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Actualizado às 12:37 PM, Feb 14, 2020

Parasitas

Bong Joon-ho, um dos principais cineastas sul-coreanos da atualidade, apresenta agora a obra que muitos consideram como a melhor da sua carreira, «Parasitas», que tem muito de crítica social, sendo uma comédia com traços de drama. A obra venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, tornando-se no primeiro filme coreano a consegui-lo. Depois desta conquista, a obra é também uma grande aposta nesta temporada de prémios, contando com presença garantida nos Festivais de Toronto e Nova Iorque.
«Parasitas» acompanha a história de duas famílias: uma rica e com tudo a seu dispor, e outra que passa por bastantes dificuldades. A relação entre estes dois polos é a base da obra, que contém também muito mistério envolvido. Tal fez com que o realizador pedisse aos que já visionaram a obra para não revelarem os seus segredos, lançando uma carta aberta durante o Festival de Cinema de Cannes.

Nesta dissecação sobre a condição humana, Bong Joo-ho arrisca-se num filme multi-género, difícil de categorizar, depois de já ter surpreendido o mundo do Cinema com obras como «Expresso do Amanhã» e «Okja». O realizador revela que “«Parasitas» lida com a polarização, uma questão universal. Mesmo se não houver um vilão, coisas más podem acontecer. É por isso que se trata de uma tragicomédia imprevisível”. “Acho que uma maneira de retratar a contínua polarização e desigualdade da nossa sociedade é como uma comédia triste. Vivemos numa época em que o capitalismo é a ordem reinante e não temos outra alternativa. Não é apenas na Coreia, o mundo inteiro enfrenta uma situação em que os princípios do capitalismo não podem ser ignorados. No mundo real, é improvável que os caminhos de famílias como os nossos quatro protagonistas desempregados e a família Park se cruzem. A única instância é em questões de emprego entre classes, como quando alguém é contratado como tutor ou trabalhador doméstico. Nesses casos, há momentos em que as duas classes se aproximam o suficiente para sentir a respiração uma da outra. Neste filme, embora não haja intenção maléfica de ambos os lados, as duas classes são levadas a uma situação em que o menor deslize pode levar a fissuras e erupções”, referiu o cineasta.

História: Todos os elementos da família de Ki-taek estão desempregados. Por acaso, o filho adolescente começa a dar aulas de inglês a uma jovem de uma família rica. Fascinados pela vida luxuosa dessa família, os Ki-taek tentam infiltrar-se neste modo de vida burguesa. Contudo, a ascensão social vai obrigar a família a enfrentar vários segredos e mentiras.

Realizador: Bong Joon-ho («Mother - Uma Força Única», 2009; «Expresso do Amanhã», 2013; «Okja», 2017)
Elenco: Kang-ho Song, Sun-kyun Lee, Yeo-jeong Jo

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Modificado emsegunda, 10 fevereiro 2020 12:41

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