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Actualizado às 3:34 PM, Mar 25, 2020

Esquadrão Suicida - Katana

1ª aparição na BD: Brave and the Bold, nº 200 (1983)

Nome verdadeiro : Tatsu Yamashiro quem é: Uma lutadora Samurai que luta com a poderosa espada Soultaker, que detém as almas de todas as suas vítimas. Katana é também a parceira do Coronel Rick Flag para manter o Esquadrão sob controlo.

Poderes: Perita em artes marciais, especializada no combate corpo-a-corpo e com espada.

Katana começou por ser Tatsu Yamashiro, uma jovem japonesa que despertou a atenção de dois ir - mãos, Maseo e Takeo. Tatsu viria a casar com Maseo, com quem teve gémeos, o que enfureceu Takeo, que se juntou a uma organização criminosa e ficou na posse de duas antigas espadas, uma delas a Sou - ltaker, que tem propriedades mís - ticas. Takeo desafiou Maseo para um duelo, matou-o e incendiou, acidentalmente, a casa de Maseo e Tatsu, fazendo com que a jovem começasse o seu treino de artes marciais e assumisse uma nova persona, Katana. “Ela é muito leal à Amanda Waller e ao Rick Flag. Trabalha sob as suas ordens e segu - ra as rédeas do turbulento grupo. Ela é protetora e uma guerreira fe - roz”, descreve Karen Fukuhara, que interpreta Katana. “A alma do seu marido está na sua espada e falo o que significa quecom o Maseo está ao seu lado ao longo do filme”, es - clarece a atriz, apesar de o passado da personagem não ser muito abor - dado no filme. “A sua jornada é so - bre ela descobrir pessoas em quem possa confiar. Ela começa como um lobo solitário mas, no final do fil - me, ela torna-se realmente parte de uma família”, acrescenta.

É a primeira experiência de Fukuhara como atriz e também a estreia da personagem no grande ecrã, apesar de já ter sido retratada na 3.ª temporada da série «Arrow», interpretada por Rila Fukushima. Fukuhara é uma campeã de artes marciais, pelo que fez quase todas as suas cenas de ação: “Fez mes - mo a diferença porque sabia tudo através da memória muscular e não precisava de pensar sobre isso quando as câmaras estavam a filmar”.

Para se preparar para o papel, a atriz leu os comics em que Kata - na aparece, mas frisa o seguin - te: “Sempre quis interpretar uma guerreira samurai como a Katana. Os Samurai são quase sempre ho - mens, por isso, enquanto crescia na América, tive algumas dificul - dades em encontrar modelos a se - guir. Eu e a Katana podemos não ter a mesma personalidade, mas, como vimos da mesma formação cultural, partilhamos valores fundamentais”.

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Esquadrão Suicida - Deadshot

1ª aparição na BD: Batman, nº 59 (1950)
Nome verdadeiro: Floyd Lawton
Quem é: Deadshot é o melhor atirador do mundo, um assassino com ligações à máfia que trabalha sozinho e não confia em ninguém. Não mostra quaisquer remorsos pelos seus crimes e deseja uma morte espetacular. Parece o candidato perfeito para fazer parte do Esquadrão Suicida, mas tem um ponto fraco, a sua filha Zoe...
poderes: Deadshot não falha os seus alvos, tendo uma pontaria inigualável.

Deadshot é “o racional do grupo. É com ele que poderias sentar-te e beber uma cerveja. Há uma qualidade nele enquanto líder”, assinala Ayer. Todavia, “o seu calcanhar de Aquiles é a filha. Ele ama aquela menina e isso cria um bizarro conflito mental no qual ele gosta de matar pessoas mas que é algo que aquela menina não quer para ele. Ela quer um pai”, assinala Smith. Zoe (Shailyn Pierre-Dixon) é usada como garantia por Amanda e Flag para assegurar que Deadshot participe na missão até ao fim.

Will Smith costuma interpretar verdadeiros heróis, personagens inspiradores e cheios de otimismo. Bem, com Deadshot, a situação muda completamente de figura e o ator não se coíbe de mostrar o seu contentamento por isso: “Nunca tinha interpretado um personagem que simplesmente se está a lixar. É muito libertador não ter de carregar a espinha moral do filme”. “Colocar um tipo como o Will, que tipicamente interpreta personagens muito positivos, num papel com alguma negritude e complexidade é perfeito porque ele é tão simpático e tem tão bom coração que atravessa o ecrã. Fez sentido”, evidencia Ayer. Ator e realizador trabalharam de forma próxima para que o personagem fosse caracterizado da forma certa: “Não conseguia encontrar um modelo para perceber o que poderia fazer com que alguém matasse confortavelmente outra pessoa por dinheiro. O David ajudou-me nisso. Encontrou um livro para mim, The Anatomy of Motive, de John Douglas, e trabalhei para entrar na mente dos serial killers. Quando aceitei o conceito que o autor apresenta, explodiu na mente o Deadshot”, conta Will Smith. “Foi divertido tratar o Deadshot como uma pessoa real”, acrescentou. Para as suas cenas de ação, Will Smith recorreu a velhas memórias, quando protagonizou «Ali» (2001), papel que lhe rendeu a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Portanto, veremos um Deadshot com alguma perícia no boxe.

David Ayer escreveu a personagem de Deadshot diretamente para Will Smith. O realizador diz que o filme gira muito em torno de Deadshot e que está “muito orgulhoso” por aquilo que o ator fez na obra, já que considera que “será uma das surpresas. Parece que ele encontrou algo novo”. “Parte do que faço enquanto realizador é encontrar o ponto de vista do filme e ele é uma forma fantástica de contar uma história”, disse ainda. A dupla vai voltar a repetir a parceria em outubro, quando filmarão «Bright», um filme escrito por Max Landis e que tem também no elenco Noomi Rapace e Joel Edgerton. Will Smith não deixa margem para dúvidas: “Ele é um dos melhores diretores de atores com quem já trabalhei”.

Guia de personagens

Joker
Harley Quinn

 

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Esquadrão Suicida - Joker

1ª aparição na bd: Batman, nº 1 (1940)

Nome verdadeiro: Desconhecido
Quem é: Muito violento, Joker adora o caos e faz de tudo para potenciá-lo. Perigoso até ao tutano, é o maior e mais imprevisível inimigo de Batman. Absolutamente louco, vive sem regras e é um mestre no mundo do crime.
poderes: Joker não tem propriamente poderes mas contém uma vastidão de dispositivos bélicos, bem como armas químicas (gases venenosos e toxinas). Todavia, apesar disso, o que o torna um verdadeiro perigo é o facto de ser impossível prever o que vai fazer a seguir.

Sem qualquer dúvida, Joker é uma das figuras mais conhecidas da cultura popular das últimas décadas. Começou pela banda desenhada mas ganhou ainda mais notoriedade no grande ecrã. Agora, após 8 anos de interregno, volta a ser retratado na Sétima Arte e as expectativas são muito altas. Foi David Ayer quem decidiu que Joker deveria entrar em «Esquadrão Suicida», apostando muito neste regresso. O norte-americano Jared Leto foi o ator escolhido e está ciente da incumbência: “Foi uma absoluta honra ser convidado para interpretá-lo e não o encarei de forma leve. Senti a responsabilidade de trabalhar o mais possível e fazer o melhor que pudesse. Há muitas pessoas que se preocupam muito com estas personagens e tenho muito respeito por isso. Sabia que ia ter de mergulhar de forma profunda e ir para um lugar em que nunca tinha estado”. Jared Leto será o quarto ator a interpretar a personagem no Cinema, seguindo-se a Caesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger, que venceu o Óscar de Melhor Ator Secundário (a título póstumo) pela sua visceral e inesquecível performance em «O Cavaleiro das Trevas» (2008). “O trabalho que tem sido feito por tantas pessoas com este personagem tem sido muito impactante, incrível, divertido, profundo, arriscado”, considera Leto. Ayer refere que “foi uma oportunidade incrível para reinventar” o personagem, já que Joker tem evoluído ao longo do tempo. “Não julgo que deveríamos congelá-lo e não deixá-lo evoluir connosco enquanto evoluímos como público”. Leto assinala que, logo nas primeiras conversas com Ayer, ficou nítida a sensação de que o cineasta “queria fazer algo completamente diferente. Ele queria quebrar algumas regras e isso é muito cativante. Tive a sensação que ele estava numa missão e que, para ele, não se tratava apenas de um filme. Ele tinha muita paixão e ideias e era também muito determinado, o que é necessário quando caminhas num terreno agitado. As suas ideias e energia foram infecciosas e sabia que tinha de fazer parte da aventura”.

“O Joker é um ícone, uma lenda, o vilão dos vilões e parece que é o que mais se diverte. É difícil não ser fã disso”, salienta Jared Leto. “Penso que, provavelmente, o Joker se alimenta de ressentimento (...). Quanto maior o ressentimento, maior o conflito, e quanto mais inimigos reúne, mais completo se sente”, assinala. “Fiz muitas coisas para criar uma dinâmica, um elemento de surpresa, de espontaneidade, e queria deitar abaixo quaisquer muros que existissem. O Joker é alguém que não respeita coisas como espaço pessoal ou limites”, acrescentou o ator.

David Ayer revelou que todas as tatuagens de Joker contam “uma história muito específica e as pessoas acabarão por decifrá-las e perceber o que está a acontecer mas é claro que elas são controversas, sempre que fazes algo novo é controverso”. “Relativamente ao desenvolvimento visual do Joker, queria um tipo que parece que teve uma história e que a veste. Este é um tipo com algumas façanhas e presença no mundo criminal e queria que ele parecesse um criminoso dos dias modernos. Queria que ele se parecesse com alguém que acreditamos que pudesse emergir do submundo atual”, enfatiza o cineasta. De realçar que Joker não faz parte do Esquadrão e a sua envolvência no filme é um dos mistérios mais bem guardados da produção da obra.

SS joker

Jared Leto é conhecido pela sua entrega total aos personagens que interpreta: conviveu com toxicodependentes reais por «A Vida não é um Sonho» (2000), engordou mais de 60 quilos para o seu papel em «Capítulo 27 - O Assassinato de John Lennon» (2007) e ficou com um corpo esquelético para o seu personagem em «O Clube de Dallas» (2013), papel que lhe rendeu o Óscar de Melhor Ator Secundário. É claro que, para interpretar Joker, Jared Leto imergiu por completo no “método”, apesar de o ator referir que não gosta muito do termo, por considerá-lo “uma palavra poluída. O que tento fazer é concentrar-me e comprometer-me tanto quanto possível para poder fazer justiça ao filme, à história, ao personagem e a todos os outros”. “Como ator, deixou-se cair por completo no abismo”, refere David Ayer. O ator encontrou-se com psiquiatras e pacientes reais para compreender a mentalidade sociopata. “Julgo que, quando aceitas um papel, tornas-te parte detetive, parte escritor e é a minha parte favorita de todo o processo, a descoberta e a construção da personagem. É muito divertido”. “Nunca sabes o que o Joker vai fazer a seguir. Era intoxicante não ter regras”, recorda.

Jared Leto esteve sempre em personagem durante as filmagens e há muitos episódios marcantes. Will Smith refere que “o Jared ficou totalmente como o Joker. A regra, normalmente, é nunca ser o Joker, mas ele definiu o tom. Ele não estava a brincar, era incrivelmente sério. Como ator, ele abalou-nos”. “Algumas vezes pode ser estranho, outras pode ser assustador mas, na maior parte do tempo, é simplesmente divertido. Tento não me rir, porque diz coisas hilariantes. O Jared é muito divertido, assustador e louco. Absolutamente louco. É realmente interessante trabalhar com alguém tão metódico porque não tinha trabalhado com alguém assim antes”, assinala Margot Robbie. Leto confessa que “foi desafiante” estar sempre em personagem mas também “divertido. O Joker tem um grande sentido de humor, dependendo da pessoa a quem perguntares”.

Jared Leto ofereceu ainda aos seus colegas de elenco umas prendas... curiosas: revistas pornográficas, preservativos usados e facas. Presenteou ainda Will Smith com uma caixa com balas e Margot Robbie com uma carta de amor acompanhada de um rato vivo. “O que o Jared fez é absolutamente incrível. Quando ele entra no set, o mundo pára. Tudo pára. O que ele fez é tão poderoso, ameaçador e palpável que consegues senti-lo. A equipa pára de trabalhar e fica simplesmente a vê-lo”, revela Ayer. Leto refere que Joker se tornou “numa pessoa real. Não sei se pessoa será a palavra certa. Penso que o Joker vive entre a realidade e outro plano”. “Para o Joker, a violência é uma sinfonia. Trata-se de alguém que retira uma extrema recompensa do ato de violência e manipulação”, concluiu.

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Esquadrão Suicida - Harley Quinn

1ª aparição: TV «Batman: The Animated Series», no episódio “Joker’s Favor” (1992)

Nome verdadeiro: Dr. Harleen Frances Quinzel

Quem é: Dr. Quinzel começou por ser uma psiquiatra estagiária no asilo de Arkham, até que conheceu um paciente que mudaria a sua vida, Joker, que lhe invadiu a mente e transformou-a numa mestre do crime. Ela tornou-se completamente obcecada por ele, ajudando-o múltiplas vezes a fugir do manicómio, até que os seus chefes hierárquicos a despediram. Foi aí que resolveu juntar-se a Joker no mundo do crime e assumir o nome de Harley Quinn.
poderes: Incrivelmente criativa e com muita loucura à mistura, Harley Quinn não tem super-poderes mas é absolutamente imprevisível, sendo também bastante ágil fisicamente, por ter praticado ginástica.

Harley Quinn é considerada tão perigosa a nível psicológico que os guardas têm de ir alternando entre si para que ela não tenha hipótese de lhes invadir a mente. Margot Robbie descreve a sua personagem como sendo, “sem dúvida, um dos mais imprevisíveis membros do esquadrão. Ela também foi psiquiatra, pelo que tem um conhecimento extenso sobre a doença mental e como manipular as pessoas”. “Penso que tenho a melhor personagem do filme. Não a trocaria por nenhum outro”, realça.

Robbie assinala que Harley Quinn “adora causar tumulto e destruição” e que o realizador “queria que ela fosse forte e durona, mas também divertida. Sempre que inclinava a minha interpretação para a comédia, ele dirigia-me em sentido contrário. Ele queria que ela fosse bastante perversa”. Já Ayer refere que “ela é muito assustadora. Estou, de certa forma, contente por ela ter salto alto agulha porque, caso contrário, seria ainda mais assustadora”, “há uma sexualidade, uma atração mas, quando percebes a forma como a personagem pensa, ela praticamente usa isso como uma arma para desarmar as pessoas, uma espécie de judo visual para conseguir o que ela quer”.

suicide squad

Harley Quinn tem uma particularidade interessante: ao contrário de todos os outros, ela não surgiu na banda desenhada, mas numa cena da série «Batman: The Animated Series», tendo sido criada apenas com a intenção de ser um cameo e nada mais. Além disso, Harley Quinn é baseada numa estrela da telenovela «Days of Our Lives». Os criadores da personagem, Paul Dini e Bruce Timm, recordam uma cena em que a atriz Arleen Sorkin vestia um fato de bobo da corte, de onde resultou o look de Harley Quinn, bem como os sons da personagem de Sorkin. Mais curioso ainda, Arleen Sorkin deu voz à personagem em «Batman: The Animated Series», bem como noutros momentos do Universo Animado da DC, até 2012, quando a atriz se reformou. A vilã tem agora a sua grande estreia cinematográfica, mas a verdade é que isso quase aconteceu em 1999. Após «Batman para Sempre» (1995) e «Batman & Robin» (1997), a Warner Bros. começou a preparar um terceiro filme, que nunca viria a ver a luz do dia, ou melhor, o escurinho da sala de cinema. A obra chamar-se-ia «Batman Unchained» e voltaria a ter Joel Schumacher na cadeira de realização, tal como nos dois filmes precedentes. Haveria um destaque para Harley Quinn, com Madonna e Courtney Love na calha para interpretar a personagem, que formaria parelha com o Scarecrow (interpretado por Nicolas Cage), com um único objetivo: derrubar Batman de uma vez por todas. Todavia, na televisão, Harley Quinn já apareceu, na série «Birds of Prey», sendo interpretada por Mia Sara.

A australiana Margot Robbie, a rainha deste verão cinematográfico – que também protagonizou «A Lenda de Tarzan», que estreou em julho – tem, com Harley Quinn, uma oportunidade única para mostrar toda a sua versatilidade. A atriz preparou-se durante 6 meses para interpretar a personagem, tendo tido aulas de ginástica e tiro ao alvo. Leu também todos os comics em que Harley Quinn dava o ar de sua graça. “Fiz muita pesquisa sobre doença mental e co-dependência. Estava a tentar encontrar um caminho para perceber por que ela está tão apaixonada pelo Joker. Considerava que ela é co-dependente dele. Agora, que fiz a pesquisa, percebi que se trata mais de uma adição do que de uma doença. Vês muitos lados dela. Às vezes, ela é mesmo divertida. Outras, é muito má. Ela simplesmente gosta de tudo o que faz. Quer seja algo bom ou mau, terá uma porção igual de gozo. Ela não é sempre a personagem mais amável”.

SS harley

Harley Quinn é uma das personagens que os fãs mais esperam ver em «Esquadrão Suicida», o que se traduziu numa pressão adicional para a atriz: “Foi um pouco um território não explorado interpretar personagens que não o foram antes. Mas, ao mesmo tempo, senti uma enorme responsabilidade para fazer justiça à personagem por todos os fãs que estão desejosos de ver isso. Li imensos fóruns e tentei apanhar as coisas-chave que as pessoas adoram na Harley e ter a certeza que o transmitia enquanto criava com o David uma pessoa crível. O resto foi criação, completamente”. Particularmente marcante em Harley Quinn é o seu guarda-roupa e maquilhagem, num processo que demorava 3 horas a concluir, já que incluía tatuagens, peruca e a pele completamente branca. “Sem aquele cabelo e maquilhagem, não me sentiria, de todo, na personagem. Quando estou pronta, não me pareço em nada comigo mesma e começo a comportar-me de forma muito diferente”, assume Robbie. David Ayer corrobora: “É interessante porque quando vejo a Margot a sair do roupeiro, não a reconheço. Não sei quem é. Ela é o exemplo de alguém que se tornou completamente na personagem, se transformou e abraçou isto. Penso que faz parte da diversão”. O cineasta considera ainda que Harley foi a personagem mais divertida de escrever, devido à sua “anárquica alegria de vida. Ela é muito animada”.

Não obstante, Harley Quinn não seria, de todo, a mesma sem Joker. Margot Robbie assevera que a vilã é completamente “louca” quando está com o Joker mas, quando interage com os restantes membros do Esquadrão, fica “um pouco mais concentrada”. “Ela é incrivelmente dedicada ao Joker. Eles têm uma relação disfuncional, mas ela ama-o de qualquer forma”, salienta. A atriz classifica as cenas entre os dois como “muito selvagens e loucas”, sendo “estranho, um casal fascinante” e “de loucos, assustador”. “Estava obviamente muito interessada em todas as partes em como ela se tornou na Harley Quinn e como acabou em Arkham e por que ela quer lá estar. (...) Sempre gostei das suas histórias românticas porque sou uma rapariga e não consigo evitá-lo. Mas o que achei mais interessante foram as partes em que ela tinha grandes conversas iniciais com o Joker”. “A história da Harley tem que ver com os seus relacionamentos, não apenas com ele, mas com encontrar-se a si própria e a sua independência”, concluiu.

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ESQUADRÃO SUICIDA: O filme mais visto nos cinemas!

No fim-de-semana de abertura, ‘Esquadrão Suicida’ foi visto nas salas de cinema de Portugal, Angola e Moçambique por 126.154 espetadores correspondendo a uma receita bruta (GBO) de 747.142 Euros

Utilizando a receita bruta como referência, estes números representam o terceiro melhor fim-de-semana de abertura de sempre para um filme de super-heróis, o segundo melhor fim-de-semana de sempre de uma estreia em agosto, o melhor fim-de-semana de sempre de um filme protagonizado por Will Smith e também o segundo melhor fim-de-semana de abertura do ano.

‘Esquadrão Suicida’ estreou em 76 salas nacionais, Angola e Moçambique e está disponível em IMAX 3D, 4DX, DOLBY ATMOS, 2D e 3D.

Fonte: NOS Audiovisuais

Esquadrão Suicida

Pode-se dizer que «Esquadrão Suicida» é melhor do que «Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça», mas a verdade é que a fasquia no universo DC/Warner também não estava muito alta. O “esquadrão” está em serviços mínimos a tentar limpar a imagem dos heróis charneira da DC enquanto fazem o máximo de estragos no grande ecrã.

«Esquadrão Suicida» reúne o pior dos piores num grupo bastante suis generis de vilões forçados a formar uma super-equipa para reduzir a sua sentença na cadeia enquanto tentam salvar os EUA e o mundo.

O filme de David Ayer não é uma desilusão completa mas sabe a pouco. Numa equipa com tantos personagens com margem de progressão é algo frustrante que em 120 minutos só tenhamos quatro personagens com significado, as restantes figuras são absolutamente planas. A narrativa é uma espécie de anúncio de wrestling onde tudo é feito de plástico e onde falta alma e coração.

O humor é cáustico e tem a assinatura da senhora mais bela do hemisfério sul, a australiana Margot Robbie, que enche o ecrã e mostra que é muito mais do que uma cara laroca ao interpretar Harley Quinn, uma personagem tresloucada e profundamente apaixonada por Joker (Jared Leto), a maior desilusão do filme. O palhaço mais icónico do cinema (as minhas desculpas ao «It – Palhaço Assassino»), que teve no passado a assinatura de gigantes como Jack Nicholson ou Heath Ledger, surge sub-representado por Jared Leto que não é mais do que uma sombra pálida destas interpretações. É caso para publicar o anúncio: “Precisa-se Palhaço Psicótico”.

O melhor do filme, a par de Margot Robbie, é Will Smith e Joel Kinnaman que interpretam personagens assentes respectivamente no amor pela filha (Shailyn Pierre-Dixon) e na paixão por uma mulher, a arqueóloga June Moone (Cara Delevingne) que está possuída por uma entidade maligna com uma agenda de destruição global. A vilã do filme tem peso pluma face a uma super-equipa que passa o filme a discutir e a elaborar planos de fuga até que decidem perder as ilusões e agirem como heróis.

As debilidades do argumento são até certo ponto compensadas pela realização eficaz de David Ayer. Apesar de a montagem ter o ritmo acelerado de um videoclip conseguimos compreender tudo o que se desenrola em cena e as coreografias estão ao serviço das especificidades dos personagens. Os excessos de flashbacks provam ser interlúdios que preenchem os vazios narrativos dos personagens. Uma nota positiva também para a super banda sonora, um autêntico best-of dos monstros do rock.

Apesar da sua galeria de personagens excêntricos e da acção hard-core «Esquadrão Suícida» é um filme que claramente caminha sobre pezinhos de lã para não afundar ainda mais a reputação de um filão que se quer produtivo como o concorrente mais bem sucedido: a Marvel. Falta no cinema a duplicação dos sucessos da DC na televisão que gozam de liberdade criativa e narrativa e personagens de corpo inteiro. O maior sucesso crítico e comercial da DC continua a ser a saga operática de Batman, de Christopher Nolan. O filme referência de super-heróis de 2016 é mesmo «Deadpool», que na origem tinha a mesma irreverência e o sentido de politicamente incorreto de «Esquadrão Suicida», já esta produção da DC/Warner fica aquém das expectativas. Não há sucessos instantâneos sem muito trabalho, e a DC parece estar a forçar uma fórmula que claramente não resulta além dos fãs dos comics.

duas estrelas

Título Nacional Esquadrão Suicida Título Original Suicide Squad Realizador David Ayer Actores Will Smith, Jared Leto, Margot Robbie Origem Estados Unidos Duração 123’ Ano 2016

 

 

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