ou deu um passo maior do que a perna?

Outra das opções inusitadas do realizador foi a escolha de Jessica Chastain para interpretar Molly Bloom, dos 20 e poucos anos a meados dos 30. A atriz norte-americana – que, curiosamente, sempre optou por não revelar a sua idade publicamente, por achar que poderia ser prejudicada – fez 40 anos em março. Não sendo uma questão determinante do filme, e muito menos um aspeto negativo, a verdade é que a contratação de Jessica Chastain contribui para uma nova perspetiva sobre uma velha questão: se as atrizes na casa dos 30 e mais anos se queixam que as personagens da sua faixa etária são interpretadas por atrizes bem mais novas, podem as atrizes jovens queixar-se agora do contrário? Ou, em vez disso, trata-se de uma lufada de ar fresco num estigma nem sempre debatido publicamente? Por sua vez, o papel de Molly adolescente cabe a Samantha Isler, que há um ano brilhou em «Capitão Fantástico» (2016).

O duo de principais ‘trunfos’ de Aaron Sorkin, como é reconhecido pelo próprio, fica completo com Idris Elba. Jessica e Idris já tinham partilhado o palco do Teatro Dolby nos Óscares 2015, altura em que entregaram a estatueta de Melhor Fotografia a «Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)» (2014), mas nunca se tinham cruzado no grande ecrã. Sorkin gaba-se desse feito e apoia nestes dois atores o essencial da história que quer contar. Idris será Charlie Jaffey, o advogado de defesa de Molly e o seu único aliado, parte absolutamente fulcral de toda a trama que se vai desenvolver. Entre o restante elenco, destacam-se Kevin Costner como Larry Bloom, Michael Cera como o ‘Jogador X’ e Brian d'Arcy James como o ‘Mau Brad’. Joe Keery, o Steve de «Stranger Things», e Bill Camp também marcam presença. É caso para dizer que, tal como Molly Bloom, Jessica Chastain é uma mulher determinada a vencer num mundo de homens.

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O outro lado do glamour: a queda da lenda (ou quase)
Tudo corria bem a Molly Bloom, ou assim parecia. Esquiadora olímpica e bastante promissora, viu o seu mundo desabar e reconstruiu-o a partir dos destroços. Fazia carreira nas sombras, consolidando-se como nome a ter em conta no que ao póquer de classe alta – e alto risco – dizia respeito, contrariando todas as jogadas que a visavam colocar ‘fora de jogo’. Os primeiros jogos de póquer tiveram lugar em 2004, numa altura em que Molly servia cocktails e amealhava, por noite, 3 mil dólares em gorjetas.
O negócio cresceu de forma imparável e, quatro anos depois, já ocupava diferentes espaços e Molly liderava um império construído a pulso, onde algumas jogadas chegavam à casa dos milhões. Entre os seus clientes contavam-se, por exemplo, estrelas de Hollywood, como Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Ben Affleck e Matt Damon. Molly chegou a arrecadar quatro milhões por ano pela organização destes jogos ilegais, sendo que, a certa altura, Toby Maguire terá oferecido 1000 dólares para ela imitar uma foca, algo que a jovem magnata recusou.

Em 2011, todavia, a história não teve um final feliz. O FBI invadiu um dos jogos e, apesar de Molly estar nessa altura fora da cidade, tornou-se o centro de uma polémica investigação, desenhada no mundo do crime mas também no dos tablóides. A queda da lenda e do império anunciava-se e, em sucessivos golpes e contragolpes, adensava-se a teia de intrigas e ilegalidades que Molly construíra ao longo de quase uma década. No entanto, e apesar de a jovem ter optado por contar o que passou na primeira pessoa, Sorkin não depende exclusivamente do livro, abordando, nomeadamente, o abuso de drogas de Molly, que ela não abordou em 2014.
Num autêntico ‘colapso’ de estrelas, Kevin Costner e Idris Elba são os dois homens fortes da história que Jessica Chastain protagoniza. Por um lado, a relação de Molly Bloom com o pai, Larry, assume contornos densos e, com um desenvolvimento sobretudo apoiado nas palavras, humaniza uma personagem marcada pela sua desumanização. Já a relação com o advogado Charlie Jaffey surge como o outro prato da balança, uma vez que ele se torna o único aliado de Molly, colocada no centro para ‘pagar’ as contas de um negócio rechado de magnatas do crime. Condenada a cair, quer pelos pares quer pela imprensa, Molly tinha mais um desafio à sua alta: mostrar que, contra todas as expectativas, ainda tinha uma palavra a dizer.

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Vencer o estereótipo
Da mesma forma que Aaron Sorkin quer derrotar as ideias pré-concebidas a seu respeito, também a imagem de Molly Bloom assume novos contornos, mais profundos e pormenorizados, à medida que é explorada pelos diálogos de Sorkin e reimaginada por Jessica Chastain. A atriz está habituada à ambivalência das suas personagens, como é o caso de «Miss Sloane - Uma Mulher de Armas» (2016), e as biografias não a assustam – ainda este ano protagonizou «O Jardim da Esperança» (2017).
“É uma história das Kardashian”. A comparação, feita por Jessica Chastain à Deadline, estabelece um paralelismo improvável entre a primeira impressão de Jessica quando pesquisou Molly Bloom e a personagem que foi construindo ao longo de vários meses. “Estava a julgá-la pelas roupas dela, pela maquilhagem; mas, em muitos casos, as mulheres têm de se apresentar de determinada forma, para encontrar sucesso numa indústria onde os homens ditam as regras”, desenvolveu a atriz. Para se inspirar, Jessica confessou à Deadline ter colocado imagens das Kardashian no seu camarim, de modo a interiorizar essa ideia. No entanto, quando conheceu Molly, percebeu que ela era o oposto do estereótipo.

A vida de Molly pode ter melhorado por um (quase) golpe de sorte, mas não foi por acaso que ela se conseguiu manter no topo. Contrariando a ideia de uma jovem mimada que consegue, às custas do crime, manter um determinado modo de vida, Molly é uma figura surpreendentemente densa e... ética. Assim como noutras obras de Sorkin, a personagem principal é movida por um forte sentido de ética e responsabilidade, pelo que é incapaz de aceitar a saída fácil. Tal como aconteceu com o livro publicado em 2014, Sorkin também desmonta a ideia fácil e imediata passada pelos tabloides, desenvolvendo a individualidade de Molly tanto quanto possível, seja através do discurso, seja através do poder agora concedido pela câmara. Com a curiosidade em alta, ficaremos a saber em breve se o “Sorkin, o realizador” está à altura da reputação que construiu ao longo de décadas. E se Jessica Chastain e Idris Elba são capazes de fazer ‘mossa’ na época de prémios.

[Texto publicado originalmente na Revista Metropolis nº55 - Dezembro 2017]

  • Publicado em Feature

Aaron Sorkin e Jessica Chastain, o casamento perfeito?

A história verídica da polémica ‘Princesa do Póquer’ Molly Bloom é levada ao cinema por Aaron Sorkin, que surge pela primeira vez como realizador. Já Jessica Chastain, que está habituada a interpretar mulheres de personalidade forte e motivações questionáveis, aponta ao Óscar que ainda lhe falta na estante.

A sorte, ou o acaso, é algo que não se resume à Sétima Arte, embora neste caso ocupe um lugar privilegiado, e é responsável por parte do sarcasmo que ocupa os nossos dias. Há quem prefira chamar-lhe destino, mas neste jogo não há espaço para jogadas em falso. Essa inevitabilidade assume contornos irónicos se pensarmos que foi uma conjugação de factores, não relacionados directamente com o filme, que levou o «Jogo da Alta Roda» (2017) – «Molly’s Game» no seu título original – a fechar, no dia 16, o Festival do American Film Institute (AFI). A biografia de Molly Bloom ocupou o lugar antes destinado a «All the Money in the World» (2017), de Ridley Scott, que voltou a gravar diversas cenas para colocar Christopher Plummer no lugar de Kevin Spacey, envolvido recentemente num escândalo sexual, a tempo da estreia no final de dezembro.

A história obscura de Molly Bloom assume contornos de um drama familiar épico, mas é movida pelo submundo do crime, a que só alguns têm acesso. Depois de uma lesão por fim à sua carreira de esquiadora de alta competição, Molly viu os seus sonhos desabarem com estrondo. No entanto, condenada a fracassar, conseguiu contrariar o azar e reclamar a sua sorte num esquema de jogos milionários nas sombras do glamour norte-americano. As aventuras da ‘Princesa do Póquer’ foram retratadas nos tabloides, com o outro lado a chegar na voz de Molly, que publicou pouco tempo depois do desenlace, em 2014, um livro que desmontava a sua conquista e ruína no mundo do jogo underground, populado por estrelas de Hollywood, bilionários de Wall Street e até pela Máfia russa. No entanto, os inimigos de Molly não estavam apenas no mundo do jogo ilegal; ao mesmo tempo que a vida clandestina lhe enchia os bolsos, e a tornava um caso raro e sério de sucesso entre as mulheres da sua geração, despertava também a atenção do FBI.

Aaron Sorkin já provou que sabe escrever biografias, evidência atestada, por exemplo, pelo Óscar de Melhor Argumento Adaptado que recebeu por «A Rede Social» (2011), mas é um ‘caloiro’ no que à realização diz respeito. Criador de algumas das melhores séries dos últimos 20 anos, como «Os Homens do Presidente» e «The Newsroom», Sorkin notabilizou-se pelo seu estilo mais literário, e com discursos longos capazes de transformarem as suas personagens em verdadeiros gigantes, capazes de roubar qualquer cena. Os seus monólogos beneficiam, há décadas, atores e realizadores, contrariando a tendência de que o poder do cinema está sobretudo na imagem, o que contribuiu, também, para que chegue à estreia na realização com um leque considerável de fãs do seu estilo. Acostumado a quebrar limites e ideias feitas, quer fazê-lo outra vez.

R molly sgame 01

Se o seu legado fala por si, a verdade é que ao leme das câmaras ainda tem muito a provar. Sobretudo se tivermos em conta que, contrariamente ao que talvez fosse expectável, coloca uma mulher no centro do seu primeiro filme como ‘agente duplo’, argumentista e realizador. É que, embora seja um nome incontornável no pequeno e grande ecrã, Sorkin está habituado a receber críticas pela construção das suas personagens femininas, muitas vezes utilizadas como ‘acessório’ em narrativas lideradas por homens fortes. Em filmes e séries do autor, as mulheres chegam a ser apenas mais uma ferramenta para o núcleo principal brilhar, ainda que, a espaços, tenham alguma oportunidade para crescer – veja-se o caso de Maggie Jordan (Alison Pill) e Sloan Sabbith (Olivia Munn) na série «The Newsroom». Na hora da verdade, será Sorkin capaz de provar, de uma só vez, a sua qualidade como realizador e escritor de personagens femininas, ou deu um passo maior do que a perna?

Outra das opções inusitadas do realizador foi a escolha de Jessica Chastain para interpretar Molly Bloom, dos 20 e poucos anos a meados dos 30. A atriz norte-americana – que, curiosamente, sempre optou por não revelar a sua idade publicamente, por achar que poderia ser prejudicada – fez 40 anos em março. Não sendo uma questão determinante do filme, e muito menos um aspeto negativo, a verdade é que a contratação de Jessica Chastain contribui para uma nova perspetiva sobre uma velha questão: se as atrizes na casa dos 30 e mais anos se queixam que as personagens da sua faixa etária são interpretadas por atrizes bem mais novas, podem as atrizes jovens queixar-se agora do contrário? Ou, em vez disso, trata-se de uma lufada de ar fresco num estigma nem sempre debatido publicamente? Por sua vez, o papel de Molly adolescente cabe a Samantha Isler, que há um ano brilhou em «Capitão Fantástico» (2016).

O duo de principais ‘trunfos’ de Aaron Sorkin, como é reconhecido pelo próprio, fica completo com Idris Elba. Jessica e Idris já tinham partilhado o palco do Teatro Dolby nos Óscares 2015, altura em que entregaram a estatueta de Melhor Fotografia a «Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)» (2014), mas nunca se tinham cruzado no grande ecrã. Sorkin gaba-se desse feito e apoia nestes dois atores o essencial da história que quer contar. Idris será Charlie Jaffey, o advogado de defesa de Molly e o seu único aliado, parte absolutamente fulcral de toda a trama que se vai desenvolver. Entre o restante elenco, destacam-se Kevin Costner como Larry Bloom, Michael Cera como o ‘Jogador X’ e Brian d'Arcy James como o ‘Mau Brad’. Joe Keery, o Steve de «Stranger Things», e Bill Camp também marcam presença. É caso para dizer que, tal como Molly Bloom, Jessica Chastain é uma mulher determinada a vencer num mundo de homens.

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O outro lado do glamour: a queda da lenda (ou quase)
Tudo corria bem a Molly Bloom, ou assim parecia. Esquiadora olímpica e bastante promissora, viu o seu mundo desabar e reconstruiu-o a partir dos destroços. Fazia carreira nas sombras, consolidando-se como nome a ter em conta no que ao póquer de classe alta – e alto risco – dizia respeito, contrariando todas as jogadas que a visavam colocar ‘fora de jogo’. Os primeiros jogos de póquer tiveram lugar em 2004, numa altura em que Molly servia cocktails e amealhava, por noite, 3 mil dólares em gorjetas.
O negócio cresceu de forma imparável e, quatro anos depois, já ocupava diferentes espaços e Molly liderava um império construído a pulso, onde algumas jogadas chegavam à casa dos milhões. Entre os seus clientes contavam-se, por exemplo, estrelas de Hollywood, como Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Ben Affleck e Matt Damon. Molly chegou a arrecadar quatro milhões por ano pela organização destes jogos ilegais, sendo que, a certa altura, Toby Maguire terá oferecido 1000 dólares para ela imitar uma foca, algo que a jovem magnata recusou.

Em 2011, todavia, a história não teve um final feliz. O FBI invadiu um dos jogos e, apesar de Molly estar nessa altura fora da cidade, tornou-se o centro de uma polémica investigação, desenhada no mundo do crime mas também no dos tablóides. A queda da lenda e do império anunciava-se e, em sucessivos golpes e contragolpes, adensava-se a teia de intrigas e ilegalidades que Molly construíra ao longo de quase uma década. No entanto, e apesar de a jovem ter optado por contar o que passou na primeira pessoa, Sorkin não depende exclusivamente do livro, abordando, nomeadamente, o abuso de drogas de Molly, que ela não abordou em 2014.
Num autêntico ‘colapso’ de estrelas, Kevin Costner e Idris Elba são os dois homens fortes da história que Jessica Chastain protagoniza. Por um lado, a relação de Molly Bloom com o pai, Larry, assume contornos densos e, com um desenvolvimento sobretudo apoiado nas palavras, humaniza uma personagem marcada pela sua desumanização. Já a relação com o advogado Charlie Jaffey surge como o outro prato da balança, uma vez que ele se torna o único aliado de Molly, colocada no centro para ‘pagar’ as contas de um negócio rechado de magnatas do crime. Condenada a cair, quer pelos pares quer pela imprensa, Molly tinha mais um desafio à sua alta: mostrar que, contra todas as expectativas, ainda tinha uma palavra a dizer.

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Vencer o estereótipo
Da mesma forma que Aaron Sorkin quer derrotar as ideias pré-concebidas a seu respeito, também a imagem de Molly Bloom assume novos contornos, mais profundos e pormenorizados, à medida que é explorada pelos diálogos de Sorkin e reimaginada por Jessica Chastain. A atriz está habituada à ambivalência das suas personagens, como é o caso de «Miss Sloane - Uma Mulher de Armas» (2016), e as biografias não a assustam – ainda este ano protagonizou «O Jardim da Esperança» (2017).
“É uma história das Kardashian”. A comparação, feita por Jessica Chastain à Deadline, estabelece um paralelismo improvável entre a primeira impressão de Jessica quando pesquisou Molly Bloom e a personagem que foi construindo ao longo de vários meses. “Estava a julgá-la pelas roupas dela, pela maquilhagem; mas, em muitos casos, as mulheres têm de se apresentar de determinada forma, para encontrar sucesso numa indústria onde os homens ditam as regras”, desenvolveu a atriz. Para se inspirar, Jessica confessou à Deadline ter colocado imagens das Kardashian no seu camarim, de modo a interiorizar essa ideia. No entanto, quando conheceu Molly, percebeu que ela era o oposto do estereótipo.

A vida de Molly pode ter melhorado por um (quase) golpe de sorte, mas não foi por acaso que ela se conseguiu manter no topo. Contrariando a ideia de uma jovem mimada que consegue, às custas do crime, manter um determinado modo de vida, Molly é uma figura surpreendentemente densa e... ética. Assim como noutras obras de Sorkin, a personagem principal é movida por um forte sentido de ética e responsabilidade, pelo que é incapaz de aceitar a saída fácil. Tal como aconteceu com o livro publicado em 2014, Sorkin também desmonta a ideia fácil e imediata passada pelos tabloides, desenvolvendo a individualidade de Molly tanto quanto possível, seja através do discurso, seja através do poder agora concedido pela câmara. Com a curiosidade em alta, ficaremos a saber em breve se o “Sorkin, o realizador” está à altura da reputação que construiu ao longo de décadas. E se Jessica Chastain e Idris Elba são capazes de fazer ‘mossa’ na época de prémios.

[Texto publicado originalmente na Revista Metropolis nº55 - Dezembro 2017]

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Molly´s Game

Molly Bloom passou de uma esquiadora de classe olímpica para organizadora de jogos de poker altamente exclusivos, acabando por ser presa a meio da noite por 17 agentes armados do FBI. Uma personagem complexa e ambiciosa, à medida de uma atriz recheada de talento, Jessica Chastain. A norte-americana continua a lutar pelo seu primeiro Óscar, após ter sido nomeada na categoria de Melhor Atriz Secundária por «As Serviçais» (2011) e na de Melhor Atriz Principal por «00:30 A Hora Negra» (2012). «Molly’s Game» apresenta-se como uma oportunidade audaciosa para, pelo menos, mais uma indicação. A acompanhá-la está um seguro grupo de atores, composto por nomes como Idris Elba, Kevin Costner e Bill Camp mas, é claro, Chastain é a rainha e senhora, numa escolha feita pela própria Molly Bloom, considerada a “Princesa de Póquer de Hollywood”.

O reconhecido argumentista Aaron Sorkin – vencedor do Óscar de Melhor Argumento Adaptado por «Moneyball - Jogada de Risco» (2011) – dá o salto para trás das câmaras e realiza a sua primeira obra. Para este desafio, adaptou o livro de memórias de Molly Bloom, numa história real e surpreendente. Esta é a total estreia enquanto realizador para Sorkin, já que não chegou a dirigir qualquer outra produção, nem mesmo de alguma das séries que criou, como «The Newsroom». Sorkin atingiu o sucesso tanto no cinema como na televisão: «Os Homens do Presidente» venceu 26 Emmys nas suas sete temporadas e os filmes em que assinou o argumento arrecadaram mais de 800 milhões de dólares nas bilheteiras.

Para o cineasta, «Molly’s Game» é cinema de super-heróis, tendo-se encantado pela história após ler o livro de memórias de Bloom e de uma hora a falar com ela, tomando a decisão de, pela primeira vez, também realizar. «Molly’s Game teve estreia no Festival de Cinema de Toronto e é um dos biopics mais aguardados da temporada.

HISTÓRIA
A história real da esquiadora Molly Bloom que, após ter perdido a oportunidade de participar nos Jogos Olímpicos, resolve trabalhar como empregada de mesa em Los Angeles mas acaba, algum tempo depois, por se tornar milionária ao organizar os mais exclusivos jogos de póquer da região.

Data de estreia prevista: 4 de janeiro de 2018

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«Molly's Game» - Aaron Sorkin + Jessica Chastain

Aaron Sorkin, argumentista das séries «Os Homens do Presidente» (1999-2006) e «The Newsroom» (2012-2014), e de filmes como «A Rede Social» (David Fincher, 2010) e «Steve Jobs» (Danny Boyle, 2015), estreia-se na realização com «Molly's Game» — trata-se da adaptação do livro homónimo de Molly Bloom que, durante alguns anos, dirigiu um clube privado de poker frequentado por algumas das figuras mais poderosas de Hollywood.

Para além da expectativa suscitada pelo novo trabalho daquele que é um dos mais notáveis argumentistas da actualidade, não será arriscado supor que, no papel de Molly, Jessica Chastain surgirá, no mínimo, na linha da frente para uma nova nomeação para o Oscar. Seja como for, registe-se que Molly's Game será revelado em Setembro no Festival de Toronto, chegando aos ecrãs dos EUA no dia 22 de Novembro.

>>> Trailer de Molly's Game + extracto de uma conversa com Aaron Sorkin na Loyola Marymount University, em 2016 + entrevista de CinemaBlend com Aaron Sorkin e Jessica Chastain, no ComicCon 2017.

 

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Netflix - Escolhas Metropolis – Semana de 22 de Jan.

A viagem desta semana faz-se pela história: do século XVIII ao futuro, passando pelo universo da animação e da banda-desenhada. A oferta é variada e para todos os gostos, num convite redobrado a fintar o frio que se faz sentir lá fora com uma maratona ao sofá. Se ainda não decidiu o que ver, a Metropolis dá uma ajuda!

Novidades

FRONTEIRA
Ainda antes de “mergulhar” nos cinemas com o seu Aquaman, primeiro em «Liga da Justiça» (2017) e depois em nome próprio, Jason Momoa surge como um dos protagonistas de «Fronteira», disponível na Netflix Portugal desde sexta-feira, 20. Ambientada na América do século XVIII, esta série, cuja primeira temporada tem os seis episódios já disponíveis, retrata o comércio de peles na América do Norte, bem como a luta pelo poder e a disputa pelo seu controlo. Declan Harp (Momoa), de origens humildes, desafiará o monopólio da poderosa Hudson's Bay Company, uma corporação sem escrúpulos. Quem levará a melhor?

Riverdale 

RIVERDALE
A partir de sexta-feira, 27, poderá assistir na Netflix à nova aposta do canal CW, «Riverdale», que terá novos episódios semanalmente. O episódio piloto é lançado em Portugal poucas horas depois da estreia nos EUA, e reinventa a história das personagens mais queridas da Archie Comics. Da banda-desenhada para a televisão, Archie e os seus amigos vestem novas peles e novos dramas, numa viagem pela escuridão e mistério que envolvem a vida aparentemente monótona de uma pequena localidade.

TAKE THE 10
Esta comédia original da Netflix retrata a aventura improvável de dois amigos, um traficante de droga e um caixa de supermercado, com uma missão heroica pela frente: assistir ao concerto de hip-hop das suas vidas. Sem perspetivas de futuro, a dupla segue uma viagem que não tem como destino apenas o concerto, mas também a redescoberta daquilo que têm – e esperam – nas suas vidas.

race

Maratona da Semana

TUDO PELA CASA BRANCA
A tomada de posse de Donald Trump foi um dos assuntos da semana, não apenas nos Estados Unidos, mas também no mundo. Como tal, a nossa proposta para “maratonar” é «Tudo Pela Casa Branca», uma minissérie que recorda seis das campanhas presidenciais mais icónicas nos EUA. O narrador é Kevin Spacey, o homem-forte de «House of Cards», uma das grandes apostas da Netflix, que também se tem habituado a pisar este tipo de palcos (ainda que a fingir).

Agora na Netflix

real detective2

REAL DETECTIVE
Entre o estilo documental e a dramatização de acontecimentos reais, os atores recriam casos que irão marcar, certamente, a memória de todos os envolvidos – e agora também do espetador. Cada episódio centra-se na resolução de um homicídio, sendo que os verdadeiros detetives são personagens ativas através de comentários, num novo olhar pelo seu próprio passado. Alguns dos atores são velhos conhecidos do universo televisivo, como Zoie Palmer («Lost Girl» e «Dark Matter»), Craig Anthony Olejnik («The Listener») e Brendan Fehr («Roswell» e «Ossos»).

The Rezort 1

THE REZORT
Um possível apocalipse com um final feliz? Os humanos venceram a guerra global contra os zombies e prenderam-nos numa estância turística de luxo, onde os predadores se tornam presas de caça e fonte de divertimento. No entanto, quando o sistema falha, este safari zombie torna-se bem menos agradável do que prometia...

BIG HERO 6 – OS NOVOS HERÓIS
Os mais pequenos voltam a ser os protagonistas principais! «Big Hero 6 – Os Novos Heróis» (2014) está agora disponível no catálogo Netflix, para alegria de miúdos e graúdos. Eleito melhor filme de animação nos Óscares de 2015, a obra realizada por Don Hall e Chris Williams conta a história de uma criança com jeito para a robótica, que tenta impedir a destruição da sua cidade com a ajuda dos amigos e de um robô.

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Figura da Semana: Jessica Chastain
A brilhar nos cinemas como Elizabeth Sloane, em «Miss Sloane – Uma Mulher de Armas», a norte-americana Jessica Chastain volta a afirmar-se como uma atriz a ter em conta na sua geração. Com a nomeação para os Óscares a ser ainda uma incógnita – a atriz já foi nomeada por «As Serviçais» e «00:30 Hora Negra» –, resta-nos aproveitar a oferta disponível na Netflix.

AS SERVIÇAIS
Uma jovem escritora, Skeeter (Emma Stone), questiona o racismo e a prepotência no Mississipi dos anos 60, dando voz às empregadas domésticas de cor negra. Vítimas de um “sistema” aparentemente inquestionável, as mulheres e as suas histórias são as protagonistas desta história, onde os vilões nem sempre são vistos dessa forma pela sociedade.

INTERSTELLAR
Enquanto «Dunkirk» (2017) não chega aos cinemas, podemos rever a última longa-metragem realizada por Christopher Nolan, onde Jessica Chastain dá vida a uma personagem enigmática. A humanidade está à beira da extinção e cabe ao improvável Cooper (Matthew McConaughey) participar numa das missões espaciais mais importantes de sempre. O objetivo? Encontrar outro planeta habitável, numa viagem que não se faz apenas pela realidade que conhecemos...

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Miss Sloane - Jessica Chastain, politicamente

Uma magnífica surpresa nas primeiras estreias do ano: centrado numa notável interpretação de Jessica Chastain, Miss Sloane apresenta uma visão contundente dos bastidores da política — este texto foi publicado no Diário de Notícias (11 Janeiro), com o título 'Jessica Chastain na selva política de Washington'.

Será que o fantasma de Bette Davis (1908-1989) reencarnou em Jessica Chastain? Ao vermos Miss Sloane, a pergunta adquire um sugestivo simbolismo. A personagem de Chastain — Elizabeth Sloane, uma figura de maquiavélica inteligência dos lobbies da cena política de Washington — parece reeditar para os espectadores do século XXI esse movimento de sedução e perversidade que Davis encarnou em clássicos como Jezebel, a Insubmissa (William Wyler, 1939) ou Eva (Joseph L. Mankiewicz, 1950). No seu misto de luminosidade e negrume, a performance de Chastain envolve qualquer coisa de radical, a colocar a par dos momentos mais altos da sua carreira em títulos como A Árvore da Vida (Terrence Malick, 2011), 00:30 A Hora Negra (Kathryn Bigelow, 2012) ou Miss Julie (Liv Ullmann, 2014).

A actriz convoca-nos através de um cliché automaticamente reconhecível: a mulher poderosa no interior de uma selva dominada por personagens e valores masculinos (daí resulta, aliás, o não muito feliz subtítulo português: Uma Mulher de Armas). A pouco e pouco, faz-nos ver que qualquer dicotomia masculino/feminino será insuficiente para compreender a lógica interna daquele universo.

Que está, então, em jogo? Uma questão de perturbante actualidade. A saber: de que modo as convulsões do mundo político são realmente geridas pelos seus protagonistas, ou apenas geradas por “consultores” e “agências” peritos na criação de aparências mais ou menos maliciosas? Mais ainda: até que ponto a acção de muitos políticos se foi reduzindo à administração dessas aparências?

Se acrescentarmos que o principal assunto que mobiliza Sloane é a legislação sobre o acesso dos cidadãos a armas de fogo, poderemos entender a sua redobrada actualidade. Realizado por John Madden (assinou, em 1998, o “oscarizado” A Paixão de Shakespeare), este é, afinal, um filme apostado em reavivar uma tradição narrativa em que o poder político não passa apenas pelas imagens (ou pelas plataformas audiovisuais, como agora se diz), mas também pelo valor primordial das palavras.
Daí que seja fundamental destacar o brilhante argumento de Miss Sloane, por certo um dos melhores da produção de 2016. É seu autor um principiante, de nome Jonathan Perera, que começou por ser advogado — de origem britânica, tentou uma carreira de professor de inglês na China e na Coreia do Sul, aí descobrindo o seu gosto de escrever... para cinema.

Na sofisticada elegância com que trata os diálogos, Jonathan Perera parece ser um discípulo de Aaron Sorkin, criador da série Os Homens do Presidente (1999-2006), vencedor de um Oscar com o argumento de A Rede Social (David Fincher, 2010). Mais do que isso: na sua arte de expor as ambivalências do poder através da tragédia das palavras, Perera afirma-se como um herdeiro directo do teatro e do cinema de David Mamet. Se quisermos romancear tudo isto, ma non troppo, podemos lembrar que, para rodar o filme Wild Salomé (2011), de e com Al Pacino, Chastain teve de desistir de uma hipótese de trabalho, em televisão, com... David Mamet. E também que, por esta altura, ela está a rodar Molly’s Game, escrito e dirigido por... Aaron Sorkin.

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Jessica Chastain em «Miss Sloane»

O controlo de armas é um tema quente e muito controverso nos EUA. «Miss Sloane» coloca o dedo na ferida e mostra os jogos por detrás de Capitol Hill, numa luta de interesses de várias partes. Jonathan Perera tem aqui o seu primeiro argumento, que figurou no Top da Black List de 2015.

O realizador do filme, John Madden, apesar de não ter uma carteira de filmes fabulosos, é um nome que se deve ter em conta. Trata-se do realizador de «A Paixão de Shakespeare», vencedor de sete Óscares (incluindo Melhor Filme), num total de treze indicações, um dos mais nomeados de sempre. Madden compara o propósito de «Miss Sloane» com o de «O Caso Spotlight» (2015), considerando-o “uma referência”. “O nosso filme fala sobre a busca de um objetivo e as pressões que são exercidas, sendo devidamente entusiasmante de formas inesperadas”, assinala Madden.

Jessica Chastain, uma das melhores atrizes norteamericanas na atualidade, é uma força da natureza e uma verdadeira workaholic. Desde que teve o seu primeiro papel de destaque em «A Árvore da Vida» (2011), já participou em mais de uma dezena de filmes, tendo sido nomeada para o Óscar de Melhor Atriz Secundária por «As Serviçais» (2011) e na categoria de Melhor Atriz Principal por «00:30 A Hora Negra» (2012). Em «Miss Sloane», Chastain volta a assumir uma personagem arrebatadora e inebriante, com uma força capaz de mover montanhas. A atriz conheceu 11 mulheres estrategas que trabalham em Washington e constatou que há algo semelhante entre elas: “Todas tiveram que trabalhar mais do que os seus colegas homens”. E numa Hollywood em que tanto se fala da dificuldade das mulheres em conseguir impor-se, eis um filme que tem como protagonista uma mulher poderosa. «Miss Sloane» não pára de somar pontos.

HISTÓRIA O filme centra-se na história de Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma implacável estratega política que faz de tudo para conseguir o que quer, mesmo que coloque a carreira em risco, como poderá acontecer quando tenta passar com sucesso uma emenda com leis mais rígidas de controlo de armas.

REALIZADOR: JOHN MADDEN («A Paixão de Shakespeare», 1998; «O Exótico Hotel Marigold»; 2011)

ELENCO: JESSICA CHASTAIN, GUGU MBATHA-RAW, MARK STRONG

DATA DE ESTREIA PREVISTA: 9 DE DEZEMBRO (EUA)

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