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Actualizado às 11:37 PM, Nov 4, 2019

Muito à Frente - Making Of + Bloopers

Pourquoi j'ai pas mangé mon père

Realização: Jamel Debbouze

Vozes (versão original): Jamel Debbouze, Mélissa Theuriau, Arié Elmaleh

Vozes (versão portuguesa): Nuno Marlk, Ana Galvão

2015

  • Publicado em Videos

Kate Barker-Froyland e Thomas Froyland em entrevista - Uma Canção de Uma Vida

Um dos privilégios desta profissão é de vez em quando termos o feliz acaso de, após visionarmos uma obra que nos impressiona, podermos conhecer os seus criadores. Um desses felizes acasos permitiu-me uma conversa recheada de calor humano com a realizadora e o produtor de «A Canção de Uma Vida». Na esplanada do novo Hotel Intercontinental, num final de tarde frio mas com ondas e surfistas no horizonte, Kate Barker-Froyland e Thomas Froyland revelaram-se um casal muito simpático e extremamente atencioso para a revista METROPOLIS. A sua vinda a Portugal prendeu-se com a estreia do filme no Lisbon & Estoril Film Festival. Produzido também por Jonathan Demme, «A Canção de Uma Vida» é um projecto intímo e que segue a veia do bom cinema independente norte-americano. Num registo muito pensado e com carácter genuíno, algo que por vezes achamos que está em vias de extinção na sétima arte, o filme une como poucos a maravilha da música com o fascínio do cinema e assenta na beleza da simplicidade da narrativa que mexe com o espectador. Realce não só para o talento e maturidade artística da direcção e argumento de Kate Barker-Froyland como também para as grandes interpretações e a química perfeita dos protagonistas Anne Hathaway e Johnny Flynn.

Lembra-se do o seu primeiro contacto com o cinema, houve algum filme que a tenha deixado especialmente impressionada?

Kate Barker-Froyland: Sim, aconteceu-me com um filme francês, «L’argent de poche», de François Truffaut. Era uma miúda, mostram-mo os meus amigos, mas eu adorei aquela abordagem, as diferentes perspectivas a partir de uma série de crianças. O filme teve um grande impacto em mim quando era muito jovem e creio que incitou mesmo o meu fascínio pela França onde mais tarde acabei por estudar e viver durante alguns anos.
Se tivesse que referir outro filme seria «A Mulher que Viveu Duas Vezes», de Alfred Hitchcock, que também vi em tenra idade. Era um filme assustador mas ficou para sempre como um daqueles objectos que adoro rever.

Quando decidiu começar a realizar e a escrever para cinema?

Kate Barker-Froyland: Desde muito nova que desejava ser realizadora, mas comecei primeiro pela escrita. Escrevi uma série de pequenos contos no liceu e na universidade. Sempre me interessaram os personagens e as suas histórias. Na faculdade estudei filosofia, literatura e francês. E na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, comecei a realizar curtas-metragens. A admiração e inspiração que me causavam realizadores como Truffaut, Hitchcock e muitos outros fez-me saber durante muito tempo que desejava seguir os mesmos passos.
O filme faz claramente a fusão entre a música e o cinema.

Kate Barker-Froyland: Eu amo a música e todos os géneros musicais. Queria contar uma história que falasse sobre o carácter universal da música, o modo como pode conectar todo o tipo de pessoas, independentemente das suas origens. Nós vivemos actualmente em Brooklyn, estamos lá há cerca de sete anos, e há imensa música em cada canto de Brooklyn, das ruas até ao metro. É algo que faz parte da vivência de Nova Iorque, onde podemos ouvir todo o tipo de música a várias horas do dia, numa multiplicidade de situações. O filme aborda também a atmosfera sonora de Nova Iorque e a Franny [Anne Hathaway] captura esses sons no seu gravador e depois toca para o irmão, que está em coma. Esta é a sua forma de se conectar com ele.

Foi difícil financiar o filme?

Thomas Froyland: O financiamento inicial não foi assim tão difícil. Tratava-se de uma pequena produção, tudo foi projectado para ser um pequeno filme independente. O Jonathan Demme foi um dos produtores do filme e ele tinha trabalhado com a Anne Hathaway em «O Casamento de Rachel». A Kate [Barker-Froyland] tinha trabalhado com a Annie [Anne Hathaway] em «O Diabo Veste Prada», sabíamos que ela e o seu marido [Adam Shulman] queriam produzir um filme. O Jonathan [Demme] enviou-lhes este argumento e basicamente perguntou se eles estariam interessados em produzir o filme ele ainda sugeriu que a Anne deveria interpretar o principal papel. Quando isso aconteceu mudou por completo o financiamento de «A Canção de Uma Vida». Não deixou de ser um pequeno filme independente mas a presença de grandes actores permitiu fazer chegar o argumento a outras pessoas, como Mary Steenburgen, que é uma actriz maravilhosa, o Johnny Flynn, a Jenny Lewis e o Johnathan Rice [compositores do filme]. Depois da questão do financiamento estar resolvida o objectivo foi tentar que o filme continuasse a ter o espírito de um pequeno filme independente, tantar manter a integridade de um projecto extremamente íntimo, foi o que a Kate sempre desejou.

O filme estreou em Festival de Sundance.

Kate Barker-Froyland: Tive uma grande experiência em Sundance. Concluímos o filme apenas a alguns dias antes da estreia no festival, ele estava terminado mas necessitava de algumas afinações nas cores e trabalhámos até ao último momento. O que foi interessante para mim, aliás, para todos nós, foi ver a evolução do material em bruto, as primeiras montagens e estar numa pequena sala a montar o filme, corrigir as cores, afinar o som e subitamente apresentá-lo no Eccles Theatre [sala principal do Festival de Sundance], que tem uma capacidade para mais de mil pessoas [1270 lugares]. Foi uma coisa muito especial partilhar o filme pela primeira vez com tantas pessoas e visionar juntamente com elas, foi algo memorável.

Como foi a experiência de realização?

Kate Barker-Froyland: Já tinha realizado algumas curtas-metragens, mas este filme foi a minha primeira longa-metragem e tudo tem uma escala superior. Ao fazermos uma longa-metragem estamos a filmar durante mais tempo, demorámos 26 dias a rodar. Tive cerca de um ano e meio desde o momento em escolhemos a Annie até ao início da rodagem o que foi óptimo pois permitiu-me rescrever partes do argumento já a pensar nela como protagonista e quando fazíamos ensaios de leitura estava tudo alinhado. Quando começámos a filmar ela sabia de detrás para a frente o seu papel, senti que ela entendia perfeitamente a personagem, foi maravilhoso trabalhar com ela.

Como ocorreu a participação do Johnny Flynn?

Kate Barker-Froyland: É curiosa a participação de Johnny Flynn no filme. Estivemos muito tempo à procura do actor para desempenhar o personagem James Forrester e não foi fácil fazer o casting para esse papel. Tinha de ser um actor bastante bom e teria que saber tocar música, em particular tocar aquele tipo de música específica que o James toca. Estivemos meses a fazer castings para aquele papel. E na altura tinha visto «Um Amor de Juventude», da Mia Hansen-Løve, que esteve no New York Film Festival e há uma canção que passa na última cena do filme e nunca tinha ouvido. Saí da sala a perguntar-me quem estaria a interpretá-la, a canção era linda. E entretanto esqueci-me desse momento, seis meses depois vi online o trailer do filme e lá estava novamente a canção e decidi investigar sobre quem estava a interpretar a canção, e isto foi a meio do nosso processo de casting para o papel do James e comecei a pesquisar e descobri que tinha sido o Johnny Flynn a escrever a canção. Nunca tinha ouvido falar do Johnny Flynn, procurei-o na Wikipedia e dizia na sua página que ele não era apenas um músico com um álbum editado mas também era actor, com formação clássica. Tinha entrado na peça Jerusalem e estava a participar na peça Twelfth Night, no Globe Theatre em Londres. Basicamente entrámos em contacto com o Johnny [Flynn], pedimos que fizesse uma gravação sua e nos enviasse. Depois falámos por Skype, voámos até Londres, onde ele estava a encenar o Twelfth Night e, depois depois do Johnny ter acabado de participar numa peça com quatro horas de duração, a Annie leu o papel com ele.

Thomas Froyland: O papel do Johnny no Twelfth Night tinha sido interpretado no passado pela Annie, algo que ele sabia, por isso estava muito assustado porque eles viram primeiro a peça no meio dos espectadores com a Annie e só depois fizeram a leitura para o casting. Aquilo que referiste sobre o empenho da Annie no papel e neste filme [numa conversa off-record] é verdade, ela estava tão empenhada que quando fomos a Londres para a leitura do papel do Johnny isso ocorreu durante a sua lua-de-mel! Nós tínhamos estado na Califórnia para o casamento da Annie e do Adam [Shulman] e a única altura em que era possível eles estarem todos na mesma sala era em cima da lua-de-mel deles. Eu fiquei em Los Angeles, a Kate, a Annie e o Adam, a seguir ao casamento, voaram para Londres. A leitura aconteceu no primeiro dia da sua lua-de-mel.

Que grande empenho.

Thomas Froyland: Sim, é também um testemunho da sua generosidade e amplitude enquanto actriz. Ela tinha saído de «Os Miseráveis» e «Interstellar» e depois consegue um pequeno filme como o nosso e investiu meses, anos neste desempenho. A maneira como está no papel é crucial para o filme. E pelo lado do Johnny Flynn foi um processo de determinação contracenar com uma actriz como a Anne Hathaway, eles têm imensa química. Para mim ele é a revelação do filme. É uma prova do talento do Johnny estar presente perante uma actriz deste calibre e ter tido o desempenho que teve.

Kate Barker-Froyland: E o Johnny interpreta ao vivo todas as canções que toca no filme, perante o público, «A Canção de Uma Vida» também é um registo sobre a experiência de ouvir a música, queria capturar esse momento, daí ter sido importante encontrar alguém para este papel que conseguisse tocar ao vivo nos diferentes espectáculos ao longo do filme.

Como é que correu a colaboração com a Jenny Lewis e o Johnathan Rice, os compositores das canções originais deste filme?

Kate Barker-Froyland: Adorei trabalhar com a Jenny e o Johnny [Johnathan Rice], a Annie e o Adam são amigos deles e enviei-lhes o argumento para saber se eles estariam interessados em escrever a música do filme. Fui à Califórnia, eles tinham lido o argumento, e encontrei-me com eles e falámos bastante do personagem do James Forester e do Henry [Ben Rosenfield], fomos dar um passeio em LA, tinha de regressar a Nova Iorque mas acabei por ficar mais uma noite. Na manhã seguinte, quando estava a entrar no avião, antes de desligar o telemóvel, vi que tinha um email da parte deles na minha caixa de entrada e era uma canção chamada “Little Yellow Dress”. Eles escreveram o tema na mesma noite, depois de terem chegado a casa depois do nosso passeio. Ouvi e disse logo que eles tinham de escrever a música do filme. A canção aparece no filme quando o James está a tocar no The Bowery Ballroom. E nesse período de um ano, enquanto estava em Nova Iorque, eles enviavam-me as canções e falávamos ao telefone sobre o argumento. Quando iniciámos as rodagens já tínhamos todas as canções do filme.

Além das canções interpretadas pelo Johnny Flynn, o filme tem a participação ao vivo de vários artistas.

Kate Barker-Froyland: Tivemos a Sharon Van Etten [com o tema “One Day”] no concerto a que a Franny e o James vão assistir. Quando comecei a escrever o argumento já apreciava a sua música e sonhava que ele fizesse parte do filme. Fiquei muito entusiasmada quando ela disse que ia participar no filme. Dan Deacon foi outro artista que participou, está na sequência do clube de dança, descobri-o através do John [Jonathan Demme] que me enviou o vídeo do tema “Crystal Cat” que está também no filme, gostei tanto da canção que não conseguia parar de a ouvir. E depois temos canções da Nina Simone, que estava a ouvir bastante enquanto escrevia, essa cena e da America (é a canção que a mãe da Franny a obriga a cantar à frente do James). Na verdade enquanto escrevia o argumento estava a ouvir imensa música e isso foi uma parte importante do processo. Quando ouvimos uma canção de há dez anos atrás temos a tendência de recordar esse momento, o tema traz consigo uma série de memórias. A música está ligada à memória e à emoção dessa forma.

Também filmaram em Marrocos?

Kate Barker-Froyland: Filmámos sobretudo em Brooklyn e em Lower Manhattan mas tivemos 48 horas em Marrocos. Fomos a Rabat e filmamos nos subúrbios e uma pequena sequência na própria cidade quando a Franny está a passear junto das lojas.

Thomas Froyland: Não tínhamos a certeza se teríamos fundos para filmar em Marrocos e por isso rodámos a sequência num estúdio em Nova Iorque mas acabámos por não utilizar esse material porque conseguimos angariar o dinheiro e fomos a Marrocos. Aterrámos com uma equipe de filmagens muito reduzida e começámos logo a filmar no momento em que chegámos, não estivemos em Marrocos mais de 48 horas. Contudo, tivemos um problema, tínhamos umas lentes incríveis para filmar mas ficaram retidas no aeroporto. Eu e outro produtor andámos que nem loucos em Rabat para desbloquear o material retido e acabámos por recuperar as lentes mas há uma pequena cena no filme que foi filmada com uma lente diferente que alugámos em Rabat. Achamos que foi importante ir a Marrocos e isso fez diferença no filme.

Kate Barker-Froyland: Para a personagem da Franny também foi importante filmar em Marrocos porque ela inicia o filme afastada da família, quando acontece o acidente do Henry, ela é forçada a regressar à sua vida antiga e a enfrentar o desentendimento com a mãe e o irmão. Ela é obrigada a lidar com uma situação complexa. Queria arrancar com essa personagem num mundo completamente diferente.

Como é que olha para o debate actual nos Estados Unidos sobre a igualdade das mulheres em relação aos homens atrás e à frente das câmaras?

Kate Barker-Froyland: É muito bom estar a realizar um filme quando os holofotes estão focados na importância das mulheres no cinema e as oportunidades que as mulheres têm (ou não) para realizar filmes.

Thomas Froyland: É uma excelente questão e algo que não seria perguntado há alguns anos se este tópico não estivesse nas bocas do mundo. A Kate conseguiu fazer este filme independente, era o projecto que ela queria realmente fazer, mas infelizmente isso é algo invulgar, as estatísticas são terríveis. Ao nível da televisão os números ainda são piores porque no cinema independente ainda é possível financiar os projectos pois não existe o conceito de televisão independente e têm de passar por um estúdio. A nível de séries de televisão nos Estados Unidos apenas 18% das séries foram filmadas por mulheres, é algo inadmissível. Mas, por outro lado, é maravilhoso que a Kate possa dirigir um filme e com o seu trabalho juntar-se à importância deste debate. É algo que precisa de mudar e está mudar.

O que podemos esperar no futuro?

Kate Barker-Froyland: Sinto-me muito sortuda por ter conseguido realizar este filme e mal posso esperar por fazer mais filmes nos Estados Unidos e na Europa, aliás, adorava rodar algo em França.

Thomas Froyland: Esperamos que o nosso próximo projecto seja na Europa.

Kate Barker-Froyland: Tenho uma série de argumentos originais que gostava de realizar mas aquilo que desejava era filmar na Europa. Adoro os filmes que refletem sobre os meus personagens mas gostava de experimentar algo na linha de um thriller psicológico.

(entrevista publicada na revista Metropolis nº33)

 

John Turturro e Nanni Moretti - Um encontro em Cannes

Um dos grandes filmes do ano está aí nos cinemas, «Minha Mãe», de Nanni Moretti. Em Cannes, estivemos alguns minutos com o próprio Moretti e com o regressado John Turturro, a surpresa do elenco. Para Moretti, o importante é não forçar a lágrima, enquanto Turturro é defensor da ideia de que o cinema é um circo.

Num clube noturno de Cannes à hora do almoço. O clube chama-se Silencio e foi inspirado por David Lynch. É um cenário improvável para uma conversa cronometrada com a equipa de «Minha Mãe», de Nanni Moretti. A organização dos publicistas franceses é caótica: há horários trocados, a tradutora de Moretti sem pachorra e atrasos gigantescos. Tudo tão mal organizado que a atriz principal do filme, Margherita Buy tem de abandonar o local pois supostamente tem um avião à sua espera. O próprio Moretti desespera e John Turturro, o alívio cómico do filme, sorri de gozo.
O cineasta italiano, quando chega a vez da METROPOLIS, está cansado mas faz questão de dizer que este seu filme pessoal e inspirado na perda da sua mãe não tenta elevar o lugar do realizador: “um realizador de cinema vive e sonha como todas as outras pessoas. Basicamente, este é um filme sobre uma mulher que está com problemas no trabalho, que está preocupada com a filha e que se encontra cheia de dor pela doença da mãe. Ao mesmo tempo que convive com tudo isso de real, tem também os seu sonhos, as suas fantasias e medos. «Minha Mãe» tem diversos níveis de narração”.
Para John Turturro, a realizadora interpretada por Margherita Buy não é preto no branco uma versão de Nanni Moretti: “há coisas que ela diz que não são bem o Nanni. Além disso, aquela personagem é uma realizadora muito discreta. A presença do Nanni num plateau é tudo menos discreta. O que conta nessa coisa dos paralelismos reais é se a personagem é interessante ou não”. Turturro tem aqui o papel mais significativo da sua carreira em muitos anos. Quando leu o argumento diz ter ficado tocado: “ aquela realizadora é ao mesmo tempo amante, mãe e filha. Depois, gosto como a mãe dela afeta tanto os outros. Curiosamente, a filha, uma realizadora, tem a profissão que é suposto afetar os outros. Acho que o Nanni neste argumento fala de coisas que todos nós lidamos quando chegamos a uma certa idade. É uma grande história sobre a forma como todos nós na nossa vida acabamos por ficar órfãos”
Há um momento fulcral a meio do filme: a personagem de John Turturro quer abandonar o filme e ter um pouco de realidade. Perguntamos a Moretti se como realizador já lhe aconteceu isso. A resposta só chega depois de um leve sorriso: “mas eu, quando filmo, estou sempre na realidade. Não corro o risco de não fazer contas com a realidade...Seja como for, fazer um filme é uma experiência total e que me absorve de forma total e retira-me qualquer ligação com o mundo do sonho. Estou sempre completamente a par de tudo”. Moretti faz também questão de afirmar que não quis fazer um filme deprimente: “evitei o efeito lacrimejante. Não quis com que o público se comovesse a todo o custo. Enfim, procurei não sinalizar os momentos mais dolorosos. Quem vir «Minha Mãe» não ficará emocionado à força! Quis ser discreto nesse aspeto, quis ser mesurado, mesmo na questão da comédia – não quis que houvesse momentos de humor forçados. Mas claro que fico contente quando as pessoas choram e riem neste filme. Sempre soube o tipo de objeto de cinema que aqui queria fazer, apesar de haver sempre aquela dúvida acerca daquilo que depois chega ao público”.
Em Cannes, as cenas com John Turturro foram aquelas que provocaram as melhores gargalhadas do festival e lembraram-nos o quão entusiasmante pode ser este ator que tem andado longe dos papéis importantes. “O que me interessa como ator é poder trabalhar com as pessoas que admiro e esperar que me peçam para fazer coisas um pouco diferentes ou algo que me divirta. Para mim, o que me motiva é a interação, mas claro que o material também é importante. Aliás, antes pensava que o mais importante era o material. O mais importante são as pessoas”
No fim, há uma senhora da entourage do filme que nos corta o tempo pois Moretti tem supostamente que estar num “red carpet” do festival. As obrigações cannoises... “Pois, a França é um país que leva muito a sério o cinema e Cannes ainda é o festival mais importante do mundo. Se me pedem para estar na passadeira vermelha de smoking, eu obedeço sem problemas. Aqui o cinema é uma coisa séria, seja do ponto de vista artístico, seja do ponto de vista industrial. E subir ontem a passadeira vermelha com o meu filme emocionou-me como se fosse a primeira vez”, conta com voz grave já a levantar-se. A seriedade de Cannes toca sempre os maiores. Turturro, por sinal, também nos fala das obrigações protocolares da escadaria vermelha: “é um pouco surreal, é...Porém, é divertido, temos é de aceitar tudo aquilo. Estamos num negócio de circo. A escadaria de Cannes faz parte do circo”.

O Principezinho - Antevisão

Lugar ao Sonho

Na imaginação duma criança, há espaço para tudo, em especial para o sonho!

«O Principezinho» (2015), longa-metragem de animação estreada na última edição do Festival de Cannes, com um elenco de luxo, torna real o sonho de Saint Exupéry, que dá vida ao pequeno rapaz, vestido de verde e amarelo. Um pequeno viajante que anda de planeta em planeta em busca da amizade, do amor e da felicidade. Da rosa vaidosa ao poderoso Rei, até aterrar no planeta Terra, um deserto onde descobre a amizade com uma raposa, ousa chegar perto duma serpente e encontra um aviador aventureiro, onde contempla o céu iluminado pelas estrelas e aprende quase tudo sobre a vida no mundo dos homens.
O filme é assinado por Matt Osborne, o realizador de «Panda do Kung Fu» (2010), e as vozes de Riley Osborne, Jeff Bridges ou Rick Gervais, Marion Cotillard ou Rachel McAdams, entre outros, dão colorido a esta belíssima história escrita para crianças e adultos, contada de geração em geração, nas escolas e casas de todo o mundo. Um conto que ensina a crescer e a descobrir tudo aquilo que é invisível aos nossos olhos: as emoções. Escrita em 1943, em plena II Guerra Mundial, a odisseia deste miúdo loiro chega agora às salas nacionais com várias sessões de antestreia nas escolas portuguesas, permitindo a milhares de crianças e jovens ficarem a conhecer esta história maravilhosa. No fim, fica uma lição para todos: no meio da diversidade, o que nos une é a humanidade!

Knock Knock – Perigosas Tentações - Trailer Pt

Quando um dedicado pai e marido (Keanu Reeves) é deixado sozinho em casa por um fim de semana, duas jovens aventureiras (Lorenza Izzo e Ana de Armas) batem inesperadamente à sua porta a pedir ajuda. O que começa como um gesto generoso resulta numa sedução perigosa e num jogo mortal.

Knock Knock – Perigosas Tentações

Título Original: Knock Knock

Realizador: Eli Roth
Elenco: Keanu Reeves, Lorenza Izzo, Ana de Armas

 

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Star Wars: O Despertar da Força - Trailer

A Lucasfilm e o diretor visionário J.J. Abrams uniram forças para o levar para uma galáxia muito distante, com o regresso de Star Wars ao grande ecrã, através de STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA.
O filme é protagonizado por Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong'o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Peter Mayhew e Max Von Sydow. Kathleen Kennedy, J.J. Abrams e Bryan Burk são os produtores, contando com Tommy Harper e Jason McGatlin como produtores executivos. O guião é de J.J. Abrams & Lawrence Kasdan e Michael Arndt.

STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA estreia nos cinemas a 17 de dezembro de 2015.

Fonte: Disney

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A Ponte dos Espiões - Trailer

A PONTE DOS ESPIÕES protagonizado por Tom Hanks, estreia a 26 de novembro nos cinemas.
Realizado por Steven Spielberg, A Ponte dos Espiões é um thriller dramático que conta-nos a história de James Donovan (interpretado por Tom Hanks), um advogado de Brooklyn que encontra-se encurralado no centro da Guerra Fria, quando a CIA decide enviá-lo numa tarefa quase impossível para negociar a libertação de um piloto Americano U-2.

Fonte: 20th Century FOX Portugal

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