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Actualizado às 11:49 PM, Nov 20, 2019

«Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro»

Um dos fenómenos da recente Comic-Con, em San Diego, foi o novo projeto de Guillermo Del Toro, «Histórias assustadoras para contar no escuro». A apresentação decorreu num painel recheado de estrelas como o próprio Produtor e realizador mexicano, o realizador André Ovredal e a equipa de efeitos especiais com Mike Elizalde («Hellboy»), Mike Hill («A Forma da água») e Norman Cabrera («Hellboy»). Aí foram revelados os segredos do novo desafio de Del Toro.

«Histórias assustadoras para contar no escuro» é um filme de época, caraterística fundamental para Del Toro que desejava um período anterior à torrente de informação dos tempos atuais. Para o realizador de «A Forma da Água», “quanto menos recursos tiverem melhor. Não podem googlar nada. não conseguem usar um telemóvel. A outra razão é que as histórias viajavam mais devagar, mas aprofundavam mais. ”Em termos gerais, o realizador e produtor afirma que estão a fazer um filme para eles próprios tal como ainda tivessem 12 anos. Estão três gerações que tiveram contato com estes livros e sentiram sempre que seria algo para os pais e filhos assistirem em conjunto.

scary stories 2

Os contos de Stephen Gamell e Alvin Schwartz foram adaptados neste filme num tom muito similar aos filmes da Amblin, produtora que ganhou estatuto na produção de clássicos de Steven Spielberg. Guillermo Del Toro e André Ovredal são fãs declarados do tom dos filmes de família dos anos 1980, Ovredal destacou a importância que teve a sua infância e juventude de espetador de cinema e a forma como se ligou a estas histórias. André Ovredal afirmou na sessão que cresceu com os filmes da Amblin – a saga «Regresso ao Futuro» e todos esses filmes – e quando leu o argumento e viu a oportunidade de criar um filme de terror nessa linha. A ação tem como pano de fundo uma pequena localidade da América de 1968, sobre o espectro da guerra no Vietnam e com o Presidente Nixon a ser contestado e os cartazes de recrutamento a serem vandalizados...

Um dos aspetos mais originais do filme prende-se com os monstros criados e, a este propósito Del Toro reafirma a sua preferência pelos efeitos especiais físicos e foi aplaudido na Comic-Con de San Diego por ter manifestado essa opção. As primeiras imagens do filme foram exibidas em simultâneo com a explicação pelo criador dos monstros, Norman Cabrera, que descreveu como deram vida ao monstruoso espantalho Harold. O desenho final da personagem foi descrito como uma “máscara que apodreceu ao sol”. A fidelidade ao original dos livros na criação dos monstros foi uma das premissas da equipa pois todos eram fãs das histórias. Por isso, ser fiel ao original foi fundamental.

As personagens mais marcantes apresentadas na Comic-Con foram o já mencionado espantalho Harold; O cadáver hediondo à procura do dedo do pé concebido através de caraterização e maquilhagem intensivas em «The Big Toe»; A versão cinematográfica da Mulher pálida («The Pale Lady»), entidade pálida e sorridente que foi uma das mais difíceis de criar; E, finalmente, o último monstro – Jangly Man – foi o que teve a reação mais efusiva da sessão. É uma amálgama de três outras histórias retiradas dos livros de culto: “Mi Tie Dough-ty Walker”, “What do you come for?” e “Aaron Kelly’s Bones”. O ator que deu vida a esta personagem, Troy James, teve de executar movimentos incríveis que tornaram o monstro poderoso e ainda mais assustador.

  • Publicado em Feature

A Forma de Água

“O Monstro Precisa de Amigos” anunciaram e cantaram os Ornatos Violeta. E durante vários anos filmou Guillermo del Toro este mote, crendo sempre, como afirmou no seu discurso nos Golden Globe, que os monstros são os padroeiros das nossas ditosas imperfeições.

Sendo del Toro o realizador desta película, já esperávamos um monstro, uma abordagem na qual estas criaturas de pesadelos não são malignas, porém, e apesar dos trailers do filme, não esperávamos uma tão tocante e mágica história de amor.

Elisa (Sally Hawkins) e Zelda (Octavia Spencer) são meras empregadas de limpeza num complexo secreto do governo do Estados Unidos que vivem a sua rotina de cada dia, picando o cartão, limpando e conversando sobre as pequenas coisas da vida. Até que, pelas mãos do hostil Richard Strickland (Michael Shannon), chega ao complexo uma estranha criatura aquática (Doug Jones) vinda da América do Sul. Ora a curiosa e amável Elisa enceta não só uma relação com a criatura, como também, mais tarde, uma missão de salvamento.

forma da agua foto

Ao lermos a sinopse cremos ser um filme B, no entanto não nos devemos enganar. O que nos parece mais estranho, acaba por nos encantar. Ou seja, a relação entre Elisa e a Criatura. O realizador mais uma vez dá-nos um novo conto de fadas. Reenche a nossa fantasia, as nossas esperanças e os nossos olhos. Tudo funciona em perfeita harmonia: o argumento, a representação dos atores, o cenário, os efeitos especiais, a música. Diante da tela somos crianças outra vez, mas agora sabemos ler nas entrelinhas. Ou pelo menos questionamo-nos: O porquê das cores? A razão pela qual Elisa é muda? Porque razão o filme se passa em plena Guerra Fria? E a água? E etc. De facto, Sally Hawkins e Doug Jones brilham sem nunca trocarem uma palavra. Os movimentos, os olhares, as expressões são magníficas. Mas todo o elenco os acompanha: os olhos rancorosos de Richard, a firmeza de Zelda, a gentileza triste dos gestos de Giles (Richard Jenkins). Tanto a banda sonora a cargo de Alexandre Desplat, como a fotografia de Dan Laustsen são elementos fundamentais para esta fábula cinematográfica, pois, se formos sinceros, efabulamo-nos, e é maravilhoso.

Guillermo del Toro continuou fiel aos seus monstros e de certa forma ofereceu a outro monstro, o do filme «Creature from the Black Lagoon» (Jack Arnold, 1954), uma possibilidade de amar e ser amado. As semelhanças entre as duas criaturas são grandes. Ao longo da filme podemos encontrar outras influências de outros filmes, como se também «A Forma da Água» fosse uma pequena homenagem à magia do cinema. Mas por enquanto é um novo conto de fadas, com ensinamentos para a Humanidade, encantamentos e poesia. Ora, comecemos de novo: Era uma vez, uma empregada de limpeza chamada Elisa e...

Título Nacional A Forma da Água Título Original The Shape of Water REALIZADOR Guillermo del Toro Actores Sally Hawkins, Octavia Spencer, Michael Shannon ORIGEM EUA
DURAÇÃO 123’ ANO 2017

cinco estrelas

Entrevista a Guillermo Del Toro - A forma da água

Guillermo del toro tem dedicado a vida a fábulas e criaturas fantásticas.

Desde o início da carreira com «Cronos» (1993) até «A Forma da Àgua» (2017), candidato a triunfar nos óscares deste ano, o trabalho do cineasta mexicano tem narrado histórias mágicas recheadas de magia e surpresa. Passado em plena Guerra Fria, o filme leva o espetador para o interior dum laboratório secreto do governo norte-americano onde acaba de chegar uma criatura anfíbia com poderes extraordinários. A sua relação com Elisa, uma empregada de limpeza muda, ameaçada pelo agente impiedoso Strickland e acarinhada pelo vizinho Giles vai levar a consequências trágicas. Filmado durante o outono de 2016 em Toronto, Canadá, o filme teve a sua primeira apresentação mundial no festival de Veneza do ano passado. Em plena rodagem, o realizador fala-nos sobre esta história de amor única.

Donde surgiu a ideia para este filme?

Nos anos 1990 pensei na ideia de fazer um romance dum romance com um anfíbio, como um filme de ficção científica. Era sobre exploradores que vão para a Amazónia. Ninguém ficou entusiasmado com a ideia e quis fazer o filme. Mas a ideia ficou na minha cabeça, pois um dos motivos principais das histórias de encantar é a história dum peixe que concede três desejos e um pescador ou a mulher dum pescador que deixa o peixe fugir. Queria fazer um filme sobre uma criatura anfíbia que transforma a vida de quem a salvar, duma forma mágica. Escrevi em parceria com o Daniel Krauss uma obra chamada Trollhunters e estávamos a tomar o pequeno almoço em Toronto quando preparava «Batalha do Pacífico» e ele disse-me, Sabes, tenho esta ideia sobre um governo esconder um segredo acerca duma criatura anfíbia, e uma empregada de limpeza construir uma relação de amizade com ela. Respondi-lhe, Compro-te essa ideia. Não digas mais nada. Não escrevas nada. Disse-lhe, faz uma sinopse e diz o preço. Ele assim o fez, comprei-lhe e garanti-lhe a co-autoria. Isso foi há 4 ou 5 anos atrás. Pensei-a como uma história de amor, comecei a escrevê-la e decidi que devia passar-se em 1962, que marca o fim do sonho americano. A guerra do Vietname está em curso, o Kennedy vai ser morto, todos pensam que o futuro vai ser grandioso. É o momento no qual acho que tudo começou a mudar e seria a altura ideal para algo primitivo e espiritualmente poderoso como a criatura aparecer. É também uma altura em que tipos como o Strickland são brutais, acho que isso ligava-se muito à atualidade.

A Forma da Água

É um filme de monstros, mas o monstro não é aquilo que pensamos ser.

Claro que sim. A ideia era, podemos contar a história da criatura duma outra forma? Uma imagem clássica é a do monstro a levar a miúda, o que, habitualmente é mau sinal. No final deste filme, quando a criatura leva a mulher, é belíssimo. Por isso a ideia era pegar nas convenções e dar-lhes um toque diferente. Normalmente, a personagem do Michael Shannon seria um herói. Um tipo bonito num fato elegante que trabalha para o Governo.

Como vê a odisseia de Elisa?

Para mim, ela nasceu num lugar onde não se sente integrada e a essência da história de amor e de encantar é que existem duas viagens que os heróis e as heroínas fazem nestas histórias mágicas: para se encontrarem - o seu lugar no mundo - ou encontrar o seu lugar num mundo alternativo onde possam viver. Nesses desafios pode caber em qualquer história de encantar alguma vez escrita. Elisa cumpre-os todos. É uma desalinhada e é, literalmente, invisível, a limpar casas de banho e apanhar o lixo, ninguém a vê. Ela torna-se muito forte e enfrenta uma figura muito poderosa. É muito corajosa, torna-se assim. E também, encontra o seu lugar no mundo e alguém que a respeite. Ela é muito bonita.

A forma da água - Elisa (Sally Hawkins)

E para uma personagem que nunca fala – ela é muda – tem a melhor fala do filme.

Estou mesmo a falar de amor e da forma de o compreender. Pensei, o momento em que te apaixonas não é o momento em que se trocam olhares, mas sim o momento em que se olham e tu existes. Acho que ela foi invisível durante toda a sua vida e de repente conhece a criatura e esta está feliz. Observa-a e não espera nada em troca. Apenas está feliz por olhar para ela. Muitos têm essa experiência com os seus cães e gatos. Mas aqui o sentimento é mais profundo dado o reconhecimento. Nas histórias de encantar o mais importante é o reconhecimento da nossa essência. Conhecer-nos a nós próprios é o mais importante nessa viagem. Foi um discurso que gostei muito de escrever porque é o que ela diz. E a essência do herói é alguém que diz, Não posso deixar que isto aconteça. Não têm a ver com não ter medo, é Não posso permitir isto, mesmo que não sobreviva. Há uma criança no meio da estrada e os carros não param de passar, vou morrer se a salvar, mas vou fazê-lo.

Como foram as cenas com a Sally e com o Doug?

Filmámos e ao 7ºtake já estava escuro. Os meus óculos estavam embaciados. Este foi um daqueles argumentos que quando terminei, estava a chorar. Emociono-me com facilidade. Aconteceu o mesmo com Labirinto de Fauno (2006) e «Nas Costas do Diabo» (2001). «Crimson Peak: A Colina Vermelha» (2015) para mim foi muito emotivo, porque tudo o que faço são histórias de encantar.

Como se desenvolveu o design da criatura?

Levou três anos a desenhá-la e a construí-la. Passei a maior parte do tempo a financiá-la. Gastei mais de 200 mil dólares na sua criação, do meu próprio bolso. Precisava dum ano de design antes da criatura ser feita. E depois foi moldada da forma tradicional, Tivemos três escultores a trabalhar de forma ininterrupta. E depois voltamos a pintá-la toda uma série de vezes. A forma como está agora leva-nos a parar de ver a criatura e começar a ver a personagem.

Falou-nos da atualidade da história. Isso pesou muito quando a escreveu?

Pensei nisso. Está desenhado para ser dessa forma. As histórias deste género surgem em tempos bem difíceis. Aparecem em momentos de fome, guerra e pestilência. Não foram escritas para crianças. São fontes de tradição oral. Falam de corrupção real ou reafirmação do poder do monarca. Cada uma das narrativas de encantar separase em duas categorias: uma que reafirma o poder instituído e a outra que o subverte. O mesmo se passa nos filmes de terror e nos de ficção científica. Se estivesse a fazer um filme de género de filme o herói seria o Strickland. Protagonista, bem vestido e com uma boa apresentação, elegante e capaz. E ele tem de controlar a criatura que está solta nos corredores do local onde está. Essa é a história habitual, sabe? Se adora monstros, quer contar a outra história. Fiz o «Hellboy» (2004), «Batalha do Pacífico» (2013) e construí sempre instalações de raiz, que são espetaculares, mas conto a história sempre do ponto de vista dos agentes. Agora quis contar a história da perspetiva das empregadas de limpeza, as que arrumam e limpam os locais onde esses funcionários trabalham.

O filme tem muitos momentos de humor.

Acho que isso está presente. Até o design tem humor. Algumas pessoas acham que as minhas histórias são dolorosas, mas o tom do filme são os atores. O diálogo e tudo isso. Sim, claro que isso também se percebe no look do filme e na cor e na fotografia: se a abordagem deste filme fosse com a mesma fotografia que utilizámos em «Crimson Peak: A Colina Vermelha» (2015), o humor evaporava. Se a abordares com um tipo de design super estilizado, como no filme «Doutor EstranhoAmor» (1964), o humor desaparece. Se o fizeres com algum realismo e toques de magia, é isso que quero.

Já disse que escreveu este argumento para os atores. Em relação a Michael Shannon: desde quando teve a certeza que ele era o ator ideal para o papel de Strickland?

Escrevi o argumento a pensar no Michael. Pensava mesmo que ele podia ser o Strickland, mas nunca falei com ele antes de iniciarmos o casting. Foi o primeiro ator que abordámos. Fui ter com ele mas ele disse-me que estava a acabar outro filme e depois ia fazer teatro. Que só iria ler o argumento daí a mês e meio. Apostei tudo que ele iria gostar do argumento. Nunca tens a certeza. Com o Richard Jenkins aconteceu o mesmo: não tinha a certeza se ele aceitaria participar neste tipo de filme mas depois lembrei-me que ele já tinha participado em filmes como «A Casa na Floresta» ou «A Desaparecida, o Aleijado e os Trogloditas». Pensei para mim: Vou arriscar.

Qual o significado da projeção de «Os Amores de Ruth» (1960) na sala de cinema durante o filme?

Toda a gente fala da criatura como sendo um deus. Quis muito ter uma história sobre uma mulher cheia de fé que fizesse uma transgressão, mas não quis citar nenhum dos clássicos bíblicos que todos conhecem. Acho que se torna chato quando citas coisas que todos conhecem. Torna-se meta. Não quis fazer isso, mas antes citar um filme bíblico pouco relevante.

Escreveu todas estas referências.

Levou nove meses. A última fase do argumento foi em 2014/15. A Fox Searchlight entrou no projeto em 2014 e eles sabiam tudo o que iria acontecer pois já tinha uma boa parte do guião. Tinha um esboço completo já pronto e disse-lhes, Quero uma lista de todos os filmes feitos pela Fox e as canções que posso utilizar pois não tenho dinheiro para pagar os direitos. Vi bons e maus filmes. Queria algo que não fosse popular. Posso escolher a Carmen Miranda, posso optar por «Os Amores de Ruth» (1960) e «Carnaval do Amor» (1958) pois a maioria nunca ouviu falar deles.

«DreamWorks Trollhunters» animação de Guillermo del Toro na Netflix

A partir de 23 de dezembro, a Netflix e a DreamWorks oferecem às famílias de todo o mundo: 13 horas de aventura, suspense e imaginação ilimitada, com a nova série Dreamworks Trollhunters.

Esta saga épica, do aclamado diretor Guillermo del Toro, irá agradar tanto aos pais como aos filhos. A série começa quando o adolescente Jim Lake Jr. encontra um amuleto místico a caminho da escola e descobre uma civilização secreta de trolls escondida sob Arcadia, a pequena cidade onde vivem. Aventureiro e determinado, mas pouco preparado para as responsabilidades, Jim é forçado a assumir a posição de Trollhunter, o protetor dos trolls bons, que jamais devem ser encontrados pelos poderosos inimigos que buscam vingança.

Fonte: Netflix

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«Caçadores de Trolls» de Guillermo del Toro

Fruto da imaginação criativa do aclamado realizador Guillermo del Toro, chega-nos a história de dois mundos preste a colidir na saga épica da DreamWorks, Caçadores de Trolls. Quando a caminho da escola o adolescente Jim Lake Jr. encontra um amuleto místico, descobre acidentalmente uma civilização secreta de trolls sob Arcadia, a pequena cidade onde vive. Aventureiro e com espírito tenaz, mas pouco preparado para a responsabilidade que lhe será confiada, Jim é forçado assumir o cargo de Caçador de Trolls e jurar proteger os trolls bons dos seus poderosos inimigos que anseiam por vingança.

Jim é o primeiro humano a ter a honra de se converter num Caçador de Trolls, e de repente terá que enfrentar não só os problemas diários na escola onde estuda como digladiar-se numa guerra que já dura há séculos e que agora ameaçada de igual modo humanos e trolls. Auxiliado pelos seus melhores amigos e com alguns aliados chave do mundo dos trolls, o corajoso jovem de 15 anos vai embrenhar-se num mundo fantástico repleto de criaturas surpreendentes, cidades gloriosas e inimigos ferozes ansiosos por destruí-lo. Destinado a desempenhar um papel crucial numa batalha secular entre o Bem e o Mal, Jim está determinado a salvar o Mundo – assim que a aula de ginástica termine.

Caçadores de Trolls da DreamWorks é um conto heroico onde se destaca uma narrativa ambiciosa e complexa, com efeitos visuais deslumbrantes, que estabelecem novos padrões nas produções de animação, criando uma série que vai agradar a toda a família.

CAÇADORES DE TROLLS DA DREAMWORKS CHEGA À NETFLIX EM DEZEMBRO

Fonte: Netflix

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