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Actualizado às 10:16 PM, Dec 11, 2019

Room

Room Room

Baseado no romance homónimo de Emma Donoghue, «Room» é um dos retratos mais convincentes do poder maternal. Uma história arrebatadora, que no papel pode parecer uma ideia pouco atraente mas que depois nos surpreende. Na verdade, não se parece com nada que já tenhamos visto. É esse efeito de desconforto territorial que lhe aufere um valor humano profundo, quase existencialista. Sentimo-nos tão chocados como tocados, tão maravilhados como abençoados. Aquela criança, obrigada a inventar um mundo e, depois a descobri-lo, consegue um milagre de cinema: voltarmos a imaginar a nossa infância. Será como um jogo de crianças? Talvez, mas talvez ainda mais como um conto de fadas à Lewis Carroll, com monstros de verdade. Jack, o menino, sente-se como Sansão. Trata-se de uma das personagens mais fascinantes que aqui se viu no Festival de Toronto, sublinhada por uma interpretação de um menino de sete anos sobredotado, de nome Jacob Tremblay. Vamo-nos lembrar tanto dele como ainda nos lembramos d’ «O Menino Selvagem», de Truffaut. Obviamente, também será impossível não ficarmos devastados com o tour de force de Brie Larsson, a atual revelação de Hollywood.
Em «Room» entramos na infância pelos portões do pesadelo real.

Rui Pedro Tendinha em Toronto

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Modificado emsexta, 13 maio 2016 22:04
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