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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

O Principezinho

Sermos responsáveis pelos amores que cativamos pelo caminho é uma lição que Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) ensinou à sua legião de leitores desde a publicação de “Le Petit Prince” em 1943. Os saberes que o principezinho adquire a duras penas, em meio a baobás invaginando a paisagem do asteróide B-612, são compartilhadas nesta releitura do diretor Mark Osborne («Kung Fu Panda») a partir de uma narrativa capaz de mesclar diferentes técnicas de animação. O eixo é encontro de uma menina com seu vizinho excêntrico, um aviador (dublado por Jeff Bridges no original) que, num passado distante, travou contato com um garotinho de outro mundo. A trilha sonora de Hans Zimmer e Richard Harvey pontua os momentos de maior coeficiente lacrimoso do livro, que foi relido por Osborne com o cuidado de preservar sua dimensão filosófica. As reflexões de que jiboias podem engolir elefantes, uma vez que a imaginação é mais forte do que conhecimento, voltam aqui arejadas por recursos de computação gráfica, comunicando-se mais diretamente com novas gerações. É uma pedida certa para o Oscar de melhor longa animado de 2016.

Rodrigo Fonseca em Cannes

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 29

Mídia

Modificado emquinta, 06 outubro 2016 20:17

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