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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

Rabo de Peixe

Foi um dos filmes mais falados do festival, mesmo não estando na seleção oficial. «Rabo de Peixe», de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, foi apresentado no Forum, a secção mais arriscada do festival – ainda está fresco o Leopardo de Prata de Locarno para «E Agora? Lembra-me». O curioso é que esta nova longa-metragem, que foi remontada a partir do material de um documentário para a RTP concluído há 14 anos, tem pontos de rima com o último trabalho da dupla de autores. Sente-se a mesma sensibilidade no olhar de partilha humana. Sente-se uma mesma poesia da primeira pessoa. O filme finta o tema do preconceito e desconstrói as ideias feitas com um novo olhar sobre uma comunidade piscatória dos Açores, que ganhou fama de ser um dos locais mais pobres e duros da Europa. Para Pinto e Leonel o importante são as pessoas, as suas vidas.

Com narração dividida a partir de diários (ou diálogos?) cruzados entre os dois autores, somos convidados a ir à pesca, a conhecer a beleza da vila e a entrar pelas vivências dos seus habitantes. A par disso, a câmara consegue pequenos portentos de uma escala épica, tanto na forma como se sente o tempo a passar, como na dimensão de aventura humana. «Rabo de Peixe» é um imenso filme de amigos, uma grande celebração dos valores da amizade. Vai ter de estrear nos cinemas portugueses – é demasiado cinematográfico para voltar à televisão...

Rui Pedro Tendinha em Berlim

Título Nacional Rabo de Peixe Título Original Rabo de Peixe Realizador Nuno Leonel, Joaquim Pinto Origem Portugal Duração 103’ Ano 2015

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº27)

Foi um dos filmes mais falados do festival, mesmo não estando na seleção oficial. «Rabo de Peixe», de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, foi apresentado no Forum, a secção mais arriscada do festival – ainda está fresco o Leopardo de Prata de Locarno para «E Agora? Lembra-me». O curioso é que esta nova longa-metragem, que foi remontada a partir do material de um documentário para a RTP concluído há 14 anos, tem pontos de rima com o último trabalho da dupla de autores. Sente-se a mesma sensibilidade no olhar de partilha humana. Sente-se uma mesma poesia da primeira pessoa. O filme finta o tema do preconceito e desconstrói as ideias feitas com um novo olhar sobre uma comunidade piscatória dos Açores, que ganhou fama de ser um dos locais mais pobres e duros da Europa. Para Pinto e Leonel o importante são as pessoas, as suas vidas.

Com narração dividida a partir de diários (ou diálogos?) cruzados entre os dois autores, somos convidados a ir à pesca, a conhecer a beleza da vila e a entrar pelas vivências dos seus habitantes. A par disso, a câmara consegue pequenos portentos de uma escala épica, tanto na forma como se sente o tempo a passar, como na dimensão de aventura humana. «Rabo de Peixe» é um imenso filme de amigos, uma grande celebração dos valores da amizade. Vai ter de estrear nos cinemas portugueses – é demasiado cinematográfico para voltar à televisão...

Rui Pedro Tendinha em Berlim

Título Nacional Rabo de Peixe Título Original Rabo de Peixe Realizador Nuno Leonel, Joaquim Pinto Origem Portugal Duração 103’ Ano 2015

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº27)

Modificado emquinta, 28 abril 2016 13:13

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