logo

Entrar
Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Demolição

O realizador de «O Clube de Dallas» (2013) e «Livre» (2014) assina um drama sobre um jovem financeiro que num acidente de automóvel perde a sua mulher. A partir daí, decide tornar-se num niilista de primeira, mandando às urtigas o consumismo capitalista que preconizava o seu dia-a-dia.

O filme é sobretudo um veículo para mais uma monstruosa interpretação de Jake Gyllenhaal, ator que na sessão de abertura teve direito uma ovação estrondosa. Gyllenhaal, que depois de Locarno («Southpaw», de Antoine Fuqua) e Veneza («Evereste», de Baltasar Kormákur), se torna uma das figuras desta edição. Há quem já tenha feito um neologismo: vivemos a época do Jakeawake (chalaça com a palavra terramoto). E em «Demolition» ele tem precisamente essa vertigem de tremor: canta, chora, dança, implode e explode. É uma explosão também ao som dos Rolling Stones, quase em espiral de um desejo punk de destruir.

Ainda não é desta que Valée faz um filme obrigatório mas é um cineasta que não falha.

Rui Pedro Tendinha em Toronto

Mídia

Modificado emsexta, 13 maio 2016 21:58

Deixe um comentário

Certifique-se que coloca as informações (*) requerido onde indicado. Código HTML não é permitido.