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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

«Teen Spirit: Conquista o Sonho» - trailer

Violet (Elle Fanning) é uma adolescente tímida que sonha em fugir da sua pequena cidade e seguir a sua paixão pela música. Com a ajuda de um mentor improvável, participa num concurso local de canto que testará a sua integridade, talento e ambição. Assente numa banda sonora pop, "Teen Spirit: Conquista o Sonho" é uma versão intensa e elegante da história da Cinderela.

Para além de protagonizar o filme, Elle Fanning interpreta também músicas de Robyn, Ellie Goulding, Tegan & Sara, Annie Lennox, Orbital, Sigrid, Carly Rae Jepsen e Jack Antonoff. O filme conta também com músicas de Ariana Grande, Katy Perry, Grimes, The Undertones, Aqua, Alice Deejay, Whitfield, Major Lazer e No Doubt.

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Mulheres do Século XX

É um facto: ainda não é desta que Annette Benning vai ganhar um Oscar. E como já disse o seu marido, Warren Beatty, ela é uma das maiores actrizes contemporâneas (e não foi por mera simpatia conjugal...). Apesar da sua notável composição em «Mulheres do Século XX», Bening ficou fora das nomeações, surgindo o filme citado apenas na categoria de argumento original, da responsabilidade do próprio realizador, Mike Mills.

Sublinhe-se, a esse propósito, que Mills — autor de «Beginners – Assim É o Amor» (2010), o filme que valeu um Oscar de actor secundário a Christopher Plummer — é, antes do mais, um brilhante narrador. Como se prova em «Mulheres do Século XX», ele conhece os valores eminentemente clássicos da narrativa, sabendo revelar-nos as convulsões internas de um contexto muito preciso, preservando sempre a dimensão mais irredutível, seja ela intelectual ou emocional, de cada personagem.

O título do filme envolve uma calculada ironia. Não se trata, de facto, de propor um qualquer balanço global das mulheres de todo um século, antes de escolher um período muito particular em que, por assim dizer, ecoam os temas, impasses e sucessos da evolução da própria condição feminina. Deparamos, assim, com a saga amarga e doce de um mãe (Benning) que, em finais dos anos 70, em cenários do sul da Califórnia, tenta transmitir ao seu filho (interpretado por Lucas Jade Zumann, espantoso e precoce talento) um sistema de valores capaz de integrar as ideias libertadoras da década anterior, em qualquer caso sem alimentar ilusões libertárias que o possam conduzir a um esvaziamento da própria identidade.

Dizer que estamos perante um herdeiro tardio de «Os Amigos de Alex» (1983), de Lawrence Kasdan, poderá ser sugestivo, embora «Mulheres do Século XX» dispense qualquer caução ou mecanismo de cópia. Ainda assim, sublinhe-se uma componente dramática que persiste. A saber: a sensação de um espírito de tribo que tem tanto de factor aglutinador das personagens, como de desafio às suas muitas e, por vezes, drásticas diferenças — sem efeitos especiais gratuitos, apenas por amor da complexidade dos seres humanos.

quatro estrelas

Título Nacional Mulheres do Século XX Título Original 20th Century Women Realizador Mike Mills Actores Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig Origem Estados Unidos Duração 119’ Ano 2016

O Demónio de Neon

A estreia de «O Demónio de Neon» leva-nos a rever o percurso marcadamente violento de um realizador dinamarquês que se tem em grande conta.

Nicolas Widing Refn é considerado um dos realizadores de cinema mais promissores do momento, sobretudo devido à originalidade visual que exibe nos seus filmes. No entanto, os cépticos, consideram que Nicolas Winding Refn esconde as suas limitações e a ausência de ideias sobre cinema num estilo vistoso e formalmente muito calculado. De qualquer modo os filmes que fez distinguem-se pela perspetiva ultra violenta e valorizam personagens que procuram uma transcendência.

Nicolas Winding Refn nasceu em Copenhaga, na Dinamarca, em 1970. A sua mãe, Anders Refn, é um editora de cinema e regular colaboradora de Lars von Trier. Com oito anos, Winding Refn mudou-se, com os seus pais, para Nova Iorque. Regressou a Copenhaga para terminar o ensino secundário mas regressou a Nova Iorque inscrevendo-se na Academia Americana de Artes Dramáticas. Foi expulso por mau comportamento e solicitou admissão na Escola de Cinema da Dinamarca, onde foi aceite. Mas antes de frequentar as aulas realizou e protagonizou um curta-metragem que foi transmitida num canal de televisão por cabo. O filme impressionou e Winding Refn reuniu condições para desenvolver a sua primeira longa-metragem mesmo antes de frequentar o curso. «Pusher» (1996), um filme sobre o submundo das drogas e do crime em Copenhaga que tinha uma violência incomum. O sucesso de «Pusher» levaria o realizador a rodar mais dois filmes, completando uma trilogia em 2004 e 2005.

Desde cedo que Winding Refn, combinou as estéticas do cinema europeu e norte-americano. Essa visão levou-o a afirmar por diversas que vezes que se William Shakespeare vivesse hoje “escreveria sobre o crime e não acerca da realeza.” É uma frase reveladora do seu caráter, de alguém que se tem em grande conta.

Winding Refn ainda realizaria um segundo filme em Copenhaga – «Bleeder» (1999), um drama sobre duas histórias familiares violentas – mas rapidamente ganhou espaço fora do reino da Dinamarca. O seu primeiro filme em inglês, «Fear X – O Medo», tem John Turturro no papel de um homem que lida com os fantasmas do homicídio da sua mulher, e foi bem recebido no Festival de Sundance.

No entanto, Widing Refn só conquistaria amplo reconhecimento crítico com «Bronson» (2009), onde Tom Hardy desempenha um criminoso em solitária cuja personalidade é suplantada pelo seu ater ego, Charles Bronson. É um filme sobre o horror irracional, que foi comparado a «Laranja Mecânica», de Stanley Kubrick.

No seu filme seguinte, o realizador deixou os conflitos urbanos contemporâneos que o popularizaram e abordou uma história de guerreiros medievais. «Valhalla Rising – Destino de Sangue» (2009) segue as aventuras de um guerreiro colossal e primitivo em terras da Escócia, entre pagãos e cristãos. É um filme enigmático sobre uma viagem misteriosa carregada de silêncios e simbolismos. Por isso pode ser considerada a primeira obra com dimensão transcendente de Widing Refn.

O realizador chegaria aos 40 anos mas não entrou em crise. Na sua primeira aparição no Festival de Cannes ele ganhou o prémio de melhor realizador com «Drive –Risco Duplo» (2011). O filme marcou o seu regresso aos Estados Unidos e foi um desafio do ator Ryan Gosling, um admirador confesso do cinema do realizador dinamarquês. «Drive – Risco Duplo» é adaptado de um romance de James Sallis e Gosling interpreta um duplo de cenas de ação que durante a noite conduz um carro em assaltos. Invariavelmente é um filme violento, que conjuga o submundo do crime com uma certa marginalidade na indústria do cinema.

Gosling protagonizou o filme seguinte do realizador. Em «Só Deus Perdoa» (2013), interpreta um homem exilado em Banguecoque, na Tailândia, que se vê obrigado a vingar a morte do irmão, desafiando o mais temível e implacável polícia da cidade. É um jogo de violência realizado com enorme austeridade verbal e visual.

O realizador regressou aos Estados Unidos e fixou o seu olhar no mundo glamoroso da moda. «O Demónio de Néon» (2016) é um filme de terror sobre uma jovem aspirante a modelo cuja vitalidade e juventude desperta os piores sentimentos de outras mulheres. Amado e detestado, tenderá a ser o filme mais controverso do realizador. Seguramente que Refn não se sente desconfortável por ter forçado os limites da compreensão dos espectadores e da crítica através de um filme grotesco e elegante. Hoje podemos vê-lo como um esteta demoníaco, o que ainda não faz dele um cineasta.

tres estrelas

Título Original The Neon Demon Realizador Nicolas Winding Refn Actores Elle Fanning, Keanu Reeves, Christina Hendricks Origem Estados Unidos/França/Dinamarca Duração 102’ Ano 2016

The Neon Demon - O Demónio de Néon

Virou desporto nacional na França falar mal de Nicolas Winding Refn desde que ele derrotou medalhões europeus e darlings asiáticos na disputa pelo prémio de melhor diretor de Cannes em 2011 com «Drive». O fato de ter realizado um dos filmes definitivos da História do cinema de ação deu a ele empenho para desbravar outros géneros. Aqui é o terror, visitado a partir do mundo da moda, numa narrativa experimental, por vezes afetada demais, que joga seus primeiros 20 minutos no lixo, em excessos de autoindulgência diante da beleza de seus planos. Mas, logo que se percebe sua instância sinistra, tudo se ajeita num aterrador espetáculo. Elle Fanning é a jovem modelo engolida por uma Los Angeles onde canibais se infiltram no universo das passarelas, dispostas a cooptar mocinhas inexperientes e fazer delas seu lanche da tarde. Keanu Reeves tem uma participação-relâmpago, mas deliciosa neste que é o filme de melhor fotografia da seleção competitiva de Cannes em 2016.

tres estrelas

Título Original The Neon Demon Realizador Nicolas Winding Refn Actores Elle Fanning, Keanu Reeves, Christina Hendricks Origem Estados Unidos/França/Dinamarca Duração 102’ Ano 2016

CANNES 2016 — filmes em competição - «Neon Demon»

História de uma jovem que quer triunfar como modelo em Los Angeles, o novo título de Nicolas Winding Refn anuncia-se como um exercício de terror, protagonizado por Elle Fanning, Keanu Reeves e Christina Hendricks. É a terceira vez que este cineasta dinamarquês está na secção competitiva do festival, tendo ganho o prémio de realização em 2011, com «Drive - Risco Duplo».

Título Original Neon Demon Realizador Nicolas Winding Refn Actores Keanu Reeves, Christina Hendricks, Elle Fanning Origem Estados Unidos/França/Dinamarca Duração 110’ Ano 2016

The Neon Demon - trailer

Jesse (Elle Fanning) deseja ser uma modelo quando se muda para Los Angeles, a juventude e a sua vitalidade são cobiçadas por um grupo de mulheres obcecadas pela beleza, as mesmas pretendem tirar por todos os meios necessários os atributos de Jesse.

Título Original The Neon Demon Realizador Nicolas Winding Refn Actores Elle Fanning, Keanu Reeves, Christina Hendricks Origem Estados Unidos/França/Dinamarca Duração 102’ Ano 2016

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