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Actualizado às 9:45 PM, Sep 22, 2019

Mr. Holmes

Mr.Holmes Mr.Holmes

Exibido na seleção oficial, mas fora de competição, neste filme apenas se encontra uma certa simpatia britânica que cumpre o objectivo de agradar. O realizador de «Deuses e Monstros» (1998) volta a oferecer a Ian McKellen um dos maiores momentos da sua carreira, neste caso na pele de um idoso Sherlock Homes com mau feitio e problemas de memória. Quase se poderia chamar “O Meu Nome é Sherlock”... Narrado em dois tempos, acompanhamos a relação do mais famoso detetive mundial que aos 93 anos tenta recordar-se do último caso que não chegou a resolver.

Condon consegue resgatar o filme de fórmulas fáceis e, às tantas, até parece ter uma dignidade de conto tocante sobre a solidão. Muito graças a Ian McKellen, «Mr. Holmes» é bem capaz de ter uma notoriedade que poucos esperavam. Não é fácil refletir e trabalhar sobre mitos e as suas sombras, mas Condon sabe o que está a fazer. Na sessão de gala foi muito aplaudido e parece ter tudo para se tornar num chamado crowd pleaser. Um filme bem composto, às vezes em demasia...

Mr. Holmes de Bill Condon

Rui Pedro Tendinha em Berlim

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 27

Modificado emsexta, 13 maio 2016 22:22
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