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Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

Mark Ruffalo - Ator ativista

O seu envolvimento em atividades ambientais reflete-se em «Dark Waters – Verdade Envenenada» de Todd Haynes, uma das primeiras estreias de 2020. Revemos o percurso de um ator que superou um problema oncológico, batalhou para chegar ao cinema e foi nomeado para três Óscares.

Mark Ruffalo nasceu no Wisconsin, filho de um casal descendente de italianos. Mark mudou-se com a família para Virginia Beach, Virginia, onde viveu a maior parte da adolescência. Após o ensino básico mudou novamente para San Diego e estabeleceu-se em Los Angeles, onde frequentou o Conservatório Stella Adler e, posteriormente, co-fundou a Orpheus Theatre Company, onde desempenhou diversas funções: atuou, escreveu, dirigiu e produziu peças, além de ter enriquecido o seu currículo cuidando da iluminação e construindo cenários.

Chegou a trabalhar em bares para sobreviver durante quase nove anos e só não desistiu da representação graças a um encontro casual com o dramaturgo e argumentista Kenneth Lonergan. Ruffalo obteve sucesso em Nova Iorque na peça de Lonergan, «This Is Our Youth», que foi representada fora do circuito principal da Broadway, em 1996. Nessa altura Ruffalo tinha participado numa dezena de séries televisivas, curtas e longas-metragens pouco relevantes, incluindo um papel secundário no ‘western’ de guerra «Cavalgar com o Diabo» (1999), de Ang lee. Foi Lonnergan que lhe ofereceu o seu primeiro principal papel relevante e consistente em «Podes Contar Comigo» (2000), onde contracenou com Laura Linney. O desempenho recebeu ótimas críticas e levou-o a ser convidado para papéis mais notáveis em «O Último Castelo» (2001) de Rod Lurie, «XX/XY» (2002), de Austin Chick, e «Códigos de Guerra» (2002), de John Woo.

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A carreia de Ruffalo foi abalada por um revés pessoal, em 2002, quando lhe diagnosticaram um neuroma acústico, uma espécie de tumor cerebral. Verificou-se que era um tumor benigno, mas a cirurgia provocou uma paralisia facial parcial, situação da qual recuperou completamente.

Após o seu restabelecimento, Ruffalo conseguiu papéis principais ao lado de duas populares estrelas femininas, interpretando um detetive policial num thriller com Meg Ryan, «In the Cut - Atração Perigosa» (2003), de Jane Campion, e desempenhando o homem que desperta o interesse amoroso de Gwyneth Paltrow na comédia «Altos Voos» (2003) do brasileiro Bruno Barreto. Embora os dois filmes tenham registado resultados dececionantes nas bilheteiras, Ruffalo integrou o elenco de quatro filmes muito diferentes que consolidaram a sua capacidade de ser um protagonista popular em comédia ou drama - «Desencontros» (2004), de John Curran, «O Despertar da Mente» (2004), de Michel Gondry, «De Repente, Já nos 30!» (2004), de Gary Winick, e «Colateral» (2004), de Michael Mann.

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Ruffalo continuou a trabalhar regularmente, com presenças em produções mais comerciais como «Enquanto Estiveres Aí ...» (2005), de Mark Waters, «Dizem por Aí...» (2005) de Rob Reiner, e «O Caminho do Poder» (2006), de Steven Zaillian, onde formou um naipe de cinco grandes atores ao lado de Sean Penn, Anthony Hopkins e Jude Law.

A sua notoriedade aumentou com os papéis em «Zodiac» (2007), de David Fincher, «Reservation Road – Traídos pelo Destino» de Terry George e «Os Irmãos Bloom» (2008) de Rian Johnson. Marcou presença em produções mais independentes como «Ensaio Sobre a Cegueira» (2008), de Fernando Meirelles, a partir da novela de José Saramago, e «O Sítio das Coisas Selvagens» (2009) de Spike Jonze. A sua estreia na realização com «Um Toque de Fé» (2010) não passou despercebida e valeu-lhe o prémio especial do júri no Festival de Cinema de Sundance. Essa foi uma fase muito positiva graças ao papel do pai biológico dos dois filhos de uma casal de lésbicas interpretado por Annette Bening e Julianne Moore em «Os Miúdos Estão Bem» (2010), de Lisa Cholodenko. Ruffalo foi nomeado pela primeira vez para o Óscar e BAFTA de melhor ator secundário.

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Os papéis em «Shutter Island» (2010), de Martin Scorsese, e «Margaret» (2011), de Kenneth Longeran, antecederam a aparição de Ruffalo como Dr. Bruce Banner, também conhecido como Hulk, no sucesso «Os Vingadores» (2012) de Joss Whedon. Obteve críticas altamente positivas por um papel em que os atores Eric Bana e Edward Norton não tiveram sucesso em filmes anteriores e manteve-se nas sequelas «Vingadores: A Era de Ultron» (2015), de Joss Whedon, «Vingadores: Guerra do Infinito» (2018), e «Vingadores: Endgame» (2019), ambos de Anthony Russo e Joe Russo. A entrada no universo Marvel permitiu-lhe surgir também em pequenos papéis como Hulk ou Bruce Banner em «Homem de Ferro 3» (2013), de Shane Black, «Thor Ragnarok» (2017), de Taika Waititi, e «Capitão Marvel» (2019), de Anna Boden e Ryan Fleck.

Foi um dos «Mestres da Ilusão» (2013), o thriller de magia de Louis Leterrier, e manteve-se no elenco da sequela «Mestres da Ilusão 2», de Jon M. Chu. Sob a direção de Ryan Murphy surgiu no filme televisivo «Um Coração Normal» (2014), sobre a consciencialização do problema do vírus H.I.V. na década de oitenta. Voltou a ser nomeado para Óscares de ator secundário em «Foxcathcer» (2014), de Louis Terrier, e na categoria de ator principal pelo papel do jornalista de ascendência portuguesa Mike Rezendes em «O Caso Spotlight» (2016), de Tom McCarthy.

Ruffalo é amplamente conhecido como ativista ambiental, tendo recebido um prémio em 2015. Fundou a Solutions Project, que apoia a energia 100% renovável e está envolvido nas iniciativas da Water Defense, um grupo dedicado a iniciativas de água limpa.

No seu novo filme, «Dark Waters – Verdade Envenenada» (2019), realizado por Todd Haynes, interpreta um advogado ambientalista que durante vinte expôs os crimes negligentes de uma empresa química.

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