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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

Mulher-Maravilha

Destaque Mulher-Maravilha

A «Mulher-Maravilha» é mesmo um dos melhores filmes de sempre da DC mas será que isso chega? No aguardado – e muito merecido – filme a solo de uma das heroínas mais conhecidas e poderosas da banda-desenhada, ficamos a conhecer a jovem Amazona Diana Prince (Gal Gadot), tão corajosa quanto ingénua, tão poderosa quanto passional. Diana só conhece uma realidade, a ilha das Amazonas, quando, um dia, o avião do piloto Steve Trevor (Chris Pine) se despenha e Diana se dá conta que, afinal, há um enorme conflito bélico a assolar o mundo: a I Guerra Mundial. A heroína não hesita e assume a sua posição enquanto defensora da Paz, tornando-se, inadvertidamente, na Mulher-Maravilha.

Patty Jenkins dirige a obra de forma segura mas algo repetitiva, com as cenas de ação a terem sempre a mesma cadência, recorrendo-se a muitos slow-motion – e o que poderia ser um arrojo acaba por revelar-se algo maçador, com alguns momentos a parecerem um pouco artificiais. O argumento não é muito inventivo, deixando a previsibilidade reinar, apesar de haver algum esforço em tentar aligeirar a obra com alguns momentos de humor, ao contrário daquilo que acontece noutros filmes DC. Todavia, ainda não é desta que se acerta por completo no tom. A banda-sonora é muito acertada, sempre com algo a fazer lembrar a fantástica música de assinatura criada por Hans Zimmer para «Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça» (2016).

Gal Gadot é impressionavelmente crível e faz-nos mesmo acreditar que ela É a Mulher-Maravilha. Entre golpes de luta arrebatadores e um grande carisma, a atriz israelita acerta em cheio no retrato da personagem, humanizando-a em vários momentos. É mesmo o melhor do filme.

A «Mulher-Maravilha» está longe de ser um desastre: é uma aventura consistente, com alguns momentos mais marcantes em termos de realização e uma protagonista que vive a personagem. Todavia, esperaram-se muitos anos para que esta Mulher-Maravilha pudesse ter um filme a solo e muito ficou por abordar, perdendo-se uma oportunidade para a DC inovar numa fórmula que já começa a dar sinais de desgaste. «Mulher-Maravilha» é empolgante mas falta garra e paixão e isso, já sabemos, a nossa heroína tem de sobra.

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