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Actualizado às 12:33 AM, Nov 18, 2019

A Tale of Love and Darkness

Embora tenha trabalhado com alguns dos mais influentes diretores autorais dos EUA, como Woody Allen, Tim Burton, Terrence Malick e (ok! até) George Lucas, Natalie Portman deixou-se influenciar mais pelo diretor número 1 do cinema israelense, Amos Gitai, em seu primeiro longa-metragem de ficção como realizadora. Natalie trabalhou com Gitai em «Free Zone» (2005) e usou o que aprendeu com o mestre para adaptar as memórias de um outro Amos, o escritor Amos Oz, para as telas, num drama dilacerante, capaz de expor seus atributos mais sólidos no comando de uma câmera ligada. Embora politicamente ingênuo, aferroado a uma crença política incapaz de alcançar a transcendência, esta reconstituição histórica dos primeiros anos de Jerusalém como coração do Estado de Israel acerta na maneira como valoriza os dramas individuais de seus habitantes. São pequenos microcosmos inflamados não por questões de governo mas sim por traumas pessoais. E aí que Natalie mostra seu domínio nato da arte de atuar no papel da mãe de Oz.

Rodrigo Fonseca em Cannes

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº29)

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Modificado emsexta, 13 maio 2016 22:00
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