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Actualizado às 11:13 AM, Oct 23, 2019

X-Men: Apocalipse - Raven Darkholme/Mystique

Mystique é, muito provavelmente, a personagem que mais divergiu entre a sua versão na banda-desenhada e a sua adaptação cinematográfica. Mais do que isso, a dimensão narrativa da personagem também mudou entre as duas trilogias. Mais conhecida como sendo uma vilã impiedosa e letal, uma aliada leal de Magneto, Mystique é agora... uma heroína. A que se deverá tamanha mudança? Não haverá muitas dúvidas em apontar Jennifer Lawrence como uma das principais “culpadas”. X-Men foi o seu primeiro franchise e, quando a vimos pela primeira vez como Mystique, não era propriamente uma desconhecida (já até tinha no currículo uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz por «Despojos de Inverno», 2010) mas estava longe de ser a estrela mundial que é hoje, o que viria a acontecer quando se tornou na Katniss Everdeen da saga «The Hunger Games».

Em «X-Men: O Início», Raven era ainda uma adolescente, bastante insegura e inquieta, à procura de um rumo, personificando o paradigma do “Orgulho Mutante”, que viria a abraçar por completo no final da obra. Quando a revemos em «X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido», é já uma adulta determinada, disposta a tudo para salvar os seus “irmãos” mutantes. Todo o filme gira em torno da personagem, cuja decisão final de não assassinar Bolivar Trask (Peter Dinklage) – e, consequentemente, salvar a vida do Presidente dos EUA – muda a narrativa por completo e as linhas temporais dos filmes X-Men. Em «X-Men: Apocalipse», há uma nova passagem do tempo e Raven é agora uma espécie de ativista dos direitos civis, tendo sempre a causa mutante como foco. Ao usar a sua capacidade para mudar de aparência física, pôde infiltrar-se em locais obscuros e perigosos um pouco por todo o mundo e libertar mutantes que viviam como escravos. É a partir desta contenda que conheceremos algumas personagens, como Nightcrawler, com quem Raven tem, pelo menos na banda-desenhada, uma relação muito especial. A verdadeira aparência da mutante é agora conhecida por todos, pelo que, para não ser reconhecida, precisa de se disfarçar. Singer explana o assunto: “Ela é famosa, mas nunca mais ninguém a viu”, sendo considerada uma “grande heroína desde 1973”. “Ela não está confortável com isso. Não está interessada em ser o rosto de um mundo que ela não acredita que exista. Ela não é uma heroína”, completa.

Na banda-desenhada, Mystique raramente colabora com os X-Men e, quando o faz, é mais para engendrar uma armadilha do que propriamente outra coisa. Agora, está pronta para lutar junto dos X-Men, sendo, inclusive, a sua líder. Já a relação com Charles é que não corre às mil maravilhas, como explica Simon Kinberg: “Há um conflito entre a Raven e o Charles, porque ele vive numa espécie de mundo feliz no qual normalmente os ricos vivem e as coisas correm-lhe bem. A Raven vê um mundo mais sombrio, um mundo que ainda não está consertado”.

A personagem tem muitas cenas de ação e Jennifer Lawrence viria a ter uma leve lesão mas devido a uma cena bem mais calma. A atriz relembra o momento com o seu habitual bom-humor: “Estou com 25 anos, todos os ossos começam a falhar. No «Hunger Games», tinha de correr entre árvores que explodiam e ardiam mas agora magoo-me ao dormir num chão gelado? Muito estranho”. O contrato da atriz com os filmes X-Men termina agora mas a atriz deu recentemente sinais de que estaria disposta a encarar novamente as oito horas necessárias na cadeira de maquilhagem para se tornar na mutante azul: “Estou morta por voltar. Adoro estes filmes, adoro fazer parte. Gosto muito de filmes com um conjunto [de atores] porque não está tudo nos teus ombros”.

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Modificado emquarta, 18 maio 2016 15:50

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