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Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

Chamem-me Dolemite

Com uma carreira vincadamente mais ligada à comédia, Eddie Murphy está de regresso em grande estilo num filme biográfico que também tem algum drama à mistura. Depois de quase ter conquistado o Óscar de Melhor Ator Principal por «Dreamgirls» (2006), o conhecido ator norte-americano dá vida a outra figura famosa nos EUA da década de 1970: Rudy Ray Moore, um comediante que se tornou num ícone com o seu alter-ego Dolemite e uma lenda da Blaxpoitation, um movimento cinematográfico norte-americano dos anos 1970 caracterizado por filmes de baixo orçamento que davam protagonismo à comunidade afro-americana, com uma grande relevância vinda também da música.

«Chamem-me Dolemite» é uma das apostas da Netflix para esta temporada e marcou presença no Festival de Cinema de Toronto. A obra é assinada por Craig Brewer, que surpreendeu com a obra «Hustle & Flow» e que rendeu a Terrence Howard uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator Principal. O cineasta assinala que “por mais que Rudy Ray Moore pareça um personagem incrivelmente forte, a sua história é realmente uma história de underdog. Sempre fui atraído por filmes de pessoas que não têm muito, mas que fazem muito”.

Interpretar uma figura assim é deveras desafiante e é por isso que muitas das expectativas estão em torno do regresso de Eddie Murphy, um ator conhecido por obras como «Um Príncipe em Nova Iorque» (1988), «O Professor Chanfrado» (1996) ou «Dr. Dolittle» (1998), tendo-se tornado num dos principais atores norte-americanos de comédia. O guarda-roupa é também um aspeto muito importante num filme deste género. Neste caso, a tarefa ficou a cargo de Ruth E. Carter, a primeira afro-americana a vencer o Óscar de Melhor Guarda-Roupa, por «Black Panther» (2018).

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