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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

«Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro»

Um dos fenómenos da recente Comic-Con, em San Diego, foi o novo projeto de Guillermo Del Toro, «Histórias assustadoras para contar no escuro». A apresentação decorreu num painel recheado de estrelas como o próprio Produtor e realizador mexicano, o realizador André Ovredal e a equipa de efeitos especiais com Mike Elizalde («Hellboy»), Mike Hill («A Forma da água») e Norman Cabrera («Hellboy»). Aí foram revelados os segredos do novo desafio de Del Toro.

«Histórias assustadoras para contar no escuro» é um filme de época, caraterística fundamental para Del Toro que desejava um período anterior à torrente de informação dos tempos atuais. Para o realizador de «A Forma da Água», “quanto menos recursos tiverem melhor. Não podem googlar nada. não conseguem usar um telemóvel. A outra razão é que as histórias viajavam mais devagar, mas aprofundavam mais. ”Em termos gerais, o realizador e produtor afirma que estão a fazer um filme para eles próprios tal como ainda tivessem 12 anos. Estão três gerações que tiveram contato com estes livros e sentiram sempre que seria algo para os pais e filhos assistirem em conjunto.

scary stories 2

Os contos de Stephen Gamell e Alvin Schwartz foram adaptados neste filme num tom muito similar aos filmes da Amblin, produtora que ganhou estatuto na produção de clássicos de Steven Spielberg. Guillermo Del Toro e André Ovredal são fãs declarados do tom dos filmes de família dos anos 1980, Ovredal destacou a importância que teve a sua infância e juventude de espetador de cinema e a forma como se ligou a estas histórias. André Ovredal afirmou na sessão que cresceu com os filmes da Amblin – a saga «Regresso ao Futuro» e todos esses filmes – e quando leu o argumento e viu a oportunidade de criar um filme de terror nessa linha. A ação tem como pano de fundo uma pequena localidade da América de 1968, sobre o espectro da guerra no Vietnam e com o Presidente Nixon a ser contestado e os cartazes de recrutamento a serem vandalizados...

Um dos aspetos mais originais do filme prende-se com os monstros criados e, a este propósito Del Toro reafirma a sua preferência pelos efeitos especiais físicos e foi aplaudido na Comic-Con de San Diego por ter manifestado essa opção. As primeiras imagens do filme foram exibidas em simultâneo com a explicação pelo criador dos monstros, Norman Cabrera, que descreveu como deram vida ao monstruoso espantalho Harold. O desenho final da personagem foi descrito como uma “máscara que apodreceu ao sol”. A fidelidade ao original dos livros na criação dos monstros foi uma das premissas da equipa pois todos eram fãs das histórias. Por isso, ser fiel ao original foi fundamental.

As personagens mais marcantes apresentadas na Comic-Con foram o já mencionado espantalho Harold; O cadáver hediondo à procura do dedo do pé concebido através de caraterização e maquilhagem intensivas em «The Big Toe»; A versão cinematográfica da Mulher pálida («The Pale Lady»), entidade pálida e sorridente que foi uma das mais difíceis de criar; E, finalmente, o último monstro – Jangly Man – foi o que teve a reação mais efusiva da sessão. É uma amálgama de três outras histórias retiradas dos livros de culto: “Mi Tie Dough-ty Walker”, “What do you come for?” e “Aaron Kelly’s Bones”. O ator que deu vida a esta personagem, Troy James, teve de executar movimentos incríveis que tornaram o monstro poderoso e ainda mais assustador.

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