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Actualizado às 10:16 PM, Dec 11, 2019

«1917» - antevisão

O realizador britânico Sam Mendes tem já uma carreira firmada no Cinema. A sua primeira longa-metragem, «Beleza Americana», deu logo nas vistas, arrecadando 10 nomeações aos Óscares. A obra venceu cinco, incluindo nas categorias de Melhor Filme e Melhor Realizador. Foi um início muito auspicioso para Mendes que, desde então, dirigiu filmes com menos impacto como «Revolutionary Road» (2008) ou «Um Lugar para Viver» (2009), bem como dois filmes da saga do agente britânico James Bond, «007: Skyfall» e «007 Spectre» (2015), duas das melhores fitas da saga.

«1917» apresenta-se como uma obra muito diferente do portefólio de Mendes. O filme de guerra é uma épica crónica de 24 horas de uma batalha da Segunda Guerra Mundial. Embora este seja o segundo filme de guerra de Mendes - o primeiro foi «Máquina Zero» (2005) -, «1917» parece assemelhar-se um pouco mais a outro filme de guerra mais recente «Dunquerque» (2017), de Christopher Nolan, que apresentava uma abordagem imersiva e profunda sobre os horrores da guerra. O novo filme de Sam Mendes caracteriza-se também por ser a primeira obra em que o cineasta assina o argumento.

Além de ter fotografia assinada por um dos veteranos mais conceituados da área em Hollywood, Roger Deakins - vencedor do Óscar por «Blade Runner 2049» (2017) -, «1917» tem um poderoso elenco. Os jovens George MacKay e Dean-Charles Chapman são os protagonistas, acompanhados por atores como Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Mark Strong e Richard Madden, com perfis que reúnem elogios por parte do público e crítica. Com algum mistério envolvido - ainda pouco se sabe sobre o filme -, «1917» poderá ser uma das surpresas desta temporada de prémios.

História: Durante a Primeira Guerra Mundial, dois jovens soldados britânicos têm uma missão impossível: entregar uma mensagem, em pleno território inimigo, que poderá impedir os seus homens de serem apanhados numa armadilha mortal.
Realizador: Sam Mendes («Beleza Americana», 1999; «Caminho para Perdição», 2002; «007: Skyfall», 2012)

Elenco: Richard Madden, Mark Strong, Benedict Cumberbatch, Colin Firth

Data de estreia: 23 de janeiro de 2020

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Benedict Cumberbatch - De Sherlock Holmes ao Dr. Estranho

Do teatro de Shakespeare aos heróis da Marvel, Benedict Cumberbatch é um daqueles actores capaz de percorrer os mais variados universos sem esgotar a sua versatilidade. 

Benedict Cumberbatch a interpretar Dr. Estranho, uma personagem da Marvel? A ironia é inevitável: aquele que ganhou enorme notoriedade através do protagonismo, very british, na série «Sherlock» (desde 2010), está agora inserido na paisagem dos super-heróis, porventura iniciando uma nova franchise.

Dir-se-ia que as suas origens e formação o encaminhavam para uma carreira de prestígio, sem dúvida, mas sem estas variações tão típicas da globalização das aventuras cinematográficas. Afinal de contas, ele é filho de um casal de actores e começou por se distinguir em produções de peças de Shakespeare. O certo é que, antes mesmo de interpretar Sherlock Holmes, foi afirmando, no palco, uma surpreendente versatilidade que viria a ser consagrada de forma eloquente quando, em 2011, no Royal National Theatre, protagonizou uma versão de «Frankenstein», escrita por Nick Dear e encenada por Danny Boyle — o seu trabalho, alternando com Jonny Lee Miller as personagens de Viktor Frankentsein e da Criatura, valeu-lhe um Prémio Olivier (partilhado com Miller).

Não foi preciso muito tempo para o vermos em destaque nos Oscars — o ano passado, a sua interpretação do matemático Alan Turing, em «O Jogo da Imitação», valeu-lhe uma nomeação na categoria de melhor actor. Isto sem esquecer que, antes, o víramos em títulos como «Expiação» (Joe Wright, 2007), «A Toupeira» (Tomas Alfredson, 2011), «Cavalo de Guerra» (Steven Spielberg, 2011), «Além da Escuridão: Star Trek» (J. J. Abrams, 2013) ou «O Quinto Poder» (Bill Condon, 2013).

O mínimo que se pode dizer desta profusão de filmes e registos dramáticos é que Cumberbatch é um daqueles actores que não se deixa fixar num qualquer modelo de personagem, muito menos num estereótipo figurativo. Tendo em conta a herança britânica que ele representa, podemos dizer que tais qualidades se enraízam na sua experiência teatral. O certo é que os sinais acumulados ao longo destes últimos anos o definem, desde já, como uma estrela do cinema.

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«Doutor Estranho» - Cumberbatch / Strange

Por uma vez, com Doutor Estranho, a Marvel faz algo mais do que entregar a gestão de um filme ao departamento de efeitos especiais — este texto foi publicado no Diário de Notícias (26 Outubro), com o título 'A inteligência das formas'.

Não será por acaso que o Mestre de Doutor Estranho é um Ancião que, afinal, é uma Anciã (ambiguidade que a língua inglesa contorna com a habitual frieza: “The Ancient One”). Que essa personagem seja interpretada pela especialista de todas as ambiguidades que é Tilda Swinton, eis o que sinaliza de modo exemplar a trajectória do herói: para além de qualquer diferença sexual, até mesmo para além de qualquer diferença humana, a sua saga tem a ver com aquilo de que não é possível sair. A saber: o Tempo (com maiúscula, se me permitem, já que convém mantermos alguma pompa face a tão extremo desafio).

Há outra maneira de dizer isto e é surpreendentemente simpática para o filme que entroniza o sempre brilhante Benedict Cumberbatch no país dos ordenados com, pelo menos, sete algarismos (nada contra, caro Sherlock): por uma vez, os estúdios Marvel esforçaram-se na fabricação de algo mais que imagens de telemóvel que já ninguém vê (e sons ensurdecedores cada vez mais difíceis de suportar), sabendo tirar partido das atribulações de um herói que vive numa paisagem que celebra, ponto por ponto, os poderes do próprio espectáculo do cinema. A saber: a ligação festiva de qualquer espaço com qualquer outro espaço e essa vertigem temporal que nos arrasta e liberta como um jogo de vídeo, desta vez deliciosamente filosófico.

Até mesmo o cliché do “filme de efeitos especiais” adquire, aqui, uma inesperada justeza. Mais do que um fogo de artifício mais ou menos vistoso, assistimos a um trabalho de manipulação das linhas e dos volumes que volta a celebrar o ecrã como uma janela para todos os mundos alternativos que nos atrevermos a imaginar. A inteligência das formas é sempre um valor mais que estimável. E é bom que, no seio da poderosa Marvel, ainda haja quem não o tenha esquecido.

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Benedict Cumberbatch, ilusionista

Benedict Cumberbatch está na capa de Novembro da Vanity Fair. Na capa e no interior: percorrendo um trajecto que vai da série da BBC Sherlock ao próximo Dr. Estranho [27 de Outubro em Portugal], o artigo de Michael Schulman, com um portfolio assinado por Jason Bell, faz o retrato de um inglês que triunfou em Hollywood, transformando-se numa estrela global.

O que não sabíamos é que, para além do seu talento de actor, Cumberbatch é também um dotado ilusionista. Ou, pelo menos, como se prova neste video, sabe executar um belo truque, celebrando a importância da água e desafiando as leis da gravidade.

Benedict Cumberbatch em «Doutor Estranho» na Comic-Con

«Doutor Estranho» que estreia em Novembro deste ano, revelou este sábado na Comic-Con em San Diego um novo trailer que avança com mais pormenores acerca da origem e a mística viagem do antigo neurocirurgião (Benedict Cumberbatch) na luta contra as forças do mal. Benedict Cumberbatch esteve acompanhado em palco na Comic-Con pelos seus colegas de elenco, Tilda Swinton, Rachel McAdams e Mads Mikkelsen.

marvel comic con

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Black Mass - Jogo Sujo

Um filme assente numa profunda investigação jornalística levada a cabo por Dick Lehr e Gerard O’Neill e que resultou na revelação das ligações criminais entre o FBI e um dos criminosos mais perigosos da história nos Estados Unidos, James ‘Whitey’ Bulger. O filme de Scott Cooper segue bastante de perto os acontecimentos trazidos a público pela investigação jornalística. Consegue revelar o retrato completo a nível social, humano, político e criminal do reino de terror criado por ‘Whitey’ Bulger em Boston. A história é uma trama de várias conexões assentes na lealdade do sangue e na ascendência social dos personagens de um bairro pobre de Boston, ligações que anos mais tarde resultaram em diferentes posições de influência que encobrem os crimes de ‘Whitey’ Bulger. A obra está assente numa performance titânica de Johnny Depp, é, aliás, incompreensível como não chegou aos Oscars. Johnny Depp tem uma transfiguração física e psicológica que provoca o puro terror, é muito mais do que próteses e lentes de contacto na criação de um assassino maníaco que tinha uma visão deturpada da honra e dissimulava os sentimentos – salvo raras excepções onde tinha impiedosos ataques de raiva. «Black Mass» é um filme seco, pouco virtuoso mas eficaz a montar uma grandiosa manta de retalhos humanos onde temos Johnny Depp e os outros...

tres estrelas

Título Nacional Black Mass - Jogo Sujo Título Original Black Mass Realizador Scott Cooper Actores Johnny Depp, Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson Origem Estados Unidos Duração 123’ Ano 2015

Edição DVD - NOS Audiovisuais

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº39)

Benedict Cumberbatch em Doutor Estranho - trailer

DOUTOR ESTRANHO conta a história do neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), que após um acidente horrível de carro, descobre um mundo oculto mágico e de dimensões alternativas.

O filme da Marvel, DOUTOR ESTRANHO é produzido por Kevin Feige com Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Charles Newirth, Stephen Broussard e Stan Lee como produtores executivos.

DOUTOR ESTRANHO estreia em 2016 nos cinemas portugueses.

Fonte: Disney

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