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Actualizado às 10:34 PM, Sep 15, 2019

«Verão (Leto)» - crítica

Destaque «Verão (Leto)» - crítica

Batizado em referência a uma canção (traduzida em Português como “Verão”), «Leto» revive a saga do compositor e roqueiro soviético de origem coreana Viktor Tsoi (1962-1990), cujas letras serviram de bandeira para uma geração que cresceu vendo a URSS desintegrar-se. As letras rimam com a liberdade, cantada com ecos punk à la Ramones pela sua banda, Kino. Ele foi “o” poeta de Leningrado, o Leningrado do R-Rock, o rock n´roll russo. Realizador deste apaixonante musical, Kril Serebrennikov, que nasceu em 1969, ouviu Tsoi na sua juventude e levou os ideais do músico para o seu cinema e para os palcos, onde militava à frente do Centro Gógol de Teatro Contemporâneo até ser preso, em agosto, no fim das filmagens da saga de Viktor. A acusação - uso indevido de verbas públicas – não foi comprovada, o que deflagrou uma campanha em Cannes (com pins e t-shirts) pela sua libertação. O diretor artístico do evento, Thierry Frémaux, pediu um induto ao presidente Vladimir Putin para que ele fosse libertado para participar da sessão de gala de «Leto», na quarta. A resposta: “Seria um prazer ajudar Cannes, mas, na Rússia, a justiça é independente”.

[crítica publicada na Revista Metropolis nº 60 de Junho de 2018]

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